Secrets
18 Capítulo 17 - Stefan e Katherine
Notas iniciais
Sinto muito se alguém ainda tinha esperanças de que o Stefan e a Elena pudessem voltar, mas a maioria dos leitores queria que a fic fosse Dalena (e, consequentemente, Steferine).
Como eu disse, amei escrever esse capítulo e espero que vocês gostem de lê-lo.
Casos vocês não tenha reparado, esse capítulo me fez mudar a classificação indicativa da história...
Enfim, a gente se vê lá embaixo nas notas finais.
Katherine deu um longo suspiro e colocou as duas mãos no cabelo enquanto olhava aquelas milhares de fotos em cima da sua mesa. Não iria conseguir terminar de fazer aquela seleção de modelos tão cedo, com certeza levaria o resto da semana com esse trabalho.
Ouviu o barulho da maçaneta da porta sendo aberta. Logo Damon entrou na sua sala.
- Oi, Kath, vim dizer que já estou indo embora – avisou, foi então que ela olhou o relógio na parede, já tinha passado das seis da tarde – Precisa de alguma coisa de mim?
- Eu, com certeza, vou precisar da sua ajuda com todos esses modelos que responderam o nosso anuncio do jornal – respondeu – Podemos começar a fazer as analises na segunda-feira, o que acha?
- Para mim parece ótimo – concordou – Pelo jeito conseguimos fazer alguma coisa certa com esse anuncio no jornal.
- Sem dúvida, espero que continuemos assim – deu um fraco sorriso – É claro que você vai fazer a maior parte do trabalho, entende mais dessas seleções do que eu.
- Nem tanto assim – deu de ombros – Só participei dessas seleções como modelo, não como quem escolhe.
- Mesmo assim, já é alguma coisa – observou – Bom, não vou mais te perder aqui, pode ir embora.
- Está certo – concordou com a cabeça – Prometi a Giu que iria levar uma boneca para ela quando voltasse para casa, ainda preciso passar em uma loja antes de ir para casa.
- Você está se saindo um ótimo pai para a Giu – comentou – E também parece muito feliz.
- E estou mesmo – sorriu – Ser pai está sendo mil vezes melhor do que eu poderia imaginar.
- Só mais uma coisa, Damon – o chamou quando o homem estava caminhando em direção a porta – As fotos que você tirou para a campanha acabaram de chegar e estão com a Rose. Leve para a casa nesse final de semana e veja o que você achou.
- Tudo bem! — falou – Tenha um bom final de semana, Katherine.
- Para você também – respondeu – E fale para a Rose que ela pode ir embora. Eu tranco tudo quando for embora.
Ele concordou antes de sair da sala.
Uma das características mais fortes de Katherine é que ela detestava deixar trabalho acumulado, o que significa que ela não conseguiria relaxar durante o final de semana sabendo que tinha tanta coisa para fazer na segunda-feira. Portanto, decidiu fazer uma pré-seleção antes de ir embora para ter menos trabalho para fazer depois.
Essa tarefa levou mais tempo do que imaginava, cerca de duas horas, mas pelo menos se sentia bem mais tranquila. Apanhou um táxi na porta da agência e seguiu para sua casa.
Decidiu tomar um banho relaxante antes de comer alguma coisa. Depois de colocar uma roupa bem confortável ouviu o telefone tocar na sala e saiu correndo para atendê-lo.
- Alô! — sentou-se no sofá no momento em que colocou o aparelho no ouvido.
- Katherine – apesar de não escutar aquela voz há quase um ano, a conhecia muito bem – Não sabe como é bom escutar a sua voz.
- Klaus – disse assustada – Como foi que você conseguiu o meu telefone? Não me diga que foi o meu irmão?
- Digamos que eu tenho os meus contatos — respondeu – Mas agora vamos falar de nós, temos muito assunto para colocar em dia, não acha?
- Não existem mais nós dois, Klaus – lembrou – Há muito tempo.
- Eu sei que você ainda me ama – ela tinha certeza de que o homem estava com um sorriso presunçoso nos lábios – E estou disposto a perdoá-la por ter cancelado o nosso casamento menos de dois meses antes de cerimonia. Tudo que você precisa fazer é voltar para casa, tenho certeza de que conseguimos organizar um novo casamento em breve.
