Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
10 Capítulo 9 – Mass Escape
Notas iniciais
Capítulo 9 – Mass Escape
“Fuga em massa”
– NARRAÇÃO – outubro de 1996 —
– Então... Você é bem próxima ao Malfoy, não é?
– Sim... – respondeu desconfiada – Por que a pergunta?
– Eu vi vocês dois na seleção do time, e nas rondas, e nos treinos...
– Isso é ciúme Sr. Krum?
– Não, claro que não. – respondeu colocando as mãos nos bolsos.
– Mas você está certo, nós somos mesmo bem próximos... – disse ela aproximando-se de Vitor – Digamos que somos os únicos que entendemos certos assuntos um do outro...
– E que assuntos são esses?
– Desculpe, mas isso não posso contar. – respondeu sorrindo e posicionando-se à centímetros dele. – Vitor, Draco é meu melhor amigo, eu confio nele e nós nos damos muito bem, nos entendemos... Você estar com ciúmes dele é o mesmo que estar com ciúmes do Harry... Além do mais, Draco é o namorado de uma das minhas melhores amigas e eu sou namorada do professor mais lindo que existe!
– Isso é jogo sujo sabia? – perguntou tirando um fio de cabelo do seu rosto e beijando sua bochecha carinhosamente.
– No amor e na guerra vale tudo... – respondeu ela fechando os olhos enquanto Vitor rodeava sua cintura com o braço livre, aproximando-os ainda mais – Ou pelo menos é o que dizem...
– Seduzir o namorado, conta?
– Com certeza... – sorriu ela antes de puxar Vitor pelo colarinho e beijá-lo apaixonadamente.
– Acho que vou me deixar ser seduzido mais vezes... – riu ele logo que se separaram em busca de ar.
– Então teremos que deixar para outro dia, estou atrasada!
– Você vai à Hogsmead mesmo?
– Sim senhor. – respondeu batendo a ponta do dedo sobre o nariz do namorado suavemente.
– Tome cuidado...
– Lupin e a Tonks também vão, fora a Minerva e meu pai. Não se preocupe, vai ficar tudo bem...
– Eu sei, mas cuidado nunca é demais... – respondeu ele beijando seu rosto rapidamente para logo soltá-la – Bom passeio...
– Até depois! – piscou antes de deixar a sala do instrutor de voo e se dirigir ao Salão Comunal.
– Violet -
– Finalmente, pensei que não ia... – ironizou Mary.
– Bem, estou aqui... – sorri sentando-me na poltrona – Onde estão os outros?
– Alessa e Sophie foram na frente com o resto do time...
– Então vamos também! – levantei-me rapidamente – Sabe se a Luna vai?
– Parece que sim, ela ia se encontrar com o Trio de Ouro... É melhor pegar um cachecol, está frio.
– Mas eu estou com calor...
– Porque você veio correndo! – rebateu – Mas para a sua sorte, eu sou uma ótima amiga e trouxe seu cachecol...
– Você está certa, é uma ótima amiga... – ri enquanto saíamos do castelo.
Sr Filch, como sempre, estava reunindo as autorizações, porém, eu já era considerada maior de idade no mundo bruxo e não precisei de nenhuma. Mary e eu nos encontramos com Luna, Harry, Rony e Hermione no caminho e ocupamos a mesma carruagem até o povoado de Hogsmead, totalmente coberta pela neve branca e gélida de outubro.
Harry e Luna conversavam alegremente, Rony tentava evitar as discussões com Hermione e Mary estava claramente desconfortável.
– Mary? Está tudo bem? – perguntei atrasando-nos um pouco da turma.
– Claro...
– Você parece desconfortável...
– Eu estou tão acostumada com os passeios com as meninas e o time, basicamente sonserina, que agora é estranho estar entre grifinórios... Não é preconceito, é só que...
– Você não se sente à vontade com eles. – completei. – Eu te entendo. Por mais que eu ame meu irmão e seus amigos, não consigo ter com eles a mesma liberdade que tenho com a sonserina...
– Até os assuntos são diferentes... – concordou Mary rindo e descontraindo o clima, porém, parou nesse momento, fazendo-me esbarrar nela.
Mary estava parada no meio do caminho e encarava uma espécie de mural na parede mais próxima.
– Mas o que... – falei, porém, parei assim que vi do que se tratava.
