Secrets

4 Flores Negras


Notas iniciais
Hey gente! Como estão?? Obrigada o todos pelos reviews e favoritamentos! Uma perguntinha a todos, vocês acham que fica melhor Lili ou Lily?

Pensou em correr, mas tal ato poderia leva-los a ataca-lá. Porém caso permanecesse ali parrada, como presa fácil, teria o destino de tal. Não via como fugir das garras das ferras, que com belos olhos esverdeados a encaravam-a. Por mais que seus olhares fossem expressivos, não via nada em suas faces além do que julgava ser fome.

Os tigres se aproximaram lentamente. A garota não tinha como fugir, e por mais que viesse a tentar, estaria morta em míseros segundos. Era a presa encurralada, com a qual os dois brincavam. Dois metros, a pelagem de um, branca como a mais pura neve, pintada pelas delicadas listras de piche, como a mais vitoriosa obra de uma artista. Destacava-se na quase escuridão. Um metro, ao seu lado, o outro não teria a pelagem tão destacante em meio as sombras, por mais que fosse composta de laranjas diversos, entre o negro de suas listras.

Lily queria gritar, chorar mas o medo a paralisara por completo. Estava indefessa, morta. Em súbito movimento, pulara um dos tigres. A mistura de garras, dentes e pelos alaranjados fora a unica coisa que vira, fechara fortemente os olhos, a espera ter a garganta estilhaçada, a cabeça decepada, ou quaisquer outra parte do corpo mutilada e mastigada. Mas a quente respiração do tigre junto ao cheiro de carne podre, forra o máximo que sentira.

O tigre produzia grunhidos que mais um pouco seriam inaudíveis. Bigodes próximos de mais ao seu rosto, também em suas mãos, lhe faziam cocegas. Havia se tornado uma estatua, sem reação, sem voz, petrificada pelo medo.

Segundo se passaram, os tigres apenas roçavam seus focinhos na garota, talvez estivessem a espera de algum movimento, ou apenas sentissem prazer em atormenta-la, seriam tais animais capazes de pensar a este nível?

A curiosidade lhe mandava abrir os olhos, já o medo ordenava firmemente aos berros; Não abra!

O tigre afastara o focinho de seu rosto. Sentia-se mais aliviada, em não ter mais os caninos tão próximos de si. Mas ainda era tomada de desespero por continuar em sua desventura.

Pode ouvir, sentir o rúgio. Tão alto que os trovões da mais voraz tempestades. Ameaçador como o olhar de fúria do demônio. Sentia como se tudo a sua volta fosse desmoronar sobre a voz do tigre. Sem se importar com a reação, levara as mãos aos ouvidos, tentando amenizar o som. No mesmo estante, reinara o silêncio. Ele não voltou a se aproximar, continuara a curta distancia de Lily observando-a, atento, curioso, fazendo jus ao nome de predador.

Permaneceram os dois parados. Lily não se atrevia a mover-se. E o tigre não se cansava de olha-la, de observa-la em mansidão. Os gritos do medo ia perdendo as forças, dando voz a curiosidade. A vontade de velo, de observar de tão perto a exuberante e graciosa beleza de um tigre. Por fim vencera a curiosidade. Os olhos brilhavam no mais belo tom de verde-água. Davam luz ao semblante calmo e curioso do tigre.

Com um olhar meigo e manso flitava os olhos de Lily. Movera a boca, como se tenta-se sorrir. E logo já havia descido, voltara à se apoiar em todas as quatro patas, deixando assim o apoio da arvore. Sentou-se bem a sua frente, ao lado do tigre branco, que também tinha os olhos a rasgar a escuridão.

Os animais trocavam olhares, estes Lily era incapaz de entender. Ambos levantaram sem presa, Lily permanecia escorada na arvore, com o coração ainda a ponto de lhe sair do peito. Meia volta e seguiram pela floresta, passos largos e lentos. Ela se via a rezar, não tinha muito ideia de para quem, que eles sumissem logo na sombras, que para longe dela fossem o mais rápido possível. Porém, para seu mais doce azar, pararam poucos metros dela, olhos fixos nela. Permaneciam parados, esperando-a. Eles... Moveram a cabeça, fazendo sinais a garota... querem que eu os siga.

Se seus olhos não brilhassem seria impossível segui-los. Por mais que a luz da lua cheia ultrapassa-se os galhos finos das arvores sua luz nunca seria o bastante. Os tigres atravessavam a floresta calmamente como se não houvesse mais nada a sua volta.

Era o que podia chamar de assustador seguir os animais, a luz dos olhos iluminavam galhos e galhos, criando sombras que evitariam que qualquer criança pegasse no sono. Em media de dois em dois minutos, os tigres checavam se a garota estava os seguindo, um de cada vez observava a quase refém.