- Só pode estar de brincadeira comigo – não conseguiu deixar de rir – Não quero voltar para a Inglaterra, muito menos me casa com você. Estou bem aqui em Atlanta, tenho um bom emprego e vários amigo, que gostam muito de mim.
- Quem é ele? - perguntou – Quem o cara por quem você não quer voltar para mim?
- Não existe “ele”, Klaus – respondeu, não acreditava que estava ouvindo isso – Estou totalmente solteira e pretendo ficar assim por muito tempo. Tudo graças a você, que me magoou muito.
- Você acha que me engana, mas não sou tão idiota – insistiu – Tem algum cara nessa história e vou descobrir quem é.
- Não tem ninguém, acredite em mim, não preciso de um namorado para me sentir feliz – revirou os olhos – Por que você não volta para o seu amante e me deixa em paz.
- Já disse que aquilo que você viu não era nada demais — avisou – Quanto tempo você ainda vai insistir nessa besteira?
- Por favor, Klaus, me deixa em paz – deu um longo suspiro – Se você, realmente, ainda se importa comigo, nunca mais me ligue.
- Tudo bem, Kath, já vi que não adianta continuar com essa conversa por agora – completou – Mas saiba que eu ainda te amo e sei que você sente o mesmo por mim e vai perceber quando chegar aqui em Londres e me encontrar. E você sabe que vai precisar fazer isso mais cedo ou mais tarde.
A morena não disse mais nada, nem esperou que o ex-namorado falasse nada, apenas desligou o telefone e começou a chorar sem parar. Nem sabia por que estava fazendo isso, Klaus não deveria mais abalá-la, mas ele ainda tinha esse poder.
Limpou as lágrimas do rosto e se levantou do sofá decidida, precisava sair de casa, tomar um pouco de vento e esvaziar a mente.
Foi até seu quarto trocar de roupa. Vestiu uma saia jeans, uma camiseta de manga curta, uma jaqueta por cima e, para completa, uma sapatilha baixa. Saiu do prédio em que morava e pegou um táxi na rua movimentada de Atlanta.
- Boa noite! — disse para o taxista e ficou pensando aonde poderia ir naquele momento – Para o restaurante Salvatore's, fica no centro da cidade.
- Imediatamente – o homem disse já saindo com o carro.
No primeiro momento pensou em ir procurar Damon, mas ele andava muito ocupado com a Giulia nessa última semana, sem contar que Elena nunca gostou muito dela. Então decidiu ir até Stefan, eles tinha se tornado amigos depois de todos aqueles almoços e, com certeza, seria alguém legal para conversar naquele momento.
Quando chegou na frente do restaurante pagou o motorista e saiu do carro. Achou que estranho que já estivesse tudo apagado, mas como a porta estava aberta, resolveu entrar.
O salão estava totalmente vazio e achou que aquela tinha sido uma viagem perdida. Já ia dar meia volta e sair quando ouviu passos vindos da cozinha, era Stefan.
- Katherine? — achou estranho encontrá-la ali aquela hora – Todos já foram embora e eu estava terminando de fechar o restaurante.
- Sinto muito, acho que não tinha ideia de que já era tão tarde – falou – Não se preocupe, não vou mais te atrapalhar, já estou indo embora.
- Espera – a segurou pelo pulso – Não posso te deixar sair daqui, dá para ver o quanto está nervosa. Está até tremendo.
A morena apenas começou a chorar novamente, Stefan apenas a puxou para perto de si e ficou passando as mãos pelo seu cabelo. Ela permaneceu assim dessa maneira por alguns minutos até que, finalmente começou se acalmar.
- Está se sentindo melhor agora? — perguntou e ela balançou a cabeça afirmativamente – Venha, sente-se aqui. Vou buscar água para você.
- Fez com que Katherine se sentar em uma das cadeiras que ficava próxima a janela. Foi até a cozinha e voltou com um copo na mão.
- Obrigada – disse enquanto bebia um gole da água – Sinto muito por estar te dando tanto trabalho. Sou mesmo uma boba.
