Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
4 Capítulo 3 – That’s a Promiss
Notas iniciais
Capítulo 3 – That’s a Promiss
“Isso é uma promessa”
– Violet –
– Você o quê? – perguntou ligeiramente irritado.
– Eu...estou...namorando...
– Como assim “namorando”?? Não acha que muito nova para isso? Você tem 16 anos!!
– Eu sei que sou nova, mas não é nenhum pedido de casamento ou algo do tipo! E além do mais, estou apaixonada...
– Você tem coisas mais importantes para se focar do que um namoro adolescente. Estamos prestes a entrar em guerra, Voldemort está te caçando e além de tudo ainda tem a escola! Eu não admito distrações da sua parte por conta desse namoro!
– Eu sei, e isso nem vai acontecer! Eu consigo administrar meu tempo e um namoro não vai me distrair tanto!
– Quem é?
– Como?
– Seu... – hesitou encarando-me — ...o garoto, quem é? Por Merlin, que não seja ninguém da grifinória!
– Não é da grifinória, já que isso te preocupa... Aliás, nem de Hogwarts é.
– Como assim não é de Hogwarts?! E desde quando você tem tempo para conhecer garotos e namorar desconhecidos?
– Ele não é desconhecido! E eu o conheço há um bom tempo...
– Certo, vou repetir minha pergunta... Quem é?
– Vitor Krum. – respondi de imediato – Ele participou do Torneio Tribruxo como o campeão de Durmstrang.
Meu pai me encarava firmemente, um tanto mais pálido que de costume e, arriscaria dizer, mais irritado.
– Vitor Krum... Foi ele que te levou ao baile não foi? Duas vezes?
– Sim...
– Você o conheceu ano passado, se viram uma vez esse ano e já estão namorando? Como sabe que ele é bom o suficiente para você?
– Desde o Torneio nós trocamos várias cartas e quase todas as visitas à Hogsmead nos encontrávamos... Aliás, foi da última vez que ele me pediu em namoro...
– A última visita foi há quase um mês! Não pensou em me contar antes?!
– Pensei, mas não queria que ficasse irritado...
– Bom, eu acho que você falhou em seus objetivos, eu estou sim irritado. Ele é três anos mais velho que você e mora do outro lado do país!
– Eu tenho a mesma idade que você tinha quando se apaixonou pela Lillian!
– E eu tinha a mesma idade que o Sr. Krum quando você foi feita!
Aquilo foi o suficiente para me fazer corar. Caramba, meu pai realmente iria por esse caminho?
– E-eu... Eu não pretendo fazer nada do que vocês fizeram tão cedo...
– Eu realmente espero que vocês fiquem bem longe do que eu e sua mãe fizemos por um bom tempo, muitos anos, para ser mais exato. E eu terei uma conversinha com o Sr. Krum...
– Você o quê? – surpreendi-me.
– Vou mandar uma carta ao Sr. Krum para que me encontre em minha casa, preciso deixar algumas coisas bem claras... – disse abrindo a porta do quarto e me deixando de boca aberta.
– Espera... Pai! – exclamei seguindo-o enquanto descíamos as escadas – Você não pode fazer isso...
– É claro que posso, sou seu pai... No meu tempo os garotos pediam a mão das garotas para o pai primeiro.
– Você não fez isso com a Lillian!
– Exato, e olhe no que deu! – rebateu assim que chegamos à sala.
– Pai, por favor... Não faz isso!
– Me dê um motivo.
– Eu te conheço, suas conversar vão envolver ameaças e torturas psicológicas!
– Eu não vejo nenhum problema nisso. E como eu disse, terei uma conversa com seu...enfim, com o Sr. Krum.
– Por favor, não!
– Não o quê? – interrompeu Alastor aparecendo do nada.
– Ahn... Nada... Nós...
– Ela está namorando.
– Você o quê?! – repetiu Alastor me encarando, os vestígios de um sorriso totalmente desaparecidos. – Não acha que é muito nova para isso? 16 anos! Tem uma vida inteira pela frente, precisa ser agora?!
