Notas iniciais
Finalmente estou voltando ao meu ritmo normal, é tão bom! ^^

CAPÍTULO 47 – HOW?

“Como?”

– VIOLET – 1 DE JANEIRO DE 1997 –

– Corre Lilly, eu o atraso... – disse o homem ajeitando seus óculos – A Ordem já vai chegar, tome cuidado...

– Thiago...

– Vai! – exclamou nervoso antes de dar-lhe um beijo nos lábios trêmulos e abraçar a criança no colo da mulher.

Lillian estava assustada e com medo, queria mais que tudo proteger seu filho, mas também queria ajudar o marido. Eu estava no pé da escada quando a ruiva trancou-se no último quarto do corredor e Thiago recebia a Maldição da Morte ao meu lado. Inexplicavelmente, eu não sentia nada... Nem mesmo compaixão ou medo...

Observei os traços do homem à minha frente. Os olhos por trás dos óculos redondos estavam abertos. Castanhos. Seu rosto era realmente atraente, não podia negar, mas por aquele homem que fui abandonada em um orfanato pela minha própria mãe. Era um sentimento irracional, afinal, ele nunca soube que eu existi, mas ainda assim não conseguia deixar de sentir rancor.

– No fim você também perdeu... – sussurrei, porém, ouvi um estrondo no andar superior e lembrei-me do que estava acontecendo. – Harry!

Quando cheguei ao corredor dos quartos, a porta de madeira estava estilhaçada no chão e Voldemort já havia entrado no quarto. Corri para dentro e vi a mulher de cabelos de fogo protegendo um berço com o corpo.

– Saia da frente.

– Eu faço qualquer coisa, mas não machuque meu filho... Por favor, o Harry não...

“O Harry não”. Se fosse eu ali, ela sairia da frente do berço?

– É meu último aviso Lillian Potter. Saia da frente.

– Tenha piedade, por favor, Harry não... Leve-me! – choramingou nervosa e desesperada — Faça o que quiser comigo, mas ele não... Ele...

– Avada Kedavra! – exclamou Voldemort atingindo a mulher com um feitiço no peito enquanto um grito escapou da minha garganta.

Ela caiu no chão rapidamente e, por seus olhos verdes, vi uma última lágrima escorrer. Lillian Potter estava morta, na minha frente. Comecei a gritar, não queria ver o resto da história, não podia...

Harry era apenas um bebê e não chorava, talvez pensasse que fosse uma brincadeira dos pais enquanto encarava com seus olhos verdes a figura encapuzada que se aproximava. Meu instinto foi protegê-lo e, assim que Voldemort ergueu a varinha e proferiu aquelas mesmas duas palavras de antes, coloquei-me entre os dois.

– Não! – gritei levantando-me rapidamente, assustada, enquanto mãos delicadas e enrugadas me forçavam a voltar para a cama.

– Shhh, está tudo bem agora... – disse uma voz doce e calma enquanto uma de suas mãos fazia carinho em meu cabelo – Está tudo bem...

Olhei ao redor e não reconheci o lugar. Era um quarto bem iluminado, a cama encostada na parede branca e os móveis em tons terrosos. A mulher parecia ser simpática, cabelos grisalhos, olhos castanhos... Aparentemente normal. Mas aquela era a mulher que apareceu em minhas visões, e isso me lembrou de que talvez eu estivesse na casa dos Mansel.

– Quem é você? – perguntou Violet atenta para qualquer coisa que a fizesse fugir, mas sentiu seus ossos arderem e percebeu que provavelmente não sairia dali por um tempo.

– Emmanuelle Campbell. Mas aqui talvez o Mansel soe melhor... – riu, evidenciando as rugas ao redor dos olhos. – Sabe, eu costumava cuidar do Régulus e do Sirius, eram tão manhosos...

– Cuidar?

– Sim, eu era a babá dos meninos e quando eles cresceram passei para governanta... – sorriu – Mas então eles entraram em Hogwarts e eu saí da casa dos Black... Régulus me encontrou antes de “morrer” e pediu ajuda. Eu criei os meninos, não podia negar... E aqui estamos. Ele continua manhoso, se quer saber. – riu fazendo-me sorrir.

Emmanuelle era tão doce que não conseguia simplesmente ignorá-la, e ela parecia realmente disposta a ajudar.

– Seus amigos estão lá em baixo, precisei ameaçar alguns para que me deixassem sozinha... A Srta Chambers é persistente não?

– Sim, muito... – ri.

– Sabe, Régulus sempre me falou de você... E tinha razão, você é muito bonita.