- Não está dando trabalho nenhum – pegou uma cadeira e sentou-se em frente a ela – Para falar a verdade eu gostei de você ter aparecido, assim posso ficar aqui mais tempo. Não quero voltar para o hotel, então solitário lá.
- Entendo o que quer dizer – comentou – Também não gosto muito de morar sozinha, às vezes é bom ter uma companhia.
- Será que agora você quer me contar o que foi que aconteceu? – decidiu mudar de assunto – Se não falar nada, eu vou entender, mas saiba que eu estou aqui para te ajudar.
- Foi apenas o meu ex-noivo enchendo a paciência – explicou – Depois de tanto tempo ele ainda não entendeu que acabou.
- Você não precisa se preocupar com nada – garantiu – Ele está na Inglaterra, não é? Está há quilômetros de distancia, não pode te fazer mal aqui em Atlanta.
- Ele não está me ameaçando – explicou – Apenas fica dizendo que eu ainda o amo e que ainda vou voltar para ele.
- E você ainda o ama? — quis saber – É por isso que você está tão abalada com essa conversa?
- Eu não amo mais o Klaus – garantiu – Eu detesto ele por tudo que ele me fez passar.
- Se você quiser eu posso ligar para ele e dizer que nós dois estamos namorando – sugeriu – Digo que não quero mais ele atormentado a minha garota. Tenho certeza de que vai te deixar em paz na mesma hora.
- Muito obrigada pela ajuda – deu um fraco sorriso – Se eu precisar disso, pode ter certeza de que vou te chamar.
- Está vendo, consegui te fazer sorrir – comentou – Pelo jeito já está começando a esquecer o que aconteceu.
Eles se abraçaram e ficaram assim por alguns minutos até que o estômago da morena começou a roncar, fazendo com que se afastassem.
- Pelo jeito tem alguém ai com fome – Stefan não pode deixar de rir – Vou preparar alguma coisa para você comer;
- Na verdade eu não como nada desde a hora do almoço – foi quando ele se levantou – Você já arrumou tudo na cozinha, não quero te dar mais trabalho.
- Já disse que você não vai me dar trabalho – garantiu – Além disso eu adoro cozinha e essa é uma boa desculpa para eu voltar a cozinha.
Katherine ficou esperando por vinte minutos até que ele voltou com um prato de macarrão na mão.
- Espero que esteja do seu agrado – falou – Você nunca pediu massa aqui no restaurante, mas essa era a coisa mais rápida que eu podia preparar.
- Eu gosto de massa sim, obrigada – enrolou um pouco do macarrão com o garfo e comeu – Está uma delícia.
- O que acha de uma taça de vinho para acompanhar? — sugeriu – Tenho uma garrafa lá dentro que combina perfeitamente com esse prato.
- Acho que seria uma ótima ideia – concordou – Mas só você tomar também, não gosto de beber sozinha, fico me sentindo uma bêbada.
- Tudo bem, só pode ser uma taça – avisou – Ainda tenho que voltar dirigindo para o hotel. Não pretendo ficar em um poste no meio do caminho.
Logo ele voltou com as duas taças cheias e se sentou na mesma cadeira em que estava antes.
- Sabe, esse sempre foi o prato preferido da Elena – comentou logo em seguida – Eu até coloquei o nome do prato em homenagem a ela.
- Ainda é muito doloroso falar dela, não é? — o loiro apenas balançou a cabeça afirmativamente — Eu te entendo, quando terminei com o Klaus era até difícil pensar nele.
- Não consigo entender como ela pode me enganar por todos esses anos – deu um suspiro triste – Pensei que a Elena estivesse feliz comigo.
- Não estou em posição de dar nenhuma opinião, mal conheço a Elena – deu de ombros – Mas acho que você deveria conversar com ela e ver o que ela tem a dizer. Acho que seria o melhor para todo mundo.
- Já tomei minha decisão, vou me separar da Elena – respondeu – Já falei com o meu advogado e ele vai entrar com o processo de divórcio.
- Tem certeza de que é isso que você quer mesmo? — espantou-se, nunca pensou que o ouviria falando algo assim – Não acha que era melhor ter uma conversa antes de tomar uma decisão tão precipitada. Pelo menos pense na Giu.
