Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer à Lady Lothur Laufeyson pela incrível e maravilhosa recomendação, muito muito muito muito obrigada Lady!!!!! Adorei!!!! No último capítulo eu fiz uma pergunta... Quem é o vulto negro?? Embora indecisas, algumas pessoas acertaram! Parece realmente improvável e até impossível, mas o vulto negro do último é ............................................................................... SURPRESA! Bellatrix Lestrange!!!

CAPÍTULO 27 – YOU’LL BE IN MY HEART

“Você estará em meu coração”

– VIOLET –

– Você ficou louca?! – exclamou ajudando-me a levantar.

– Bellatrix? – surpreendi-me – O que... O que faz aqui?

– Estou tirando alguém inconsequente do chão... – ironizou colocando-me sentada no sofá.

– Eu não falei sobre isso.

– É claro que não... – rolou os olhos afastando-se e apoiando o ombro no batente da porta, exatamente como fazia no passado quando estava desconfiada ou não sabia o que dizer. – Aqui é um bom lugar para pensar... E, claro, quebrar o espelho.

– Estava com raiva. – justifiquei-me.

– O que te deixou com tanta raiva para fugir do castelo, debaixo da chuva e quebrar o espelho? Dizem que dá azar...

– Mais azar? Acho que já deu por um dia... – reclamei observando minha mão, finalmente percebendo que estava machucada e sangrando. Droga. – Seu mestre te mandou aqui?

– Ele não sabe. E eu duvido que alguém saiba que você está aqui... Seu pai, por exemplo... Ou o velhote.

Ela esta diferente, não sei... Algo parece...

Droga, eu preciso saber.

– Se eu te fizer uma pergunta, você me responde com a verdade? – comecei — Por pior que seja?

– Perguntar não machuca. – respondeu cruzando os braços e encarando-me.

– Algum dia, nos últimos doze anos, você... Você... Chegou a gostar de mim?

– Oh, esse assunto... – murmurou aproximando-se lentamente e sentando-se ao meu lado, porém, sem olhar na minha direção. – Por que a pergunta?

– Porque eu preciso saber. Por favor, apenas me diga a verdade. Não aguento mais segredos e mentiras...

– Parece que se lembra... – disse encarando o vazio – Eu sempre te disse para ser verdadeira não é? Acho que ao menos isso consegui...

– Eu...

– Sim. – interrompeu – Nós já fomos felizes um dia...

– Você... Chegou a me amar?

– É impossível não amar. – respondeu – Você foi uma criança muito impulsiva, teimosa e irritantemente dócil. Tinha a horrível mania de me acordar cedo, e eu odiava isso... Normalmente eu não levantava, mas aí vinha você com os bracinhos pequenos e se enrolava do meu lado.

– Eu não me lembro...

– Você era muito pequena na época. – respondeu – Inicialmente você me chamava de Tia Bella, mas com o tempo começou a falar “mamãe” e nunca mais parou... – sorriu encarando o chão – E eu te chamava de estrelinha...

Estrelinha... Eu me lembro desse nome!

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Gotas de chuva batiam freneticamente nas janelas quando uma garotinha entrou no quarto ao lado do seu e subiu na cama de uma mulher, que colocou o livro que lia de lado.

– Hey... O que houve?

– Eu tive um pesadelo mamãe... – choramingou a menina.

– Para de chorar, vai ficar tudo bem... Vem cá, me dá um abraço bem apertado... – disse a mulher aconchegando a criança em seus braços. – Não vai acontecer nada com você, eu vou te proteger...

– Mas no sonho você tinha ido embora!

– Eu não vou embora Violet, estou aqui... Não precisa chorar... – repetiu a mulher encarando a filha suavemente – Essas estrelinhas ficam feias quando você chora.

– Estrelinhas? – perguntou curiosa.

– Sim, você tem duas grandes e brilhantes estrelas em seus olhos... – sorriu – Acho que de agora em diante vou te chamar de Estrelinha, minha pequena Estrelinha...

– Você tinha sete anos e meio nessa lembrança. – disse Bellatrix despertando-me.

– Eu sempre me lembrei de alguém me chamando de Estrelinha, mas nunca vi o rosto ou reconheci a voz... Era você então?

– Você tinha o brilho das estrelas nos olhos, e ainda tem. – completou. — Você era uma criança curiosa... Sempre perguntando o porquê de todas as coisas, questionando, procurando... Eu lembro que você às vezes entrava em casa correndo para mostrar alguma mísera flor como se fosse o objeto mais valioso do universo. Você dizia que quando crescesse seria uma aventureira, conheceria o mundo.

Eu queria poder lembrar, queria saber tudo que aconteceu quando vivíamos juntas e queria poder voltar no tempo e viver tudo aquilo de novo. Por que eu não lembrava?!

