Notas iniciais
Eu tenho taaaaaaaaaaaanta coisa para fazer que dói até em pensar.... :(

CAPÍTULO 35 – GOODBYE SIS

“Adeus irmã”

– NARRAÇÃO –

Alastor estava com o peito sangrando e o rosto ferido enquanto um de seus braços apoiava-se nos ombros de Sophie, que estampava vários arranhões no rosto pálido e alguns cortes nas mãos.

– Sophie! – exclamou Pierce correndo até a filha.

James e Remo correram ao seu lado e ajudaram Moody assim que Pierce pegou a garota nos braços. O ex-auror não estava nada bem, e seu orgulho fora ferido a partir do momento que uma adolescente o carregou.

– O que aconteceu Sophie? Você está bem? Não se machucou?

– Calma pai, estou bem... – garantiu a loira ainda abraçada ao homem enquanto entravam na casa dos Weasley – Voldemort pensou que eu era o Harry e foi atrás de nós primeiro. Moody teve que duelar com os Comensais e logo depois com o Lord das Trevas...

– E você?

– Eu ajudei a derrubar alguns comensais... – respondeu orgulhosamente – As aulas no AD foram muito úteis, com certeza.

– E o que aconteceu que ele está tão ferido? – perguntou James enquanto deitavam Moody em um sofá para cuidar dos ferimentos.

– Eu estava duelando com um comensal e não percebi quando Voldemort se aproximou... O efeito da Poção já tinha passado, eu não entendo o porquê de ele perder tempo comigo... Ele ia me matar se Moody não tivesse entrado na minha frente... – disse com os olhos úmidos – Então alguma coisa explodiu... Estávamos caindo muito rápido e eu senti quando uma mão gelada tentou me puxar, mas então Moody me agarrou pela cintura e aparatou para a floresta aqui perto... Ele não conseguia andar direito e estava sangrando, eu entrei em desespero e tentei ajudá-lo, então aparatei aqui na entrada...

– Você fez bem Sophie, fez bem... – sorriu Pierce abraçando-a com urgência. Quase havia perdido sua filha para os comensais naquela noite. – Vai ficar tudo bem...

– O que aconteceu com o Fred? Eu vi quando o Lupin tentou ajudá-lo...

– Jorge. – corrigiu Remo – Ele foi atacado pelo Snape.

– O professor Snape?! – surpreendeu-se Mary.

– A capa dele caiu no meio do duelo. – explicou Remo. – Além do mais, é o único que eu conheço que usa Sectumsempra... É especialista nesse feitiço.

– Sectumsempra? – repetiu Sophie – Espera... A Violet também usa esse feitiço.

– Então tal pai tal filha...

– Cala a boca Lupin! – resmungou Alastor enquanto Molly limpava seus ferimentos. – Para com isso Molly!

– Para defender a afilhada ele está bom não é? – debochou Lupin rindo da cara de poucos amigos de Moody no sofá.

– Não seja ridículo! Temos coisas mais importantes para pensar do que comparar a Violet com o Snape! – rosnou Moody tentando se levantar.

– Fica quieto Moody! – pediu Molly.

– Fomos traídos! – disse ignorando a ruiva e tentando se sentar, mas estava fraco e tudo que conseguiu foi cair no sofá novamente — Alguém da Ordem entregou nosso plano!

– Pode ter sido uma coincidência... – tentou Tonks sendo otimista.

– Por coincidência que os Comensais cercaram oito duplas e que Voldemort apareceu para capturar o Potter! – ironizou dispensando os cuidados de Molly, que suspirou derrotada e dirigiu-se ao filho machucado. – Eles sabiam que íamos tirar o garoto da casa hoje e sabiam que iríamos nos dividir! Alguém nos traiu.

– Mas quem? Eu simplesmente não consigo imaginar que possa ter nos traído!

– Isso já aconteceu antes não é? – ironizou — Tivemos baixas hoje?

– Emelina e Podmore estão mortos. – respondeu James.

– Jorge foi atingido e perdeu a orelha... – completou Arthur. – E agora temos você e a Sophie feridos.

– Eu não estou ferida.

– Não precisa se preocupar querida... – interrompeu Molly amavelmente – Saoirse, pode levá-la até seu quarto, por favor?

– Claro, vamos Sophie... – sorriu a loira ajudando Sophie a subir as escadas.

– E eu já vou.