- A Giu é tão vítima nessa história quanto eu – deu de ombros – Apesar de tudo ela ainda é minha filha e eu a amo muito. Posso não estar me dando com a mãe dela, mas não vou deixá-la na mão.
A morena tomou um gole do seu vinho e pousou a taça na mesa novamente, tudo isso sem retirar os olhos de Stefan.
- Mas sobre o divórcio, não tem como eu voltar atrás – completou – Por mais que eu ainda quisesse ficar com a Elena, fui engando por cinco anos. Nunca mais conseguiria sentir confiança nela de novo e essa é a base de qualquer relacionamento.
- Acho que quanto a isso você tem razão – disse, por fim – Não dá para ter confiança depois de tudo que aconteceu.
- Mas vamos parar de falar nesse assunto – pediu – Não é um assunto leve para a hora da refeição.
Enquanto Katherine terminava de comer o macarrão, eles conversaram sobre diversas amenidade, principalmente a respeito de seus empregos.
- Muito obrigado, por tudo, Stefan – ela falou quando já tinha terminado – Gostei muito da companhia, da conversa e do jantar. Mas acho que é melhor eu ir embora.
- Mas como é que você vai embora? — perguntou preocupado – Já passa da meia-noite, é perigoso ficar andando sozinha na rua a essa hora.
- Não vou andar sozinha na rua – garantiu – Pego um táxi aqui na porta, não vai ter nenhum problema.
- Mas o táxi pode demorar para passar – lembrou de maneira nenhuma, eu te levo até o seu apartamento e não vou aceitar um não como resposta.
- Já que é assim, não tenho nem o que responder – deu de ombros – Eu aceito a sua carona.
- Só preciso lavar as coisas que eu usei para preparar o seu jantar – avisou – Mas não vou demorar muito, eu prometo.
- Você vai ter que lavar mais louça por muito causa – retirou o casaco que estava usando – Acho que o mínimo que posso fazer é te ajudar.
- Eu nunca te pediria isso – interferiu – Você deve estar cansada.
- Ainda consigo lavar uma louça – garantiu – Agora vamos logo, estou começando a imaginar que você está me enrolando para não lavar nada – colocou as mãos nas costas dele e o empurrou em direção a cozinha.
Então, Katherine começou a ensaboar as coisas enquanto Stefan lavava, assim terminariam o trabalho na metade do tempo.
- Sabe que eu sempre gostei de lavar a louça – a morena comentou – Quando era bem pequena e não alcançava a pia, mesmo assim queria ajudar a minha mãe, então ela colocava um banquinho para eu subir.
- Já eu nunca gostei de lavar louça, principalmente porque meu pai fazia eu e o Damon revesarmos essa tarefa – fez uma careta com a lembrança – Dizia que uma cozinha bem organizada tinha que estar limpa também. Hoje eu entendo o que ele queria dizer com isso. Mesmo assim continuo não gostando de lavar a louça.
- Minha mãe também fazia a mesma coisa comigo e meu irmão, cada um fazia, pelo menos, uma tarefa em casa – lembrou – Quando era a vez do meu irmão lavar a louça sempre pedia para fazer a tarefa no lugar e ele, é claro, deixava.
- Quer dizer que você gostava de lavar a louça mesmo quando não era a sua vez – a olhou fingindo estar chocado – Alguém já disse que você é esquisita?
- Uma garota me falou uma vez no colégio – disse – Lembro que fiquei muito triste com isso e cheguei em casa chorando e meu pai disse que eu não devia me importar com o que as pessoas pensam de mim, o importante é se eu estou bem comigo mesmo. Depois disso eu passei a não me importar.
- Essa menina não devia saber o que estava falando – colocou a mão sob a da morena – Você não é esquisita.
Ficou olhando por alguns segundos a mão esquerda dele que ainda estava com a marca branca de aliança. Então pegou um pouco de espuma do detergente e passou no nariz do homem.
- Stefan – se fingiu de desentendida – Acho que tem alguma coisa no seu nariz.
- Sério – também pegou uma grande quantidade de espuma e passou no rosto dela – Também tem alguma coisa no seu.
