Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
5 Capítulo 4 – You’ve Change
Notas iniciais
Capítulo 4 – You’ve Change
“Você mudou”
– NARRAÇÃO -
As férias de Violet e Alessa não poderiam ser melhores. Além de estarem juntas, faziam brincadeiras quase todos os dias e estavam deixando Sirius maluco. O cabelo do grifinório voltou ao normal, porém, dez dias após a última travessura, Violet fez outra poção e, enquanto distraía o Black, Alessa entrou em seu quarto e colocou o líquido no creme de barbear do homem.
Os efeitos dessa poção não eram como os da anterior, mas um pouco pior. Ao invés do cabelo mudar de cor, a pele é que mudava. Conclusão: Sirius ficou quase uma semana com a barba verde e a pele cor de rosa com pequenas manchinhas azuis. Não é preciso dizer qual a reação dele, certo? Afinal, o Black correu atrás das meninas pela casa toda e quase caiu da escada ao tropeçar no elfo doméstico, que praguejou tudo que se possa imaginar para o dono “traidor de sangue”.
Monstro estava ainda mais atencioso com Violet, que sem saber, era sua mais nova dona por direito. Todos já haviam se acostumado com a má criação do pequeno elfo, inclusive Violet, a única a quem Monstro se mostrava leal.
Minerva passou todo seu tempo das férias em Hogwarts para ajudar Dumbledore a cuidar da segurança e do novo planejamento da escola. Alastor permaneceu na sede da Ordem e, na ausência de Snape e McGonagall, era o responsável pela afilhada.
Severo, entretanto, ficou sozinho na casa dos Prince. Preparou suas aulas, renovou a biblioteca e repôs o estoque de poções. Também levou sua filha ao Beco Diagonal e comprou tudo que a garota precisaria para o ano letivo, e por mais estranho que possa parecer, ambos se divertiram muito num momento único de pai e filha. Foi no final daquela semana, porém, que Dumbledore lhe deu a notícia que tanto almejara: seria o novo professor de DCAT.
Harry, por sua vez, passou péssimas férias, como sempre. Seu primo Duda o infernou o tempo todo, seu tio Valter o ignorava completamente e apenas tia Petúnia se importava em dizer palavras como “Não atrapalhe” ou “finja que não exista”. O garoto mal via a hora de poder ir à Toca e em seguida voltar para Hogwarts, sua verdadeira casa.
Cerca de um mês após o início das férias, Dumbledore finalmente foi buscar Harry na casa dos Dursley, porém, antes que o deixasse na Toca, fez uma parada.
Há meses o diretor estava pesquisando sobre o passado de Voldemort e descobriu informações preciosas sobre o jovem Tom Riddle, entretanto, estavam incompletas, e a única pessoa que poderia responder o que de fato acontecera anos atrás e completar essas informações era Horácio Slughorn, ex-professor de poções de Hogwarts.
Seu plano era simples. Levar Horácio para ministrar sua antiga matéria na escola para assim conseguir suas memórias. Mas havia uma falha nesse plano, Horácio estava fugindo de Voldemort e não queria, de modo algum, se filiar à Hogwarts. Dumbledore então teve que apelar para a maior fraqueza do homem: sua queda por alunos brilhantes. Horácio nunca negaria a oportunidade de dar aulas à Harry Potter e Violet Snape, e Dumbledore sabia disso. Logo, assim que pegou Harry na casa dos tios, o levou para uma casa abandonada que servia de esconderijo para o velho professor e o convenceu a voltar à Hogwarts.
Tudo se encaminhava perfeitamente. Violet estava segura na sede da Ordem, Harry fora para a Toca, Horário voltaria à Hogwarts e, com isso, Severo finalmente conseguiu o posto de mestre em DCAT. O único problema seria, talvez, Madame Hooch. Semanas antes da volta às aulas a professora de voo recebeu a trágica notícia de que seus familiares precisavam de ajuda e tirou uma licença de um ano, deixando seu cargo vago.
Dumbledore não sabia quem poderia substituí-la, entretanto, foi durante uma das reuniões da Ordem que um de seus amigos sugeriu um novo contratante. Severo não ficou nem um pouco feliz, diria até que furioso, e Alastor o acompanhou no sentimento. Dumbledore, entretanto, viu uma grande oportunidade de colocar outro membro da Ordem dentro do castelo, logo, a vaga foi preenchida.
– 1 de setembro de 1996 –
Faltavam poucas horas para que o Expresso de Hogwarts partisse e os irmãos Potter-Snape estavam extremamente ansiosos para se reencontrarem. Alastor, Tonks e Lupin levariam Violet e Alessa até a estação enquanto os Weasley fariam o mesmo com Harry.