– Não senhor. – rebateu Vyola – Você não está em condições de voltar para casa!

– Vyola...

– Pare de ser teimoso homem! – disse ela pegando-o pelo braço e arrastando-o de volta para o sofá – Vai ficar aqui! Quer que a Violet te veja desse jeito?

Mesmo com todos os argumentos do mundo, Moody mostrou-se irredutível e deixou que Vyola apenas limpasse os ferimentos mais graves. Ele não queria, de modo algum, deixar a afilhada sozinha.

Era um pouco depois de meia-noite quando Alastor Moody passou pela porta da casa dos Black e alguém pulou em seus braços. Por ainda estar debilitado e com fortes dores, quando Violet abraçou-o pelo pescoço Moody perdeu o equilíbrio e foi para o chão, bateu a cabeça e cedeu ao sono e ao cansaço.

– Alastor? Alastor! Sirius! Alastor, não, não... – pediu ela já chorando enquanto Alastor permanecia desacordado. – Sirius!

– O que... – perguntou Sirius acompanhado por Jullie, Meryl e Catherine entrando na sala. – Moody!

– Oh droga... – disse Meryl preocupada correndo até o amigo.

– Eu... Eu não sei! Ele entrou e, quando eu o abracei, ele desmaiou... – respondeu Violet entrando em desespero – Aconteceu alguma coisa... Ele vai ficar bem não vai?

Enquanto Meryl e Sirius levavam Moody para o quarto, Jullie pegou o que era preciso para cuidar do amigo e Catherine tentou acalmar Violet. Não demorou muito para que o ex auror acordasse e fosse bombardeado de perguntas.

– Fomos traídos. Os Comensais estavam apenas esperando que saíssemos para atacarem!

– Então eles sabiam do plano? Tudo? – perguntou Meryl, sentindo o sangue ferver de raiva por Snape ter delatado mais do que o planejado.

– Sim. Eles pensavam que o verdadeiro Potter estaria com o mais experiente, então o Lord das Trevas foi pessoalmente atrás de mim.

– Sophie... – murmurou Meryl perdendo a cor.

– Ela está bem. – garantiu – Levou um grande susto hoje mas já está se recuperando. A garota é persistente, tenho que admitir...

– E a Mary? – perguntou Catherine preocupada.

– Apenas alguns arranhões. Nada de importante. – respondeu – E antes que você me pergunte pirralha, seus amigos estão bem e o Potter também.

– Eu preciso ir. – avisou Meryl.

– Vai para onde?

– Para a Toca. Preciso ver minha filha. – respondeu colocando o casaco e pegando suas coisas.

– Me mantenha informada, por favor... – pediu Catherine, recebendo um aceno positivo da Ministra que logo saiu da casa.

Com Moody se recuperando, Sirius desceu para conversar com Catherine sobre a possível traição e Violet, por sua vez, não saiu de perto do padrinho um momento sequer. A garota deitou ao seu lado e ali dormiu a noite toda. Enquanto isso, no outro quarto, Jullie lia um livro calmamente quando alguém entrou.

– Desculpe o horário, mas como Moody chegou agora pensei que estivesse acordada... Está muito ocupada?

– Estou lendo. – respondeu Jullie sem ao menos levantar o olhar.

– Claro, bom, então eu... Volto depois...

– O que você quer Jackelinne? – suspirou Jullie abaixando o livro.

– Eu só... Bem, eu pensei em tudo que você falou... – disse entrando e fechando a porta.

– Jackelinne pensando? – ironizou — Ok, isso é novidade...

– Por favor, Jullie... Isso não está sendo fácil para mim e eu ainda estou arranjando coragem para dizer tudo. Apenas... Me ouça.

– Tudo bem, pode falar. – respondeu a mais velha, cruzando os braços.

– Você estava certa. Sempre esteve. – começou Jackelinne sentando-se na ponta da cama, longe de Jullie – Eu sou mesmo infantil e nunca pensei nas consequências de qualquer coisa que quisesse, apenas ia lá e fazia. Sabe, eu cresci com a imagem de um pai autoritário, uma mãe incrível e uma irmã perfeita...

– Então você é inocente?