Foi nesse momento que começaram uma guerra de espuma, quando estava bem sujos, o loiro pegou a mangueira que estava na pia e passou a molhá-la e a mulher tentou fazer a mesma coisa com ele. Estava se divertindo como duas crianças.
- Tudo bem, eu me rendo – Stefan levantou as duas mãos – Trégua, vamos declarar um empate.
Ela também parou e foi nesse momento que o homem a molhou mais uma vez. Tudo que conseguiu fazer foi encará-lo com os braços cruzados.
- Desculpe, eu não resisti – começou a rir descontrolado – Mas agora é sério, uma trégua.
Foi se aproximando dela e passou a mão pelos cabelos totalmente molhados dela e colocou uma mecha para trás da orelha.
- Até que essa guerra de água foi uma coisa boa – estava aproximando o seu rosto perigosamente do dela – Você está linda desse jeito.
Então ele rompeu a distancia que tinha entre os dois e a beijou. Katherine foi pega totalmente de surpresa e ficou se reação por alguns segundos, mas logo entreabriu os lábios para poder aprofundar o contato.
Logo as carícias foram ficando cada vez mais urgentes e Stefan e pegou no colo entrelaçando as pernas na sua cintura. Foi caminhando em direção a pia a fazendo se sentar ali.
Quando precisaram de ar separaram seus lábios e Stefan foi trilhando o caminho até o pescoço dela. A mulher soltou um gemido alto quando ele mordeu de leve na região, sem dúvida iria deixar uma marca.
Percebeu que ela estava gostando e continuou o caminho até o colo dela até chegar aos seios. Foi nesse momento que Katherine o puxou pelos cabelos para voltarem a se beijar.
As mãos dele estavam na cintura da morena começaram a passear por dentro da blusa dela até chegarem ao fecho de sutiã.
- Esse lugar está meio desconfortável, não acha? — o interrompeu e se afastou um pouco para falar.
- Eu estou achando ótimo – deu um leve mordida no lábio inferior dela – Você não quer, é isso?
- Não, é claro que quero – apressou-se em dizer – É só que não aqui na cozinha do seu restaurante.
- Tudo bem, acho que você tem razão – a ajudou a descer da pia – Vamos para o hotel em que estou hospedado, lá vamos ficar mais a vontade.
- Eu topo – não pode evitar de dar um riso bobo, não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Estava mesmo prestes a ir para a cama com Stefan Salvatore.
- Mas antes de irmos – a puxou e deu mais um selinho nela – Precisamos arrumar essa bagunça aqui.
- Tem razão – revirou os olhos ao ver todo o chão molhado e toda a louça ainda dentro da pia.
Decidiram dividir as tarefas: enquanto ele secava o chão, ela lavava o restante da louça. Assim que eles evitavam se olhar e não se distraíam durante a tarefa.
Stefan terminou primeiro e depois de colocar o rodo e os panos de chão na despensa, se aproximou da mulher e a abraço pelo cintura.
- Stefan – colocou a cabeça para trás fazendo com que ele tivesse mais acesso ao seu pescoço e começasse a beijá-lo – Não é que eu esteja achando ruim, mas você está me distraindo.
- Essa era a intenção – sussurrou antes de morder o lóbulo da orelha dela – Estou aqui sem nada para fazer, isso é muito entendiante.
- Dessa maneira eu não vou conseguir terminar de lavar a louça – virou-se para ficar de frente para ele e colocou os braços na parte de trás do seu pescoço – E assim não vamos poder ir embora.
- Certo, você me convenceu – afastou-se e ficou do outro lado da cozinha – Prometo que vou ficar aqui bem quetinho.
- Não acredito em você – cruzou os braços e o encarou – Acho melhor você me esperar lá fora.
Então ele saiu da cozinha e Katherine conseguiu terminar de lavar tudo em menos de cinco minutos e foi encontrá-lo no salão de jantar.
- Já estou pronta – avisou – Podemos ir embora.
Ótima! — pegou a jaqueta dela e a ajudou a vesti-la – Meu carro está lá atrás, me acompanha, senhorita Pierce? — estendeu o braço para ela.
- Claro, senhor Salvatore – entrelaçou o braço no dele e começaram a andar em direção ao lado de fora.
