Notas iniciais
Que frioooooooooooooooooooooo ^^

CAPÍTULO 34 – PLANS

“Planos”

– NARRAÇÃO –

Muitas eram as manchetes de jornal no dia seguinte ao enterro de Dumbledore. Algumas sobre seus feitos em vida e outras difamando a imagem do ex-diretor, mas a maioria mencionava o nome Violet Snape na primeira capa.

Rita Skeeter, como sempre, fez questão de frisar a indiferença com que Violet tratou o assunto “Severo Snape”, estampando na primeira página uma foto da garota ao lado de Vitor Krum. Qualquer pessoa que olhasse para a imagem diria que Violet estava bem, mas um homem em especial sabia que ela estava em pedaços.

Severo percebeu, quando pegou a edição do Profeta Diário naquela manhã, que a filha mantinha uma expressão vazia e sem vida, os olhos brilhantes estavam opacos e pequenas olheiras enfeitavam seus olhos. Provavelmente a garota não dormira, mas Severo não a culpava. Ele não estava muito diferente. Repetia a todo o momento em sua mente que tudo aquilo era para protegê-la, mas no fundo, bem no fundo, sabia que poderia ter feito diferente.

Snape já não era o mesmo homem de dias antes. Seu rosto evidenciava o cansaço que sua mente sentia e seu coração estava em pedaços por novamente perder uma das pessoas mais importantes de sua vida. Primeiro a mãe, depois Lillian e agora Violet.

Na mesma matéria Severo leu que ela não chorara, não entrara em desespero e não parecia se importar com tudo que aconteceu. Violet estava simplesmente ignorando a existência do pai e ele sabia que, por mais que ela se fizesse de forte, estava destruída por dentro e precisava de cuidados.

Dentre as inúmeras fotos estampadas no jornal, uma chamou a atenção do ex-professor. Tirada durante o funeral, Violet estava com a cabeça deitada no ombro de Alastor Moody enquanto o ex auror a abraçava pelos ombros.

Severo sentiu o ciúme corroer-lhe por dentro e desejou estar no lugar do amigo rabugento para poder oferecer consolo à filha, mas ao mesmo tempo ficou aliviado em saber que a garota não ficaria sozinha. Alastor realmente a amava e Severo tinha absoluta certeza que o velho amigo daria a vida para salvar a afilhada.

Como qualquer pai, Snape também ficou furioso ao ver a foto de sua filha beijando Vitor Krum em público, mas também lembrou que o rapaz era honesto e certamente a protegeria. Isso amenizou sua raiva paterna, mas o ciúme não saiu de seu peito.

– Como ela está? – sussurrou encarando o rosto que tanto amava na capa do jornal.

– Destruída, é claro. – respondeu a mulher ajeitando seu casaco. – Alastor disse que ela chorou a noite toda e só dormiu pela manhã. Depois acordou tão bem que Sirius ficou assustado... Não esboçou reação alguma em relação à você, não chorou, não ficou triste. Apenas... Ignorou.

– Eu sei o que ela está fazendo. É uma máscara para evitar sofrimento. Violet provavelmente isolou em sua mente o que aconteceu e está focando em outra coisa para esquecer os problemas. Cedo ou tarde ela terá que soltar toda essa raiva de dentro dela, e isso me deixa preocupado. Ela é muito explosiva e, quando finalmente se deixar sentir, vai desabar ainda mais... – explicou ele com os olhos fechados – Merlin, o que eu fiz...

– Aconteceu o que tinha que acontecer Severo, Dumbledore avisou das consequências e você aceitou. — repreendeu-o a mulher – Sabia que teria que abandoná-la...

– Sim, eu sabia, só não imaginava que doeria tanto...

– Trate de aprender a conviver com essa dor, assim como sua filha está fazendo. E não se preocupe com ela, Violet está a salvo com a Ordem.

– Eu sei. Alastor cuidará dela como eu não posso fazer.

– Olhe, eu entendo sua dor, mas não vim aqui para consolá-lo. – disse cortando o assunto.

– Eu tinha esquecido o quão direta você consegue ser.

