Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
25 Capítulo 24 - Confused
Notas iniciais
CAPÍTULO 24 – CONFUSED
“Confusa”
– NARRAÇÃO – MAIO DE 1997 –
Dumbledore estava cansado e esgotado. Desde que Violet e Harry voltaram no tempo o diretor havia se dedicado a encontrar as demais Horcrux, viajou para muitos lugares, pesquisou inúmeros livros e mergulhou nas memórias sobre Tom inúmeras vezes em busca de algum detalhe que passou despercebido.
Quando finalmente encontrou uma pista de onde estava o Medalhão de Slytherin, resolveu descansar alguns dias para recuperar suas energias, precisaria delas urgentemente. Foi em meio a esses pensamentos que ouviu baterem na porta de sua sala e por ela entrarem Harry Potter, Draco Malfoy e Violet Snape.
– Sabia que conseguiria Sr. Malfoy... – sorriu Dumbledore, mais feliz e confiante do que esteve minutos atrás. – Sr Potter, Srta Snape, é realmente um grande prazer tê-los de volta... Já estava preocupado...
– Eu já vou. Acho que vocês precisam conversar não é? – disse Draco, recebendo um aceno positivo de Dumbledore – Violet, pode me encontrar depois no lugar de sempre?
– Claro... – respondeu ela.
– Obrigado Sr Malfoy. – disse Dumbledore antes que o garoto deixasse a sala.
– Aqui está o anel... – falou Violet tirando um saquinho de suas vestes e entregando-o à Dumbledore, que abriu-o e observou o pequeno anel dos Gaunt. – Professor, posso ir também? Eu estou realmente cansada e tenho muita coisa na cabeça, preciso pensar sobre algumas coisas...
– Claro, claro... Os dois devem estar abalados com o que passaram nos últimos meses... – concordou — Outra hora vocês voltam e nós conversamos, sim?
– Eu... Posso ficar? – perguntou Harry.
– É claro Harry... Estou aqui para ouvi-lo. – respondeu o diretor serenamente – Tenha um bom descanso Srta Snape...
– Obrigada professor... – sorriu deixando a sala.
Enquanto Harry contava sua versão do que aconteceu, Violet caminhava pelos corredores com a mente ainda confusa e, assim que chegou à cozinha, encontrou Draco à sua espera.
– VIOLET –
– O que você quer? – perguntei sentando-me em uma das mesas.
– Posso fazer uma pergunta?
– Você me chamou aqui para isso?
– Vamos Violet, eu sei que você está confusa e abalada com tudo que aconteceu. Assim como você fez comigo uma vez, eu estou fazendo com você. Falar ajuda...
– Tá, tudo bem... – suspirei – O que quer saber?
– Por que passou o último dia no passado com a Bellatrix? Porque não seu pai?
– É...complicado...
– Acho que eu entendo de coisas complicadas... – respondeu Draco sentando-se ao meu lado e empurrando levemente meu ombro.
– Eu estou tão confusa... – suspirei – As pessoas que eu conheço aqui não são nem um pouco parecidas com o que foram, especialmente ela. A Bellatrix do passado não é cruel, egoísta, sem sentimentos e sanguinária, é apenas pretensiosa, orgulhosa e um tanto egocêntrica. Ela... Ela mostrou sentimentos, ela... Me aceitou. Não sei Draco, mas lá, no passado, eu me senti feliz, senti que tinha uma família e senti que essa família são os Black.
– O que aconteceu, exatamente?
– Andrômeda é uma espécie de Alessa do passado. – sorri — Narcissa era a princesa da sonserina e me lembrou muito o jeito da Sophie. Bellatrix estranhou mas logo se tornou minha “melhor amiga”, Régulus era o criança do grupo e também me aceitou como parte da família. Esse...contraste...me fez pensar... O que aconteceu que mudou todos eles tão drasticamente? Por que a Bellatrix do passado, que nunca havia me visto antes, me amou mais que a Bellatrix que me criou?
