Secrets
2 Capitulo 2-
Notas iniciais
Capitulo 2-
{Despertador}7:30
Eram 7:30 da manhã e o dia estava apenas começando, desliguei o despertador e me levantei da cama ainda meio sonolenta.Caminhei até o banheiro e escovei os dentes.Fazia noites que eu não conseguia dormir direito e a morte da Anele tinha me deixado meia confusa.Fazia uma semana e meia que eu tinhas chegado em Woodstock e eu ainda não podia acreditar que Anele realmente estava morta.Quando os meus pais viajaram para França o corpo dela não havia sido encontrado.Assim que terminei de me vestir desci para tomar café.Mamãe tinha acabado de colocar o café da manhã na mesa com a ajuda da tia Adelle, era panquecas com muito mel.Me sentei e peguei um prato.
–Querida você tem certeza que quer mesmo voltar para a escola?-perguntou mamãe.
–Se é pra superar tudo de uma vez o quanto antes eu voltar pra escola melhor.
–Deixa ela Louise, ela precisa mostrar que é forte e superar as perdas de uma vez.Afinal o verão passado foi muito difícil.-disse tia Abelly.
–É foi mesmo.-concordei me lembrando da Anele.
{Verão Passado}
–...E quando eu pensei que ele ia me beijar...ele apenas limpou o milk shake da minha boca com a língua.-disse Rachell.
–Eu acho que você deveria ter aproveitado e tascado logo um beijo na boca dele.-disse Anele e começou a trovejar.
Ficamos assustadas com o primeiro trovão mas depois começamos a rir feito cinco malucas.Todas nós tínhamos uma história para contar.Assim que terminamos de conversar resolvemos que já era a hora de dormir.Nos deitamos e com certeza ficamos pensando na mesma coisa porque a Emi disse que concordava comigo e eu apenas sorri.Eu conhecia a Emi desde criança mas só nos tornamos amigas mesmo por causa da Anele, na verdade todas nós viramos amigas por causa dela.Fechei os olhos por um instante e logo adormeci.Jurei ter ouvido a porta ranger, abri os olhos e fiquei olhando assustada, era a Anele.
–Onde você vai?-perguntei.
–Julie eu só...eu vou dar uma volta afinal a noite está linda.-respondeu Anele um pouco confusa.
–Anele está chovendo e a noite não está nada linda, então desembucha logo.
–Tá legal mas promete que não vai contar pra ninguém, você tem que jurar?
– Eu prometo.
–Eu vou encontrar com um garoto.
–Por que não contou isso antes?
–Porque eu não quero aturar as fofocas delas.
–Somos suas amigas Anele e você pode confiar na gente.
–Ele é um cara mais velho e a minha mãe odiaria saber disso.E com certeza elas abririam a boca.Você não vai contar nada entendeu?-disse ela pegando forte no me braço.
–Eu prometi esqueceu?-disse olhando para as mãos dela que permaneciam agarradas nos meus braços.Parece que ela reparou porque ela me soltou e disse:
–Claro que eu não esqueci, eu já estou indo.Lembre-se não conte a ninguém.
–Não demora então.-ela saiu com um sorriso enorme no rosto e eu voltei pra cama para dormir.
{Presente}
Emi Narrando
Dei uma longa golada na água da minha garrafinha e resolvi parar de correr tanto.O sol resplandecente da Califórnia parecia estar tentando passar pela minha pele e derreter o meu cérebro e os órgãos.Era plena segunda-feira e como sempre era dia de caminhada.Tinha várias viaturas estacionadas em torno da lanchonte dos Nolah.Entrei no estabelecimento e reparei que pelo visto o que a Julie dissera na noite passada era verdade.A Anele realmente estava morta.Os pais dela não paravam de chorar.A meia irmã da Anele veio até a entrada da lanchonete onde eu permanecia em choque e sem reação.Senti o meu coração parar de bombear o sangue, tentei respirar mais um nó estava preso na minha garganta e impedia o ar de chegar até os pulmões.Senti o meu copo inteiro paralisar e eu podia prever que estava ficando cada vez mais pálida.
–Aí está você!Viu o que você e as suas amiguinhas fizeram?
–Não foi culpa nossa.
–A não?Então quem é a culpada?A minha irmã morreu e você e as outras são as principais suspeitas do crime.
–Olha Valesca eu sinto muito mas não fomos nós.
–Emi, você é muito ingênua.Eu até acredito na sua inocência, mas não na da Julie.
–A Julie é minha amiga e eu não vou admitir que fale assim dela.
–Vai fazer o quê?Me matar?
–Não somos assassinas.
–Não é o que parece senhorita Arai.-ela saiu da lanchonete e eu realmente não sabia se ia até os pais dela numa tentativa de consolo ou se eles também pensavam como Valesca e culpavam a gente.
Me virei e sai da lanchonete, peguei o primeiro táxi e fui pra casa da Endie.
Endie Narrando
A campainha tocou e eu gritei para que a minha mãe atendesse.Ela abriu a porta e disse para a pessoa entrar, era a Emi.
–Emi aconteceu alguma coisa?-perguntei me colocando em pé no mesmo instante.
–Aconteceu sim Endie.-respondeu em prantos.
Peguei um copo de água gelada e entreguei pra ela e disse para que se acalmasse e contasse devagar o que havia acontecido.
–A Anele...o cadáver...foi achado...hoje de madrugada...por dois caras que estavam na trilha.-com muito custo e entre soluços Emi conseguiu dizer o que queria me deixando tão chocada quanto ela.
–Você está mentindo não é?
–Quem me dera se fosse.-rspondeu.
Pude ver que era verdade e um nó se formou em minha garganta na mesma hora.Segurei o choro e subi correndo para o meu quarto.Me joguei na cama e comecei a chorar usando uma almofada para abafar o som.Algumas horas depois Emi bateu na porta.Meus olhos deviam estar inchados de tanto choro.
{Batidas na Porta}
–Posso entrar?
–Pode.-disse secando as lágrimas e sentando na cama.
–Tem mais uma coisa...
–O que?Não dá pra ficar pior do que já está.
–A Valesca nos culpa pela morte da irmã.
–Ótimo agora ficou pior do que já estava.Você ligou pra meninas?
–A Julie já sabe a Rachell está na casa do pai.
–Você tentou telefonar pra lá?
–Tentei mas só dá ocupado.-respondeu Emi
Rachell Narrando
–Rachell eu preciso te falar uma coisa.
–O quê?
–Acho melhor você sentar.
–Pai o que aconteceu?Você está me assustando.
–O cadáver da sua amiga Anele foi encontrado.
–Como?-entrei em estado de choque, eu precisava voltar para Woodstock imediatamente.Eu só acreditaria vendo.
–Quer fazer companhia para as suas amigas?
–Quero.-disse com os olhos lacrimejando.
–Eu te levo, você não está em condições de dirigir.
–Aham!Eu...e-eu não consigo...não consigo acreditar que a Anele esteja morta, eu ainda tinha esperanças que ela poderia estar viva...
–Filha a vida é assim, pessoas chegam e se vão como em um passe de mágica.-papai fazia de tudo para eu me acalmar, assim que cruzamos a placa.
Bem vindos em Woodstock...
O reticência no final significava fim, como se a cidade fosse como uma cidade assombrada por fantasmas.Não que eu acreditasse nessas coisas.
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