Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
33 Capítulo 32 - You Never Know Anything!
Notas iniciais
CAPÍTULO 32 – YOU NEVER KNOW ANYTHING!
“Você nunca sabe de nada!”
– NARRAÇÃO —
– Isso não podia ter acontecido... – disse Shacklebolt quando o assunto Severo Snape entrou em discussão.
A Ordem da Fênix estava em peso na reunião daquela tarde. Alastor Moody, Arthur, Gui e Molly Weasley, Dédalo Diggle, Elifas Doge (membro do Conselho dos Bruxos), Emelina Vance, Estúrgio Podmore, Héstia Jones, Ninfadora Tonks, Quim Shacklebolt, Remo Lupin, Sirius Black, Meryl e Pierce Seyfried, Catherine e George Adams, Julianne Chambers, James, Vyola, Vitor e Saoirse Krum e, por fim, Fleur Delacour.
Apenas Minerva e Hagrid não estavam presentes, afinal, precisavam cuidar de Hogwarts e concertar tudo que foi quebrado e destruído durante a invasão. Madame Maxime estava em Beauxbatons e Carlinhos Weasley na Romênia.
– Não adianta reclamar do leite derramado Shacklebolt, Severo nos traiu e agora nos resta torcer para que ele não conte a ninguém sobre a Ordem...
– Você está muito calma Meryl, sabe de algo que não sabemos? – perguntou Remo, curioso pela expressão serena da Ministra.
– Não sei mais do que vocês, acredite. – respondeu a loira – Com a morte de Dumbledore ficamos mais vulneráveis, mas mesmo assim a localização da sede da Ordem é secreta.
– Dumbledore era o fiel do segredo, mas e agora que está morto? – perguntou Héstia Jones preocupada.
– Ele me procurou meses atrás para conversar sobre isso... – começou Meryl, triste com as memórias – Disse que ele estava em perigo e que os Comensais já sabiam que ele era o fiel e isso era perigoso... Ele queria fazer o mesmo que fez quando o Feitiço Fidelius foi usado com os Potter.
– Não me diga que ele confiou ao Snape... – interrompeu Vyola já preocupada.
– Dessa vez não. – respondeu Pierce – Dumbledore disse que Snape, como comensal, poderia estar em perigo com o próprio Lord das Trevas caso fosse o fiel.
– Finalmente uma escolha sábia... – ironizou Sirius, ainda inconformado com a confiança cega que Dumbledore tinha em Snape. – E quem é o fiel do segredo?
– Eu. – respondeu Meryl. – Nem mesmo Snape soube, então os Comensais devem achar que não existe mais um segredo, ou seja, vão procurar e não vão encontrar.
– Todos sabem que quando o fiel do segredo morre, os que conhecem essa casa poderiam facilmente entregar a localização e qualquer um que passasse aqui na frente veria... – continuou Pierce — Riddle ficará furioso quando perceber que Snape não pode nos entregar porque o Feitiço Fidelius ainda é válido.
– E não é perigoso? – perguntou James – Snape sabia que você substituía Dumbledore quando ele viajava e seria óbvio concluir que você seria a nova mentora da Ordem, os Comensais podem ir atrás de vocês... Eu não quero assustá-los, mas Meryl tem marido e filha, Riddle pode usar um deles para te forçar a revelar a verdade.
– Eu sei me cuidar muito bem, não se preocupe James... – garantiu Pierce amigavelmente.
– E Sophie ficará aqui na sede, estará protegida. – disse Meryl, torcendo mentalmente para que a filha realmente ficasse em segurança. – Precisamos trazer o Potter também, ele ainda tem a magia de sangue da mãe e está seguro na casa dos Dursley, mas assim que atingir a maioridade estará vulnerável.
– Então é só irmos até lá e aparatarmos. – sugeriu Saoirse.
– É melhor evitarmos os meios de transporte regulamentados pelo ministério.
– Mas por quê? – perguntou Podmore – Você como Ministra pode nos ajudar não?
– Poderia, mas estou muito desconfiada nos últimos dias... – respondeu Meryl preocupada – Riddle quer o controle total do mundo bruxo e já derrubou uma figura pública importante. Dumbledore. O único empecilho agora é o Ministério da Magia e a Violet. Se ele tomar o Ministério terá controle absoluto das Leis da Magia e poderá fazer o que quiser, ficará ainda mais perto da vitória e não teríamos como revidar sem iniciar uma guerra.