– Bem... – começou suspirando — A Bellatrix do passado não tinha muitas preocupações com o que vai acontecer, ela não precisava pensar em ser a mais leal comensal e nem ter que agradar o Lorde das Trevas tanto quanto agora, ela também não estava em guerra. Você chegou e disse que era sua filha, com o tempo ela aceitou e depois, quando baixou a guarda, aconteceu o mesmo que aconteceu comigo e todos os seus amigos...
– O quê?
– Nos apaixonamos por você. – respondeu sorrindo – A Bellatrix de hoje é marcada por anos de serviço aos comensais, de treinos, invasões, torturas... Não é a toa que Bellatrix Lestrange é um nome assustador...
– Eu sei, mas o que me preocupa é que, por mais que eu saiba de tudo isso, não consigo não sentir algo forte por ela... – respondi – Poxa, ela me criou, me ensinou quase tudo que sei hoje, me deu princípios e educação... Sim, ela me enganou e manipulou, mas também me defendeu quando Morgana tentou me matar e eu ainda tenho boas lembranças da época em que ela me ensinava magia. E agora tem o que aconteceu no passado...
– Eu percebi que vocês estavam bem próximas...
– Sabe, esse tempo que passamos juntas serviu para eu perceber o quanto me fazia falta ter uma mãe, a minha mãe. Acredita que foi a Bella que se aproximou de mim? – ri suavemente com a lembrança — Ela ouviu meu desabafo e me ajudou quando eu estava com raiva da Lillian e do Potter... Quando eu estava destruída pelo que aconteceu com a Alessa e com você, ela apenas me ocupou, não fez perguntas e nem insistiu para que eu falasse... Ela simplesmente foi...mãe. – completei deixando lágrimas caírem de meus olhos.
– Eu também não esperava ver o que vi no passado... – disse ele – Minha mãe era mais dócil e gentil... Talvez por ser uma Malfoy, não sei, mas ela não é a mesma... Ela está mais...amarga, mais dura. Eu sei que ela me ama e tenta demonstrar isso de todas as formas, mas eu me pergunto... Se ela não tivesse mudado, eu seria diferente? Nosso relacionamento, meu pai... Será que tudo seria diferente?
– Pelo menos você tem a certeza de que ela o ama, eu não tenho nem o benefício da dúvida... – respondi – Sabe que, ontem, pelo resto do dia, eu não pensei nos inúmeros problemas que me rodeiam, fomos apenas eu e ela, treinando defesa pessoal com adagas... Dá para acreditar? – sorri — Nunca imaginei que estaria no mesmo grupo que a família Black e me sentiria em casa... E isso me deixa ainda mais confusa e irritada! Nós criamos um vínculo nos últimos meses e eu tenho certeza que, lá, ela gostava de mim... Mas saber que a escola toda foi obliviada me deixa ainda pior... Ela esqueceu que eu um dia existi... – falei melancólica — Todos eles esqueceram, menos eu...
– Olha, normalmente as pessoas não levam a sério o que eu falo, mas... – começou fazendo rir levemente – Mas eu acho que, se vocês duas realmente criaram um vínculo, a mente dela pode ter esquecido, mas não o coração... Eu sei que isso vai parecer algo que uma garota diria, mas minha melhor amiga é uma garota, então releve... Eu acho que, mesmo ela tendo te esquecido, quando te adotou naquele orfanato e passou a conviver com você, o vínculo voltou... Um sentimento forte assim não pode acabar de uma hora para outra... Sem contar que você criança deveria ser uma praguinha irresistível! – riu abraçando-me de lado.
– Sabe, mesmo sendo provavelmente a pessoa mais complicada do mundo, eu sou também a mais sortuda por ter amigos tão bons! – sorri deitando minha cabeça sobre seu ombro – Há dez minutos eu estava triste, melancólica e irritada, mas agora olhe para mim... Estou rindo!
– Isso é bom, sinal que consigo ser um bom amigo às vezes. – riu em resposta. – Não se esqueça disso sim? – falou, porém, mais sério do que antes.
– Você é sim um bom amigo Draco... – garanti – Obrigada.
– Acho que já podemos ir para o dormitório não é? Eu não sei você, mas eu estou morrendo de saudades da minha querida cama...