Beliscar o próprio braço, tentando em vão acordar do que a cada passo lhe parecia um sonho. Tigres, não eram animais que faziam parte da flora de Amallut. Tigres não faziam parte da flora de lugar algum, os animais eram criados apenas em cativeiro. E ela tinha total certeza de que nenhum dos que viviam desprovidos da natureza tinham olhos que mais eram faróis. Aquela ave que vira antes da luz dar lugar a escuridão, tinha certeza que não deveria pertencer a lugar algum... a não ser aquela floresta. Onde estou afinal? Não ouvia pessoas, nem bombas, não ouvia nada além de passos.

Havia iluminação, estava distante ainda e muito fraca por sinal, mesmo assim lhe chamara atenção. Seus companheiros seguiam na exata direção das luzes. Poderia satisfazer a curiosidade de saber o que eram.

As luzes iam crescendo, mas permaneciam fracas em seus tons esbranquiçados. Mais perto, podia ver agora que vinham de uma clareira, à agora poucos metros. O tigres aumentara o ritmo, até estarem à correr, Lily seria incapaz de segui-los e também não encontrava em si a menor vontade de chegar o mais rápido possível as luzes, por mais que quisesse velas ainda as temia.

As luzes iam ficando maiores, contudo continuavam fracas com seus tons esbranquiçados. Mais perto, agora era capaz de ver, que as luzes se originavam de uma clareira, que a cada passo se via mais perto. Os tigres avançaram, aumentando seus passos logo se viam a correr, correr para as luzes, para longe dela, logo não existiam mais em seu campo de visão. Poderia fugir agora. Mas seria essa uma boa ideia? Talvez sim, talvez não. No final, não haveria para onde ir. A não ser...

Continuara. Via agora entre arvores retorcidas, uma construção em meio a clareira. Teria voltado a civilização? Um jardim, piscara varias vezes, tentando provar a si mesma que seus olhos não a enganavam, que com ela não estavam a brincar. Ao redor de toda a construção um belo jardim, feito e enfeitado de diversas flores em um só tom. Preto.

Apresara o passo, tinha de ver tais flores de perto, não era possível. Por fim chegara a clareira e suas luzes. Olhava aflita para todos os lados, todas as direções. Não é possível! Seus coração voltara as tentativas de saltar para fora do peito. Não tem lógica! Não sentido! Não é possível! O céu decorado de estrelas era de onde vinha as luzes, dançando entre as pequenas bailarinas celestiais havia com vários tamanhos, sete luas, todas em faze de luz cheia, todas refletindo fortemente a luz do sol. Não pode ser! No centro um castelo, como os de contos de fadas, em pedras acinzentadas. A sua volta o Jardim Negro, com suas flores e pequenas arvores, todas em sua sombria negritude. Não tem lógica! A floresta continuava, seguia em circulo perfeito em volta da clareira, como muros. A medida que seguia as arvores mudavam, suas cores, formas, tamanhos, adaptadas a outros climas, outros lugares. Não...

Rugidos, os dois tigres estavam no topo da escadaria do castelo, em frente as portas de madeira. Os olhos apagados, olhavam-a felizes. O que esta acontecendo? Estou sonhando. Estou sonhando. Esto... Os tigres em sincronia balançaram a cabeça negativamente. Lily arregalara os olhos, o coração lhe sairia pela boca a qualquer estante, a mente chegaria a seu limite. Estava agora a suar frio, aquilo tudo não podia ser real, como poderia?

Os tigres se viraram, mais uma vez sinalizando para que ela os segui-se. Em que estava para se meter não tinha ideia, mas naquele ponto já não ligava mais para o que fosse acontecer com ela, havia perdido tudo menos à si mesma. Subira a escadaria, sua cabeça ainda latejava por tentar compreender algo que julgava ser sem solução. Tentou acalmar a si mesma, mas não conseguia deter o medo.

Ao final, não via mais os tigres, apenas a o que achava ser três metros de si a porta entreaberta. Eles devem ter entrado. Não confiava muito na hipótese daquele lugar ser o lar dos tigres. Todavia preferia acreditar que sim.

Seguiu devagar em direção a porta pisando de leve, querendo amenizar ao máximo os ruídos de seus tênis. Diante da porta exitou em tocar a maçaneta prateada que tinha a delicada forma de um pequeno dragão, Você não chegou até aqui para ir embora. Respirou fundo, e abriu a porta.

Escuridão engolia o local, não via um misero palmo a sua frente. Mais uma vez respirou fundo. Dois passos, o fogo em varias tochas acendera

Notas finais
*Amallut é o nome da Wolgnia onde a Lily morava até então.