Era a edição da manhã do Profeta Diário.
FUGA EM MASSA DE AZKABAN
A onda de terror causada com a volta de Você-Sabe-Quem vem aumentando cada vez mais. Após a confirmação do desaparecimento do Sr. Olivaras e o Sr. Fortescue, foi encontrado morto o ex-comensal Igor Karkaroff. As suspeitas são de que o ex-diretor do Instituto Durmstrang foi assassinado em sua casa durante à noite.
Fontes seguras afirmam também que, após a prisão de Lucio Malfoy por associação ao Círculo das Trevas, o Ministério mandou profissionais para revistarem a mansão Malfoy a fim de provas que comprometessem o ex-membro do Conselho Ministerial. Entretanto, de acordo com a Sra. Malfoy, “Não há o que procurar justamente porque não há o que encontrar”.
Talvez Narcissa Malfoy esteja certa, mas não há como negar que pessoas estão desaparecendo com mais frequência, sendo que ontem uma terrível e preocupante notícia foi divulgada.
Uma das torres de Azkaban, a prisão mais segura já criada, foi invadida e inúmeros presos conseguiram fugir. A suspeita é de que a invasão ocorreu durante á noite por Comensais da Morte, quando a segurança foi burlada e seguidores de Você-Sabe-Quem foram soltos. Se antes havia qualquer dúvida quanto à lealdade dos Dementadores, com o último evento todas foram sanadas. Os protetores de Azkaban estão ao lado de Você-Sabe-Quem juntamente aos gigantes.
Ainda não foi confirmado o número de fugitivos, porém estima-se trinta. Dentre eles, nomes como Rabastan Lestrange, Yaxley, Augustus Rookwood, Antonio Dolohov, Mulciber e Thor Rowle foram confirmados.
Todos os aurores se dirigiram à Azkaban e estão tomando as medidas necessárias para capturar os fugitivos, mas não podemos nos enganar. Mais de 30 Comensais da Morte estão soltos e dezenas de Dementadores voltaram-se contra o Ministério.
“Faremos o possível para contornar a situação, mas não vamos negar que apenas um milagre pode nos salvar. Peço que todos redobrem suas seguranças, tenham cuidado com as pessoas em quem confiam e não saiam, e hipótese alguma, sozinhos de suas casas. A situação é gravíssima e ficará cada vez pior”, disse a Ministra Seyfried num comunicado oficial.
– Violet...
– Está ficando pior... Muito pior. – sussurrei encarando os cartazes com fotos de comensais na parede, e dentre eles, Bellatrix Lestrange.
– Isso significa que...
– Não estamos seguros. – respondi.
Antes que pudesse falar qualquer outra coisa, um grito feminino ecoou pela neve e chamou nossa atenção. Minha primeira reação foi dar um passo para trás, o medo de que algum comensal pudesse estar ali atacando alguém me preencheu por completo, mas logo a sensação foi substituída por algo inexplicável, algo que me puxava naquela direção. Não pensei duas vezes e corri com Mary ao meu lado.
– Fiquem aqui, vou buscar ajuda! – exclamou uma voz conhecida.
Aproximei-me mais na densa névoa e encontrei Harry correndo em direção ao povoado, Hermione, Rony e Katie Bell em pé, estáticos, e uma terceira garota loira caída no chão.
– Luna! – gritei aproximando-me rapidamente da loira desmaiada e, ignorando os avisos de Hermione, Rony e Katie, toquei no rosto pálido de Luna.
Assim que minha pele encostou-se à sua, senti uma energia revigorante me atingir e um choque elétrico percorrer minha espinha. Algo pareceu puxar meus olhos para o lado e então percebi um pacote aberto e um colar de opalas caído no chão.
De alguma forma, o brilho das pedras me atraia profundamente, era como se eu estivesse hipnotizada por sua beleza, ele exalava magia e algo dentro de mim transformou-se num desejo insaciável de tocá-lo. Ergui minha mão e, quando estava prestes a tocar as pedras esverdeadas e brilhantes, alguém agarrou meu braço e puxou-me do chão.
Assim que o contato foi quebrado e voltei à mim, olhei para cima e percebi que quem me puxara do chão fora Draco, que me encarava com um pavor óbvio em seus olhos.