Durante o percurso a morena ficou olhando a paisagem do lado de fora da janela, sem deixar, é claro, de reparar na mão de Stefan que estava sob sua cocha. Ele dirigia um pouco acima do limite de velocidade, será que estava mesmo com tanta pressa para chegar ao hotel.
Quando precisou parar em um sinal vermelho a puxou pela nuca e a beijou profundamente. A que estava na perna dela começou a subir por dentro de sua saia até alcançar o elástico da calcinha.
- Stef! — quando abriu os olhos por um momento pode ver uma luz verde por sua visão periférica – O sinal já abriu.
- Certo – se afastou dele, relutante, para poder arrancar com o veículo.
Não demorou muito para chegarem ao hotel. O homem deixou a chave do carro com o manobrista e entraram no saguão.
Pegou a chave do seu quarto na recepção e caminharam em direção no elevador. No momento que a porta fechou, ele prensou Katherine na parede e atacou seus lábios novamente.
- Você está ficando doido – estava tentando permanecer séria, mas não conseguia deixar de rir entre beijo – Aqui deve ter câmeras, vamos proporcionar um espetáculo e tanto para os seguranças.
- Que vejam – deu de ombros – Nós já esperamos tempo demais, não consigo mais ficar nenhum minuto longe de você.
Ele a encostou mais ainda na parede, tentando fazer com que ficassem ainda mais próximos, se é que isso era possível. Sentiu a ereção dele encostar em seu baixo ventre, o que a deixava ainda mais exitada.
Foram caminhando pelo corredor sem quebrar o beijo até chegar a porta do quarto. Foi muito difícil colocar a chave e girar a maçaneta, mas eles, finalmente, conseguiram entrar no quarto.
Ainda na sala de estar, Katherine retirou seu casaco e o jogou de qualquer maneira no chão, tinha ficado com muito calor, de repente.
- Vem, vamos para o quarto – a pegou no colo, fazendo com que soltasse um gritinho de surpresa.
Jogou a morena em cima da cama e deitou por cima dela, mas tentando não jogar todo o seu peso em cima, ou poderia machucá-la.
Puxou a barra da blusa dela e a mulher levantou os braços para ajudá-lo a tirar a peça, revelando seu sutiã de renda azul bebê. Ela foi, imediatamente abrindo o fecho nas suas costas tirando, também a peça de cima da sua lingerie. Pegou a mão de Stefan e colocou sob um de seus seios enquanto ia diretamente para o botão da sua saia.
- Parece que tem alguém com pressa aqui – segurou os dois pulsos dela e os prendeu na na parte de cima da cabeça – Não precisa, agora que estamos aqui, temos todo o tempo do mundo.
Voltou a beijá-la, dessa vez mais lentamente. Katherine queria muito poder mover as mãos, mas elas ainda estavam presas, então, tudo que podia fazer era mexer o seu quadril de encontro ao dele.
Quando separou-se dela por alguns segundos, precisando de ar, fez menção em descer os lábios em direção ao seu colo. Mas, em vez disso, acabou dando um beijo rápido em sua bochecha.
- Você pode beijá-los se quiser – referia-se aos seus seios, não sabia de onde tinha tirado coragem para falar aquilo, as palavras simplesmente saíram da sua boca – Sei que você quer fazer isso desde aquela hora na cozinha.
Então foi o que ele fez., começou a passar a língua por um dos mamilos dela, o estimulando, depois passou para o outro. Tudo que ela conseguiu fazer em resposta era gemer cada vez mais alto.
Começou a descer os lábios deixando um trilha de saliva pela bariga da morena até chegar a saia, abrindo o botão e abaixar o zíper, retirando, por fim, a peça completamente. Então, depositou um beijo estalado por cima do tecido de renda da calcinha.
- Você está tentando me provocar? — em um momento de distração, conseguiu se virar na cama, ficando por cima dela – Pois saiba que agora era a minha vez de te torturar.
- Então me torture – deu um sorriso safado quando ela abriu o primeiro botão da sua camisa – Saiba que eu adoro isso. O que você pretende usar: Chicote? Algemas? Carvão em brasas?
- Nada disso, apenas os meus lábios – enquanto ia abrindo os botões da camisa, lambia e sugava cada pedacinho de pela exposta – E os meus dentes – quando chegou a um dos mamilos dele, deu um leve mordida.