– Ele deve ter algum plano para tomar o Ministério, assim como teve para matar Dumbledore. – comentou Pierce – Todos os aurores estão preocupados e com medo de que Azkaban seja o próximo alvo.
– Merlin, se Riddle conseguir chegar até Azkaban todos que já prendemos serão soltos e aí sim começará o caos... – disse Tonks.
– Outra coisa que está me deixando preocupada é que Plus Thicknesse está muito estranho... – continuou Meryl — Ele sempre foi eficiente, nunca atrasou um relatório e era bem extrovertido quando saíamos em turma para algum bar. Mas nas últimas semanas tem estado mais sério e já atrasou dois relatórios. Quando chamei os chefes de departamentos do Ministério para uma reunião para avisar que Dumbledore estava morto ele ficou visivelmente nervoso e evitou me olhar nos olhos...
– Quem é Thicknesse? – perguntou Saoirse, que assim como os Krum não sabia de quem falavam.
– Chefe do Departamento de Aplicações das Leis da Magia. – respondeu Jullie – Plus é meu superior e muitas vezes me auxiliou nos tribunais, ele tem contato direto com a Ministra, os advogados e todos os chefes de departamentos.
– Ou seja, tem acesso a tudo dentro do Ministério. – completou Elifas Doge.
– Talvez seja apenas preocupação com o que está acontecendo, mas mesmo assim é bom nos prepararmos. Se Riddle controlar Thicknesse, será um passo até controlar o Ministério e, consequentemente, chegar à Meryl.
– Já deixei pessoas de confiança no Departamento de Transporte Mágico que vão me informar caso vejam algo suspeito, mas o Thicknesse é esperto, se eu colocar alguém desconhecido no Departamento dele vai desconfiar. Julianne, você tem contato direto com ele e suas férias acabam amanhã, pode ficar de olho nele? – pediu Meryl.
– Claro.
– Desculpe a pergunta, mas em qual setor você trabalha? – perguntou Vyola.
– Serviços Administrativos da Suprema Corte dos Bruxos. – respondeu Jullie.
– Ela é uma das únicas advogadas que tem acesso livre ao Conselho dos Bruxos e ao departamento dos aurores. – completou Elifas. – E como faremos com o garoto Potter? Deveríamos ter trazido hoje depois do funeral, assim como fizemos com a Srta Snape.
– Seria muito suspeito. – discordou Moody pela primeira vez. – Antes de virmos para cá eu vi três comensais disfarçados, estavam apenas esperando uma oportunidade para pegar a Violet e o Potter.
– Por que não disse a ninguém? Poderíamos ter capturado os três! – exclamou Emelina.
– E faríamos o quê? Mandar para Azkaban? – ironizou Moody – Os Dementadores estão com o Riddle, é questão de dias para que os outros comensais escapem da prisão.
– Além do mais, não se atreveriam a atacar um lugar com centenas de aurores, membros do Ministério, professores de magia e excelentes bruxos, nem mesmo eles são tão loucos a ponto disso. – defendeu Shacklebolt.
– Por isso Julianne trouxe Violet antes do previsto sem que ninguém soubesse. – explicou Moody. – O Potter voltou para a casa dos Dursley como o combinado e os Comensais só perceberam que ela sumiu quando o funeral acabou. Quanto ao Potter... Temos que tirá-lo de lá bem antes do fim da maioridade, não podemos perder tempo.
– Concordo. – disse Héstia – Sugiro reunirmos uma Guarda Avançada para ir até a casa dos trouxas e escoltar o garoto Potter até a Toca.
– Por que não aqui? – perguntou Emelina. – Desculpe Arthur, mas a Toca não é segura.
– Ainda. – completou George – Aqui é muito pequeno para todos da Ordem, precisamos de uma segunda sede.
– Podemos usar o Feitiço do Fidelius na Toca e mandar o Harry e Hermione para lá. – sugeriu Arthur.
– Eu acho ótimo. – concordou Catherine – Não podemos deixar Violet e o Potter juntos, se os Comensais atacarem a sede não teremos como proteger os dois ao mesmo tempo e corremos o risco de perder um deles.
– Molly, Arthur, vocês concordam? – perguntou Meryl.
– É claro, será uma honra ser uma das sedes da ordem. – sorriu Arthur acompanhado por Molly — E Harry já é da família.