– Draco... – comecei confusa, porém, antes que eu pudesse concluir a frase senti minha mente pesar e meus joelhos falharem.
A última coisa que me lembro foi de uma sombra negra se aproximando enquanto eu caia no chão e fechava os olhos para a inconsciência.
**************
Não sei quanto tempo dormi, mas quando abri os olhos uma claridade horrível invadiu meus olhos. Tentei fechar minhas mãos e percebi que uma delas era ocupada por algo frio e áspero. Abri os olhos novamente e olhei ao redor, percebendo que o que segurava a minha mão era a do meu pai, que permanecia sentado numa cadeira ao lado da cama em que eu estava deitada.
– Violet? – perguntou Madame Ponfrey aproximando-se e examinando meu rosto – Como está se sentindo?
– Com fome...
– Certo, fora a fome... – riu.
– Estou bem... O que aconteceu?
– Aconteceu que você definitivamente é louca! – exclamou meu pai me encarando. – Madame Ponfrey, por favor, deixe-nos sozinhos...
– Claro... – respondeu ela lançando-me um olhar tenso antes de sair da enfermaria.
– O que estava pensando quando encostou em uma aluna que fora azarada e logo em seguida num colar amaldiçoado? – perguntou com uma fagulha de raiva em seus olhos, o que me assustou, pois poucas vezes vi o mesmo olhar direcionado à mim.
– Eu... Eu não sei. Foi um impulso, quando vi a Luna ali, desmaiada, não pensei duas vezes e tentei ajudar... Eu senti algo estranho e foi então que eu vi o colar... De alguma forma ele estava me atraindo, eu me senti...presa... – expliquei – E quanto à Luna? O que aconteceu com ela?
– O colar foi amaldiçoado e a Lovegood ia trazer o pacote para a escola, quando ela tocou na pedra foi azarada. McGonagall a mandou para o St Mungus...
– St Mungus?! – surpreendi-me – Mas como esse colar foi parar nas mãos dela? A Luna nunca faria algo assim!
– Alguém mandou por ela, só não sabemos quem era o alvo.
– E porque o colar me afetou? Eu nem encostei nele...
– Graças ao Malfoy. – rebateu – O colar tinha Magia Negra Violet... Por isso te atraiu inconscientemente, porque você também tem essa magia no sangue.
Então eu entendi. A magia negra que corria em minha corrente sanguínea ainda estava descontrolada e, quando um objeto tão carregado de magia estava por perto, fui inconscientemente atraída por ele.
– Quanto tempo eu fiquei desacordada dessa vez?
– Você passou a tarde toda aqui, são quase oito da noite. – respondeu aproximando-se — Violet... Você precisa parar com esse heroísmo!
– Não é heroísmo, eu apenas não consigo me controlar quando um dos meus amigos está em perigo!
– Pois então controle suas emoções e discipline sua mente! Você não pode continuar com esse heroísmo e se prejudicar dessa forma! Já percebeu que sempre que tenta algo assim você acaba na enfermaria? Não acha que está na hora de mudar?
– Eu sei que sempre venho para a enfermaria, mas não consigo evitar!
– Pois então tente! – insistiu sentando-se ao meu lado na cama e de frente para mim – Você viu a matéria do Profeta Diário não viu? Os seguidores de Lord Voldemort fugiram de Azkaban e estão por aí, soltos... Os dementadores e os gigantes estão ajudando e agora alguém colocou uma maldição num colar e entregou para uma aluna! Estamos entrando numa guerra!
– Eu sei! Mas não adianta tentar me mudar que não vai conseguir! Eu vou até o inferno por meus amigos!
– E é exatamente isso que me preocupa... Quanto mais você se importa, mais você tem a perder. – murmurou – Será que é pedir muito que minha filha tenha amor à própria vida?
– Posso tentar... – sorri marotamente. – Quando vou sair daqui?
– Depois conversamos sobre isso... – rolou os olhos.
Durante boa parte da noite permaneci na enfermaria e meu pai ficou ao meu lado, sendo que apenas no início da manhã Snape saiu e Harry apareceu.
– NARRAÇÃO -
– A escola inteira já está sabendo que a Luna foi para o St Mungus e você veio para cá... – disse Harry minutos depois de chegar.
– O que realmente aconteceu Harry?
