Notas iniciais
Oi gente!!! Alguém aí viu o novo episódio de Once Upon a Time? Estou apaixonada pela Anna... É muito fofa ^^

CAPÍTULO 41 – NEED

“Necessidade”

– NARRAÇÃO – 02 DE AGOSTO DE 1997 —

Hermione, Mary e Alessa estavam realmente preocupadas. Enquanto Harry, Ron e Vitor conversavam calmamente, Violet encarava fixamente o irmão por longos cinco minutos, sem ao menos piscar ou se mexer.

– Violet? – tentou Hermione aproximando-se, porém, quando a garota não respondeu, resolveu falar mais alto e estalar os dedos – Violet!

– O quê? – respondeu ela finalmente saindo do “transe”.

– O que aconteceu?

– Como assim? – perguntou confusa, porém, sem tirar os olhos do irmão, que já estava ficando sem graça.

– Desde que acordou está muito estranha... – respondeu Mary – Está diferente... Séria. Sem contar que fica vigiando seu irmão e não tira os olhos dele por cinco minutos! Violet, dá para olhar para mim por favor?

– Ah, desculpe... – disse voltando sua atenção à Mary – Eu não sei Mary...

– Certo, então vamos a uma pergunta mais fácil... – começou Hermione – O que aconteceu depois que você tomou a poção?

– Eu... – tentou, mas parou.

O que ela realmente estava sentindo? Vazio, é claro, mas havia algo mais...

– Violet?

– Eu não sei exatamente o que aconteceu no intervalo de eu tomar a poção e da Sophie falar comigo... – começou – Mas eu lembro que, quando a Sophie perguntou se eu estava bem, eu não reconheci ninguém... Mesmo sendo algo tão insignificante, me senti assustada por isso, eu não sabia onde estava e nem com quem. Depois ela pediu que eu fechasse os olhos e pensasse em coisas boas... Eu não consegui pensar em nada específico, mas eu me senti calma, bem...

– Sim? – perguntou Alessa depois que Violet parou encarando o vazio.

– Mas então coisas ruins apareceram... – continuou – Era como se eu estivesse em um lugar escuro, e a única vela acesa tivesse se apagado. Vi sombras tentando me pegar e fiquei apavorada... Quando abri os olhos, vi as mesmas sombras me rondando, olhos vermelhos e serpentes pelo chão. Estava desesperada e com medo... Queria fugir daquele lugar e correr, mas então alguém me segurou e eu fiquei presa ali... Tentei me soltar, mas o aperto só ficava mais forte! – disse com lágrimas se formando – Eu gritei, pedi ajuda e tentei fugir, mas nada adiantava... Até que uma das sombras segurou o meu rosto. Fiquei apavorada e fechei os olhos, com medo de que aquele fosse o meu fim... Eu realmente pensei que iria morrer ali, sem ninguém por perto, sem lembrar de ninguém... Sozinha.

À essa altura os garotos já não estavam mais conversando e passaram a prestar atenção em tudo que Violet dizia, assim como Sophie, que mesmo irritada, cruzou os braços silenciosamente na porta, sem que ninguém a visse.

– Quando abri os olhos novamente estava pronta para morrer... Mas não vi nenhuma sombra. – continuou Violet – Sobraram apenas pessoas embaçadas, eu não conseguia formar uma imagem concreta. Pouco a pouco foi ficando mais claro e então eu vi você... – disse apontando Alessa, que assentiu – Eu reconheci todos vocês, sabia onde estava e o que precisávamos fazer, mas eu simplesmente travei... O medo voltou e o desespero aumentou... Eu senti uma necessidade de sair daquele lugar, de pedir ajuda... Era como se uma parte de mim quisesse fugir, enquanto a outra falasse que estava tudo bem... Alguém ainda me segurava e precisava sair dalí... A única coisa que eu pensei foi: “bata e fuja”. Deu certo... Depois disso não lembro mais nada.

– Você é pequena mas é forte... – comentou Vitor, fazendo Violet se sentir culpada por ter batido no namorado. Antes que pudesse dizer algo, porém, Mary se antecipou.

– E quando acordou hoje? Também estava confusa?

– No início sim... – concordou – Na verdade, eu estava mais confusa com o que eu sonhei...

Violet então narrou cada detalhe que se lembrava do sonho, da casa estranha, de Olivaras e Gregorovitch, do homem loiro e até mesmo do quase enforcamento. Sophie já formava uma teoria em sua mente quando Harry começou a falar.

– Então você também sonhou com Gregorovitch?

– Também? – perguntou, novamente presa no olhar do irmão.

– Um pouco antes do casamento eu tive uma espécie de visão de Voldemort interrogando alguém... Ele perguntava de Gregorovitch.

