Secrets
8 As coisas ficam pior
Notas iniciais
LEIA AS NOTAS INICIAIS! LEIA AS NOTAS INICIAIS!
– Gina, tudo bem? — perguntou Harry chegando atrás da ruiva que estava pálida e com os olhos marejados. Ela se assustou com o moreno e escondeu rapidamente o bilhete no bolso e fechou o armário se virando para ele e limpando uma lágrima que escapou em seu rosto e sorriu da melhor forma que pode.
– Claro — ela falou dando de ombros e colocou a mochila nas costas saindo dali o mais rápido que suas pernas bambas aguentavam. Ela estava se sentindo enjoada e a antiga sensação de precisar se livrar da comida veio rapidamente. Ela ainda lembrava claramente do dia em que Emily a dissera que aquela era sua única saída.
– Gina, é você quem sabe — disse a morena dando de ombros — Eu não posso fazer nada por você, apenas te ensinar uma coisa.
– Ensinar o que? — perguntou ela chorando baixinho.
– Um segredinho meu — ela falou sorrindo e se levantando da cadeira da cozinha e estendendo a mão para a ruiva que exitou um pouco e então a segurou.
Emily a levou até o seu quarto e então trancou a porta abrindo a porta do banheiro e indicando para que Gina entrasse.
– O que quer que eu faça? — perguntou a ruiva confusa com as sobrancelhas franzidas e a visão um tanto embaçada pelas lágrimas.
– Quero que você vomite — disse ela dando de ombros e sentando da cama de casal de frente a porta do banheiro.
– O-o que? — perguntou ela com os olhos arregalados — Não! Isso não é saudável! Eu posso morrer com isso!
– Deixe de ser dramática, estou viva até hoje, não estou? — ela falou revirando os olhos e Gina abaixou os olhos.
– Você faz isso?
– Claro que sim! — ela disse bufando — Todos fazem Gina! Por isso todas são tão magras mesmo comendo tanto!
– Ta — disse a ruivinha ainda exitante, mas tinha que agradar a amiga, certo? — O que devo fazer?
– Se ajoelhe em frente ao vaso e enfie os dedos na garganta — ela explicou — Você vai querer tirar se machucar ou até por ser uma sensação incômoda. Mas não deve. Muitas pessoas não conseguem fazer isso por tirar e esperar um pouco. Mas o segredo é persistir com os dedos lá.
– É muito ruim? — ela perguntou fazendo uma careta.
– Pior que isso é ficar gorda — disse ela dando de ombros e apontando para o banheiro — Agora vá!
– Tudo bem — ela foi até o vaso e fez uma careta antes de se ajoelhar em frente dele e se inclinar para frente o abrindo e enfiando com força os dedos na garganta. Ela começou a tossir compulsivamente e fez menção de tirar os dedos.
– Não tire! — gritou Emily e ela os deixou ali, mas começou a chorar compulsivamente. Continuou forçando os dedos até que finalmente vomitou, pouco mas vomitou — Bom trabalho, minha querida — disse Emily indo até ela que chorava encostada na parede e abaixou a tampa do vaso dando descarga e puxando Gina para ficar em pé pelos cotovelos, a levou até a pia e a abriu deixando seus dedos ali em baixo os lavando — Vem comigo.
Gina não disse nada apenas a seguiu escada abaixo novamente, Emily lhe deu um copo d'água e mandou que ela bebesse.
– Não foi tão ruim, não é? — perguntou ela e Gina deu de ombros — Agora que já sabe, poderá fazer sozinha. Se você quiser, é claro.
– Eu quero — ela sorriu de forma simples e Emily retribuiu contente.
Quando Gina percebeu já estava em frente ao banheiro da Murta que Geme, ela mordeu os lábios e empurrou a porta indo até um dos boxes. Ela nem forçou nada, apenas vomitou.
– Gina, é você que está ai? — perguntou alguém do lado de fora do boxe e ela arregalou os olhos e se afastou do vaso e se encolheu ficando em silêncio, com sorte a pessoa iria embora — Eu sei que é você! Te vi vindo para cá! Você está bem? É o Harry — agora que ela não abria mesmo.
– Sai daqui, estou bem — ela falou e tudo ficou em silêncio por alguns segundos até ele forçar a porta do banheiro a escancarando — Eu disse para sair daqui!
– É, mas como pode ver, eu não sai — ele disse dando de ombros e pegando a mochila dela segurando sua mão para fazê-la levantar.
– Você não tinha que estar aqui — ela disse indo até o vaso e dando descarga.
– Por que? — ele perguntou confuso enquanto ela saia do boxe e ia para pia — Você está passando mal, quer que eu te leve a Ala Hospitalar?
– Não, estou bem — ela disse levando as mãos e fazendo um coque de qualquer jeito do cabelo — Isso não é novidade.
– O que quis dizer com isso? — ele perguntou confuso e ela corou percebendo o que havia dito e puxou sua mochila da mão dele — Você forçou o vômito!
– Cale a boca — ela disse revirando os olhos e puxando com força a porta do banheiro, mas ele segurou seu pulso.
– Para que vomitar?
– Para que fingir se importar? — ela rebateu e se desvencilhou de seu pulso e saiu correndo.
