CAPÍTULO 52 – IT’S TIME!

“A hora chegou”

– NARRAÇÃO – FEVEREIRO DE 1998 –

– Ele tem recebido muitas visitas ultimamente... Visitas estranhas. – começou a velha senhora enquanto caminhava por uma estrada deserta perto do lago – Até agora contei três moças e um rapaz, e essa semana chegou outra moça. O estranho é que ele não é de amizades no trabalho e essas pessoas nunca saem da casa, e quando acontece, é à noite. Mas hoje pela manhã três moças e um rapaz saíram cedo e dez minutos depois o Black saiu com a outra garota da casa e por sorte eu estava no jardim. Régulus usava sua antiga roupa de comensal e a garota também. – avisou – Quando perguntei ele tentou disfarçar e disse que estavam indo a uma festa a fantasia.

– Uma mentira, é claro. – concluiu Snape. – Ele disse mais alguma coisa?

– Ele disse que a garota era uma prima distante da mãe que foi visitá-los por um tempo. Mas obviamente é falso, já que a garota ficou surpresa quando ele falou isso. Eileen Mansel.

– Como ela era? – Eileen... repetiu subitamente nervoso. Não seria possível que sua Violet estivesse com Régulus, certo?

– Olhos azuis, cabelos negros, pele clara, não muito alta... Mas certamente uma garota linda, talvez dezenove ou vinte anos. Eileen usava um vestido idêntico aos que a Lestrange usa e o colar era com certeza o mesmo... Notei também um anel diferente no dedo e uma aliança, provavelmente de noivado ou namoro.

Os mesmos olhos, mesmo cabelo, mesmo nome... Era muita coincidência. Tinha que ser Violet. E se aquela garota era realmente a sua filha, as demais “visitas” de Régulus Black certamente eram Mary Adams, Sophie Seyfried, Alessa Chambers e Vitor Krum.

– Snape?

– As outras visitas... Uma das garotas era ruiva?

– Sim, como sabe?

– Porque sei quem são. – disse, pensando especialmente na garota de olhos azuis – Só não entendo o que eles querem com o Black e porque ele – e Violet, adicionou mentalmente — voltou a usar roupas de comensais... Fique atenta, são todos bruxos e alguns excelentes em magia, especialmente Eileen e o rapaz. E mantenha-me informado.

– Claro, ficarei de olhos abertos... Mas aquela garota Snape, Eileen, me pareceu realmente misteriosa... Parecia perdida... Triste. – revelou – E acho até que vi um resquício de medo quando saiu com o Black hoje cedo.

Se o Black fizer alguma coisa a ela, juro que o mato!

– NARRAÇÃO – 25 DE ABRIL DE 1998 –

Pouco mais de dois meses haviam se passado desde a última discussão entre Violet e as meninas e desde então a morena passou a se comportar com mais seriedade, quase não ria ou sorria e preferia ficar quieta lendo um livro de magia negra ou aventurando-se no laboratório de Régulus, montando algum plano e tentando ver qual seria a próxima Horcrux.

Hermione descobriu que Harry e Rony estavam no Chalé das Conchas, casa de campo de Gui e Fleur, e, após avisá-los do que estava acontecendo, resolveu ficar com as meninas em Bordeaux. Enquanto Mary apenas ignorava os ataques de Violet, Alessa, por outro lado, sentia-se extremamente magoada com tudo que aconteceu e também isolou-se em seu quarto, saindo apenas pela manhã para caminhar pelo bairro e para as refeições. Régulus e Vitor, entretanto, concordaram que evitar ou condenar Violet não era algo sábio de se fazer e tornaram-se neutros no “campo de batalha”.

A garota, porém, ainda tinha a mecha branca no cabelo, os olhos continuavam negros e algumas manchas de queimadura apareceram no pescoço, rosto e pernas. Mary tinha uma teoria sobre isso.

– Quando Violet absorveu a magia do cálice ainda estava sob os efeitos de uma Poção Polissuco fortíssima... Eu acho que quando ela sugou toda essa energia, seu corpo voltou ao “natural”, mas não a tempo suficiente, por isso sobraram alguns resquícios... A mecha, as queimaduras no rosto, pescoço e pernas...

– E os olhos?

– É óbvio que perceberam a mudança de comportamento dela... – explicou – Mas eu acho que ela mudou tanto assim porque ainda está sob os efeitos da Magia Negra que absorveu. Não sei, talvez a tática que o Snape usou na escola com ela esteja certa, talvez ela realmente precise liberar essa magia “extra” para conseguir se manter no controle...