– Temos um assunto importante a tratar Severo... – alertou – Harry Potter.

– Vocês vão tirá-lo da casa dos Dursley antes de ele completar a maioridade, certo?

– Não podemos esperar até que o garoto faça 17 anos. Temos coisas mais importantes para fazer do que sentar e esperar ele apagar as velinhas. – ironizou.

– É o mais sensato a se fazer, é claro. – concordou. – E por que está me dizendo isso? Pensei que não iria cumprir o que prometeu à Dumbledore.

– Eu costumo cumprir o que prometo Severo, sabe disso... – sorriu ironicamente – Além do mais, você é um grande trunfo para nós e não quero perdê-lo. Ao menos não por enquanto.

– Isso é tão cativante... – debochou sem emoção. – E qual o plano para o santo Potter?

– Vamos tirá-lo da casa dos tios à noite, algumas horas depois de levarmos os Dursley para um lugar seguro. – começou a loira – Teremos sete Potter’s e cada um irá para um lado. Catherine e Pierce vão se encarregar de soltar uma pista falsa sobre o plano dentro do Ministério.

– E eu, é claro, levarei a grande e verdadeira notícia para o Milord e novamente me passarei pelo melhor Comensal que já existiu.

– Você precisa conquistar ainda mais a confiança do Riddle, assim não levanta suspeita. – concordou levando a taça de vinho que tinha nas mãos até os lábios.

– Metade dos comensais me odeia, a outra metade simplesmente me ignora, não sei quem não suspeitaria de mim...

– Basta que o Riddle confie. – completou – E não se preocupe, ninguém mais sabe de sua “cooperação” com a Ordem, todos acham que é realmente um traidor.

– Assim como o planejado.

– Apenas diga a data e o horário que vamos remover o garoto.

– Certo.

– Plus Thicknesse. – mudou de assunto — Ele está com vocês não é?

– Yaxley usou Imperius e o está controlando há um mês. – concordou – Por enquanto não tem dado nenhuma informação que não saibamos, mas por ter contato direto com a Ministra, os advogados e todos os chefes de departamentos, é um grande aliado. Yaxley infiltrará ainda essa semana dois comensais no Departamento de Transporte Mágico para ficar de olho na Ordem e em “potenciais inimigos”. – avisou – Todos os amigos do Potter e da Violet que ainda não atingiram a maioridade estão sendo monitorados, assim como o Registro de Nascidos trouxas.

– Espera, Yaxley tem acesso ao Registro de Nascidos Trouxas? – surpreendeu-se — Por isso os desaparecimentos? Riddle tem uma “lista” com os nomes de quem deve eliminar?! – irritou-se.

– Boa parte dos comensais está recrutando possíveis aliados enquanto outros eliminam a “escória do mundo bruxo”. Ele tem urgência em chegar ao Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas e o Registro Geral dos Bruxos, quer o controle absoluto. O próximo alvo será...

Eu. – completou ela com a expressão preocupada.

– Ele vai tomar o controle de todos os Departamentos até deixá-la sem saída. Só então vai derrubá-la e colocar Thicknesse em seu lugar.

– Então não temos tempo. – disse apressadamente – Merlin, estamos chegando ao fim dos tempos...

– Não é o fim, e sim o início. – discordou — Depois de tomar o Ministério, o próximo alvo será Hogwarts.

– Não, isso não pode acontecer. – negou levantando-se rapidamente, os saltos tilintando no assoalho da casa abandonada. — Se ele assumir o controle do Ministério e de Hogwarts, será quase impossível detê-lo! Agora ainda temos como revidar, mas e depois?

– Precisam se preparar. – avisou levantando-se também – Ele fará de tudo para capturar o Potter e a Violet...

– Os garotos não são um problema agora.

– Ele cansou de pedir! – exclamou segurando a mulher pelos braços fortemente – Ele agora vai agir... Se a Violet não aceitar entrar para os comensais, a ordem é matá-la! Entende agora?! Ele vai eliminar todos que estiverem à sua frente!