– Obrigada... – sorri – Então... Rég está aqui? Vivo?

– Sim, está lá em baixo. Ele está se sentindo muito culpado pelo que aconteceu no porão... Os Grindylows não são muito gentis. Sente alguma dor?

– Meus ossos ardem... E meu pescoço também. – respondi olhando para meu braço, vendo uma marca arroxeada bem feia. – O que aconteceu?

– Bem, seu pescoço está um pouco roxo, sinto muito... Você não lembra querida?

– Não muito... Estou dormindo há quanto tempo?

– Três dias.

– Os Grindylows, eles... O que aconteceu?

– Bem... Digamos que você é poderosa, muito poderosa... – respondeu receosa – E já não existem mais Grindylows. Obrigada querida, eu não dormia muito bem sabendo que demônios da água estavam sob meus pés...

– Tudo bem, eu acho... – respondi.

– Eu vou buscar sua comida, deve estar com fome... – sorriu amavelmente e, antes de sair do quarto, beijou minha testa.

Era estranho receber um carinho como aquele depois de tanto tempo sem... Eu tinha meus amigos e meu namorado, é claro, mas não era a mesma coisa. Emmanuelle me beijou com ternura e lembrou-me Minerva.

Logo a porta abriu novamente e interrompeu meus pensamentos, mas não era Emmanuelle. Quando olhei para o homem de cabelos e barba negros como os olhos, lembrei-me do garoto de dezoito anos que conheci em 1974 que se tornou tão bom amigo.

Rég... – sussurrei derramando pequenas lágrimas.

– Oi Vi. – respondeu sorrindo. Aquele era definitivamente Régulus Black. – Vejo que está melhor...

– Sim, eu... Estou. – concordei – Merlin, você realmente sobreviveu...

– Não foi fácil, mas eu consegui... E não faz ideia de quanto tempo espero para te ver novamente.

Novamente

– Desculpe mas... Acho que não fomos apresentados... – respondi triste, afinal, ele não deveria nem saber quem eu era.

– Eu te conheço Violet... Te procurei tanto...

– O que quer dizer? – perguntei confusa, porém, com uma pequena fagulha de esperança de que ele se lembrasse.

– Nós já nos encontramos, no passado... – começou cruzando os braços e aproximando-se calmamente – 1974, quando dois viajantes do tempo foram à escola e um deles se instalou na Sonserina e conquistou minha família.

– Você... Você lembra? – surpreendi-me. – Como?

– Eu e a Andy tínhamos... Digamos que... intimidade... Na noite que você voltou, estávamos na Sala Precisa conversando sobre o grande amor dela... – riu – No dia seguinte perguntei à Trix sobre você, e ela respondeu um grosseiro “Você está louco? Eu não tenho e nunca terei uma filha!”. Ninguém se lembrava de você ou seu irmão e primo, então Andy deduziu que Dumbledore obliviou a escola para evitar problemas com o futuro... E então eu jurei a mim mesmo que um dia iria te encontrar e faria parte da sua família, você seria filha da minha prima então seria fácil... Mas acho que imagina que foi realmente difícil. Eu só ouvi falar de você quando Violet Snape foi selecionada para o Torneio Tribruxo e estamparam sua cara nos jornais... – riu – Eu guardei as fotos, para o caso de eu esquecer algum detalhe...

Eu quase não acreditei! Régulus Black, que foi um grande amigo quando viajei no tempo, lembrava-se de tudo que havia acontecido e sabia quem eu era... E melhor, realmente queria que fossemos família de novo...

– O que quer dizer com “intimidade”?

– Tem certeza que quer saber?

– Oh Merlin! – surpreendi-me — Vocês... Vocês estavam...

– Tivemos um caso... Sabe como é, adolescentes, hormônios à flor da pele... – tentou explicar – E nós...

– Não, eu não quero ouvir isso... – pediu vermelha.

– Bem, velhos tempos não é?

“Velhos tempos”... – repeti – Andrômeda!

“Sabe, se quiser pode me chamar de tia Andy, como nos velhos tempos...”.

Ela também se lembra de tudo?

– Suponho que se eu lembro, ela também deve lembrar... – disse ele.

– Isso é quase inacreditável... – murmurei encarando o teto e lembrando tudo que Andrômeda fez por mim, pelas conversas... Em como nós nos demos bem logo de primeira! Ela sempre soube! Sorri com a memória.

– Acho que você tem algumas perguntas não é?

– Algumas. – concordei encarando-o.

– Bem... – disse aproximando-se e sentando na cama à minha frente. – Estou aqui.

– Como?

– Eu subi as escadas e...