– E como você pretende dizer isso à ela? – ironizou Régulus.

– Eu não vou. – deu de ombros. – Ela não está machucando ninguém, certo? Não expressou desejo de ferir ou matar, então deixe como está... Ela absorveu muita magia negra em um intervalo de tempo pequeno e não liberou quase nada, com o tempo ela vai melhorando...

– Enquanto isso vamos continuar com uma psicopata dentro de casa?

Não foi muito fácil, mas no fim todos concordaram que teriam de esperar. Naquele mesmo dia Emmanuelle caminhava tranquilamente no corredor dos quartos com um cesto de roupa nos braços quando ouviu a porta no fim do corredor ser aberta.

– Bom dia querida... – cumprimentou ela – Dormiu bem?

– Bom dia Emmanuelle. – respondeu amigavelmente, mas o tom de sua voz não era o mesmo de sempre, estava mais impessoal. – Por incrível que pareça tive sonhos calmos essa noite. E os outros, já acordaram?

– Ahh sim, estão todos na cozinha. Ao que parece a Srta Chambers resolveu fazer panquecas! – riu – Por que não desce? Deve estar com fome...

– Quer ajuda? – disse apontando o cesto de roupas.

– Não querida, não se preocupe... Pode ir tomar seu café da manhã. Mas obrigada de qualquer forma... – sorriu acariciando seu cabelo e logo entrando no quarto seguinte.

Violet deu de ombros e desceu as escadas, ouvindo uma coversa na cozinha.

– “a invasão ao Gringotes foi apenas uma medida desesperada de Violet Black para conseguir algum ouro no cofre da mãe”. – lia Régulus virando a página do jornal – Ridículo, mas ao menos ninguém desconfia. Isso foi assunto o mês todo, eles não cansam? Ah, bom dia Violet.

– Bom dia... – respondeu ela sentando-se à mesa enquanto os demais a encaravam.

– Calda? – perguntou Hermione timidamente estendendo para o jarro.

– Claro, obrigada... – sorriu agradecendo.

– Dormiu bem? – perguntou Mary ligeiramente desconfiada.

– Oh sim, com certeza. – concordou – Mas tive um sonho... Ou visão, como queiram chamar. O Lord das Trevas não ficou satisfeito quando descobriu que o cálice foi roubado, digamos que o banco perdeu alguns duendes e ele alguns comensais... Trevor foi o primeiro. Só não sei porque só tive esse sonho depois de meses.

– Será que ele sabe sobre nós e as Horcruxes?

– Tem suas dúvidas, mas ainda não entende como eu consegui transformar sua horcrux em um simples e inútil objeto. – respondeu distraidamente cortando sua panqueca e comendo – Por via das dúvidas, ele decidiu redobrar a segurança das outras Horcruxes e vai começar pela mais desprotegida, o anel dos Gaunt.

– Mas essa não estava com a Bellatrix?

– Ao que parece eles acreditam que ainda esteja no cofre particular dela, no quarto da casa, sob o assoalho do porão. Parece que é de família não Reg?

– Culpado. Mas o anel não está lá, está? Já que foi isso que você pegou quando nos visitou em Hogwarts.

– Dumbledore o destruiu, mas eu não faço ideia de onde esteja... Talvez Harry esteja certo e a pedra realmente está dentro do Pomo. – comentou seriamente – Riddle obviamente vai proteger a Nagini, talvez mantê-la onde pode vigiá-la, e também vai atrás do medalhão.

– Mas o medalhão não está na caverna... Eles acham que foi perdido!

– Exato, mas ele tem certeza que está em algum lugar perto da caverna, no oceano talvez... Enterrado debaixo de alguma pedra... – sugeriu – Ele vai procurá-lo com mais veemência dessa vez, e quando perceber que também desapareceu, vai para a próxima...

– Que não sabemos onde está.

– Na verdade, eu vi isso também. – rebateu. – Está em Hogwarts, o último lugar que ele vai por pensar que Snape, os comensais e os dementadores são bons protetores.

– Espera, você sabe qual é a próxima Horcrux? – perguntou Vitor tomando seu chá quente.

– Lembram-se do “colar”? Bem... Não acho que seja um colar, parece muito inflexível para um, mas não conheço muito da Corvinal então teremos que procurar...

Procurar. – repetiu Alessa – Isso significa que...

– Vamos retomar Hogwarts e iniciar a revolução. – respondeu simplesmente comendo os últimos pedaços de panqueca do prato. – Hermione, sabe onde estão Harry e Ron?