– Eu não vou para o dormitório agora. Preciso ir a outro lugar antes.
– Que lugar?
– Enfermaria.
– Ah não, Violet, está tarde, você está cansada e visivelmente abalada com tudo que aconteceu... Ir lá agora só vai te deixar pior... – recusou – Toma um banho quente e descansa primeiro, amanhã você vai...
– Não, eu preciso vê-la Draco... – respondi – Foi por ela que eu voltei.
– Não tenho chance nenhuma de te convencer não é?
– Não.
– Então eu vou com você.
– Não precisa, eu...
– Violet, eu não vou te deixar sozinha. Ela está realmente mal e tenho certeza que você não vai aguentar ficar lá por muito tempo. Eu vou com você.
– Mas...
– Se fosse eu naquela enfermaria tenho certeza que a Alessa iria com você. – completou.
Draco estava muito estranho.
Por mais que eu soubesse que ele realmente queria me ajudar, algo em seus olhos mostrava desespero, como se estivesse tentando fazer ou mostrar algo. Quando olhei fundo em seus olhos acinzentados percebi que nada do que eu dissesse iria convencê-lo do contrário. Por fim aceitei a companhia e, juntos, fomos até a enfermaria. Mas eu não era a única com ideias de visitas noturnas.
– Violet! – exclamou Julianne ao me ver – É tão bom saber que está de volta!
– É bom voltar... – respondi forçando um sorriso – Como... Como ela está?
– Ah, nada bem... Madame Ponfrey tentou inúmeros feitiços e poções curativas, mas nada parece fazer efeito... Papoula me disse que Alessa está numa situação parecida a de Frank e Alice Longbottom.
– É tão grave assim? – surpreendi-me.
– O comensal que a atacou sabia muito bem onde atingir... Ela perdeu muita energia e o Cruciatus a deixou física e psicologicamente debilitada.
– Eu... Eu sinto muito... Não sabia que...
– Não se culpe querida, não foi sua culpa.
– É claro que foi! Se eu não...
– Violet! O único culpado é quem fez isso com ela. Se você ficar se culpando por cada coisa ruim que acontecer aos seus amigos, vai ficar louca! – disse ela abraçando-me levemente pelos ombros.– Eu preciso comer alguma coisa, tem certeza que quer vê-la? Está tarde...
– Não, eu vou ficar.
– Tudo bem. Estou com tanta fome! Comer por dois não é muito legal... Te vejo depois então... – sorriu indo até a porta – Obrigada por vir com ela... – agradeceu à Draco, que sorriu levemente e assentiu, para logo depois vê-la desaparecer no corredor.
Respirei fundo e caminhei até a última cama da enfermaria, atrás da cortina certamente colocada por Madame Ponfrey, mas não esperava ver o que vi.
Alessa estava deitada sobre a cama, lençóis brancos a envolviam e vários aparelhos trouxas estavam ligados a seu peito e mão direita. Mas o que mais me atingiu foram sua pele pálida e as olheiras profundas. Ela tinha cortes pelo rosto e as mãos estavam machucadas, como se tivesse duelado fisicamente com Greyback. Seus lábios estavam cortados e os cabelos ruivos já não tinham o brilho de sempre, estavam secos e opacos, sem vida.
Quando apertei a mão esquerda delicadamente, percebi que estava gelada e dura. Se não fossem os aparelhos indicando que o coração batia fracamente, qualquer um poderia dizer que Alessa estava morta.
Draco estava certo, eu não aguentaria por muito tempo.
– Alessa... – sussurrei entre um choro baixo que logo transformou-se em soluços mais altos e desesperados – Alessa por favor... Abre os olhos... Você não pode ficar assim, não pode!
Eu não conseguia aceitar que aquela garota pálida e quase sem vida à minha frente era a mesma ruiva encrenqueira e maliciosa que eu tanto amava... Ela estava sempre ao meu lado e nunca me julgou... Era minha melhor amiga, minha irmã.
– Não é justo... – murmurei ao sentir os braços de Draco rodearem meus ombros – Não é justo Draco, porque ela tem que sofrer as consequências de eu ser a Escolhida? Por quê?! Ela não merece isso...