– Como sobreviveu? – interrompi – Eu falei com o Monstro, ele contou o que aconteceu na tarde que você “morreu”, sobre a caverna, o penhasco... Bella te empurrou do penhasco, seu corpo desapareceu e nem mesmo Snape encontrou... – contei – Como conseguiu se esconder de dois dos melhores bruxos que existem?

– Bem, isso é uma longa história... – disse acomodando-se na cama e encostando-se à parede.

– Levando em consideração que meu braço e meu pescoço estão roxos e que não sairei daqui tão cedo... Temos tempo.

– NARRAÇÃO –

– Quando entrei para os Comensais eu realmente compartilhava dos ideais de puro-sangue que o Lord propunha... Acreditava que ele estava certo e que todos os nascidos trouxas e mestiços deveriam morrer por roubarem o espaço que puros-sangues deveriam ter. – começou ele – Fiz tudo que ele mandava e eu gostava do meu serviço... Mas ao mesmo tempo em que me lembrava de você, mestiça, eu comecei a descobrir coisas sobre o Lord... Ele era uma fraude, sempre foi. Quando eu descobri que ele era mestiço também, passei a ver outras coisas também, coisas incoerentes... Ele não queria a soberania do sangue-puro, mas o poder e o controle. Chegou uma hora que eu já não aguentava mais e procurei pontos fracos nessa “ditadura”...

– Horcruxes.

– Exato. – concordou – Quando ele pediu um elfo eu quase não acreditei na sorte que tive... Monstro sempre foi mais leal a mim e eu confiava nele, então eu o ofereci. Você disse que conversou com ele... Monstro falou como entramos na caverna?

– Sim, mas parou quando chegou ao penhasco.

– Eu já tinha um plano montado, iria roubar a Horcrux, fugir e me esconder numa cidade da França até que alguém derrotasse o Lord das Trevas definitivamente. Comprei essa casa com outro nome, chamei minha antiga babá para me ajudar e então coloquei tudo em prática. – explicou mexendo com a manga da camisa – Eu sabia que não conseguiria sair da caverna sem que ele descobrisse, então chamei um amigo para me ajudar quando eu me jogasse de lá. Tudo aconteceu como o planejado, mas eu não tinha forças como imaginei para pular... E algo inacreditável aconteceu.

– Bellatrix te empurrou. – completou Violet – Monstro disse que ela falou algo no seu ouvido antes...

– “Está com sorte, eu não consigo te matar”. – citou — E então me empurrou do penhasco. A última coisa que eu vi foi Monstro apavorado e o rosto da Bella. Eu nunca entendi, mas agradeço sempre... Se ela tivesse usado magia como deveria, meu plano daria errado e eu não estaria mais aqui. Enfim... Um amigo meu me esperou lá em baixo e assim que caí ele aparatou comigo. Engoli um pouco de água, é claro, e quase me afoguei... Mas estávamos salvos!

– Mas... A Marca Negra... Ela funciona como um rastreador também, como o Lorde das Trevas não te encontrou?

– Eu fiz um...experimento. – admitiu – Esse amigo estava estudando as possibilidades de se escapar de um futuro como comensal, e ele encontrou. É um processo doloroso, eu admito, mas deu certo. – disse mostrando o braço liso, sem marcas.

– Que tipo de experimento?

– Acho que não vai querer ouvir.

– Na verdade eu quero sim.

– Quando a marca é feita pelo Lord, é como se uma serpente de fogo fosse colocada sob a sua pele... Se o Lord chama ou se aproxima, ela se mexe. – começou – Esse amigo pensou que, se tirasse essa “serpente” da pele, eu ficaria livre da marca. Quando ele me salvou do penhasco, aparatou comigo para um lugar deserto e...bem, tirou essa serpente sem anestesia. Eu simplesmente fiquei deitado numa cama enquanto ele enfiava uma espécie de agulha com gancho debaixo da pele e arrancava. – disse seriamente – Emm fez um curativo e eu fiquei sedado por um tempo, quase uma semana depois ele voltou e reconstruiu minha pele, mas ficou uma pequena cicatriz no pulso... – disse mostrando uma minúscula marca de corte no pulso, quase imperceptível. – Desde então eu nunca mais senti quando o Lord chama ou se aproxima.

– Isso... Isso é horrível... – respondeu Violet enojada só de imaginar a cena.

– Eu poderia tirar essa cicatriz com magia, mas gosto de dizer que sou um sobrevivente... – comentou dando de ombros – Mas continuando... O poço já existia, era um artesanal para o caso de falta de água, todas as casas têm um. Mas Emm é muito talentosa, fez um feitiço de expansão e criou um verdadeiro oceano lá em baixo. Por mais que você nade, nunca vai encontrar um fim.