– Certo, então depois eu converso com vocês sobre o fiel do segredo. – disse a Ministra. –Héstia está certa, precisamos montar três Guardas, uma vai ser a distração, a outra vai proteger e a terceira ficará na Toca para receber os demais.
– Como seria essa distração? – perguntou Podmore.
– Eles querem o Potter não é? Pois então é isso que terão.
– O que quer dizer com isso Meryl? – perguntou Vyola.
– Poção Polissuco. – respondeu – Sete pessoas tomarão a Poção e ficarão com a aparência do Potter, essa será a distração.
– Então cada uma dessas sete pessoas terá seu guardião até a Toca, os Comensais nunca descobririam qual delas é o verdadeiro Potter?
– Exato. – concordou Meryl.
– E quem fará parte da guarda?
– Remo, Moody, Tonks, Shacklebolt, George, Dédalo, Emelina, Podmore e Héstia. – sugeriu Meryl. – Os Weasley ficarão na Toca com Podmore e os Krum. Doge e eu não podemos sair do Ministério e Julianne, Sirius, Catherine e Pierce ficarão aqui com a Violet e as meninas.
– E as Chambers também. – completou Tonks.
– Eu já falei da Julianne e a Alessa.
– É que eu tenho outra irmã, Jackelinne. – explicou Jullie – Ela chegou hoje com a filha, Eva, e está com os outros lá em cima.
– Ou atrás da porta com os gêmeos. – completou Alastor.
Todos então olharam para a porta e Molly levantou-se rapidamente.
– Eu cuido disso... – disse ela antes de abrir a porta e por ela caírem três pessoas.
– Oi mãe... – disseram Fred e Jorge juntos enquanto Jackeline recebia olhares furiosos de Jullie.
– O que estão fazendo aqui? – perguntou Molly severamente.
– Ouvindo atrás da porta, é claro.
– Jackelinne! – repreendeu-a Jullie levantando-se furiosa e aproximando-se.
Jullie tinha em seus olhos a mesma fúria de quando encarava os julgamentos no Ministério, e poucas vezes o próprio Sirius e a Ordem a tinham visto daquela forma.
– Jullie...
– Você vem comigo. – interrompeu a ruiva pegando a irmã pelo braço e subindo as escadas, assim como Molly, que mandou os garotos junto e fechou a porta.
– Aparentemente Jackelinne já se deu bem com os gêmeos hein Molly? – debochou Sirius, que recebeu um mal olhado da ruiva senhora.
– Continuando... – interrompeu Meryl suspirando – Vocês concordam com a Guarda Avançada?
– Por mim tudo bem, mas porque o Hagrid? Ele é enorme e chamará muita atenção. – disse Podmore.
– Foi ele que tirou Harry da casa dos Potter e o levou em segurança até Dumbledore. – discordou Pierce – Ele fará parte da Guarda Avançada.
Enquanto a Ordem acertava os detalhes da Guarda Avançada, minutos antes Violet e as meninas conversavam em seu quarto.
– VIOLET –
– Como você está? – perguntou Mary assim que fomos para o meu quarto enquanto a Ordem se reunia e os gêmeos ouviam atrás da porta com Jackelinne.
– Estou bem... – suspirou.
– Violet, estou falando sério... Você não está bem, pode dizer. – rebateu Mary.
– Não vou mentir que chorei muito noite passada, Snape realmente me estraçalhou e eu fiquei em pedaços, mas hoje de manhã me olhei no espelho e finalmente admiti que ele nunca me amou... Ele mentiu esse tempo todo e nunca se importou comigo, por que eu tenho que importar com ele? – perguntou retoricamente – Digo... Eu ainda o amo, é claro, mas sinto que não é como antes... É como se... Como se algo tivesse se perdido quando conversamos...
Violet fechou olhos, satisfeita por conseguir falar daquele assunto com tanta naturalidade e calma. Ela sentiu seu peito doer, mas ignorou completamente.
– Eu percebi que chorar não vai trazê-lo de volta e muito menos concertar tudo que ele fez e disse... Estamos entrando em uma guerra e chorar é perda de tempo.
– Isso significa...?
– Significa que meu verdadeiro pai, aquele das minhas melhores lembranças, morreu junto com Dumbledore. Agora sim posso dizer que sou oficialmente órfã.
– Você está diferente... – comentou Sophie.