Ah não... Ele também não... Merlin, socorro!
– Eu...
– Quem é?
– Alastor...
– Quem é Violet?
– Vitor – suspirei.
– Krum?
– Sim.
– Pensei que tivesse me dito que eram apenas amigos...?
– Sim mas...
– Você sabia? – interrompeu Snape.
– Que eram amigos sim. Namorados, não. Você tem coisas mais importantes para pensar do que um namoro pirralha...
– Eu sei, e como disse para o meu pai, consigo administrar meu tempo muito bem! E não adianta dizer o contrário, não vou terminar com ele!
– E é por isso que terei uma conversinha com o Sr. Krum, preciso deixar certas coisas claras e alguns limites demarcados.
– Limites demarcados?! – repeti incrédula.
– Concordo Morcegão, e eu vou junto.
– O quê?!! Não!! – gritei – Meu pai já é assustador sozinho, não precisamos que um ex auror que já torturou milhares de pessoas o acompanhe!
– Qual o problema? Ele é seu pai e eu seu padrinho, temos que zelar por seu bem estar...
– Meu bem estar não envolve ameaças e torturas!
– Não, mas envolve um namoro acompanhado pelos pais e responsáveis! – rebateu Snape – Pela primeira vez concordo com esse velho rabugento, nós dois vamos sim falar com o Sr. Krum, e é bom que você não o avise...
– Por que não?
– A surpresa é a grande cartada pirralha... – piscou Alastor.
– Isso não pode estar acontecendo comigo...
– O que não pode estar acontecendo com você? – perguntou Sirius ao lado de Jullie e Tonks, que chegaram repentinamente.
– Violet está namorando. – respondeu Moody tranquilamente.
– Parabéns! – exclamou Tonks, porém, calou-se assim que recebeu olhares mortais de meu pai e meu padrinho.
– Você não é muito nova?
– Sim! Eu sei!!! – gritei irritada – Eles dois fizeram questão de me lembrar disso!! Já sei que sou muito nova, também sei que tenho responsabilidades e também sei que o Vitor é mais velho que eu!
– Vitor?
– Vitor Krum, ex-aluno de Durmstrang, participou do Torneio Tribruxo e ficou em segundo lugar na somatória dos pontos. Também é apanhador do time de quadribol da Bulgária e considerado um ídolo dos esportes nos jornais...
– Como sabe tudo isso Alastor? – perguntei desconfiada.
– Fiz algumas pesquisas sobre seus amigos...
– Você fez o quê?! – repeti. – Está espionando meus amigos?
– Não, apenas estou de olho em você.
– Mas...
– Chega de conversa. – cortou-me meu pai – Vou mandar uma carta ao Sr. Krum e depois te chamo Moody. Quanto a você mocinha, não tente avisá-lo e não saia, em hipótese alguma, dessa casa. Ouviu bem?
– Tá, tudo bem... – suspirei derrotada — Só... Tentem não pegar pesado com ele sim?
– Não se preocupe, eu não aprovo os métodos bárbaros que seu pai tem em mente...
– Claro que não, você tem alguns muito piores em mente!
– Detalhes pirralha, apenas detalhes...
– E você cachorro, cuide bem da minha filha, caso contrário arranco seu pescoço.
– Pai!
– Eu não sou babá.
– Com esse cabelo rosa é difícil acreditar... – debochou Severo – E você princesa, não se esqueça do que falei.
Meu pai então puxou-me para um abraço rápido, beijou minha testa e logo saiu da casa, deixando-me ao lado de um grupo que me encarava fixamente.
– Então... Você está namorando!
– Não começa Tonks, por favor... – pedi subindo as escadas e me trancando no quarto.
– NARRAÇÃO –
Assim como o prometido, Severo mandou uma carta à Vitor Krum praticamente intimando-o à comparecer em sua casa em uma data e horário estipulados. Saoirse, é claro, desejou um “boa sorte” e “volte vivo” para o querido irmão, que bufou e respondeu à carta, confirmando.
