Secrets

6 Você precisa sair!


Notas iniciais
[/sarcasmo/] obrigada pelos comentário

– Ela ficará bem, só precisa de gelo para cabeça e um pouco de repouso – disse Marie depois de examinar a garota – Poderia me dizer o nome dela?

– Eu não sei – respondi examinando sua face – Apenas vi Ian cometendo mais um de seus atos de covardia e resolvi ajuda-la.

Marie se retirou da sala falando algo sobre chamar a coordenadora ou algo do tipo, apenas afirmei com a cabeça e me sentei na cadeira no canto direito da sala. A garota na maca parecia bem exceto pelo lábio inferior rachado e o olho roxo, ela tinha os cabelos escuros e a pele era pálida como gelo poderia até poderia dizer que ela era a Branca de Neve da vida real mas seus lábios não eram carnudos e vermelhos, fora isso a semelhança era espantosa. Eu ficaria ali até ela acordar para que pudesse saber ao menos seu nome ou o porque de Ian estar a espancando. A alguns anos Ian tinha me dado um soco apenas porque chamei Rachel de magrela, não me surpreenderia se o caso daquela garota fosse parecido com o meu.

Um pouco depois desse episódio conheci Steven e pude dar o troco em Ian, minha experiência com Jared pode ter sido traumática mas tirei algum proveito disso, sem ele eu não teria aprendido a lutar tão bem e nem teria o conhecimento que tenho sobre armas. Lutas e armas viraram uma obsessão assim como os carros e as motos, continuei praticando mas quando comecei a faculdade deixei essas paixões um pouco de lado. Um movimento da garota me trouxe de volta a realidade, ela gemia baixinho enquanto tentava se levantar.

– Ei vai com calma, você levou uma pancada feia na cabeça acho melhor continuar deitada – falei me aproximando e fazendo com que ela voltasse a deitar

– Onde eu estou? E quem é você? – perguntou juntando as sobrancelhas

– Na enfermaria do campus e eu sou Lucy – respondi a suas perguntas enquanto trocava a bolsa de gelo em sua cabeça – Quer me contar porque o Ian estava te batendo?

– Nem eu sei, estava indo para cafeteria quando dois caras me agarraram e me levaram até o prédio de odontologia – falou

Resolvi não perguntar mais nada e deixa-la descansar, teríamos muito o que conversar e eu queria acertar as contar com o Ian depois.

[...]

Assim que a garota, cujo o nome é Laura, conseguia levantar da maca sem sentir fortes dores de cabeça a levei até minha casa para que pudéssemos conversar tranquilamente. Nem eu mesmo sei explicar mas eu gostava de usar a biblioteca para tudo principalmente para conversar, Beth atenciosa como sempre preparou um lanche para nós.

– Então Laura, já teve algum desentendimento com a Rachel? – perguntei me sentando em uma das poltronas

– Que eu lembre só uma vez, quando discutimos por causa de lugar na classe – respondeu com certa cautela – Eles são sempre assim? Digo, quando alguém mexe com ela o Ian da uma surra nessa pessoa?

– É assim desde que começaram a namorar, e isso já faz um bom tempo. São totalmente dependentes um do outro!

Ela era uma boa pessoa, ficamos conversando durante horas e ela me contou que tinha perdido a mãe a um ano e dividia um apartamento com o padrasto que me pareceu uma pessoa insuportável. Não consigo me imaginar morando com uma pessoa que me odeie, já não gosto dos namorados da minha mãe imagine morar na mesma casa que eles iria ser uma guerra todos os dias. Por um momento fiquei com pena dela mas lembrei que ideio quando sentem pena de mim então deduzi que ela sentiria o mesmo, eu poderia oferecer um dos quartos de hóspedes pra ela passar a noite mas talvez ela interpretasse este gesto de outra maneira então fiquei meio sem saber o que fazer diante daquela situação.

– Bom, agradeço a hospitalidade mas preciso voltar pra casa – anunciou pegando a bolsa

– Não precisa agradecer – falei gentilmente – Vou pedir para que Jorge te leve até em casa, apenas diga o endereço que ele saberá como chegar.

Creio que depois de anos encontrei uma pessoa que mereça ser minha amiga, quer dizer não sou sozinha mas também não tenho nenhum amigo de confiança, eu já estava cansada desta rotina queria ter alguém com quem pudesse conversar, sair para festas ou fazer coisas mais simples como ir ao shopping. Um sentimento de solidariedade me invadiu, eu queria ajuda-la de alguma maneira mas não sei como, porque eu sei como é horrível as pessoas sentirem pena de você e não é uma coisa muito agradável. Algumas batidas na porta me trouxeram de volta a realidade, Beth apareceu na brecha entre a porta e a parede e falou.

– Aquele seu amigo, Peter, está na biblioteca te esperando.

– Manda ele subir, estou um pouco indisposta – falei

Dois minutos depois Peter estava sentado na minha cama perguntando sobre meu dia e o porque de não ter me visto o dia todo, expliquei a história com a Laura e ele me pareceu um pouco comovido. Ficamos conversando durante horas até minha mãe chegar e começar a ter um ataque achando que eu tinha voltado a fase de levar qualquer um para casa apenas para transar, o pior de tudo é que ela teve esse ataque na frente de Peter o que me deixou completamente envergonhada e sem ação.

– Sra. Anderson, não tive nada com sua filha e nosso relacionamento é apenas de amizade – Peter falou deixando minha mãe com uma cara de ponto de interrogação

– Pois é mãe, somo apenas amigos e eu não pretendo dormir com ele – completei

– Se é assim, menos mal – cedeu desfazendo a carranca – Filho me chame de Melissa, senhora está no céu. Gostaria de ficar para o jantar?

Eu estava torcendo para ele recusar mas parece que ele e minha mãe tiveram algum tipo de conexão, o que não era bom sinal, por fim ele aceitou o convite e para ajudar com aquele momento constrangedor o namorado novo de mamãe estava presente.

– Namoradinho novo Lucy? – perguntou Marcel

– Porque mesmo que minha mãe te namora? Ah lembrei! Porque você fode gostoso e não serve pra mais nada – retruquei

– Lucy! Já chega! – repreendeu minha mãe

Eu não suportava aquele cara, não o conhecia a mais de uma semana e já estava querendo aplicar alguns de meus golpes naquela cara debochada. Pedi licença e me retirei da mesa, não conseguiria olhar pra cara daquele sujeito se Peter queria causar uma que ficasse sozinho com o casalzinho. Dar socos na parede era algo que me acalmava, Peter abriu a porta e não foi acertado por pouco.

– Calma gata, o que a parede te fez? – falou abrindo um sorriso

Não respondi apenas continuei a esmurrar a parede na esperança de que ele fosse embora e me deixasse quieta no meu canto.

– Você precisa sair, vamos dar uma volta.

Notas finais
Eu sei! Capitulo chatinho mas é o que deu pra escrever entre um trabalho e outro, to em semana de provas então vejo vocês semana que vem...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.