– Por favor Jullie, me deixa falar! – pediu nervosa – Não estou dizendo que sou inocente, apenas afirmando que sempre tive ótimos exemplos! Você estava certa, eu realmente quis tudo que você tinha. Você era a irmã mais velha, a aluna perfeita e a filha educada, a referência em todos os assuntos! Eu posso ter sido a filha palhaça e brincalhona, papai pode até ter brincado mais comigo que com você, mas quando surgia algum assunto sério nas reuniões de família era para você que eles olhavam... Eu ficava admirada com sua inteligência, em como conseguia conduzir e manter uma conversa séria e em como todos apreciavam te ouvir! Eu nunca faria aquilo. Tentei algumas vezes, mas acho que se lembra do desastre que foi...

– A expressão “vergonha alheia” nunca fez tanto sentido.

– Exato. – concordou sorrindo – Eu queria mais que tudo ser como você, por isso pedia as mesmas roupas, os mesmos brinquedos, as mesmas coisas! Eu queria tudo que era seu e mesmo assim não estava satisfeita. Estraguei minha infância tentando te imitar e acabei perdendo muitas coisas boas...

– Não entendo o que você perdeu Jack... De toda a família foi a única que viajava constantemente! Mesmo sem ser maior de idade...

– Eu fazia isso porque tinha inveja de você Jullie. Eu queria ter coisas que você não tinha e queria mostrar isso... Mostrar que eu não era a mesma pessoa.

– Mas para quê? Nós sempre fomos diferentes! Não precisava de nada disso...

– Sim, mas na época eu pensava que, se eu tivesse algo importante e você não, eu teria mais destaque na família e seria melhor que minha irmã mais velha. Por isso as viagens, as cartas, as fotos... Os namorados... – continuou a ruiva, pequenas lágrimas caindo de seus olhos azuis – E então, em uma dessas cartas, você disse que estava noiva e que iria se casar! Eu não acreditei que a “toda certinha” Julianne Chambers tinha um namorado e, pior, que iria se casar antes de mim... Era simplesmente... Inaceitável. Eu que deveria ter todas as atenções, eu que deveria me casar primeiro e eu que deveria ser melhor em todos os sentidos!

– E então tentou novamente ter o mesmo que eu. – adivinhou Jullie.

– “Se ele gosta dela, por que não pode gostar de mim?”. – citou — Eu comecei a observar melhor vocês dois e, depois que percebi que não estavam tão apaixonados assim, me senti no direito de continuar. Talvez isso tenha diminuído um pouco a culpa, afinal, estava “salvando” minha irmã de um casamento infeliz... “Ela vai me agradecer depois

– Agradecer? – perguntou incrédula.

– Eu comecei a seduzi-lo e em pouco tempo começamos a sair... Eu me achava uma heroína por te salvar de um homem que era capaz de trair a noiva com a própria cunhada... De certa forma estava certa, se ele te traiu comigo, não precisaria de muito para trair com outra qualquer.

– E com isso justifica suas atitudes?

– Não, não justifica Jullie. Eu sei que foi errado o que eu fiz e sei que mereço tudo de pior nessa vida. Fui inconsequente e pensei apenas em mim. – respondeu não contendo as lágrimas frenéticas – Mas foi cerca de dois meses antes do casamento que eu fiz a maior besteira da minha vida e, durante um jogo ridículo de sedução, fui para a cama com o Jonathan. – confessou — Eu sou a pior irmã do mundo, mas ele também não era inocente. Jonathan aceitou e até mesmo me envolveu... Me deslumbrou de tal forma que me sentia uma estúpida adolescente apaixonada! Ele disse que iria terminar tudo com você e eu acreditei. Mas então as semanas foram passando, o casamento estava cada vez mais próximo e ele não dava nenhum sinal de que fosse cancelar tudo... Ao menos não até eu engravidar. Quando descobri que estava gerando uma vida dentro de mim eu fiquei perdida e a primeira pessoa que me veio à cabeça foi nosso pai, sempre tão rígido e conservador... Eu não sabia o que fazer e entrei em desespero! Foram semanas até eu criar coragem e contar ao Jonathan mas...

– Ele não queria filhos. – completou Jullie.

– Por isso fiquei com medo. – concordou – Ele queria que eu tirasse a criança! Podia até ser irresponsável, mas não era louca e obviamente não aceitei. Jonathan desapareceu e, depois de uma longa semana, me procurou dizendo que assumiria esse filho e que finalmente faria o que tinha prometido: terminaria tudo com você para ficar comigo. O irônico é que... Eu fiquei tão animada! – sorriu tristemente – Eu teria algo que você nunca conseguiria: uma família. Iria me casar e teria um filho com esse homem...

