As mãos de Henry acarisciam minha barriga, enquanto o mesmo sorri.

_este meninão jà esta enorme. Vai deixar o papai aqui, orgulhoso.

Solto uma gargalhada.

_nem pensar Henry.

_por que? Eu seria um bom pai.

_não duvido de você. Sò que por enquanto meu filho não tem pai.

_aliàs quem è o pai? Você nunca me disse.

Meu sorriso some.

_não quero falar sobre isso.

Andamos calados.

_jà contou para sua mãe?

_nem quero. Ela me mataria.

_mas jà faz duas semanas.

_quando eu quitar as dividas, eu estarei segura para contar.

_e os alugueis?

_ainda falta uma boa grana.

_eu atê queria te ajudar mas, você sabe que eu recebo metade do que você recebe em uma noite.

Sorrio e seguro em seu braço.

_não tem problema. Eu consigo.

Paramos em frente a minha casa.

_obrigada, Henry.

_por nada, minha linda. — beija minha mão e a acariscia. — sempre que precisar estarei aqui.

O abraço, com a barriga enorme entre a gente.

_eu não queria que precisasse fazer isto, Mari. — acariscia meus cabelos e beija o topo da minha cabeça. — você è tão nova...

_Henry eu preciso. — Levanto a cabeça e nossos labios se tocam.

O bebê chuta fazendo o Barman rir.

_parece que o rapaizinho gostou disso.

Sorrio e me solto.

_preciso entrar.

_precisa mesmo? Estava tão interesante nossa conversa. — rio e solto minha mão.

_atê amanhã, Barman.

_atê, Esmeralda.

Ele è o unico cara que eu gosto que me chame pelo nome de dançarina.

Sorrio e entro em casa, fechando a porta e me apoiando na mesma.

Henry è um fofo.

_Mariana? — mamãe pergunta.

_sou eu.

_você tem visita.

Entro na cozinha e me deparo com Matheus.

_o que faz aqui?

_oi. Eu queria pedir desculpas pela maneira que agi no parque de diversões.

_não me importo mais com aquilo. — largo a bolsa em uma cadeira e o encaro.

_mesmo assim, eu sinto muito. Te deixei sozinha là, eu fui um babaca.

_è tem razão. — penso em voz alta.

_vai me perdoar?

_sim, mas isso não quer dizer que vou sair com você de novo.

_eu jà esperava por isso.

Abaixa a cabeça.

_era sò isso, ou quer me falar mais alguma coisa?

Pensa um pouco.

_e como esta o bebê?

_ainda aqui dentro. — revira os olhos e solta um risinho.

_è bom saber disso. Jà tem previsão para o nascimento?

_nascerà a qualquer momento.

_wow! Deve estar nervosa.

_nem um pouco. — cruzo os braço. — sabe, Matheus você parecia ser um cara legal.

_como?

_sò que você foi um completo babaca. Mas sem ressentimentos.

Ele continua a me olhar.

_jà pode ir embora.

_tudo bem.

Abro a porta de entranda dando passagem a ele.

_eu sinto muito, Mari.

Sorrio falsamente e fecho a porta quando ele sai.

_filha, por que fez isso? — pergunta minha mãe.

_ele è um idiota.

Subo as escadas e entro em meu quarto.

Sinto repentina no ventre.

_calma bebê.

O telefone toca:

_alô?

_Mariana? Minha querida. — a voz me causa calafrios. — como esta nosso filho?

Desligo o telefone rapidamente e as lagrimas descem pelo meu rosto.

Não! Não pode ser!

Notas finais
Cap bem curtinho, sinto muito meu povo :(