– O que mudou? – perguntei com os olhos úmidos – Digo... Quando você me treinava eu lembro que éramos felizes, nós riamos, brincávamos... E então eu me lembro das discussões e das brigas que tínhamos quase todos os dias... Do ódio...

– Nós nunca brigamos antes disso... – respondeu – Às vezes eu ficava brava mas logo você vinha com um sorrisinho culpado e no momento seguinte estávamos bem... Eu não sei bem o que aconteceu, mas sempre que me lembro da última vez que conversamos no Internato, me sinto culpada...

– Aquele não foi um bom momento. – concordei.

– Uma das piores coisas que pode acontecer à uma mãe é ela mesma bater no rosto do filho... – disse amargamente – Demorei para perceber, mas doeu em mim também.

– E é o que você é? Minha mãe?

Bellatrix então encarou-me profundamente e suspirou. Com uma das mãos segurou meu rosto enquanto a outra acariciava meu cabelo levemente úmido.

– Não importa o que as pessoas pensem, não importa o que qualquer um diga... – começou – Eu sou a sua mãe e sempre serei.

Quando a primeira lágrima caiu de meus olhos, as demais a seguiram freneticamente. Bellatrix então fez algo com que eu sempre sonhei e me puxou para um abraço. Meus braços rodearam sua cintura enquanto os dela abraçavam-me fortemente, acariciando levemente meus cabelos.

Aquilo só podia ser um sonho, eu não conseguia acreditar que Bellatrix estava ali, me abraçando e dizendo orgulhosamente que era a minha mãe. E ela estava certa, ninguém jamais iria ocupar seu lugar no meu coração, eu a amava e queria tê-la por perto.

– Mas estamos em mundos opostos Violet, e isso nunca vai mudar. – começou acariciando meu cabelo carinhosamente. — Você é boa demais para ser comensal, e mesmo que aceitasse, nunca conseguiria viver consigo mesma e seria infeliz pelo resto da vida.

– Você realmente pensa assim? – surpreendi-me encarando-a.

– Eu sou sua mãe e posso afirmar que te conheço melhor do que qualquer outra pessoa. – garantiu puxando-me novamente para seus braços e beijando minha testa, o que novamente me fez chorar. — Você pode não estar comigo fisicamente, mas sempre estará no meu coração... – murmurou – Vou te proteger sempre que puder.

Não sei quanto tempo ficamos ali abraçadas, tudo que eu sabia naquele momento era que minha mãe estava ao meu lado. Bellatrix me contou várias travessuras minhas quando eu era pequena, em como eu gostava de correr pela casa, abrir todas as janelas logo cedo e até mesmo minha persistência em bagunçar a casa, os brinquedos...

– Você gostava muito de desenhar... Às vezes ficava o dia todo com um pedaço de papel e lápis de cor colorido, que eu infelizmente tinha que comprar em uma loja trouxa. – disse ela.

Não sabia se podia contar a respeito do anel dos Black e a tapeçaria, mas estávamos tão bem que não achei que faria mal. Bellatrix reagiu como se já soubesse e apenas afirmou que eu sempre fui da família, a tapeçaria só oficializou. Quando já não tínhamos assunto, Bellatrix contentou-se em apenas me segurar no colo, o silêncio não nos incomodava e logo adormeci.

Quando acordei, estava sozinha.

Olhei ao redor e percebi que eu continuava no chão, minha mão continuava vermelha e os cacos de vidro ainda estavam ali, ao meu lado. Por um momento cheguei a acreditar que Bellatrix realmente estivera ali.

– Foi apenas um sonho... – sussurrei ao perceber que tudo, exatamente tudo, estava no mesmo lugar que antes.

Era bom demais para ser verdade. Bellatrix Lestrange nunca faria o mesmo dos meus sonhos... Tivemos sim bons momentos, mas estavam todos no passado, esquecidos.

– NARRAÇÃO —

Assim como Dumbledore sabiamente dissera, o passado não volta, e foi naquele momento que Violet percebeu isso. Não adiantava chorar por algo que nunca aconteceria, precisava apenas guardar os bons momentos na memória e seguir em frente.

Violet então levantou-se cuidadosamente e, sacando sua varinha, concertou o espelho e curou a mão. Em poucos segundos estava inteira novamente e, com um último olhar para o sofá, passou pela portinhola e seguiu através do túnel de terra. Assim que deixou a casa, porém, Bellatrix saiu de trás de uma das paredes e encarou a portinhola com pesar.

– E tudo acaba como deve acabar... – sussurrou ela para logo em seguida aparatar.

Narcissa a esperava ansiosamente no sofá da sala da mansão. Desde que o elfo Monstro havia aparecido em sua casa e afirmado que Violet já sabia de tudo sobre a tapeçaria, Bellatrix ficou estranha e desapareceu.