– Eu sei... — concordou apertando-me gentilmente – Mas os comensais não se importam se vão magoar alguém, eles simplesmente vão lá fazem o que o Lord das Trevas quer, sem perguntar e sem hesitar...
– É tudo culpa dele... Voldemort – respondi amargamente – Ele é culpado de toda a dor que ela sentiu, por toda a angústia... Tudo! Eu sou a escolhida para derrotá-lo, não sou? Pois é isso que vou fazer. – completei – Eu juro que farei o que for necessário para derrotá-lo definitivamente. Quero que ele sofra e sinta na pele tudo que fez, tudo que causou...
– Magia é perigosa e corrompe muitas pessoas... Ele se deixou levar pelo poder e agora não consegue parar... Ele quer mais e mais poder, mais magia, mais controle...
– Magia... – repeti com algo em mente – Magia pode salvá-la...
– Dumbledore tentou tudo que podia Violet, não há magia capaz de ajudá-la nesse momento...
– Não, tem uma que nem mesmo Dumbledore consegue usar... – falei, finalmente lembrando de algo que poderia funcionar, uma esperança – Preciso falar com o meu pai, agora.
– O quê? Violet, acho que já quebramos algumas dezenas de regras da escola por hoje não? Custa entender que você precisa descansar?
– Não, eu preciso falar com ele... É importante! Talvez eu saiba de algo que possa ajudar a Alessa!
– Tá, tudo bem. Não vou brigar... Eu te levo até o quarto dele e vocês conversam... – suspirou.
– Eu vou te tirar dessa Alessa, eu prometo! – sussurrei beijando suavemente sua testa e deixando a enfermaria.
Draco não falou nada durante o percurso, eu sabia que ele estava preocupado e queria que eu descansasse, mas eu não conseguiria deitar minha cabeça sobre o travesseiro e dormir sabendo que eu poderia fazer algo para ajudar Alessa.
Assim que chegamos às masmorras e batemos na porta, Draco disse que meu pai e eu devíamos conversar e voltou para o dormitório. Sozinha no corredor, bati na porta novamente e insisti mais dez vezes, quando finalmente ouvi meu pai resmungar do outro lado.
– Quem ousa me incomodar a essa... – começou, porém, parou assim que me viu – Violet!
– Pai... – respondi me jogando em seus braços, sendo imediatamente bem recebida.
– Finalmente... – sussurrou apertando-me em seus braços ternamente enquanto fechava a porta. – Não faz ideia do quanto fiquei preocupado... O que estava pensando?!
– Só queria ajudar, por favor, não quero discutir de novo...
– Você acha que gosto de discutir? – perguntou acariciando meu cabelo levemente – Violet, você é a pessoa mais importante para mim, meu bem mais precioso! Não posso e não quero que se coloque em perigo e ignore a própria segurança...
– Eu sei, desculpe... – murmurei – Sei que não tenho sido uma filha tão boa quanto você espera...
– Depois vamos conversar sobre o que fez no natal, agora quero saber como foi a “missão” que aquele velho te deu sem eu saber...
– É tudo tão diferente. – suspirei – Você era mais aberto a conversas...
– Ah, obrigado por notar isso... – ironizou, fazendo-me rir.
– Acho que agora entendi porque não gosta do Tiago... E também descobri quem era sua melhor amiga... Narcissa é?
– Quando se é jovem tudo é diferente... – riu – E você?
– Um pouco confusa com o que eu vi, mas logo passa. – respondi – Senti sua falta...
– Eu também princesa, eu também... – suspirou beijando o topo da minha cabeça.
– Eu queria te perguntar uma coisa... Sobre algo que ouvi nas aulas daquela época...
– E o que você ouviu?
– Que Magia Negra era usada para muitos fins, e não apenas para o Lado Negro... – comecei receosa, eu sabia que ele nunca aceitaria, mas precisava tentar – A professora Merrythought disse também que os bruxos antigos costumavam usar os longos alcances da Magia Negra a favor da medicina... Como um antídoto...
