Secrets

5 Inexplicável


Notas iniciais
E aqui estou nesta noite de sexta-feira escrevendo para vocês, enquanto aprecio um belo capuccino. :3 Então pessoas sinto muito, muito, muito, muito, pela demora, mas a escola estava tentando me afogar em provas, mas agora eu estou de ferias! Agora sem mais delongas aproveitem este capítulo!

As tochas espalhadas por todo salão circular, brilhavam em diferentes tons de azul. Iluminando o cumulo da ostentação a sua volta. Tapeçarias, ouro, prata, todos os tipos de joias que era capaz de imaginar. A lareira esculpida em pedra, por pouca não alcançara a perfeição. Detalhes e mais detalhes. Tantas coisa que era incapaz de assimila-las.

Seria invasão o que estava fazendo? Entrar sem permissão do dono em qualquer lugar já poderia ser chamado como tal. O quanto valeria apena continuar a seguir os tigres? A todo momento corria o risco de ser pega pelo dono... Exitara, talvez os tigres pertencessem aquele lugar... Seria possível? Como em O Caçador de Chamas*? Eiky guiado pelos lobos traiçoeiros ao encontro de seus demônios, seria ela guiada pelo tigres ao encontro de quem? O quanto valeria apenas arriscar.

Como sempre sua curiosidade triunfava sobre o bom senso. Adentrara naquele salão, procurando alguma coisa que lhe indicasse por onde teriam ido os animais.

Sete opções sem contar a escadarias, sete corredores distintos, cada um decorado peculiarmente, temia escolher um e como sempre fazia nos mais simples labirintos, e nunca mais acha-se ,pelo menos sozinha, uma maneira de voltar. Ah, como odiava labirintos.

Andava tão devagar mais uma vez em volta do salão, como se a lentidão fosse de alguns modo ajuda–la em tal ocasião. Poderia não ser útil mas era reconfortante de certa forma, por mais que estivesse a total exposição, aquele cenário, as figuras nas tapeçarias, os olhos vazios das estatuas, tudo lhe assustava mas ao mesmo tempo lhe trazia paz, uma estranha e doce paz.

Congela quando a suas costas uma violenta rajada de vento batera, arrancando-lhes. Os cabelos se bagunçaram por completo, fios e fios dourados à todos os lados. Virara o quanto antes a procura dos tigres. Contudo, haviam apenas tapeçarias balançado, nada a mais, nada. Arrepiara-se. Tenho de sair daqui. Um passo para traz. E acertara algo felpudo. Equilíbrio, perdera, caíra em cheio de costas no chão, as pernas para cima apoiadas ainda na lombar dotigre branco.

O animal a encarava confuso com a alegria expressa nos olhos. Lily por sua vez apenas tirara as pernas de cima do branco bichano, sem esboçar quaisquer emoção. Suspirara. Será que daria certo dizer: Leve-me ao seu mestre? Esboçara um sorriso. Claro Lily, daria muito certo.

– Tudo bem amiguinho. Onde estamos? Onde esta o seu amigo? — Não esperava qualquer reação vinda dele, na verdade dela. Mas a tigresa dera alguns passos para frente, antes de olhar para traz impaciente. Tudo bem, leve-me onde quiser.


Corredor com estatuas de alguma coisa semelhante a gelo, terceira à direita, segunda à direita, primeira à esquerda, corredor principal com dragões chineses nas paredes, quinta à direita, um andar de escadas, seguindo tudo a risca se chega em uma cozinha. Tal lembrava Lily as movimentadas cozinhas de restaurantes, só que bem maior que as tais, bem mais deserta também podia dizer. A tigresa cruzara a cozinha, quantas pessoas deveriam cozinhar ali, e para quantas?

Ela seguiu ate uma parte mais afastada da cozinha onde havia, um bar de drinks e alguma banquetas, uma onde se encontrava o outro tigre, sentado, paciente, calmo, com algo que parecia um rato morto entre as presas. A tigresa aumentara os passos e saltara sobre uma banqueta graciosa como uma bailarina. Ambos os animais de frente para Lily, encarando-a pelas laterais dos olhos coloridos, enquanto indicavam com as cabeças a banqueta entre eles, sente-se ordenavam silenciosos.

Passos leves e doces levavam-a para entre os tigres, não sabia o que mais temia fazer movimentos bruscos diante de tais predadores ou ir contra suas ordens. Sentou-se entre eles, não era uma garota de estatura baixa, era até alta para a idade, mais entre aqueles felinos se via a rainha da pequenez.

Se colocando de frente para bancada, usando tal como apoio para virar. Jogara o que estava em sua boca em cima do negro granito. Não se tratava de um rato morto ou do cadáver de qualquer outro animalzinho, mas sim de um embrulho de couro preto esfarrapado, gasto pelo tempo. Delicadamente o tigre desfazia o embrulho com o focinho rosado. Elas o observavam, Lily curiosa a a tigresa paciente.