Sendo assim, na próxima segunda Vitor Krum bateu à casa de Severo Snape no horário combinado, porém, não esperava que teria uma companhia à mais.
– Muito bem, serei direto... – começou Snape assim que Alastor e Vitor já estavam no escritório – Quais suas intenções com a minha filha?
– As melhores possíveis, Sr. Snape... Eu lhe garanto. – respondeu encarando o homem sentado à sua frente e Alastor, parado em pé ao lado de Snape e analisando cada movimento do rapaz.
– Suas garantias não me servem de nada Sr. Krum... – respondeu Snape – E o que o faz pensar ser bom o suficiente para ela?
– Me desculpe Sr. Snape, mas creio que ninguém nunca será bom o suficiente para ela... Violet é uma garota incrível e merece o melhor, tudo que posso oferecer ao senhor como garantia é meu amor por ela.
– Eu a considero muito nova para namoros, mas também sei que ela é extremamente teimosa e não vai acatar minha opinião. Portanto, não vou proibi-los de se encontrarem, mas se eu souber que o senhor ultrapassou os limites, juro que te procuro até o fim do mundo. Não admito que minha filha perca o foco de suas coisas por conta de um namorado, e realmente espero que o senhor seja sensato o suficiente para não atrapalhá-la em seus deveres...
– Traduzindo: sem toques íntimos, sem insinuações e sem contato físico profundo – completou Alastor ameaçadoramente – Se soubermos que o Sr. avançou o sinal de qualquer forma, pode ter certeza que vamos caçá-lo até o inferno.
– Não vou impedi-los de seguir com esse relacionamento, mas para isso, espero que o senhor a faça feliz e, em hipótese alguma, atreva-se a magoa-la.
Pelos próximos minutos Severo e Alastor disseram tudo que pensavam daquele namoro, imporam suas “recomendações” e deixaram bem claro que, se houvesse qualquer problema, o rapaz iria se arrepender pelo resto da vida. Vitor ouviu tudo atentamente e não pode deixar de sentir-se intimidado com o interrogatório.
Alastor perguntou sobre seus pensamentos acerca de um relacionamento à distância e indagou sobre suas ambições. Severo não foi diferente, pois fez realmente um interrogatório. Idade, personalidade, trabalho, sentimentos e, por fim, pediu que Vitor descrevesse o que sentia por Violet e porque queria namorá-la.
– Apenas, por favor, poupe-me dos detalhes... – pediu Alastor.
Foram horas trancados naquele escritório e, quando finalmente acabaram, Severo os chamou para um “chá” da tarde, servido gentilmente por Helga. Qualquer pergunta que vinha à sua mente era feita e respondida imediatamente, e logo o silêncio seguido por olhares mortais se instalava. Vitor deixou a casa dos Prince por volta do fim da tarde, e, apesar de nunca admitir, ficou extremamente nervoso com o interrogatório.
– Ele não é tão ruim afinal... – comentou Alastor. – Foi uma boa distração, deveríamos repeti-la mais vezes.
– Claro... – respondeu Severo abrindo o jornal e sentando-se em sua confortável poltrona na biblioteca.
– Ela vai gostar de saber que pegamos leve. Mas ainda acho que a ideia de usar Veritaserum era mais válida...
– Boa sorte em dizer isso à ela velhote... – debochou Snape, finalizando o assunto.
Alastor então saiu e voltou para a sede da Ordem, dando por encerrado o interrogatório básico. Severo, por sua vez, não conseguia deixar de pensar que o namoro com o tal Vitor Krum viera em boa hora. Nunca iria admitir, é claro, mas internamente sabia que o rapaz era um bom bruxo, claramente apaixonado e que faria o que estivesse ao seu alcance para proteger Violet. Num momento tão próspero à guerra, com Voldemort cercando cada vez mais e o perigo à sua porta, Vitor Krum seria uma forte proteção a mais para sua princesa.