– Você chegou a amá-lo ou foi só um capricho?

– Se você me perguntasse isso naquela época, eu diria que o amava com todas as minhas forças, mas hoje minha resposta não é a mesma... No fundo, tudo não passou de um capricho de uma adolescente ciumenta e irresponsável. – concordou enxugando as lágrimas para que novas caíssem – Quando eu escrevi aquele bilhete de despedida não pensei em você ou no que sentiria... Na verdade, não me preocupei. Eu teria minha própria vida e você não estaria por perto para me “influenciar”.

– Eu nunca te influenciei... – comentou incrédula, porém, com o tom triste e decepcionado — Você fez isso sozinha.

– Eu tinha prazer em te enviar cartas contando da gestação, de como Jonathan era bom comigo e em como era incrível a vida que eu roubei de você, mas jamais contei das discussões que tivemos em casa. – confessou – Jonathan nunca me levou a algum jantar de negócios porque tinha vergonha de mim. Ele mesmo dizia que eu não passava de um rostinho bonito... O tempo foi passando e, logo depois da Eva nascer, Jonathan ficou mais distante e começou a trabalhar até tarde. Então vieram as viagens à negócio, as saídas com o pessoal do escritório e todo tipo de desculpa para ficar fora de casa. – admitiu – Eu me contentava com o dinheiro que ele me dava todo mês e, enquanto uma babá cuidava da minha filha, eu saía para fazer compras. Se alguém perguntava, eu era a mulher mais feliz da face da Terra.

– Uma vida de fachada. – completou a mais velha tristemente.

– Foi então que uma “amiga” disse ter visto meu marido entrar num hotel de luxo acompanhado. Eu fiquei possessa e contratei um detetive particular, mas não estava preparada para o que eu descobri. – disse suspirando – Jonathan tinha um caso com a secretária desde antes da Eva nascer. Meu mundo perfeito estava ruindo e o que eu fiz com você, aquela mulher fez comigo. Eu não ia suportar estar casada com ele sabendo de suas traições, então decidi manter ao menos meu orgulho intacto e pedi o divórcio.

– Então você mentiu... Por que não voltou para casa? Por que não disse a verdade? Nossos pais poderiam te ajudar com a Eva... Nós...

– Eu tinha vergonha! – interrompeu – Especialmente de você. Comecei a trabalhar e com meu salário continuei pagando uma babá... No início foi difícil, imagine uma mulher que nunca precisou fazer nada, de repente, se tornar mãe solteira e não ter para onde ir. – suspirou – Essa era a minha situação e, bem... Eu me virei com o que podia, fazia bicos aos finais de semana e, enquanto Eva ficava com o pai, aproveitava para resolver minhas pendências...

– Ele não a abandonou completamente então?

– Ele a pegava aos finais de semana apenas para seguir as ordens do juiz... Ele não era bobo e não queria problemas, mas tenho certeza que nunca amou a Eva realmente. – afirmou – Continuando... Eu encontrei um emprego bom e, com o tempo, consegui dinheiro o suficiente para bancar uma casa boa. Minha situação financeira finalmente ficou estável e eu pude respirar com tranquilidade. Voltei a estudar e me formei em uma faculdade trouxa, estava tudo indo bem... Mas aí você mandou uma carta dizendo que nossos pais estavam mortos e... Me derrubou.

– Por que não foi ao enterro? – perguntou ressentida — Era o mínimo que poderia ter feito Jackelinne! Eles te amavam! Você devia isso a eles!

– Eu não tive coragem! Eu deveria estar lá quando morreram e, se eu não fui uma boa filha antes, não adiantava nada ir depois... A última lembrança minha que tinham era eu fugindo de casa, grávida do noivo da minha irmã!

– Não interessa! Você deveria ter tido um pouco mais de consideração Jackelinne... Eles nunca deixaram de te amar, eu nunca deixei de te amar! Era só se humilhar um pouco e pedir perdão, consertar as coisas! Mas não... Você não voltou sequer para saber como Alessa estava... Ela era uma criança Jack, e era sua irmã também!

– Eu sei, mas como disse, não tive coragem... Eu não queria ter mais contatos com minha família e pretendia ficar o mais longe possível. Longe da vergonha, da culpa, dos arrependimentos...

– Então porque voltou agora?