– Chalé das Conchas.

– Certo, e qual o plano? – perguntou Régulus fechando o jornal e encarando Violet.

– Quem faz os planos aqui são Sophie, Mary e Hermione, não olhe para mim... – debochou.

– Sabemos que Hogwarts é o lugar mais seguro que existe...

– Desculpe mas... Acho que essa teoria não vale mais Mione – interrompeu Mary – Dissemos o mesmo do Gringotes e olhe para nós agora.

– Gringotes não tinha comensais ou dementadores e nem estávamos com nosso próprio rosto – rebateu Alessa. – Hogwarts realmente está sendo bem vigiada. Dementadores e comensais em cada entrada, Snape e os irmãos Carrow dentro da escola... É quase impossível entrar sem sermos vistos.

– Então seremos. – concordou Hermione – Precisamos entrar lá e o único jeito são as passagens secretas de Hogsmead. Teremos que lutar, e nossa melhor chance é atacarmos todos juntos um lugar só... Nada de separar o grupo.

– Concordo... – comentou Violet – Temos que chamar o Harry e o Ron, mas não aqui, pode ser perigoso... Talvez o Instituto?

– Sim, é uma boa... Vamos para lá quando? – perguntou Hermione.

– Ainda essa semana. Avise os dois para irem para lá o mais rápido possível que vamos finalmente para a última parte da “aventura”. Próxima parada: Hogwarts. – avisou — Mas mesmo assim precisaremos de ajuda. Uma vez dentro do castelo teremos que procurar a horcrux, e não vai ajudar se o “Milord” resolver tomar Hogwarts de volta... Estaremos desprotegidos.

– A Ordem. – concluiu Alessa. – Você pode avisar a Andrômeda sobre o plano.

– Mas não podemos afirmar quando exatamente entraremos, SE entrarmos... – discordou Vitor – Não seria melhor que alguém fosse para a Ordem e, quando entrarmos, avisamos pelos galeões enfeitiçados?

– E como eles entrariam também?

– Se vamos enfraquecer uma das passagens, o acesso fica livre. – deu de ombros – É só avisar por onde entraremos e que horas.

– É um bom plano... Se o Potter e o Weasley forem ao Instituto hoje, à noite podemos ir à Hogsmead e forçar a entrada por alguma passagem. Eu me lembro de duas: a da Casa dos Gritos e da Dedos de Mel.

– Dedos de Mel é melhor, vai dar em um dos corredores... Se formos pela casa vamos sair no jardim, debaixo do Salgueiro Lutador. – disse Mary – Ele não é muito hospitaleiro...

– E quando saímos? – perguntou Régulus.

– Você também vai? – surpreendeu-se Violet enquanto Emmanuelle parava atrás de Reg.

– Claro! Bella já sabe que não morri e à essa altura Você-Sabe-Quem também... Não adianta me esconder. Além de que quero ajudar, já está mais do que na hora de enfrentar o passado e sair desse lugar... Sinto falta da minha verdadeira casa.

– Tudo bem... – suspirou Violet – Enquanto a Hermione avisa os meninos vou tentar falar com a Andrômeda e vocês vão pegar tudo que possamos precisar. Rég, você vem comigo... Está na hora de dar um oi para seu irmão.

Logo o café da manhã estava acabado e, enquanto as meninas arrumavam suas coisas, Emmanuelle recolhia mantimentos para os demais e Hermione já montava uma estratégia em sua cabeça. Violet, entretanto, pegou seu pedaço de espelho e, ao lado de Rég, chamou Andrômeda e foi atendida por Dora.

– Hey! Não pensei que fosse te ver tão cedo... – riu Tonks. – O que você fez no cabelo?

– Longa história... Mas você parece cansada, está tudo bem?

– Claro... Só... Merlin, essa gravidez está acabando comigo. – suspirou – Estou dormindo muito e quando acordo sinto dores terríveis na coluna... Jullie disse que é normal e que ela sentiu isso uns dois meses antes da Alpha nascer, mas eu tenho certeza que o Teddy já está chegando... Muito impaciente ultimamente.

– Bem, ele puxou a mãe não é?

– Claro, claro... – bocejou – Oh droga, dois bebês chorando... Eu preciso dormir! – gritou virando o rosto para o lado e voltando.

– A Sra Seyfried está por aí? A Ordem?

– Ela está com os Weasley na Toca. – respondeu dando de ombros – Você está diferente... O que aconteceu?

– A Ordem, Dora?