– Bella! – suspirou aliviada assim que viu a irmã mais velha entrar em casa, porém, ela nem mesmo olhou para o lado, simplesmente subiu as escadas e entrou em seu quarto. Cissa não deixou quieto e resolveu segui-la, entrando no quarto logo em seguida e fechando a porta.

– Onde estava com a cabeça quando mandou o anel da nossa mãe para a Violet? – perguntou Bella com a expressão fechada.

– O quê?

– Não se faça de tonta Cissa, porque você não é. – ironizou – Ela já sabe que foi você quem mandou os bilhetes anônimos e o anel... A pergunta é: Por quê?

– Depois de tudo que nós fizemos por ela quando era criança, de tudo que aconteceu... – começou a loira – Eu não aguentei ficar longe por muito tempo... Além disso, fiz uma promessa ao Severo e você sabe que o anel da mamãe pertence à Violet.

– Você faz ideia do quanto foram perigosos esses bilhetes? – perguntou retoricamente. – Aquela idiota da Umbridge estava na escola ano passado, à mando do Milorde! E se ela descobrisse?

– Eu não sou idiota como pensa Bella, não mandei um bilhete sequer ano passado exatamente porque sabia que ela estava lá! – alterou-se a mais nova, que odiava quando Bellatrix a repreendia por nada. – Que sangue é esse na sua roupa?

– É da Violet.

– O que você fez?! – preocupou-se.

– Eu não fiz nada!

– Então o que o sangue dela está fazendo no seu vestido?

– O velho contou sobre a tapeçaria, ela ficou irritada e saiu do castelo sozinha, debaixo da chuva, e foi parar na Casa dos Gritos. – começou – Ela estava irritada, quebrou um espelho e machucou a mão. Por isso o sangue...

– Então você cuidou dela? – perguntou sorrindo.

– Nós conversamos... – respondeu pensativa. – Ela já sabe sobre ser uma Black e sobre nós.

– Isso é bom...

– Bom? Isso é péssimo. – rebateu a mais velha – Tem ideia do que pode acontecer se o Milord descobrir sobre a Violet ser uma Black? E pior ainda, descobrir sobre a nossa relação? Ele já sabe que ela sente minha falta, mas não sabe que eu também...

– Eu sei que é perigoso Bella, mas ficar afastado do filho por tanto tempo não é saudável para nenhum dos lados... Eu lembro como vocês eram grudadas, sempre cúmplices em alguma travessura... Me deixavam de cabelo em pé as vezes! – riu. – Você não sente falta daquele tempo? De ser mãe?

– É claro que sim. – respondeu deitando-se na cama – Mas sei que nada vai voltar a ser o que era antes.

– Nem se ela aceitar ser uma comensal?

– Nunca, Narcissa, nunca mais pense algo assim! – repreendeu-a – Violet não nasceu para ser comensal. Ela é boa demais para isso, e se dependesse de mim, nunca teria que enfrentar uma guerra...

– Mas você não disse que ela já sabe que você gosta dela? – perguntou confusa.

– Sim, mas ela pensa que foi apenas um sonho.

– Você a obliviou de novo?!

– Nós conversamos a manhã toda, eu contei coisas sobre sua infância e ela até se lembrou de uma de nossas travessuras, mas acabou dormindo. Se ela lembrasse do que aconteceu hoje, hesitaria na guerra e poderia até ceder e aceitar a oferta do Milorde... Por isso a deixei exatamente do modo que a encontrei e me escondi. Quando ela acordou e percebeu que tudo estava exatamente como antes, se convenceu de que tudo não passou de um sonho e foi embora... Ela já deve estar no castelo à essa hora, provavelmente almoçando. – explicou – Agora me deixa dormir Cissa, estou cansada...

– Sabe Bella, se tivesse a oportunidade, você seria uma excelente mãe para ela... – comentou Narcissa sorrindo docemente antes de fechar a porta do quarto.

– É eu seria... – sussurrou Bellatrix fechando os olhos.

Notas finais
Ownnn que fofura!!! Bella como mãe é para fazer o nível de glicose subir... ^^ Eu particularmente adoro essa música e acho que combinou bem com a Violet e a Bellatrix... Bella seria mesmo uma boa mãe?? E Cissa sempre torcendo para as duas hein? Mais para frente, beeeem mais para frente, vou explicar TUDO que envolve a infância da Violet, a casa onde cresceu, quem cuidou dela, quem descobriu a profecia e como Lucio a encontrou... Mas até lá vamos continuar nossa aventura, ‘celto’? --------------- Capítulo 28 – Broken (...) - Não vou te machucar... – garantiu assim que percebeu que eu estava assustada – Você vai ficar bem... (...) ---------------- Pelo título já dá para ter uma ideia do que vai acontecer não é?? Não percam o próximo capítulo!! Bjjss e até depois!