– E o que Voldemort quer com um criador de varinhas? Ele já tem a dele...

– Talvez esteja procurando alguma varinha poderosa ou quer que Gregorovitch faça uma.

– Pode ser... Mas isso veremos depois. Agora quero saber como você se sente... – perguntou Hermione diretamente à Violet.

– Eu me sinto... – parou – Vazia. Não sei, é como se estivesse me faltando algo... Eu sinto que preciso de alguma coisa para conseguir ser feliz novamente, e que alguém está entre nós... Eu preciso...

– ...das Horcruxes. – completou Sophie aproximando-se, com os braços cruzados e os olhos avermelhados.

– Como é? – perguntou Violet, confusa.

– A poção tinha como objetivo te transformar numa espécie de radar até as Horcruxes. Seria uma forma de localizar objetos extremamente carregados de magia negra e, como só existem você e Voldemort no mundo com esse tipo de magia, a poção te levaria até os pedaços da alma dele... Mas aparentemente algo deu errado. Você não só pode sentir a presença desses pedaços, como precisa deles. – explicou – Pelo que disse, quando dispersou sua magia na poção e depois inalou, essa necessidade se apoderou de você... Por isso o vazio. Esse buraco que você sente só será preenchido pelas Horcruxes.

– E isso significa que...?

– Assim como Voldemort precisa das Horcruxes para viver, você precisa delas para manter sua sanidade mental e sua energia... Eu sinto muito, não previ isso.

– Isso não pode ser verdade! – exclamou Harry enquanto Violet encarava a parede – Quer dizer que agora ela é uma espécie de morto vivo?! É como Voldemort?!

– A magia que você dispersou na poção se fundiu com as Horcruxes Violet, e você só a terá de volta quando destruirmos todas. São parte de você agora e os sinais já começaram a aparecer! O sonho... Você disse que viu Olivaras e Gregorovitch, mas isso o Harry também viu, ou seja, é uma daquelas visões que Voldemort coloca na sua cabeça para te confundir. – continuou a loira – Mas acredito que você também teve lembranças da infância, ou seja, as crianças, o parque... E, misturado à isso, fragmentos de onde pode estar a Horcrux... A casa, o homem loiro...

– Eu disse que isso era perigoso! – exclamou Harry novamente – Mas alguém me ouviu? Não! Agora minha irmã está dependente de algo que precisamos destruir!

– Eu sinto muito Violet, não previmos isso... — pediu Hermione enquanto Violet encarava o irmão.

– Ninguém previu... – respondeu ela com a voz rouca.

– Vocês precisam encontrar as Horcruxes, só então ela ficará “inteira” novamente. – completou Sophie de cabeça baixa — Eu... Já estou indo... Tudo que eu trouxe para a missão está junto com as coisas da Mary, podem usar o que precisarem... Deixei minhas anotações, poções, livros, objetos, ingredientes... Tudo. Só estou levando algumas coisas para me manter até chegar em casa...

– Tem certeza? – perguntou Mary abraçando-a.

– Meu pai está me esperando. – respondeu com uma pequena lágrima escorrendo por seu rosto.

– Sophie... – tentou Violet.

– Boa sorte. – disse seriamente antes de sair do salão e deixar o castelo.

Violet não sabia o que fazer nem o que falar, apenas se deixou ser abraçada por Vitor. O silêncio invadiu o lugar e os jovens dividiam-se entre compaixão e medo. O que estava por vir? As esperanças do mundo bruxo ruíam pouco a pouco... Voldemort estava ganhando.

– Acho melhor irmos também... – manifestou-se Hermione – Precisamos achar logo as outras Horcruxes e não podemos ficar parados.

– A Violet...

– Vai ficar bem Harry. – completou a garota. – Quanto mais cedo acharmos as coisas, mais cedo ela ficará bem.

Não tendo argumentos, Harry acabou concordando e levantou-se para pegar suas coisas. Mary e Hermione dividiram o que Sophie deixou e, cerca de meia hora depois, o trio de ouro despedia-se dos outros.

Violet, porém, ficou desesperada em se separar do irmão. Ela não sabia por que, mas sentia uma necessidade de estar por perto e não o perder de vista. Quando se abraçaram, suas mãos apertaram-no e suas unhas cravaram nas costas do garoto, que afastou-se ligeiramente com uma expressão confusa e dolorida. Mary, porém, estava atrás dele quando isso aconteceu e percebeu quando os olhos da amiga escureceram levemente durante o abraço.

Violet sentiu uma parte de si mesma fugir quando viu o irmão sair pela porta. Não era apenas algo fraternal, mas sim uma necessidade estranha. Ela se sentia ainda mais vazia enquanto Harry se afastava, e assim que ele deixou os limites do castelo, um buraco abriu-se no peito da garota.

