Secrets

4 Capítulo 4 - His name...


Notas iniciais
Desculpe pela demora mas foi um pouco difícil fazer esse capítulo e eu tive alguns problemas, enfim, está pronto c:
Boa leitura...

– Meu nome é Vincent Wight – “Hm... então esse é o nome dele, até que combina bem com seu jeito misterioso” – tenho quinze anos e vim para cá há alguns dias pormotivos pessoais. – ele disse as últimas duas palavras com um tom de voz um pouco zangado e parecia incomodado com alguma coisa, e confesso que senti um pouco de medo.

Logo depois ouvi alguns comentários dos alunos como: “Que cara estranho!” ou “Ele podia entrar para o nosso grupo de esporte...”, enquanto as meninas falavam “Ele é bem bonitinho!” e “Espero que ele sente perto de mim!”. Ele não parecia ligar para o que os outros falavam, na verdade voltou a olhar para mim. Corei e desviei o olhar. Eu não entendo... Sempre me foquei nos estudos para poder ter uma vida melhor, por que é complicado quando não tem ninguém da sua família para te ajudar, então eu me afasto das pessoas (com exceção da Inoue) e não ligo para coisas que com certeza diminuiriam minha atenção como garotos e namoro. “Mas com ele é diferente... eu não sei porque ele faz eu me sentir assim... N-não pode ser! Talvez eu-

– Acalmem-se! – A professora disse, chamando a atenção dos alunos, e claro, me tirando de meus devaneios – Está bem, vamos ver... – ela começou a olhar em volta – você pode se sentar ao lado da Sophie – falou enquanto apontava para mim e então para a mesa ao meu lado.

“Meu Deus, o que foi que eu fiz agora?! Eu sei que muitas meninas se aproveitariam de momentos como esse... mas por causa da minha inexperiência nesse assunto vai ser quase sufocante tê-lo ao meu lado pelo resto do ano...”

– E ai, Sophie! – ouvi sua voz. Ele já estava sentado em sua classe. Virei para vê-lo... Seus olhos hipnotizantes e seu sorriso sedutor me chamaram a atenção. – Parece que eu estava certo quando disse que te veria novamente! – ele sorriu vitorioso.

– V-você por acaso é um stalker ou algo do tipo? – perguntei com um pouco de medo. Ele começou a rir, baixo para não chamar atenção, e então me respondeu:

– Está com medo? – ele disse num tom sombrio e provocativo. “Claro que estou! Você aparece do nada, me acompanha até minha casa e no outro dia aparece na escola como aluno transferido justo na mesma sala que eu!” Eu queria dizer, não, gritar tudo isso para ele, mas apenas engoli em seco e fiquei em silêncio. Ele riu novamente. – Não se preocupe, foi apenas coincidência... – ele disse, agora em um tom calmo e com um sorriso de canto.

Claro, isso também me acalmou, eu respirei fundo e disse: – Você me assustou um pouco, mas tudo bem! – sorri também. E então voltei minha atenção à professora. Abri meu caderno, começando mais uma rotina diária normal... Bem, dessa vez não tão normal.

As aulas foram passando rápido, eu estava bem concentrada, pois daqui a algumas semanas será época de provas. No intervalo, como sempre, eu vou a algum canto da escola junto com a Inoue para lancharmos. Ela sempre leva dois obentōs(que é como uma marmita japonesa), um para ela e outro para mim. Inoue disse que é tradição no Japão levar um obentō para comer na hora do intervalo. Antes eu achava o gosto um pouco estranho, mas agora que estou acostumada, devo dizer que é delicioso. O intervalo é longo então aproveitamos para falar sobre alguma coisa.

– Ei, Sophie! – Inoue disse. Olhei para ela.

– Hm? –

– Você conhece aquele aluno novo? Porque eu vi que você estava conversando com ele, não tente negar. Lembre-se do nossojuramento. – (Com o “juramento” ela quis dizer de uma promessa que fizemos a algum tempo, em que temos que contar nossos segredos uma à outra, sem mentiras, sem esconder nada. Sempre nos reunimos sábado à noite para conversar e falar de alguns segredos. Acho que isso fortalece a nossa amizade e nos deixa mais próximas) ela sorriu – Quando vocês começaram a sair? Há quanto tempo está namorando com ele? – ela falou com um tom malicioso e eu corei.

– O-o que? Eu não estou namorando! Só esbarrei com ele ontem e... ele me acompanhou até em casa – eu disse envergonhada. Antes de a Inoue poder dizer alguma coisa o sinal bateu e tivemos que voltar para a sala de aula.

...

Eu já estava no último período de hoje, quando ouvi Vincent sussurrar um “O que você vai fazer depois da escola?”. Olhei para ele e falei: – Vou ir para casa, como sempre. – ele deu um sorriso e respondeu:

– Que tal irmos tomar um sorvete? – ele disse com uma voz infantil, que me deu vontade de rir. Eu negaria se fosse alguma outra coisa, mas como sou “viciada” em sorvete é impossível dizer não.

– Claro! – eu disse bem animada. “Talvez seja divertido e eu possa conhecê-lo melhor...”

Notas finais
Fale o que achou do capítulo! Opiniões, críticas, sugestões...
Até o próximo(espero não demorar muito rsrs)