Secrets And Feelings
5 Capitulo 5
As mãos de Henry acarisciam minha barriga, enquanto o mesmo sorri.
_este meninão jà esta enorme. Vai deixar o papai aqui, orgulhoso.
Solto uma gargalhada.
_nem pensar Henry.
_por que? Eu seria um bom pai.
_não duvido de você. Sò que por enquanto meu filho não tem pai.
_aliàs quem è o pai? Você nunca me disse.
Meu sorriso some.
_não quero falar sobre isso.
Andamos calados.
_jà contou para sua mãe?
_nem quero. Ela me mataria.
_mas jà faz duas semanas.
_quando eu quitar as dividas, eu estarei segura para contar.
_e os alugueis?
_ainda falta uma boa grana.
_eu atê queria te ajudar mas, você sabe que eu recebo metade do que você recebe em uma noite.
Sorrio e seguro em seu braço.
_não tem problema. Eu consigo.
Paramos em frente a minha casa.
_obrigada, Henry.
_por nada, minha linda. — beija minha mão e a acariscia. — sempre que precisar estarei aqui.
O abraço, com a barriga enorme entre a gente.
_eu não queria que precisasse fazer isto, Mari. — acariscia meus cabelos e beija o topo da minha cabeça. — você è tão nova...
_Henry eu preciso. — Levanto a cabeça e nossos labios se tocam.
O bebê chuta fazendo o Barman rir.
_parece que o rapaizinho gostou disso.
Sorrio e me solto.
_preciso entrar.
_precisa mesmo? Estava tão interesante nossa conversa. — rio e solto minha mão.
_atê amanhã, Barman.
_atê, Esmeralda.
Ele è o unico cara que eu gosto que me chame pelo nome de dançarina.
Sorrio e entro em casa, fechando a porta e me apoiando na mesma.
Henry è um fofo.
_Mariana? — mamãe pergunta.
_sou eu.
_você tem visita.
Entro na cozinha e me deparo com Matheus.
_o que faz aqui?
_oi. Eu queria pedir desculpas pela maneira que agi no parque de diversões.
_não me importo mais com aquilo. — largo a bolsa em uma cadeira e o encaro.
_mesmo assim, eu sinto muito. Te deixei sozinha là, eu fui um babaca.
_è tem razão. — penso em voz alta.
_vai me perdoar?
_sim, mas isso não quer dizer que vou sair com você de novo.
_eu jà esperava por isso.
Abaixa a cabeça.
_era sò isso, ou quer me falar mais alguma coisa?
Pensa um pouco.
_e como esta o bebê?
_ainda aqui dentro. — revira os olhos e solta um risinho.
_è bom saber disso. Jà tem previsão para o nascimento?
_nascerà a qualquer momento.
_wow! Deve estar nervosa.
_nem um pouco. — cruzo os braço. — sabe, Matheus você parecia ser um cara legal.
_como?
_sò que você foi um completo babaca. Mas sem ressentimentos.
Ele continua a me olhar.
_jà pode ir embora.
_tudo bem.
Abro a porta de entranda dando passagem a ele.
_eu sinto muito, Mari.
Sorrio falsamente e fecho a porta quando ele sai.
_filha, por que fez isso? — pergunta minha mãe.
_ele è um idiota.
Subo as escadas e entro em meu quarto.
Sinto repentina no ventre.
_calma bebê.
O telefone toca:
_alô?
_Mariana? Minha querida. — a voz me causa calafrios. — como esta nosso filho?
Desligo o telefone rapidamente e as lagrimas descem pelo meu rosto.
Não! Não pode ser!
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