– Violet está segura! Eu te garanto que ele não vai encostar em um fio de cabelo dela... – respondeu encarando-o profundamente, como se procurasse fixar a mensagem em sua mente. – Não se preocupe com ela, essa parte é comigo.

– Há comensais em todos os lugares Meryl... – discordou apertando-lhe o braço – Estão vigiando o Ministério, a casa dos seus amigos, dos Dursley e dos amigos do Potter e, sobretudo, a sua casa. Dessa vez ele não irá parar, vai passar por cima de tudo e de todos!

– Me solta... – disse mantendo a calma.

– Você não convive com aquelas pessoas todos os dias Meryl! Não sabe como é! – disse perdendo a razão. – Não sabe o que tenho que suportar calado!

– Você provocou e sabe disso! – rebateu também perdendo a calma – Essa é a consequência de ter se aliado à Voldemort quando foi rejeitado por Lillian Evans!

– Não se atreva a falar assim comigo!

– Não sou Dumbledore para te consolar e dizer que não foi sua culpa! – rebateu furiosa – Quem pensa que é Severo? Você fez isso! Aceitou ser um comensal e aceitou todas as consequências, então NÃO RECLAME!! E eu já mandei me soltar!

– Você fala assim mas bem que aproveita as informações que eu passo não é?! O “covarde” aqui serve para alguma coisa afinal!

– Com você temos uma vantagem com os Comensais, mas não pense que é indispensável, porque não é! – discordou firmemente — Se não vai seguir com os planos, fale agora e vamos acabar logo com isso.

– Você sabe que eu não vou fazer isso. É da vida da minha filha que estamos falando!

– A minha também! – completou – Acha que também não sinto medo sabendo que Sophie é a melhor amiga da pessoa mais procurada pelos comensais? Voldemort quer me derrubar para assumir o Ministério, acha que não tenho medo que ele use minha filha para isso?! Estamos todos juntos nessa guerra Severo, e reclamar não vai adiantar nada. – disse com firmeza – Precisamos nos unir mais que nunca para vencermos e entregarmos um mundo melhor para os nossos filhos... Chega de desconfianças Severo! Eu vou te ajudar quando tudo isso acabar, mas preciso que você me ajude também.

– Eliminação. – disse finalmente.

– O quê?

– Esse é o plano para tomar o Ministério. – repetiu soltando-a e dando-lhe as costas – Para que Thicknesse assuma seu lugar, é preciso que você morra antes.

– Quando?

– Já está tudo pronto. – continuou ele fechando os olhos e passando as mãos nos cabelos nervosadamente – Vão aproveitar o casamento do Weasley para atacar o Ministério. Planejam dominar todas as salas e trancar o Departamento de Transporte Mágico, as lareiras e as entradas. Vão te isolar em sua sala e então Thicknesse eliminará a Ministra e tomará o poder.

– E Voldemort invade Hogwarts. – completou preocupada. – Mais alguma coisa?

– Se você não estiver no Ministério na noite do casamento, vão pegar sua filha. – avisou.

Pela primeira vez naquela noite, Meryl vacilou e seu rosto expressou a genuína preocupação que sentia.

– Ninguém tocará na minha filha. Não enquanto eu estiver viva.

Severo e Meryl ainda conversaram por vários minutos até que a mulher finalmente recolheu suas coisas e saiu da casa abandonada, pensando no que faria para evitar que fosse assassinada em sete dias.

Ela não se entregaria como Dumbledore fez.

Sirius, por sua vez, estava radiante em ser pai e preparava tudo para o casamento. A ideia original era que Tonks, Violet, Jack e Alessa cuidariam da decoração, mas com a briga das Chambers mais velhas, Jack isolou-se dos preparativos. E enquanto Sirius resolvia quem celebraria a cerimônia, a Ordem já se preparava para resgatar Harry da casa dos tios.

Dédalo Diggle e Héstia Jones alugaram um carro trouxa e dirigiram até a casa dos Dursley para acompanhá-los a um lugar seguro. Valter e Petúnia não acreditaram em tudo inicialmente e apenas aceitaram o plano de fuga depois que Harry falou dos Dementadores que estavam atrás dele.