– Eu não vou sofrer dessa vez, cansei de chorar por pessoas que não me amam. Lillian, Bellatrix, Severo... Nenhuma delas merece minhas lágrimas. – disse decidida.
– E o que vai fazer agora?
– Continuar a missão de Dumbledore e derrotar Voldemort. Ele vai pagar por tudo que fez.
– O que quer dizer com “terminar a missão de Dumbledore”? – perguntou Alessa preocupada pela indiferença da amiga.
– Vocês sabem o que são Horcruxes? – perguntou e, com um aceno negativo das meninas, começou a contar tudo que sabia sobre Horcruxes e sua ligação com Voldemort.
– Merlin! Como vamos encontrar objetos que não fazemos ideia de onde estão? – exclamou Alessa.
– Não vamos. – respondeu Violet – Eu vou. Vocês já estão em perigo o suficiente, não quero que...
– Violet, para. – interrompeu Mary – Somos mais que amigas não? Não vamos deixar você sozinha nessa... Alessa, Sophie e eu vamos com você e está decidido. Vamos de ajudar.
– Mas é perigoso!
– É claro que é, mas não seria divertido se não fosse perigoso... – sorriu Alessa marota – E não adianta vir com argumentos porque não vamos desistir. Você só sai daqui com agente.
– Vocês têm certeza? – perguntou Violet – Nós vamos embora e ficaremos um bom tempo longe da família e dos nossos amigos... Estaremos em perigo constante e Voldemort vai nos procurar até o inferno se souber que não temos mais proteção da Ordem.
– Vai ser complicado não ver meus pais com frequência, mas faremos isso para salvar o mundo bruxo, é algo importante e quando conseguirmos, voltaremos para nossas famílias.
– Exato. E temos umas às outras agora. – completou Alessa sorrindo.
– Quando vamos?
– Harry, Ron e Mione combinaram de ir durante a festa de casamento da Fleur e do Gui, então enquanto todos se divertem, nós escapamos. Só vão perceber quando estivermos longe.
– É uma boa ideia, mas qual o plano? – perguntou Sophie. – Nós precisamos de uma estratégia para a fuga, um lugar para ficar... Um plano de ação.
– Eu não sei bem o que faremos nem para onde vamos... Mas com certeza é a Mione que vai planejar tudo. – respondeu Violet. – Ela está na casa dos Weasley agora, então precisamos dar um jeito de conversarmos com ela.
– Eu posso ir. – sugeriu Sophie – Acho que consigo convencer meus pais a me levarem para lá, mas seria no mínimo estranho ir sozinha...
– Eu posso ir junto, tenho certeza que meus pais deixam. – completou Mary – Nós duas conversamos com a Mione e criamos algum plano. Só não sei como vamos passar para vocês duas.
– O casamento da Jullie. – sugeriu Alessa – Ela e o Sirius vão se casar em uma semana, a Ordem toda vai. Mary e Sophie podem criar esse plano e depois do casamento voltam para cá e nós resolvemos o resto até o casamento da Fleur.
– Eu acho ótimo. Mas tem uma coisinha... – disse Mary – Vitor.
– O que tem ele?
– Violet, da última vez que viajou para pegar uma Horcrux você simplesmente desapareceu e não deu notícias, e agora vamos fazer isso de novo... Não seria melhor você falar com ele?
– É, eu sei... No funeral eu prometi que contaria a verdade e que, da próxima vez que eu decidisse desaparecer, avisaria. – disse Violet – Mas não sei se é uma boa ideia... Ele vai tentar me impedir e, se contar ao Alastor, aí é que eu não saio daqui nunca.
– Então fala tudo para ele, menos quando vamos. Se ele não concordar, pede um tempo para contar ao Moody depois do casamento... – sugeriu Mary – Pelo menos ele vai saber o motivo de desaparecermos.
– Acho uma ótima ideia. – concordou Sophie.
– Têm razão... Vou aproveitar que ele já está aqui e... – continuou Violet, porém, nesse momento ouviu Jullie gritar no corredor e, junto às meninas, correu até a porta.
– NARRAÇÃO —
– Eu sempre fui assim Jullie, é o meu jeito e não vai mudar! Você está estressada por nada...