– A maioria está, parece que dois bebês conseguiram distrair o pessoal... – riu.

– Ótimo, escute... Eu preciso falar algo para todo mundo agora, é muito importante... Pode levar esse espelho para a sala e chamar os outros, por favor?

– Certo, agora fiquei preocupada, o que aconteceu? – perguntou levantando-se lentamente e pegando o espelho, porém, parou no mesmo instante – Oh droga... Mãe! – gritou desesperada colocando o espelho sobre a cômoda. – Mãe!

– Dora? Dora, o que houve? – perguntou Violet preocupada enquanto Tonks gritava novamente.

– Dora? — perguntou Andrômeda entrando no quarto e, ao ver a filha com a mão sobre a barriga e chorando, percebeu o que aconteceu. – Oh Merlin, Remo!

– Dora! – exclamou Violet chamando a atenção de Andrômeda, que pegou o espelho assim que Remo carregou Dora para o quarto ao lado. – Dora!

– Olá Violet, hora ruim eu acho, desculpe...

– Não! Espera! – gritou antes que Andrômeda saísse. – Por favor, eu preciso falar com a Ordem agora, é importante...

– Com a Ordem? O que aconteceu Violet? – preocupou-se ouvindo outro grito no quarto ao lado. – Droga... – sussurrou saindo do quarto correndo e descendo as escadas o mais rápido que podia. — Moody! – gritou enquanto ajeitava o espelho sobre o armário da sala de modo que Violet pudesse observar todos.

– Não aguento mais ouvir gritos Andrômeda, chega! – pediu Moody entrando na sala ao lado de Sirius, que carregava um pequeno embrulho vermelho no colo.

– Pare de reclamar Moody, tem uma surpresa para vocês na sala... – avisou, outro grito de Tonks – Tenho que ver a Dora, chamem os outros que eles também precisam ver isso! – exclamou segundo as escadas novamente.

– Mulheres... Só sabem reclamar...

– Eu ouvi isso Alastor. – comentou Violet chamando a atenção dos dois para o espelho, onde com espanto viram o rosto da garota. – Olá... – cumprimentou enquanto a sala logo se enchia com os membros da Ordem.

Olá? – repetiu Alastor – Você desapareceu por meses! Saiu daqui sem ninguém saber e não falou uma palavra sequer! – exclamou nervoso – Agora... Espera, o que aconteceu com você?! – perguntou assim que notou a mecha branca, os olhos negros e algumas manchas avermelhadas no canto da boca e no pescoço.

– Nada de importante... Eu...

– Violet! – exclamou novamente, preocupado com a enorme diferença na garota, que mesmo falando pouco já demonstrava certa frieza e indiferença. – O que aconteceu com seu cabelo? E os olhos, essas marcas? – perguntou enquanto todos se acomodavam.

– Olha, agora não dá para explicar, temos problemas maiores que algumas manchinhas no rosto. – ironizou – A Ordem toda está aí?

– A maioria... E o que aconteceu para você finalmente aparecer? – perguntou Sirius.

– Vamos retomar Hogwarts na próxima semana.

– Vocês o quê?! – exclamou Catherine ajeitando-se no colo do marido, mas Violet percebeu que ela não tinha barriga...

– Você não deveria estar grávida?

– Ah... Henry nasceu semana passada. Como sabe?

– Andrômeda? – concluiu Moody irritado, porém, sem deixar de observar Violet.

– Sim, sim... Enfim, Dumbledore nos deixou pistas de como derrotar o Lord das Trevas, por isso fugimos da festa, para procurar os objetos que iriam nos ajudar. Estamos com quase todos, mas os últimos estão em Hogwarts, ou seja, vamos entrar e pegar. Obviamente não será fácil, já que tem comensais, dementadores e o próprio Snape no castelo, mas vamos atacar juntos em uma das passagens secretas de Hogsmead, teremos mais chances.

– Você fala com tanta calma... Como sabe que vão conseguir? – perguntou Sirius.

– Nós invadimos o Gringotes e ainda estamos vivos não é? Hogwarts será mais fácil, os professores vão nos ajudar e, espero, vocês também. – disse – Assim que o Milorde souber que invadimos o castelo e que estamos procurando algo dele, vai querer retomar controle e vai invadir... E precisamos de ajuda para contê-los. A Ordem da Phenix.

– Violet, você sabe que assim que entrarmos...

– A guerra começa. – completou. – Sim eu sei Sr Addams.

– E está pronta para enfrentá-la?