– Luna tinha ido ao banheiro do Três Vassouras e eu fiquei conversando com o Ron e a Mione, depois de um tempo ouvimos uma discussão e quando nos aproximamos vimos a Luna e a Katie discutindo por um pacote. De repente o pacote rasgou e a Luna, do nada, começou a...levitar, ou algo assim, os braços estendidos e os olhos fechados. Foi assustador, nunca tinha visto a Luna daquele jeito, e depois ela começou a gritar e dava para perceber a agonia na voz dela...
Aquilo apertou meu peito. Como alguém poderia fazer algo daquele tipo com uma criatura tão pura e inocente como Luna Lovegood?
– Quando a Mione, o Ron e eu nos aproximamos para puxá-la pela perna, ela caiu no chão desmaiada. Aí eu fui procurar ajuda e, quando voltei com o Hagrid, seu pai estava ajoelhado ao seu lado enquanto você estava desacordada no colo do Malfoy...
– Como aquele colar chegou até a Luna? E quem era o alvo?
– Não sei, mas nós achamos que poderia ser Dumbledore, Slughorn ou... eu ou você...
– Mas Dumbledore não está na escola há dias, ele desapareceu...
– É, eu soube... O lugar dele está sempre vazio...
– Isso está ficando perigoso Harry, se Voldemort realmente mandou aquele colar pela Luna, o alvo só pode ser eu, você ou Dumbledore... Estamos desprotegidos...
Harry não disse nada, mas em seu íntimo tinha certeza de que Draco Malfoy era um comensal e havia mandado o colar à Dumbledore por meio de Luna. A conversa entre o sonserino e o dono da Borgins & Burkes não saía de sua cabeça. Draco havia pedido algo para ser concertado, algo secreto e extremamente estranho... Depois o loiro levantara a manga da blusa e mostrara algo ao homem, que se assustou e logo aceitou as condições do jovem Malfoy.
Nada tirava da cabeça de Harry que o colar havia ido junto com a encomenda do Malfoy, que andava muito estranho e recluso ultimamente. Sem contar que, coincidentemente, o garoto estava ao lado da Violet quando a sonserina foi afetada pelo colar.
– Pelo menos esse ano temos aula de DCAT com magia... – comentou Harry – Por mais que eu não goste do seu pai e ele de mim, tenho que admitir que ele ensina bem...
– Merlin, que milagre! – debochou ela rindo.
– Sabe que, por causa da profecia e tudo que aconteceu, Dumbledore quer me dar aulas particulares...
– Isso é incrível Harry! Dumbledore é provavelmente o bruxo mais poderoso da nossa época, ele vai te ajudar bastante! Agora entendi o porque de ter melhorado tanto em poções esse ano...
– É... – respondeu ele sem graça.
Harry não contou que o motivo de ter melhorado em poções era o livro do Príncipe Mestiço, até porque ele não havia tido nenhuma aula com Dumbledore ainda.
– O que aconteceu para você desmaiar?
– O colar estava impregnado de magia negra, e como essa mesma magia corre em minhas veias, me senti atraída e não consegui evitar... Quanto mais perto estava do colar, mais forte e mais hipnotizada eu ficava.
– Você precisa aprender a controlar essa magia, se é que dá para fazer isso... – comentou preocupado – Mas e depois?
– Depois o Draco agarrou meu braço e impediu que eu encostasse no colar. Quando ele me puxou para longe das opalas eu me senti fraca e desmaiei.
– De onde o Malfoy chegou?
– Não sei...
“Aposto que o Malfoy deu o colar para a Luna entregar ao Dumbledore, mas quando viu que a Violet seria atingida se arrependeu e tentou salvá-la... Covarde!”, pensou Harry.
Violet permaneceu na enfermaria durante a manhã toda e, quando finalmente teve alta, Draco foi buscá-la. Ele precisava saber se a amiga ficaria bem.
– Você veio me buscar? Sério? – estranhou Violet enganchando seu braço no do loiro enquanto caminhavam pelo corredor que ia para as masmorras.
– Não posso vir buscar minha amiga? – ironizou – Como está? Ou melhor, o que aconteceu?
– O colar tinha magia negra concentrada, e como meu sangue também tem, fui atraída involuntariamente... Quanto mais perto, mais forte eu me sentia.
– É sério, você precisa parar com isso.
– Isso o quê?