A despedida foi rápida e desprovida de qualquer sentimento que não fosse alívio. Quando o carro de Héstia e Dédalo cruzou a esquina da Rua dos Alfeneiros, Harry suspirou fundo e viu-se sozinho na casa em que fora rudemente criado no armário debaixo da escada.

Foi apenas quando a noite caiu que Harry finalmente entendeu que nunca mais veria seus tios e primo. Não que fosse sentir falta, mas não conseguiria esquecer tão cedo. Em meio à esses pensamentos, ouviu um enorme estrondo no jardim e, ao olhar pela janela, viu sombras tomarem formas e delas figuras conhecidas aparecerem.

Segundos depois Remo, Moody, Tonks, Shacklebolt, George, Emelina, Podmore e Hagrid entraram na casa abandonada dos Dursley acompanhados por Hermione, Rony, Fleur, Sophie, Mary, Fred e Jorge.

– O que... O que é tudo isso? – surpreendeu-se o garoto após os cumprimentos – Pensei que o Moody viria me pegar e aparatar...

– Mudança de planos garoto. – respondeu o velho rabugento.

– O Lord das Trevas esta monitorando os meios de transporte bruxo e, por ser menor de idade, você seria facilmente encontrado. – explicou Lupin. – Vamos do modo convencional: voando.

– Certo... E ele não iria notar 16 pessoas voando? – ironizou.

– Não, porque cada uma dessas 16 pessoas vai para uma direção diferente, com um Potter diferente. Formaremos duplas e no caminho nos dividiremos.

– Espera, um Potter diferente? O que quer dizer com isso Shacklebolt?

– Quer dizer que precisamos de um fio do seu cabelo. – completou Moody erguendo um vidrinho aberto.

– Poção Polissuco. – disse Harry entendendo o que fariam – Não, sem chance. Não vou deixar fazerem isso!

– Um Potter contra 15 pessoas... É Harry, nós não temos chance mesmo. – debochou Fred.

– Imagine ficarmos baixinhos e ocludos pelo resto da vida? – ironizou Jorge.

– Harry deixe de ser tonto, nós somos seus amigos! É óbvio que vamos te ajudar! – repreendeu-o Hermione.

– Estamos juntos nessa, Harry. – concordou Rony.

– Ouça seus amigos Potter, e me dê logo seu cabelo. – resmungou Alastor – Não sabe o quão difícil foi convencer sua irmã a ficar longe dessa operação...

– O quê? – surpreendeu-se Harry.

– Potter, o cabelo!

Resignado, Harry puxou um fio de seu cabelo e colocou no vidrinho nas mãos de Moody, que agitou-o levemente.

– Para quem não conhece, essa poção tem o gosto de urina de gato... – disse Moody entregando o frasco para Fred e Jorge.

– Você já deve estar familiarizado com esse gosto não é? – debochou Fred tomando um gole e logo passando para o irmão.

Harry observou nos próximos minutos oito cópias de si mesmo na sala da tia Petúnia. Não tendo o que fazer, aceitou o plano e seguiu todas as ordens de Moody. Os oito Potter trocaram suas roupas rapidamente e logo saíram para a noite escura.

– Certo, as duplas serão as seguintes... – começou Moody – Jorge vai com Remo e Fred com Emelina em suas respectivas vassouras, Srta Delacour vai com Podmore, Srta Adams...

– Mary vai comigo de testrálio – avisou George abraçando a filha de lado.

– Potter vai com o Hagrid na moto e Granger com Shacklebolt em outro testrálio. Seyfried, você vem comigo.

– Foi minha mãe não é? – adivinhou Sophie.

– Ela é bem persuasiva quando quer. – respondeu – E Weasley... Você vai com a baixinha de cabelo rosa.

– Vamos lá Rony! – animou-se Tonks, diferente de Ron, que ficou apavorado de ser protegido por alguém quase ou mais infantil que ele.