– Finalmente! – exclamou Sirius quando viu Violet e Alessa com seus malões na sala. – Não que eu não goste de vocês, mas não aguentava mais ter que trancar meu quarto sempre que entrava ou saía... Vocês duas juntas são piores que o Ranhoso!
– Não fala assim do meu pai! – pediu Violet.
– Eu sou muito elétrica para ficar trancada sem fazer nada! E a Vi não é diferente... – riu Alessa abraçando Jullie pela cintura – Mas eu também vou sentir sua falta Sirius... A cena do gel ficará na minha memória para sempre!
– Claro. Eu também sentirei falta de ficar uma semana com o cabelo rosa, outra com o rosto verde e outra com o cabelo totalmente liso e fedorento... – ironizou ele.
– Admita Sirius, você vai sentir falta da sua cunhadinha aprontando pela casa...
– Cunhadinha? – surpreendeu-se Jullie.
– Então vem aqui me dar um abraço logo cunhadinha, não precisa chorar... – brincou Sirius.
Alessa sorriu, soltou-se de uma Jullie surpresa e abraçou Sirius.
– Estão prontas? – perguntou Alastor aparecendo logo ao lado da ruiva mais velha.
– Sim. – respondeu Violet aproximando-se do padrinho inocentemente – E quanto à Tonks e o Lupin?
– Eles já foram, precisavam resolver alguns assuntos... O que foi? Por que está me olhando com essa cara de quem quer algo? – perguntou Moody levantando a sobrancelha interrogativamente.
– Eu diria que ela está com ciúmes de mim... – respondeu Alessa ainda abraçada à Sirius, que não perderia a piada.
– É claro, a ruiva aqui está abraçada à um pedaço de mal caminho!
– Pedaço de mal caminho que já tem dona! – exclamou Julianne aproximando-se de Sirius e o abraçando pelo outro lado, deixando-o entre duas ruivas.
– Viram só? Eu sou bem cobiçado... – piscou ele debochadamente.
– Ahhh, e eu fico aqui? Sozinha? – pediu Violet com a expressão de cachorrinho que caiu da mudança.
– Vem logo pirralha... – sorriu Alastor abrindo os braços, aos quais a garota se jogou imediatamente. – Crianças... Sempre carentes!
– Sim! E você como meu padrinho tem a obrigação de suprir minha carência... – disse docemente.
– Nem vem, a partir de hoje é o morcegão que vai suprir essa carência... A bomba é toda dele!
– Bomba?!
– Essa parte eu concordo, você é uma bomba que explode frequentemente, levando travessuras à todo o mundo!
– Fica quieto cachorro. Só eu posso falar isso dela... – repreendeu-o Moody. – Mas agora chega de papo, estamos atrasados... Despeça-se do cachorro Violet.
– O cachorro pode morder Moody... – respondeu Sirius abraçando Violet – Cuide-se hein! E mande um abraço para o Harry sim?
– Pode deixar. – piscou – Tchau Jullie, foi ótimo passar as férias com vocês... – disse abraçando a ruiva e logo em seguida afastando-se – E mande um beijo para a Tonks e o Lupin, já que não esperaram para se despedir...
– Claro... – sorriu Jullie marota para logo em seguida virar-se para a irmã – Ally... Não quero receber nenhuma carta de Dumbledore sobre o seu comportamento, ouviu bem?
– Sim senhora.
– E não me chame de senhora que eu me sinto velha... – reclamou puxando a ruivinha para os braços e beijando suavemente a testa da mais nova. – Violet, não deixa ela se meter em encrenca...
– Se você pedisse para a Sophie ou para a Mary eu até entendia, mas pedir para a Violet, campeã em detenções, é um completo exagero. – reclamou Alessa.
– Será que dá para parar falar e pegar logo esses malões??
– Tudo bem Alastor, estamos indo! – riu Violet pegando seu malão, assim como Alessa, e aproximando-se do padrinho. – Até depois casal!
E então aparataram.
– Violet –
Um segundo antes estávamos na sala da sede da Ordem, no segundo seguinte, na estação King Cross. Alastor tinha a incrível mania de aparatar onde bem entendesse, e isso incluía um corredor abandonado na estação. Ele nos guiou até a plataforma 9 ¾ e, assim que atravessamos a barreira mágica, encontramos o pomposo Expresso de Hogwarts nos esperando.
– Muito bem, eu fico por aqui... – começou Alastor virando-se em nossa direção. – Agora entrem no trem.
– Mas queremos ver nossos amigos antes...
– E verão, dentro do trem. Vamos lá meninas, estou de guarda-costas aqui e isso inclui colocá-las no trem e só sair quando ele partir.
– Tudo bem, obrigada por tudo Moody, mesmo.
– De nada ruiva. – respondeu ele enquanto Alessa levava sua bagagem para o “maleiro” e entrava no trem. – Quanto à você...