– Esse...heroísmo. Não pode ver ninguém precisando que você logo corre para ajudar, danem-se as consequências. Faz bem pensar em si mesmo às vezes, sabia?
– Você tem algum acordo com o meu pai?
– Eu? – perguntou inseguro.
– Ele me disse a mesma coisa!
– Então é sinal de que estou certo.
– Draco, não posso simplesmente ignorar alguém quando eu poderia estar ajudando!
– Mas você não estava com ela quando a Lovegood foi azarada!
– Como você sabe? – perguntou parando subitamente, desconfiada.
– Como se alguém já não soubesse à essa altura... – ironizou ele tentando consertar a besteira que tinha dito. — Você não estava com ela e mesmo assim correu para ajudá-la, nem sabia o que tinha acontecido e já pegou no braço dela! E se ela estivesse pior? E se a magia fosse mais forte?!
– Ei, calma! – pediu ela percebendo o desespero na voz do amigo – Eu estou bem Draco, não aconteceu anda comigo...
– Desculpa Violet, é só que... Eu fiquei preocupado.
E realmente ficara. Draco acompanhou Lovegood desde que dera o embrulho para a loira. Ele viu quando a garota tocou na joia e viu também a agonia que Luna sentira. Mas a pior parte foi quando Violet correu para a loira e encostou em sua pele alva. Draco sabia que o colar estava impregnado de magia negra e quando viu a melhor amiga se aproximar da joia, ficou desesperado e correu para impedi-la.
– É sério, vou ficar mal-acostumada desse jeito...
– Violet! – chamou Harry, que aproximava-se com Rony ao lado. – Malfoy... Pensei que seria liberada agora, ia te buscar...
– Pois é, consegui um desconto com a Madame Ponfrey – piscou ela, ainda de braços dados com Draco.
– Você já pode ir Malfoy, eu cuido dela.
– Você não manda em mim Potter.
– Gente... – tentou Violet, porém, inutilmente.
– Sai daqui Malfoy, já não basta o que fez com a Luna?
– Como é?
– Eu sei que foi você que mandou aquele colar para a Luna entregar ao Dumbledore, não adianta mentir! Sai de perto da minha irmã!
– Eu já disse que você não manda em mim Potter! – rebateu Draco aproximando-se de Harry, que fez o mesmo – Para a sua informação, eu não vou fazer nada com a Violet, e ao contrário de você, eu a salvei em Hogsmead e fui buscá-la agora! Nem você nem nenhum de seus amigos traidores de sangue vão me impedir de ficar perto dela, ouviu Potter?!
Draco e Harry trocavam ofensas o tempo todo, Rony encarava a discussão de boca aberta, esperando que qualquer um deles sacasse a varinha e um duelo começasse. Violet, por sua vez, estava perdendo a paciência cada vez mais, não sabia como explicar, mas sentia uma raiva começando a crescer em seu peito.
Violet não sabia, mas quando ficou tempo demais perto do colar enfeitiçado, ela foi “recarregada” de magia negra. Suas veias estavam impregnadas de magia e ela precisava, de alguma forma, liberá-la.
Neste exato momento, enquanto os garotos disputavam, Snape, McGonagall e Krum caminhavam pelo corredor enquanto conversavam sobre os novos arranjos para os jogos de quadribol. Minerva foi a primeira a ver o grifinório e o sonserino de frente um para o outro, prestes à sacarem as varinhas.
– Gente... – tentou Violet novamente.
Harry sacou sua varinha no mesmo instante que Draco, porém antes que fizessem qualquer coisa, Violet colocou-se entre os dois.
O simples toque de suas mãos sobre o peito de ambos foi o suficiente para que a magia acumulada se libertasse. Draco e Harry foram empurrados contra a parede e logo em seguida caíram no chão, de boca aberta.
– Até quando vão se comportar como crianças?!! — gritou Violet – Eu não sou um objeto para os dois ficarem me disputando! Draco, não ofenda meus amigos, você sabe que eu não gosto! E você Harry, para com essa desconfiança absurda! Draco é o meu amigo e Harry é o meu irmão! Mas que droga!!
Draco e Harry permaneceram no chão, de boca aberta, enquanto Violet subia as escadas.
– Sr. Potter, Sr. Malfoy, para minha sala, agora. – exclamou McGonagall para os garotos enquanto Snape subia as escadas atrás da filha.
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