– Eu percebi que você já não guardava rancor quando escrevia, sempre contando alguma novidade ou peripécia da Alessa, de seu trabalho, seus amigos... Mas nunca falou em um namorado ou interesse romântico. Até semanas atrás. – explicou — Quando mandou uma carta avisando que ia se casar e me convidou para ser a madrinha, eu pensei que já tivesse me perdoado e voltado a confiar em mim! Mas então estraguei tudo com essa minha mania infantil... Me desculpe Jullie, eu realmente sinto muito...

– Sente pelo quê? – pressionou.

– Sinto por ser essa garota mimada que nunca cresceu e nunca recebeu advertências de verdade. Sinto por querer tudo que é seu, por roubar seu ex-noivo e cobiçar o atual... Sinto também por nunca ter aparecido para o enterro ou para visitar Alessa e por ser essa irmã ausente! Vocês duas não merecem isso. – disse com lágrimas sinceras – Ally é extrovertida e muito parecida comigo sim, mas graças a Merlin não é totalmente igual... Ela tem princípios! – sorriu ironicamente – E você... Bem, sempre foi meu exemplo... Mesmo que eu tenha entendido errado, você nunca deixou de ser o modelo de vida para mim, é totalmente meu oposto e eu gosto disso... – afirmou – Eu estive observando você e o Sirius esses dias... Sabe o que eu vi?

– O quê? – perguntou com lágrimas escorrendo silenciosamente por sua pele.

– Um casal apaixonado. – sorriu – Quando você era noiva do Jonathan vocês nunca demonstravam afeto publicamente, o máximo era andar de mãos dadas. Mas agora... Você e o Sirius vivem grudados, brincam, dão risada... Ele está sempre arranjando uma desculpa para te beijar e você não impede essas demonstrações de afeto. Você é feliz como nunca foi! – exclamou sorrindo — Está grávida antes de se casar e não tem vergonha de dizer isso... Acho que ao menos para uma coisa serviu essa confusão que eu criei... Juntar vocês dois.

Jullie não sabia o que dizer e Jack não tinha ideia de como continuar. As palavras ditas naquele quarto foram únicas e, talvez, fosse melhor o silêncio.

– Eu vou voltar para o Canadá. Não posso ser sua madrinha. – disse Jack levantando-se e enxugando as últimas lágrimas de seu rosto – Eu realmente desejo que você seja feliz Jullie, que forme uma família... Sirius te ama muito e essa criança terá a melhor mãe do mundo com certeza. Parabéns.

Jullie já não segurava as lágrimas que insistiam em cair de seus olhos esverdeados. Por um lado queria segurar a irmã em seus braços e dizer o quanto a amava... Mas com a mesma intensidade desejava que Jackelinne fosse embora e nunca mais voltasse.

– Adeus minha irmã... – sorriu tristemente antes de fechar a porta e desaparecer pelo corredor escuro da noite.

Mesmo amando-a, a mais velha não conseguia esquecer tudo que a ruiva lhe fez e não conseguia perdoá-la. Ao menos não ainda.

Notas finais
Assustei vocês não é? Pensaram que o Moody estava morto!!! Não, eu não faria isso com ele... Tenho muitos planos que dependem desse ex auror rabugento! :D Ele ainda viverá por um booooooom tempo... ^^ “Então eles sabiam do plano? Tudo? – perguntou Meryl, sentindo o sangue ferver de raiva por Snape ter delatado mais do que o planejado.” / Só eu sinto cheiro de briga por aí? “Adeus minha irmã...” / Triste... O que acham da história da Jackelinne? Ela foi sincera dessa vez e tem chance de mudar ou foi tudo da boca para fora? O destino dessa ruiva ainda está indefinido... ------------------ Capítulo 36 – You’re Crazy! (...) - Tenho mesmo que fazer isso? É vergonhoso! - Não reclame Alessa, você foi a única pessoa que encontrei... – debochou Jullie enquanto Molly ajeitava seu cabelo. – Aliás, você está linda... - É claro que estou linda! Mas um dia você me paga Julianne Chambers. – ameaçou fazendo quase todos rirem. (...) ---------------------- O que Jullie aprontou para a Alessa dessa vez? Não percam o próximo capítulo, reservei uma surpresinha para o fãs de Tonks & Lupin ^^ Aposto que vão gostar! E deixem seus comentários!!! Me digam do que gostaram, do que odiaram, quem poderia ir para a forca (a autora não vale!)... Essas coisas... :D Bjjjss e até a próxima!