– Já sei! Manter distância da Floresta Proibida, não sair sozinha, andar em grupos de no mínimo quatro pessoas e não me meter em confusão. – repeti rolando os olhos – Você já me falou isso umas dez vezes hoje Alastor...
– Nunca é demais repetir. – deu de ombros – E não se esqueça de manter contato. Qualquer coisa estranha que acontecer quero saber, ouviu?
– Sim senhor.
– Ótimo, então te vejo depois pirralha... – disse puxando-me para um forte abraço e logo depois me soltando.
– Até Alastor... – retribuí afastando-me e finalmente entrando no trem.
Olhei ao redor e não tive nenhum sinal da Alessa, então decidi procurar meus amigos pelos vagões. Nada. Quando finalmente encontrei Gina e perguntei sobre Harry, ela me disse que não o tinha visto.
– Mas ele não ficou na sua casa?
– Sim, é que ele, o Rony e a Mione entraram primeiro e meio que desapareceram...
– Hmm... Tudo bem, obrigada Gina. Vou ver as meninas e depois falo com ele... – falei deixando a cabine e me dirigindo aos vagões reservados para a Sonserina.
Encontrei muitas pessoas pelo caminho e fui cumprimentada por inúmeras outras que eu nem conhecia. Assim que cheguei ao primeiro vagão reconheci Draco, Blás, Theo e Pansy conversando, todos sérios.
Espera, Pansy?!
Aproximei-me e Theo, que estava de frente para mim, levantou-se com um sorriso no rosto.
– Hey! Princesa Morcego... – disse puxando-me para um abraço. – Tudo bem?
– Princesa Morcego? – perguntei assim que me soltei – Sério isso?
– Cara, eu senti falta dessa cara de indignação... – riu Blás ao meu lado e abraçando-me rapidamente.
– Olá Blás... – ri – E você Draco? Vai me deixar aqui plantada?
– Claro que não... – sorriu levemente e abraçou-me mais forte que de costume, o que achei estranho.
Ele me abraçava de um modo diferente, aliás, ele estava diferente. Mais pálido, mais sério que o normal e eu diria até um tanto desesperado.
– Você está bem? – perguntei assim que nos separamos, acariciando seu rosto – Está com olheiras e mais sério que de costume...
– Só não dormi muito bem noite passada... – falou levantando os ombros levemente – E você? Como passou de férias?
– Bem, muito bem, na verdade... – respondi sorrindo, porém, sem deixar de perceber sua expressão cansada – E as suas?
– Normais. — respondeu seriamente.
Ok, algo está errado...
– E Lizzie?
– Ela está ótima, até mais que todos nós, na verdade...
Falar da irmã pareceu aliviar um pouco sua expressão, e finalmente um sorriso despontou em seu rosto.
– Está procurando suas amigas?
– Sim.
– Estão no último vagão, a Chambers acabou de passar por aqui.
– Você já viu a Sophie?
– Hmm... Não, não vi ainda...
– E não vai procurá-la? – estranhei.
– Vou, quando chegarmos à escola.
– Tudo bem... Então... Estou indo. Senti sua falta Draco. – falei beijando seu rosto e seguindo para o último vagão.
Algo está errado, muito errado. Draco não era assim...
– Adivinha quem é? – perguntou alguém colocando as mãos em meus olhos, impossibilitando-me de ver.
– Talvez uma loirinha muito fofa que certamente sentiu minha falta? – brinquei.
– Convencida... – respondeu ela tirando as mãos de meu rosto e virando-me.
– Sophie, estava com tanta saudade!! – exclamei abraçando-a.
– Eu sei... – gabou-se – Também senti sua falta morceguinha...
– Blás me chamou de Princesa Morcego e agora você de morceguinha... Por que todos estão me chamando de algo relacionado à morcegos?
– Por causa do seu pai, o “Morcego das Masmorras”. – respondeu Mary aparecendo – E eu? Ninguém sentiu minha falta?
– É claro que sim... – sorriu Sophie correndo para abraçá-la e me puxando junto num abraço triplo.
– Ownn... Eu também quero! – falou Alessa repentinamente ao meu lado.
Mary riu e puxou-a pelo braço para que se juntasse ao abraço grupal, porém, alguém segurou minha cintura e me levantou. Virei assustada e surpreendi-me com quem era.
– Harry!!! – exclamei abraçando-o fortemente assim que ele me devolveu ao chão – Senti sua falta maninho, muito...
– Eu também... Você não imagina o inferno que é morar com os Dursley... – respondeu soltando-me. – E você?
– Foi incrível!!! – exclamei entrando na cabine ao lado, que estava livre, e puxando-o comigo.
Sophie, Mary e Alessa nos seguiram e, com o passar dos minutos, Hermione, Rony, Gemma e Luna se juntaram á nos uma acalorada conversa.
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