– Todos para a Toca. – avisou Moody uma última vez – Estamos contando que, se os Comensais atacarem, vão atrás das vassouras, já que o Sr Potter é ótimo com elas. Se acontecer alguma coisa, não parem para ajudar, apenas sigam em frente.

– Te vejo daqui a pouco Harry. – sorriu Hermione subindo em no testrálio ao lado de Shacklebolt.

Harry apenas assentiu e, após soltar Edwiges, subiu no carona da moto velha de Hagrid e espremeu suas pernas no carrinho lateral. Jorge e Remo foram os primeiros a sair, seguidos por Podmore e Fleur, Tonks e Rony, Emelina e Fred, George e Mary, Shacklebolt e Hermione, Harry e Hagrid e por último Moody e Sophie.

Logo que o ar frio da noite tocou em seu rosto, Harry pediu a Deus, Merlin ou quem quer que fosse para que seus amigos ficassem bem e que ninguém se machucasse por sua causa. Suas pernas estavam espremidas no carrinho lateral da moto, mas isso não importava para o garoto, que mantinha seus pensamentos nas pessoas se arriscando por ele.

A “calmaria”, entretanto, não durou muito. Logo Harry se viu cercado por figuras negras encapuzadas e inúmeros raios verdes voaram pelo céu escuro. Hagrid arrancou com a moto e acelerou.

O que aconteceu em seguida foi um total borrão para Harry, que tentou com todas as suas forças ficar no carrinho lateral e ainda duelar com os Comensais. Hagrid tinha vários botões especiais no painel de sua moto e os usou frequentemente, derrubando dois dos quatro comensais que os seguiam. Edwiges então apareceu do nada e, colocando-se à frente de Harry, protegeu-o de um feitiço da morte. A coruja branca foi acertada por um raio verde e logo em seguida caiu na imensidão escura.

Harry ficou em choque e não acreditou que Edwiges estava morta. Não podia acreditar. Ainda paralisado, percebeu ao longe duas duplas em suas vassouras fugindo para a direção contrária, mas não viu quem eram ou para onde iam. A morte de sua coruja o deixou ainda mais apreensivo com o que poderia acontecer com seus amigos e não o deixou perceber quando os Comensais que o perseguiam recuaram e desapareceram.

– Conseguimos Harry! Eles nos perderam! – gritou Hagrid satisfeito, porém, foi por pouco tempo.

A cicatriz em raio na sua testa começou a arder e vozes desconexas surgiram em sua mente como flashes. Quando olhou ao redor, seu pior medo se concretizou e viu Voldemort voando em uma fumaça negra, desprovido de qualquer vassoura, testrálio ou moto.

– Impossível... – sussurrou o garoto.

Harry gelou e um pavor o invadiu. Hagrid continuava acelerando e Voldemort continuava seguindo-os. Raios verdes colidiram com os vermelhos que saiam da varinha do Potter, mas nada parecia poder pará-lo. Hagrid então acelerou e, por um momento, Harry perdeu a consciência e.

Quando abriu os olhos novamente, se viu caindo em uma poça de lama em um jardim escuro e silencioso. Olhou ao redor e percebeu Hagrid desmaiado, e ao longe, uma mulher ruiva saía da luz de uma casa e corria em sua direção.

– Harry! Oh Merlin, Harry, você está bem? – exclamou Molly ajudando-o a levantar.

– E os outros? Onde estão? O que aconteceu? – perguntou Vitor aparecendo logo em seguida.

– Ninguém voltou? – espantou-se Harry, o medo o consumindo novamente.

– Está vendo aquela lata de óleo velho? – disse ela apontando para um canto do jardim – Era para Fred ser o primeiro a voltar com a Emelina, mas eles perderam as chaves de portais. Depois deveriam ser Fleur e Podmore... – apontou dessa vez uma escova velha – Depois você e o Hagrid e, se tudo der certo, Remo e Jorge... Mas não se preocupe querido, o importante é que você está bem... – sorriu Molly amigavelmente, escondendo o medo que se apossava de seu coração de mãe. – Vamos, vamos entrar... Vyola preparou um chá forte que vai te ajudar...