*****
Astoria saiu de sua última aula com os materiais abraçados firmemente contra o peito, seus passos longos para o Salão Comunal dos Monitores. Não via a hora de deixar o meteria ali, tomar um banho e ir para o Salão Principal para comer tudo o que conseguisse, okay, sem exageros.
Ela correu as ecadas para seu dormitório e deixou o material em cima de uma penteadeira e foi para o banheiro tomando um banho morno e relaxante. Saiu enrolada na toalha e colocou uma calça preta e uma blusinha solta e então foi quase que correndo para o Salão Principal e se sentou de frente para Daphne sem nem perceber.
– Oi irmãnzinha — ela disse e Astoria tombou a cabeça para o lado dando um sorriso cínico.
– Oi — disse e a menina revirou os olhos.
– Deveria tentar ser mais doce — ela falou bufando — Sabe, delicadeza não mata ninguém, você ficaria até mais bonita!
– Deixo isso para você, a delicadeza e principalmente a beleza — ela falou bufando e dando de ombros — Fico com a parte inteligente da família.
– Você é incrivelmente irritante — ela falou saindo dali e Astoria deu de ombros se concentrando em comer tudo o que via pela frente.
– Calma, Greengrass — disse alguém e Astoria revirou os olhos ao reconhecer a voz melosa e irritante de Pansy Parkinson — Não é por sua amiguinha ter emagrecido que você deve ficar gorda!
– E isso é da sua conta, por quê? — disse Astoria fingindo pensar e então encarou rindo — Ah é! Não é da sua conta!
– Idiota, traidora de sangue — disse ela revirando os olhos e escutou Draco ri ao seu lado.
– Não amola, Pansy — ele disse e a loira o encarou com um beicinho mas ficou quieta.
– Estou cheia — disse Astoria empurrando o prato e se levantando da mesa.
– Eu vou com você — disse Draco e ela concordou com a cabeça sentindo seu coração palpitar um pouco mas ignorou isso — Boa noite, Pansy.
– Boa noite — ela disse sorrindo e apoiando o queixo na mão, Astoria revirou os olhos e saiu do Salão acompanhada de Draco.
– Não vejo a hora de tomar um banho e cair na cama, sério! — ele disse rindo e Astoria retribuiu — Por que você não se entende com sua irmã?
– Não tenho paciência com ela — disse Astoria dando de ombros — Ela é toda perfeita e maravilhosa, sabe? Vive dizendo que eu tenho que ser mais simpática e bonita, mas eu não quero isso, não estou nem ai para se sou ou não. Prefiro a parte inteligente da família, sabe?
– Você é! — ele disse rapidamente e Astoria parou o encarando confusa, suas mãos noa bolsos traseiros de sua calça.
– Não entendi.
– Você é linda, é a única que não vê isso — ele disse e ela corou um pouco o encarando um tanto quanto "fraca".
– Melhor entrarmos — ela disse com a voz fraca e ele sorriu fracamente e os dois entraram indo para seus respectivos dormitórios.
Astoria se trancou em seu quarto se escorando na porta e indo para o armário pegando uma blusa de moletom e um short. Tirou sua roupa e colocou em cima da cama e colocou o pijama entrando no banheiro e fechando a porta por mania mesmo, para escovar os dentes. Ela ficou se encarando por um momento no espelho e então negou com a cabeça jogando o cabelo para trás e lavando o rosto para tirar o pouco de maquiagem que ela usava, sua bochechas e lábios ficaram vermelhos pela água fria e ela secou o rosto saindo do banheiro e dobrando a roupa colocando-a no armário e só então se deparando com o que estava escrito de sangue a cima sua cama.
– Merlin — ela disse tapando a boca com as mãos e dando um passo para trás e lendo as palavras.
Tsc, tsc Astoria! Ainda continua apaixonadinha pelo loiro? Fala sério, quem iria querer você? O que você é se comparada a sua irmã ou até a Pansy Parkinson? Se toca, você não é nada! Eu morta represento mais do que você, vadia!
– A.
Astoria gritou e se jogou contra a porta chorando e tentando abri-la se esquecendo totalmente que tava trancada. Só sabia de uma pessoa que sabia de seu amor platônico pelo irmão de sua irmã e essa pessoa estava morta, e era o que dizia na mensagem que ela estava morta! Ela estava com medo e tremendo ainda gritando e tentando abrir a porta do quarto.
– Astoria! — disse Draco esmurrando a porta do quarto — Deixa eu entrar!
Ela não respondeu e só continuou chorando e lendo e relendo a mensagem, enquanto tremia debilmente.
– Se afasta da porta, Astoria! — Draco mandou e ela se arrastou para a parede se encolhendo e chorando — Se afastou?
– S-sim — ela disse entre soluços e ele arrombou entrando correndo no quarto, lendo o recado na parede, mas seus olhos buscaram por Astoria e ele correu se ajoelhando a sua frente.
– Quem fez isso? — perguntou ele segurando seu rosto — Fala comigo.
– Não sei — ela disse chorando e ele a pegou no colo.
– Vem, você vai ficar lá comigo esta noite — ele disse e ela concordou de leve com a cabeça sem nem se importar por estar indo dormir no quarto do menino que sempre amara, apenas por se sentir segura.
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