– Esse é o problema! Você sempre foi assim! – exclamou Jullie, mais sensível por causa da gravidez – Nunca levou nada a sério! Tem ideia da seriedade do que está acontecendo aqui? Do perigo?! O Lord das Trevas voltou, pessoas estão morrendo e os principais alvos dele estão nessa casa! Por isso existe a Ordem, para evitar que ele controle o mundo! Estamos em um momento sério e você fica fazendo suas gracinhas para chamar atenção e agindo como sempre agiu: uma criança birrenta que quer tudo para si!
– Do que está falando? – rebateu nervosa – Você sempre teve tudo! A certinha da família e um exemplo a ser seguido! “Seja como a Jullie” – imitou.
– Eu sempre fiz as coisas certas, era centrada, inteligente, reservada e idêntica ao papai, mas nunca foi o suficiente! – disse finalmente explodindo – Sempre procurei ser a melhor na escola para não desapontá-los, mas mesmo assim era para você que eles sorriam quando chegávamos em casa nas férias.
– Isso é mentira e você sabe, eles te amavam!
– É claro que me amavam, era a filha deles! – concordou – Mas mesmo você sendo a “ovelha negra” da família, eles nunca te repreendiam. Você aprontava tudo que se possa imaginar na escola e eles apenas diziam: “Jack, não faça isso novamente”, nunca te deram limites. – disse — Tudo que eu ganhava você também queria e acabava conseguindo no final. Eles nunca exigiram nada de você, então sim, você é mimada e acha que assim como eles, as pessoas precisam cair aos seus pés, te idolatrar! Para de procurar os holofotes e cresce Jackelinne!
– Eu era uma criança! É natural que quisesse ser como minha irmã mais velha não é?
– Isso inclui meu noivo?
– Espera, você não está com ciúmes do Sirius, está?
– Não estou falando dele e você sabe!
– Não, não sei... Do que está falando Jullie?
– Jonathan! – exclamou – Ele era meu noivo até você voltar de viagem! Nós íamos nos casar, mas aí a princesinha chegou com seu sorrisinho sedutor e o idiota caiu!
– Você nem gostava dele! – exclamou– Jonathan me disse que era um noivado de fachada e que você não o amava realmente! Aliás, você nunca demonstrou sentir nada por ele e quando se separaram, ficou como sempre esteve! Nunca te vi chorar!
– Não viu porque estava ocupada fugindo de casa para se casar! – gritou, chamando a atenção da Ordem, que já tinha acabado a reunião e encarava a cena, perplexos – Eu nunca demonstrei porque não era como você! Nunca fui atirada e nunca seduzi o namorado da minha irmã!
– Então por que deixou que eu me casasse com ele? – perguntou Jack deixando uma pequena lágrima escorrer em seu rosto.
– Porque você estava grávida e a Eva não tinha culpa de nada. – respondeu ressentida. — Como irmã mais velha tinha a obrigação de cuidar de você e abri mão daquele idiota do Jonathan. Mas então adivinha o que aconteceu? Você fugiu de casa para se casar e um ano depois se divorciou! Fugiu de suas responsabilidades e novamente agiu como uma criança mimada, que precisa ter a atenção de todos.
– Eu não sabia que você amava o Jonathan... – sussurrou Jack. Nesse ponto Jullie começou a chorar silenciosamente e Sirius se segurava para não correr até ela. – Você nunca se importou!
– Eu nunca estive grávida! – ironizou – Mas você nunca sabe de nada não é? Não sabia que ficaria grávida quando dormiu com o meu noivo, não sabia que criar uma criança exigia responsabilidade, não foi ao enterro dos nossos pais porque não sabia que estavam mortos, não procurou saber se eu e a Alessa estávamos bem porque estava ocupada se divertindo no Canadá enquanto sua filha era criada por uma babá e não sabia que pessoas estão morrendo lá fora nas mãos dos Comensais enquanto você age com idiotice e infantilidade aqui dentro! – exclamou com as bochechas vermelhas — Mas tudo bem, você não sabia.
Jack estava chocada com as palavras da ruiva. Ela era tão ruim assim? Realmente era a culpada pela infelicidade da irmã que sempre idolatrou?
– E agora eu não sei por que te convidei para o casamento. – completou Jullie afastando alguns passos e indo até seu quarto, no andar de cima.
Sirius mais do que depressa foi atrás dela enquanto Jack permanecia parada no corredor, finalmente percebendo as consequências de ter dormido com o ex futuro cunhado. Quando caiu em si e percebeu os olhares ao redor, engoliu o choro e entrou em seu quarto, trancando a porta logo em seguida.
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