Harry não respondeu, apenas seguiu a Sra Weasley e Vitor até a casa, onde os Krum, Gina e Arthur esperavam ao lado de Pierce, que deixava clara a sua preocupação. Antes mesmo que alguém perguntasse algo, um barulho foi ouvido no jardim e o Sr Weasley correu para fora ao lado de Pierce, encontrando Remo apoiando Jorge pelos ombros.

– O que aconteceu? – desesperou-se Molly assim que o filho foi deitado no sofá.

– Snape. Ele acertou a orelha do Jorge... Eu sinto muito Molly, não consegui evitar...

– Acalme-se Remo, não foi sua culpa... – disse Arthur.

– Não dá para arrumar?

– Não querido, foi feito com Magia Negra... – respondeu a sra Weasley buscando o que era preciso para limpar os ferimentos do filho.

Fred voltou minutos depois, sozinho, com a notícia de que Emelina Vance fora atingida no caminho, assim como Podmore, que morreu protegendo Fleur de alguns comensais.

Shacklebolt e Hermione voltaram com alguns arranhões, George e Mary sangravam levemente e Tonks e Rony voltaram pálidos.

– Você está bem? Não se machucou? – perguntou Remo abraçando-a fortemente.

– Graças ao Rony... – respondeu ela sorrindo – Bellatrix tentou me matar e se não fosse por ele eu não estaria aqui agora...

– Sério? – espantou-se Hermione.

– Por que a surpresa? – perguntou Rony inconformado.

– Preciso mesmo responder? – ironizou Mione.

Cerca de meia hora depois todas as duplas já estavam de volta, menos uma.

– Eles já deveriam ter voltado... – repetia Pierce conferindo o relógio de meio em meio segundo – Será que aconteceu alguma coisa com eles? Merlin, eu não deveria ter concordado com a Meryl... Agora faz tanto sentido! É claro que os Comensais pensariam que o verdadeiro Potter estava com o protetor mais experiente... Ou seja, Moody!

– Acalme-se Pierce, eles já vão chegar... – disse Vyola, tentando convencer mais a si mesma que qualquer outro.

– Chega, eu vou atrás deles.

– Não! – rebateu Remo segurando-o – Não podemos sair daqui Pierce! Moody é um auror treinado e, se aconteceu alguma coisa, sabe como proteger sua filha...

– E a Sophie também sabe se defender. – completou Mary, ainda preocupada.

– Meia hora. Se em trinta minutos eles não aparecerem, eu vou atrás deles e ninguém vai me segurar. – avisou Pierce.

Vinte minutos se passaram e nenhuma notícia de Sophie ou Moody. Fred e Jorge já tinham subido para seus quartos com Rony, Gina e Hermione. Molly preparou um chá forte e serviu ao outros, que ainda tentavam acalmar Pierce. Quando ele estava quase se levantando para sair, ouviu um grito abafado no jardim.

Pai!

Não foi preciso uma segunda vez para que Pierce pulasse de sua cadeira e corresse para fora da casa ao lado de Remo e Arthur, mas nenhum deles esperava ver a cena que se seguiu.

Notas finais
*o* Acho que já deu para perceber que a relação entre Snape e Meryl não é muito harmônica não é? A Ministra não é como Dumbledore e não tem paciência para aguentar as reclamações do morcego... Eu adorei escrever essa cena!!! rsrsrs E para aqueles que ainda tinham dúvidas... Sim, Meryl sabe TUDO sobre Severo e Dumbledore e também é a “ponte de informações” entre a Ordem e Snape. “Para que Thicknesse assuma seu lugar, é preciso que você morra antes.” Gente, só eu estou com medo do que vai acontecer à Meryl agora? E esse finalzinho misterioso? O que será que aconteceu com Alastor e Sophie? Moody está vivo ou morto? -------------------- Capítulo 35 – Goodbye Sis (...) Na época era... Inaceitável. Eu que deveria ter todas as atenções, eu que deveria me casar primeiro e eu que deveria ser melhor em todos os sentidos... (...) ------------------------- #NãoMateOAlastor! Não deixem de comentar!