– Nunca estive tão preparada. – afirmou – Eu sei como derrotá-lo e sei que consigo, mas preciso que parem os comensais até eu ao menos pegar o que falta.

– E o que falta?

– Desculpe, mas isso não posso falar. Escutem, nós vamos sondar as passagens secretas essa semana e montar um plano, provavelmente a Alessa e a Emmanuelle vão para casa com uma moeda que vai avisá-los quando e por onde vamos entrar. Se enfraquecermos uma das passagens, vocês entram facilmente.

– E a guerra começa. Legal, bom plano... – debochou Sirius.

– Quem é Emmanuelle? – perguntou George.

– Babá do Sirius.

– Você tem babá? – debochou Catherine.

– Claro que não! Poxa Violet, não entrega... – brincou – Mas falando sério, com “babá do Sirius” você quis dizer...?

– Nós conseguimos dois aliados que vão nos ajudar, Emmanuelle Campbell e Régulus Black.

– Você... Você está brincando certo? – perguntou de boca aberta.

– Não, não estou. – negou – Régulus forjou a própria morte para escapar dos comensais e desde então tem vivido na França com Emmanuelle, a ex-babá de vocês dois. Rég vai comigo para Hogwarts, é aliado.

– Isso não tem graça Violet, Rég está morto!

– Certeza? – perguntou ela enquanto um homem de barba e cabelos negros sentava-se ao seu lado. Uma versão mais velha do jovem Régulus.

– Olá Sirius... – sorriu ele encarando o irmão boquiaberto.

– Você... Você...

Nasceu!! Nasceu! – gritou Lupin nas escadas. – Teddy nasceu e o cabelo dele está azul! – suspirou feliz afrouxando a gravata.

Enquanto todos se levantavam para felicitá-lo, Alastor encarou Violet e, embora feliz de finalmente vê-la, ficou extremamente preocupado com as mudanças da garota, a frieza...

– Está vivo mesmo? – gaguejou Sirius encarando o irmão, que sorria – Como...

– Desculpe mas agora não temos tempo para explicações, acredite, é uma longa história. – interrompeu Violet vendo Emmanuelle chegar à sala carregando o velho medalhão. – Eu preciso ir... Alessa e Emmanuelle chegarão ainda essa semana.

– Violet...

– Vejo vocês depois e... Lupin? – chamou – Parabéns... – disse rapidamente antes de desaparecer no espelho deixando um Alastor decepcionado e um Sirius ainda boquiaberto.

Notas finais
Violet mudou de novo... Mas não se preocupem, a mecha branca e as marcas não são definitivas, Violet voltará a ter sua aparência normal. Uma coisa é certa: ela “ligou” em péssima hora rsrsrsrsrsrs Ebaa!!! Teddy nasceu e Henry também! ^^ Fiquei com dó do Moody, imaginem só, dois bebes chorando à noite e uma mulher grávida com os hormônios à flor da pele... kkkkkkk Tadinho! Hmmmm... Vão invadir Hogwarts. Já sabem o que significa certo? Muita gente comentou que a Violet foi muito cruel no capítulo anterior... Bem, ela realmente foi cruel. Ela passou por muita coisa e foi guardando tudo isso, ignorando e apenas seguindo em frente. No fundo ela sempre pensou tudo aquilo, mas ignorava. Ela sabia sobre a Alessa, mas decidiu esperar até que a ruiva quisesse falar. Ela prendeu tudo para si mesma, mas agora, como uma bomba, explodiu. A magia negra a influenciou um pouco, claro, mas NÃO foi a única culpada. Não tenham raiva da Violet, é só uma garota que sofreu muito e não soube como lidar com isso. Ainda. Ela terá seu momento de arrependimento, mas por enquanto continuaremos com a Violet indiferente, e essa sim, é inteiramente culpa da magia negra, como Mary defendeu. ====================== Capítulo 53 – Girl On Fire ========================= (...) - O que você está fazendo? – sussurrou encarando-a. - A pergunta certa é... – começou ajoelhando-se em sua frente de modo que seu queixo ficasse à altura dos olhos castanhos. – O que você não está fazendo? – sussurrou puxando levemente os fios castanhos dele e beijando-o novamente. (...) =============================== *o* =============================== Hmmm... Que spoiler hein! Nem vou comentar quem é essa “garota em chamas” kkkkkkkkkk Perguntinha: Qual o vilão mais incrível que já viram nessa fic? Voldemort não conta hein! Talvez eu demore um pouco para postar, estou com tendinite e fica difícil escrever alguma coisa... Desculpem... Beijosss e até depois!