Duas penas, longas o bastante para serem da calda de um nobre gavião, coloridas como as da ave mas esta tinha um estranho aspecto metálico, aparentavam ser tão afiadas como navalhas, mortais como veneno.

Permaneceram os três ali sentados, apenas contemplando a beleza voraz das penas. Até que tais com bruscos movimentos cortaram o ar, por pouco uma delas não se arrancara a orelha. Não teve tempo de observar as penas se trançando na pelagem dos tigres, ambos já tinha as penas envoltas pelos pelos de traz da orelhas tombadas para baixo.

Deu certo?

Como vou saber?

Horas faça algo de útil! Teste!

O susto dera choques de adrenalina da garota em saltara adoidada da bancada. As vozes ecoaram em sua mente, um garoto e uma garota. Vozes familiares, como a de uma pessoa que por anos se conviveu.

Funcionou. A voz da garota deixara o tom nervoso.

Oficialmente.

Não precisa ter medo de nós Lilyam, não vamos feria-la...

Horas Sadie, acha que realmente vai funcionar? Dizer que ela não precisa nos temer? Serio? Olhe para nós! Qualquer mortal em san e plena consciência teria medo de nós. Deixe que ela se acalme depois fal...

Cale a boca! O rosnado da tigresa não interferia nos pesamentos nem os deixava menos claros.

Dizer o nome dela também não vai ajudar. O tigre tentara esboçar um sorriso torto.

Cale a boca Ladie! Pelo menos eu estou fazendo alguma coisa!

Os tigres desviaram atenção de Lily dando-lhe a chace de sair de mansinho pela porta. Não conseguia entender a lógica de quantos mais longe ficava dos animas mais baixas eram suas vozes, afinal tais ecoavam de suas mentes de das cordas vocais, ou não? Ficar para descobrir não era lá uma de suas opções.

Após descer as escadarias e seguir por um corredor não lembrava mais quais caminho tomar para voltar ao seu ponto de partida.

Volte aqui Lily nós não acabamos nossa conversa!

Como assim não acabamos? Nem começamos a conversar!

Cale a boca Ladie! Só cale a boca!

Lily desistira de encontrar o caminho de volta, colocara todas as energias na tarefa de correr sem rumo pelos corredores. Podia estar no caminho certo por pura sorte, contudo o mais provável seria que ficasse a cada segundo mais perdida. Virara em um corredor aleatório escolhido pelo calor do momento. Por azar ou coincidência dera de cara com os tigres, que havia agora abandonado as expressões calma por olhares levemente irritados.

Sabia minha cara, que é falta de educação sair assim do meio de uma conversa?

Nós não começamos a... A tigresa lhe dirigira olhares ameaçadores.

Continuando, espero eu sem mais nenhuma interrupção. Uma risada abafada.Permita que eu me apresente, sou Sadie. A tigresa se fizera uma breve reverencia com a cabeça. E este é Ladie, meu irmão. Eles imitara o gesto da irmã.

É um prazer finalmente conhece-la. Finalmente, podia questiona-lo mas não se via em posição de faze-lo. Por onde podemos começar Sadie?

Sei lá, mal sabemos se estamos certo, então acho que vamos ter de esperar um pouco...

E deixa-la sozinha no castelo? Para morrer do coração quando tudo começar a funcionar?

Mas é claro que não seu idiota! Explicamos o básico do básico e vemos como ela se sai. Por mais que estivessem concentrados no próprio dialogo permaneciam com os olhos vivos presos em Lily, fugir não seria mais uma de suas opções.

Bem caso estivermos errados sempre poderemos acerta-la na cabeça com uma frigideira!... Será que eles tem frigideiras?

Todo mundo tem frigideiras em casa Ladie... Acho que estamos desviando o assunto...

Mas é claro que não! Os conceitos de nossos aloprados mundo tem tudo haver com frigideiras! Afinal tudo gira em torno de frigideiras.

Tá agora pare de falar sobre frigideiras e foque no assunto, claro se você for capaz de se focar em alguma coisa.

Eu consigo me focar em frigideiras!

O assunto não é mais frigideiras... Pare de me fazer desviar do assunto!

Depois sou eu que não consigo focar em nada. Ladie resmungara desviando o olhar para o lado. Aqueles dois lhe lembravam seus primos, Mary e Lucca, os dois irmão que viviam para discutir sobre os mais aleatórios assuntos. Por alguns segundos os três permaneceram ali parados sem emitir sequer um som.

Ladie, por que você não tenta começar?Ele olhara para Lily mais uma ver tentando esboçar um sorriso.

Me sigam. Eles começara a caminhar pelo corredor.

Onde você vai?

Cale a boca e me siga.

Seguiu-os, como fizera antes, em silêncio, sem pestanejar, vendo-se sem opção. A maior parte do tempo ficara a ouvir os irmãos discutirem coisas a toa quanto subia diversas escadarias, todas em pedra mas nenhuma igual a outra. Quem quer que fosse o dono daquele lugar tinha um estranho gosto para decorações internas. Ignorava as conversas dos tigres, nada que falavam parecia valer apena depositar a atenção.