Minutos se passaram e Violet continuava encarando a porta, como se esperasse que alguém entrasse correndo. Ela não tinha noção de nada e não ouviu o que os outros falavam. Era como se apenas seu corpo estivesse ali.

– Ela está mesmo muito estranha... – comentou Alessa – Harry saiu há meia hora e ela ainda está encarando o nada... Sem contar que quando ele estava aqui ela parecia hipnotizada! Não olhava para mais ninguém! Ela nunca foi assim... Droga, não deveríamos ter concordado com essa ideia maluca de poção.

– Vocês disseram que a poção tem como objetivo encontrar magia negra, não é? – perguntou Vitor – Voldemort usou esse tipo de magia para matar os Potter e desde então tem uma espécie de ligação com a mente do Harry...

– Espera, você está dizendo que talvez ela sinta essa ligação?

– É a única explicação plausível... – continuou ele – Talvez ela sinta essa magia no irmão, mas ainda não sabe diferenciar. Por isso ela ficava encarando fixamente, para tentar desvendar isso... E agora que ele foi embora...

– Ela está confusa. – completou Alessa, entendendo o raciocínio – Ela disse que sentia um vazio por dentro, talvez longe do Harry esse vazio fique ainda maior... Eu só não sei como podemos ajudar.

– Talvez se mudássemos o foco dela... – sugeriu Mary com algo em mente.

– Nós já tentamos conversar e não deu certo, o que pode mudar o foco?

– Algum objeto importante. – respondeu a morena sorrindo.

– E pelo seu sorriso você já sabe qual, certo?

– Certo. – respondeu orgulhosa para logo em seguida correr para o corredor onde estavam os quartos. Segundos depois, voltou com uma boneca na mão e um bolo de papeis pequenos na outra.

– Você só pode estar de brincadeira... – disse Alessa assim que viu as fotos e a boneca.

– Vocês viram como ela ficou quando encontrou isso... A boneca despertou lembranças da infância! De uma época boa e feliz. De alguma forma, esse brinquedo foi importante para ela e talvez ajude... – disse confiante.

– Espero que saiba o que está fazendo...

Mary apenas assentiu e logo caminhou até uma Violet estática, sentada no chão e encarando a porta. O olhar vazio.

– Violet? – chamou a morena, porém, não obteve resposta. – Violet! – exclamou estalando os dedos em frente aos olhos azuis, que rapidamente desviaram-se da parede e encararam Mary confusos. – Olha o que eu achei sozinha lá dentro... – sorriu mostrando a boneca.

Violet observou o brinquedo por longos segundos e, logo em seguida, um sorriso de reconhecimento abriu-se em seu rosto.

– Narcys! – murmurou pegando a boneca delicadamente. Um olhar infantil e feliz. – Ela é linda não é?

– É sim... Especialmente o cabelo. – concordou Mary, ainda esperando alguma reação da Violet que conhecia.

– Sim, eu adorava o cabelo dela... – respondeu ainda sorrindo, quase que infantilmente – Lembro que quando eu era pequena eu amava tanto que cheguei a pedir para minha mãe que deixasse o meu igual... Fiquei tão triste quando ela disse não.

– Por que ela disse não? – perguntou Mary, já percebendo o que estava acontecendo.

– Mamãe disse que meu cabelo já era bonito e que eu não precisava mudar nada... – respondeu Violet com um tom infantil. – Eu fiquei triste, mas então no dia seguinte ela me levou ao parque... Mamãe odiava parques. – riu.

– E você se divertiu no parque?

– Sim, muito! – concordou com os olhos brilhantes. Mary pode jurar que ali à sua frente não estava a Violet de quase dezoito anos, mas sim a Violet de seis. – Principalmente porque uma das mulheres que estavam ali disse que eu tinha o mesmo cabelo da minha mãe... Então eu fiquei feliz por ser como ela e percebi que mamãe tinha razão, meu cabelo era igual ao dela e muito bonito!

– Eu queria ter o cabelo da minha mãe, mas ela também não deixou... – continuou Mary – O dela é preto, o meu é castanho...

Violet então olhou para a amiga, como se realmente fosse uma criança conversando com um estranho.

– Mamãe fala que eu não devo conversar com estranhos, mas você parece ser legal... Meu nome é Violet, e o seu?

– Eu... Sou Mary. – respondeu com um aperto no peito e forçando um sorriso, olhando rapidamente Alessa, que estava claramente preocupada e com uma tendência à chorar.

– Seu cabelo é bonito assim... – respondeu sorrindo.