– Galatea Merrythought? – perguntou – Ela só dava aulas para o sétimo... Você foi para o último ano?!
– Não fuja do assunto... É verdade o que ela disse?
– Sim, é verdade... – começou curioso — Na antiguidade os bruxos, especialmente as mulheres, usavam Magia Negra como uma forma de curar os doentes e lhes devolver a vida... Aonde quer chegar?
– Eu tenho Magia Negra... – comecei, porém, meu pai afastou-se do abraço e encarou-me um tanto irritado.
– Não, nem pensar.
– Mas eu nem falei nada!
– Eu sei muito bem o que quis dizer! Você quer usar sua magia para ajudar sua amiga, não é? – exclamou – Violet, estou falando com você!
– Eu acabei de sair da enfermaria, eu vi como ela está! – respondi – Jullie me disse que ela está em um caso parecido com o dos pais do Neville... Eu não posso ficar parada sendo que existe uma esperança! Eu posso ajudar!
– Não! É perigoso!
– Você sempre diz a mesma coisa!
– Violet, Galatea por acaso disse o que acontecia com os bruxos?
– Não.
– Usar Magia Negra para salvar uma pessoa é perigoso... Você dá uma quantidade grande de suas energias para a pessoa e a salva, mas em troca você começa a padecer numa cama até se recuperar...
– Eles morrem?
– Não, mas ficam fracas a ponto de não conseguir abrir os olhos ou mexer as mãos. Ficam vulneráveis e muitas delas naquela época foram mortas por inimigos enquanto se recuperavam!
– Pai, eu posso fazer isso... Posso salvá-la! Estamos em Hogwarts, o lugar mais seguro que eu conheço!
– Não! – rebateu – Você não vai se colocar em risco novamente! Chega Violet!
– Pai, por favor! Alessa é minha melhor amiga e a considero minha irmã! Não posso ficar parada vendo-a adoecer cada vez mais e sabendo que eu posso fazer alguma coisa! – falei chorando novamente e abraçando-o pela cintura – Por favor, eu não quero perdê-la, não quero...
– Violet...
– Por favor pai, me ajuda! – pedi – Eu só quero salvá-la, sei que consigo...
– Você não tem controle de sua magia ainda, pode piorar as coisas...
– Se o senhor não vai me ajudar, eu faço sozinha. – respondi – Por favor pai, fica comigo... Me ajuda... Por favor...
– Violet... – começou ele, porém, parou.
Eu estava desesperada, precisava de ajuda e meu pai era a pessoa certa para me ajudar. Alessa era muito importante e eu não queria perdê-la. Não podia.
– Ela está pálida, gelada... Tem olheiras, machucados pelo rosto, marcas nas mãos e o coração está fraco... E-eu sei que ela não vai aguentar por muito te-tempo, ela está fraca... P-por favor pai, m-me ajuda a salvá-la...
– Você não vai fazer isso sozinha. – respondeu, fazendo-me encará-lo – Eu estarei lá e Dumbledore também, mas saiba que, se eu perceber que você não vai aguentar, vou impedir imediatamente. Ouviu?
– Sim, sim, sim! Obrigada pai... – exclamei feliz e sorrindo, abraçando-o novamente, dessa vez pelo pescoço.
– Mas primeiro você vai descansar.
– Mas...
– Nada de mais. – rebateu – Se você vai mesmo fazer isso, precisa repor suas energias primeiro. – disse acariciando meu rosto ternamente e enxugando minhas lágrimas — Eu te ajudo, mas será sob as minhas condições.
– Tá, tudo bem... – aceitei.
– Por hoje você dorme aqui. Se for para o dormitório suas amigas vão querer conversar e, te conhecendo como eu conheço, vai ficar a noite toda acordada. – disse com um meio sorriso tocando levemente a ponta do meu nariz – Agora você vai tomar um banho quente enquanto eu procuro alguma coisa para você usar, depois vai comer alguma coisa e dormir.
– Não faz ideia do quanto senti falta do seu jeito superprotetor. – sorri — Eu amo você pai...
– Eu te amo princesa... – sorriu beijando minha testa novamente.
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