O volume da conversa entre os dois diminuirá, chegando aos sussurros, Lily desta vez tentara prestar atenção, afinal o que quer que fosse não queriam que ela ouvisse.

Mas e o guardião? O que ele fara com ela?

Ele? Creio que nada, ombos tem a mesma cabeça oca e curiosa, ele vai fazer a mesma coisa que nos, esperar e observar.

Tem certeza?

Absoluta, se ele a tive-se a intenção de mata-la, já estaríamos recolhendo seus seus pedacinhos e pensando em uma boa desculpa para dar.

A onde eles estão me metendo? Lily mordera os lábios se afastando dos tigres, as vozes se tornaram indecifráveis de tão baixas. Tinha a curiosidade de saber como funcionavam aquelas penas, se o que ouvia eram realmente seus pensamentos. Tentava bolar teorias enquanto subia uma escadaria circular, julgava estar em uma torre, subindo cada vez mais e mais alto. O guardião, tentava não pensar, na conversa dos tigres. O guardião.

Chegaram finalmente ao final da escadaria. Um portão de ferro se encontrava em seu final, ele trancava-os do outro lado de uma sacada. Ladie o empurrou com a cabeça, pode ver seu olhar triunfante os ver que se abrira. Os dois tigres se dirigiram a sacada.

Venha Lily! Como sabiam seu nome, quem ou o que eram, o que é o guardião, onde estava, por que suas vozes eram tão familiares, quando iria acordar. Queria questiona-los, gritar com tais pela calmaria que falavam, como se tudo fosse parte de uma rotina. Talvez seja, trazer pessoas aqui e as mata-las. Não queria mas subira na sacada.

Era bem mais alto do que imaginara, sentia-se como a rainha do mundo no topo daquela torre. Como se nada no mundo fosse capaz de derrota-la. Sorriu. Contemplando a própria grandeza e pequenez. Podia ver a floresta, podia ver todas elas, suas divisas retas, seus começos na clareira do castelo, e sua beleza espalhada pelo horizonte.

Andara até as grades de prata, quando as mãos tocaram o frio metal pode sentir a irregularidade, as marcas que nele haviam. Aquela grade que lhe parecia indestrutível tinham tantos fundos arranhados dilacerando sua delicada beleza. Como ocorreria no braço de alguém caso tivesse a genial ideia de colocar um falcão no braço sem a minima proteção.

Embradiom.

Wouliak.

Agardium.

Medrioniom.

Lyrom.

Zuratza.

Golmay.

Ypzolray.

Kygam.

Lwplalu.

Taydhr, mais conhecida pelo seu povo como terra.Os tigres estavam ao seu lado, contemplando a beleza das florestas. Haviam ganhado agora toda a atenção de Lily.

Estes são nossos onze mundos. Tinha agora mais perguntas do que respostas. Onze mundos.

– Tipo, mundos com outros seres, tipo alienígenas? — Sadie lhe dirigira um olhar desprezível.

Claro que não, isto é bobagem dos mortais! Os nossos mundos podem ser diferentes mas não chegam a ser tão alarmante quanto pregam os seus. Mortais. Muita coisa e pouco tempo. Muito pouco tempo. Se não tivesse gastado nosso tempo falando sobre frigideiras ou subindo aqui em cima já teríamos explicado quase tudo para ela! Bem pelo menos tudo que pretendíamos. Ladie não sorriu, nem se irritou apenas olhou para Lily, sem o olhar brincalhão. Apenas feliz.

Horas, não precisamos explicar nada, deixe que ela descubra.

O que?

Sinto muito minha cara Lily, mas é aqui que nos despedimos.

– O que? — Eles vão me deixar aqui? Sozinha?

Não podemos mais ficar aqui, sentimos muito. Mas você vai se sair bem. Sair bem com o que?

Já devemos ir?

Sim irmãzinha. Mas não se preocupe, Lily nos vamos nos ver breve. Não sabia se queria revê-los ou ficar o mais longe possível deles.

– Mas não vão me dizer mais nada? Onde estou? Quem são vocês? Por que estou aqui? Ou qualquer coisa concreta?!

Você esta em todo lugar, e em lugar algum, como já dissemos sou Ladie e esta é Sadie. O resto creio eu que vai descobrir sozinha, posso até errar muito...

Muito...

... Mas com certas coisas eu não erro nunca.

Lily abrira a boca, mas se calara, os Sadie e Ladie não estavam mais lá. Já havia deixado-a sozinha. Sozinha, confusa e com medo. Olhara mais uma vez a sua volta, onze florestas, dez divisas.

Notas finais
*Caçador de chamas é uma estorinha minha então ignorem. Sinto muito se o capítulo não estiver muito bom, mas eu perdi um pouco o jeito de escrever. E eu sei que meus diálogos não são muito bons, mas eu estou tentando melhora-los. Gostaram? Não gostaram? Então comentem, favoritem, recomendem kkkk até a próxima pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.