– Eu sei... – concordou – Sabe o que mais eu achei? Essas fotos... – disse entregando os pequenos papeis à garota. – Lembra delas? Essa é a sua mãe... Bella. – disse apontando para a mulher de cabelos negros abraçada à um urso de pelúcia branco. – E essa é a sua tia... Você costumava chamá-la de tia Cissa...

– Eu lembro dessa foto... – disse apontando para a de Bellatrix – Mamãe me levou em um parque e eu deixei meu ursinho com ela... Aí tia Cissa estava brincando comigo e resolveu tirar uma foto da mamãe... Ela não gostou muito...

– E o que mais você lembra de quando era pequena? – perguntou Mary interessada, tentando tirar o máximo de informação que pudesse. – Sua casa, como era?

– Grande! Eu costumava me esconder debaixo da escada e a mamãe nunca me achava... – riu – Eu gostava de correr... Era muito legal.

– Você brincava muito com a sua mãe?

– No começo eu só brincava com meus brinquedos e com o elfo, ele era muito sério, mas também divertido... Só depois que ela começou a brincar mais...

– E você lembra desse garoto? – perguntou mostrando a foto onde Draco sorria ao lado de Violet.

– Sim... Ele era... – começou Violet, porém, antes que pudesse terminar, uma onda percorreu sua espinha e então sua mente se abriu. Foi como se ela estivesse saindo de um mergulho de horas.

– Violet?

– O que... O que aconteceu? – perguntou confusa encarando a amiga.

– Você... Está bem? Estávamos conversando...

– Não, eu não falei nada... O Harry acabou de sair, não é?

– Violet, ele já foi há meia hora... Nós estávamos conversando há segundos atrás...

– Mas... Não! Eu não me lembro disso... – rebateu nervosa.

– Violet...

– O que está acontecendo?

– Bem, a boa notícia é que você está se lembrando de coisas da sua infância... – sorriu – A má notícia é que você está perdendo a consciência com frequência...

– Espera... O quê? Como...? E por que essas fotos e essa boneca estão aqui? Mary!

– Calma Violet, eu já vou explicar... – disse tentando acalmá-la. – Escute, você lembra o que estava sentindo com o Harry por perto?

– Como assim?

– Você se sentiu presa à ele de alguma forma?

– Eu... Acho que sim, não sei! Por que está perguntando isso?

– Porque desde que acordou não para de encarar seu irmão. Você parecia presa à ele, como se precisasse de algo que estivesse com ele... – explicou.

– Mas...

– Nós conversamos e temos uma teoria, e depois do que acabou de acontecer, tenho certeza. – continuou Mary – A poção fez com que você se tornasse dependente de objetos com magia negra, mas até segundos atrás pensávamos que apenas as Horcruxes tivessem tanto poder assim...

– O que quer dizer exatamente?

– Quando Voldemort matou os Potter, marcou o Harry com uma cicatriz e desde então tem uma conexão com a mente dele... Ou seja, a magia presente em Voldemort está no Harry também, e você consegue sentir isso. – explicou – Por isso a fixação com ele, você precisa encontrar as Horcruxes para se sentir melhor, mas com Harry ao seu lado você se sente confusa, dependente dele!

– Por causa dessa conexão?

– Isso. – concordou, aliviada por ter a amiga de volta – E agora que ele foi embora, o sentimento de vazio está mais forte. Quando ele ultrapassou o campo de força que protege o castelo, você entrou em uma espécie de transe... Não se mexia, não falava... Provavelmente se sentindo incompleta de novo e confusa.

– E...?

– Eu trouxe essa boneca porque pensei que, se você desviasse sua atenção do Harry e depositasse em algum objeto importante, talvez o vazio melhorasse... – falou.

– E funcionou?

– De certa forma... – concordou receosa – O vazio que você sentia foi realmente preenchido pela boneca, mas tudo que não estivesse relacionado à ela desapareceu. Você falou de quando era criança como se tivesse sido ontem! Falou da sua mãe, sua tia, da boneca... Mas nada do presente. Suas lembranças resumiam-se à infância.

– Mas... Como isso é possível? E por que não estou assim agora?

– Não sei, mas estou me perguntando se nós realmente fizemos o certo em usar essa poção...

Notas finais
Esse capítulo foi mais centrado nas consequências da poção e o que pode acontecer com a Violet... Acho que vocês já sabem por que ela ficou tão obcecada com o Harry, certo? Ela agora precisa encontrar todas as Horcruxes, só então se sentirá bem novamente... Mas até lá, Violet terá alguns picos de emoções e talvez algumas falhas na memória. E o grupo se separou! O trio de ouro foi atrás da espada, as meninas e o Vitor vão atrás do Régulus... MAS, elas precisam de alguma ajudinha não é? -------- Capítulo 42 – Emergency Exit ---------- Não deixem de comentar hein... Bjjss e até a próxima!!!!