– Ah sim, eu percebi isso. – ironizou — E os Grindylows? Já estavam aqui?

– Não, eu achei que seria melhor guardar o medalhão antes para evitar acidentes. – riu – Falei com um amigo botânico e, apesar de não ser sua especialidade, me ajudou bastante e conseguiu alguns demônios de água. Aliás, parabéns... Você conseguiu exterminar cinquenta Grindylows! Só restou um, mas ele não está muito bem e duvido que passe dessa noite...

– É...

– Olha, eu não fazia ideia de que era você e te ataquei, sinto muito. Seu pescoço ainda está roxo de quando eu... Bem, acho que lembra. Desculpe... Isso só me faz sentir pior...

– Então me desculpe por tentar te matar. Duas vezes. – acrescentou. – Isso me lembra que você me chamou de Trix... Por quê?

– Emm me ligou assustada dizendo que um casal se passou por aurores e a distraiu enquanto alguém entrava pela porta dos fundos. Quando eu perguntei como era ela disse: mulher, não muito alta, cabelos negros encaracolados até a cintura, vestido preto. Pensei que os comensais tinham nos encontrado e que a Bellatrix estava aqui para pegar a Horcrux.

– Esse não é o estilo dela... Minha mãe teria chegado colocando fogo na casa.

– Sim, claro – concordou rindo – Mas na hora foi a única pessoa que passou pela minha cabeça. Desculpe...

– Como a Poção Polissuco faz efeito por tanto tempo? Digo, meus amigos te vigiaram por um bom tempo e você não tomava nada que chamasse a atenção.

– Bem, digamos que um amigo meu desenvolveu uma Poção mais forte que dura seis horas e me ensinou. Tenho um estoque no meu quarto e outro no porão.

– Você está bem de amigos não é? – riu a garota.

– Para um advogado fracassado que não conversa com ninguém, sim... Estou muito bem! – gargalhou.

– E como um advogado fracassado consegue manter essa casa?

– Eu tirei uma grande quantia do meu cofre no Gringotes antes de “morrer” e transformei em dinheiro humano, que vale muito pouco. E aqui estou... Vivendo. O escritório não é tão ruim assim.

– E desde quando você é advogado?

– Ohh, bem... Eu tinha que fazer alguma coisa não é? Quase um ano depois de mudar eu fiquei muito entediado e resolvi estudar... Direito me parecia uma boa alternativa na época, mas depois percebi que não poderia arriscar ser o melhor advogado da cidade e aparecer no jornal, alguém poderia me reconhecer. — sorriu finalizando o assunto — Você mudou... – comentou Régulus a encarando – Não em aparência, continua a baixinha temperamental de olhos azuis e cabelos negros. – riu – Mas... Não sei, me parece mais...

– Velha. – completou Violet – Foram poucos centímetros nos últimos... O quê, 30 anos?

– 25. – corrigiu. — Mas não é isso... Você parece mais madura, responsável... Mais adulta. Digo... Caramba, nunca imaginei que veria uma garota adolescente pular num buraco, descer uma escada gigantesca, mergulhar metros de profundidade, lutar com demônios de água e voltar inteira, viva! E ainda quase me matar pela segunda vez... Você está mais forte, muito mais! E sua magia também, não é?

– Parece que quanto mais velha fico, mais forte essa magia me acompanha...

– Mas também vi que você evoluiu bastante... – observou – Digo, no passado você se descontrolava facilmente e não ficava consciente... Hoje não. Percebi que, mesmo não estando em seu estado normal você ainda conseguia se controlar. Você manteve uma conversa comigo por um bom tempo, e antes você já chegaria matando... – riu.

– Vitor está me ajudando a controlar isso. Eu tenho um poder enorme dentro de mim, posso sentir! Não posso usá-lo por completo... Tenho medo de que, quando isso ocorra, eu me perca totalmente e não consiga voltar. – admitiu – Mas eu sei que esse dia está chegando, sei até mesmo quando.

– Sabe?

– Na batalha final. Tenho certeza que não vou me controlar quando estiver duelando com Vold...

– Não! – interrompeu. – Não fale esse nome, por favor...

– O medo do nome só aumenta o medo da coisa...

– Não Violet, você não entende... Esse nome é amaldiçoado pelo Feitiço do Taboo! Se você disser os comensais podem te encontrar em questão de segundos! Eu já fui um deles, sei do que estou falando Violet...