Severo estava tão imerso em seus pensamentos que não percebeu quando bateram na porta de sua casa, de modo que apenas na terceira batida ele levantou-se e foi atender, surpreso por suas “visitas”.
– Cissa? – exclamou ele ao ver Narcissa Malfoy e Bellatrix Lestrange à sua porta.
– Sev... – respondeu a de cabelos bicolores. – Podemos conversar? É importante...
– Claro, entre...
Narcissa era, de longe, a única mulher que realmente se aproximara dele na adolescência sem qualquer intenção que não fosse amizade. Cissa e Severo sempre foram melhores amigos na época da escola, a loira conhecia até mesmo a falecida Eileen. Entretanto, havia um bom tempo que os dois não se viam, e ter Narcissa e Bellatrix à sua porta era sinônimo de problema.
– O que houve? – perguntou ele assim que os três trancaram-se na biblioteca
– Eu... Eu estou desesperada Sev, e creio que você é o único capaz de me ajudar... – começou Narcissa – O Lord...
– Ele mandou não contar Cissa, deve ficar quieta! – interrompeu Bellatrix.
– Eu sei! Eu sei, mas Severo certamente já sabe do plano, não é Sev? Por favor, eu preciso de ajuda...
– Sim Cissa, eu sei do plano, mas se não soubesse você seria acusada de traição ao Lorde. – respondeu ele friamente enquanto Bellatrix o encarava incredulamente.
– Você sabe?!
– É claro Bellatrix, sou o Comensal detentor de maior confiança de nosso Lorde, até mesmo mais que você.
– E onde você estava quando o Lorde caiu?! – perguntou ela irritada – Onde estava quando nosso Milorde precisou de ajuda, há quinze anos?!
– Caso não se lembre, sou espião do Lorde, realmente acha que eu estaria aqui, agora, se ele desconfiasse de minhas ações? E creio que posso te fazer a mesma pergunta... Onde estava dez anos atrás, quando deveria estar procurando seu Lord?
– Eu estava cuidando da Violet!
– Exato! Então não me julgue. Você cuidava dos interesses de seu Lorde, eu também. – respondeu friamente, porém, não pode deixar de notar que aquela era a primeira vez que Bellatrix chamava Violet pelo nome e não “garota”. — Agora, Cissa... O que quer realmente?
– Milorde... Ele... Ele está castigando Draco pelas faltas de Lucio! É isso, eu sei... – choramingou tirando um lenço da bolsa. – Lucio está preso e não pode me ajudar... Sev, por favor, me ajude... Draco não conseguirá executar as ordens do Lorde, eu sei que não!
– E o que quer que eu faça? Sabe que não posso e não vou interceder por ele com Milorde, seria burrice e perda de tempo...
– Mas você é o preferido do Lorde, a pessoa em quem ele mais confia! Por favor, não deixe que Draco faça isso sozinho, ajude-o! Ele é meu primogênito, o herdeiro do império Malfoy! Não posso perdê-lo como perdi Lucio...
– Você não perdeu seu marido, ele está preso... – comentou Bellatrix mexendo com algumas coisas sobre a mesa.
– Mexer nas coisas dos outros é falta de educação Bellatrix. – rosnou Snape sem ao menos olhá-la. – Cissa, sabe que não posso interceder por ele...
– Sim, mas você pode ajudá-lo... – rebateu Narcissa com os olhos azuis úmidos e lágrimas escorrendo por eles – Você pode auxiliá-lo nas tarefas! Por favor, Severo, com Lucio longe eu não posso defender meus filhos sozinha por muito tempo...
Severo encarou-a profundamente, ele entendia a dor que a amiga deveria estar sentindo naquele momento, afinal, o próprio filho fora mandado para uma missão suicida e o marido estava preso em Azkaban.
– Quando Draco aceitou a Marca Negra ele sabia onde estava se metendo, cabe a você não se intrometer agora Cissa, cuide do que lhe restou, que é Ellizabeth!
– Você sabe que ele não teve escolha Bella! – rebateu a loira – Ele nunca teve escolha...
– Todos temos escolha Cissa, acontece que infelizmente as dele estavam esgotadas... – lamentou Bellatrix com um sorriso zombeteiro. – Até a namoradinha ele enganou!
– Pare com isso Bella! – repreendeu-a Narcissa – Sev?
– Eu posso tentar...
– Tentar? Essa é realmente uma palavra vinda do “confiável” Comensal Snape? – debochou Bellatrix.
– Estou sob a proteção de Dumbledore e não posso me arriscar perdê-la! O que quer que eu faça?
– Um Voto Perpétuo, por exemplo? – sugeriu a morena com um sorriso diabólico no rosto, o que deixou Snape ainda mais pálido.
– Você faria isso por mim Sev? – esperançou-se Narcissa — Faria um Voto Perpétuo?
– Sim, por você eu faria Cissa... – respondeu ele segundos depois.
– Oh, muito obrigada Sev, obrigada... – sorriu ela abraçando-o rapidamente.
– Faça algo de útil e seja a avalista Bellatrix, já que está aqui. – murmurou Snape encarando-a.
– Tem certeza? Não poderá voltar atrás...
– Creio que precisará de uma varinha também... – ignorou totalmente a pergunta e prostrou-se de frente à loira. – Me dê seu braço...
Enquanto Bellatrix sacava sua varinha, Narcissa e Severo estenderam o braço direito e seguraram o pulso um do outro firmemente.
– Você, Severo Snape, cuidará de meu filho, Draco Malfoy, enquanto ele estiver tentando realizar o desejo do Lorde das Trevas?
– Cuidarei.
Uma linha tênue dourada enlaçou ambos os pulsos assim que Bellatrix sibilou o feitiço, dando início ao Voto Perpétuo.
– E fará todo o possível para protegê-lo do mal?
– Farei.
Uma segunda linha dourada laçou os pulsos estendidos e, junto à primeira, formou o sinal do infinito.
– E se necessário for, caso pareça que Draco falhará, você terminará a tarefa que o Lorde das Trevas o incumbiu de fazer?
Snape tremeu nesse instante, porém sabia que não havia retorno. Por longos segundos o silêncio reinou, e por um momento Bellatrix chegou a pensar que ele não faria o juramento.
– Terminarei.
Quando Severo finalmente disse essa última palavra, uma terceira linha, dessa vez avermelhada, saiu da varinha de Bellatrix e juntou as demais, enrolando fortemente ambas as mãos como uma grossa corda de luz.

Estava feito. A partir daquele momento severo Snape estava preso a duas promessas: uma à Narcissa de que protegeria Draco, e outra à Dumbledore, que seria consequência da primeira.
– Vamos logo Cissa, já perdemos tempo demais vindo aqui... – reclamou Bellatrix deixando a biblioteca.
Narcissa já não chorava e em seus olhos só era visível o alívio em saber que o filho estaria protegido. Seu olhar encontrou com o do grande amigo e, dentro daqueles olhos negros, viu que poderia contar com ele sempre que precisasse, sabia que o velho amigo da época da escola estaria sempre ali para ela, e aquele Voto Perpétuo foi a prova disso.
Narcissa sorriu e logo em seguida aproximou-se e o abraçou fortemente. Nem mesmo os anos apagariam aquela amizade, e ela tinha certeza disso.
– Obrigada Sev, sabe que serei eternamente grata a você... – agradeceu com a cabeça pousada nos ombros do amigo.
– A única coisa que te peço é que, no futuro, caso seja possível, faça o mesmo por mim. – pediu apertando o braço da loira levemente.
– Eu farei. Isso é uma promessa Sev... – murmurou saindo do abraço, limpando com as mãos os últimos vestígios de que chorara do rosto e colocando novamente a máscara de indiferença característica dos Malfoy. – Até mais Severo.
– Até mais Narcissa.
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