– Espera isso é sério? – surpreendeu-se. – Então tem um motivo para ninguém falar o nome...

– Não, eles apenas temem... Poucos sabem dessa maldição e apenas a Ordem é brava o bastante para dizer o nome.

– Com licença... – disse Emmanuelle entrando no quarto com uma bandeja de comida. – Você precisa se alimentar mocinha.

– Obrigada Sra Campbell. – sorriu.

– Régulus...

– Sim, eu sei, deixa-la descansar... Mas ela precisa comer não é? Enquanto ela come nós podemos conversar um pouco.

– Régulus!

– O quê? Ela não vai fazer nada mesmo...

– Não se preocupe Sra Campbell, está tudo bem... – riu Violet.

– Certo, mas se ela piorar a culpa é sua Sr Black. – disse severamente.

– Sim senhora. – concordou antes que ela saísse do quarto. – Ela sempre fazia isso quando eu era pequeno... Sirius morria de medo!

– Imagino... – sorriu enquanto pegava o prato com caldo.

– Então... Posso te fazer algumas perguntinhas?

– Claro... – assentiu tomando a primeira colherada de sopa, que por sinal estava boa.

– Como estão os outros? Digo... O pessoal do nosso grupo... Os antigos! – sorriu – Não vi nada relacionado a eles, só ao Malfoy, mas não dei atenção... Você sabe alguma coisa deles?

– Por qual começo? – riu ela, lembrando que conhecia todos do grupo.

– Minhas primas.

– Bem... Bellatrix você já sabe, me adotou, me criou numa casa distante e então fui para Hogwarts, depois disso não sei de nada... – começou falando entre colheradas de sopa – Andrômeda casou com o Sr Tonks e juntos criaram a Ninfadora, metamorfomaga com o mesmo temperamento que a mãe quando jovem... – riu lembrando-se das travessuras da amiga. – Ela casou esse ano com um dos marotos, Remo Lupin.

– Não lembro muito dos marotos... É uma boa pessoa ao menos?

– Sim, muito bom... Ele é incrível, na verdade... – sorriu. – Narcissa casou com o Malfoy, como deve saber, e teve dois filhos, Draco e Ellizabeth.

– Isso eu lembro que você disse no passado. – sorriu – É uma pena que ela tenha casado com o Malfoy, ele nunca prestou.

– Eles estão bem, ao que parece... Mas acho que seu irmão é a maior surpresa.

– Sirius fugiu de Azkaban, não é? – perguntou com um olhar orgulhoso. – Meu garoto... Não foi ele quem matou os Potter, tenho certeza.

– Sim, nos conhecemos logo em seguida... – riu com a lembrança – Bem, hoje ele está casado e a mulher está grávida, acho que nasce em janeiro...

– Espera, Sirius Black casado?! – surpreendeu-se – Estamos falando da mesma pessoa?

– Eu sei, é muito estranho! – riu – Mas ele deu um jeito na vida.

– E quem foi a mulher incrível que conseguiu colocar uma coleira no cachorro?

– Julianne Chambers, irmã mais velha da Alessa.

– Uau... Eu ainda não consigo acreditar... Grávida? Então... Eu serei tio!

– Sim, ele ficou muito feliz quando soube... Mas desmaiou.

– Ah claro, era de se esperar... – gargalhou. – Uau... E os outros? A pequena Cat, Meryl...

– Catherine casou, é auror da elite e mãe da Mary.

– Nunca imaginei que seria uma auror... Catherine era muito quietinha, um anjo!

– As coisas mudam. Inclusive, você sabia que o último Ministro da Magia era uma mulher?

– Emm comentou algo a respeito... Ministra Seyfried não é? Não cheguei a ver o primeiro nome.

– Meryl Seyfried.

– Espera, a mesma Meryl metida e mandona da escola?

– Ela casou com um auror também e eles tiveram uma filha, Sophie. – concordou sorrindo.

– Parece que o grupo antigo tem uma segunda geração não é?

Notas finais
O capítulo das explicações... E então, o que acharam? Owwnnn eu adorei a Emmanuelle! E o Rég? Hmmm.... Régulus e Andrômeda, seus safadinhos kkkkkkkkk -------------------------------- Capítulo 48 – Alpha (...) - Sabe, uma casa com três mulheres grávidas não é muito legal... Os homens quase ficam loucos! - Três? – repetiu Violet. - Ah é, acho que eu não te contei não é? --------------------------------- A pergunta de hoje é um pouco mais abrangente... Snape! O que acham das ações dele? Por hoje é só! Espero que tenham gostado! Beijjooos e até depois!