- Ai! — foi tudo que ele conseguiu dizer.
- Foi mal! — deu de ombros, se fingindo de inocente – Eu adoro morder, acho que esqueci de te dizer isso.
- Então quer dizer que uma vampirinha aqui? — passou a mão pelos cabelos cacheados dela – Já estou adorando isso.
Ela continuou seu processo de abrir a camisa dele e intercalar lambidas, sugadas e mordidas por todo o seu peito. Quando retirou a peça, passou a fazer isso no abdômen, dando uma pequena assoprada no umbigo.
A calça foi a próxima a sair e Katherine começou a distribuir “selinhos” desde o peito até chegar o inicio da cueca e, depois, fez o mesmo caminho novamente.
- Agora já chega de brincadeira – a fez se deitar novamente – Vou me vingar por toda essa “tortura”.
Levantou-se somente para poder retirar a a cuca e voltou engatinhando para cima da morena. Retirou a calcinha dela com os dentes e a jogou com o restante das roupas no chão.
Afastou os joelhos dela e se posicionou entre as duas pernas. Apoiou as duas mãos no colchão tentando não jogar todo o seu peso em cima da Katherine. Ficaram alguns segundos com as testa coladas e apenas sentindo as respirações aceleradas um do outro.
- Se começar a doer me avise que eu paro na mesma hora – apenas encostou os lábios no dela – Vou tentar ser delicado, mas não sei se vou conseguir.
Quando ela assentiu com a cabeça, Stefan começou a penetrá-la lentamente. Quando estava totalmente dentro dela começou a se movimentar bem devagar e começou a aumentar o ritmo a medida que ouvia os gemidos de aprovação.
- Você é muito gostosa – sussurrou no ouvido dela e começou morder toda área externa da orelha – Me morde!
- O que? — estava totalmente concentrada dos movimentos dos dois que nem prestava atenção no que ele falava.
- Me morde, bem aqui no ombro – pediu mais uma vez – Quero sentir os seus dentes na minha pele, minha vampirinha.
Então ela mordeu. Quanto mais o loiro aumentava os movimentos mais forte ela mordia e só parou quando sentiu gosto de sangue. Tinha ficado as marca perfeita de seus dentes com um líquido vermelho em volta.
- Eu sinto muito – disse imediatamente – Não tinha percebido que mordi com muita força.
- Não tem problema não foi nada – garantiu – Eu até gostei.
Foi nesse momento que ele parou de se mover. Ela já ia reclamar quando o homem saiu totalmente de dentro de si e voltou a penetrá-la de uma vez só. Gritou mais alto do que estava planejando.
- Pelo jeito você gostou disso – não pode deixar de rir – Isso é bom, sei que posso fazer mais vezes.
- Com certeza – o lambeu no pescoço, gostando de sentir o gosto salgado do suor – Muitas e muitas vezes.
Então ele repetiu o gesto por mais duas vezes. Katherine começou a arranhar as costas dele deixando as marcas bem definidas. Quando recomeçou os movimentos de vai em vem ela cravou suas unhas perfeitamente pintadas de rosa na sua bunda.
- Isso é bom, pode continuar – pediu aumentando a velocidade ainda mais – Acho que eu vou gozar.
- Eu também – levantou o quadril para ajudá-lo.
- Então vamos juntos – continuou — Vamos ver se conseguimos esse sincronia logo de primeira.
Com mais algumas estocadas, Stefan se derramou dentro dela e Katherine também atingiu o ápice logo em seguida. Ficaram cerca de um minuto parados esperando que suas respirações voltassem ao normal.
- Stefan? — passou a mão pelos cabelos claros dele, não conseguia ver seu rosto pois o tinha escondido no vão entre seu pescoço e seu ombro.
- Você está bem, Katherine? — a olhou nos olhos passou o polegar pelas bochechas e pelos lábios dela – Eu não te machuquei, não é mesmo?
- Eu estou bem, é sério – garantiu – Só acho que preciso de um pouco de água. Minha boca está toda ressecada.
- Tem umas garrafas aqui ali no frigobar – avisou – Espera ai que vou ali pegar para você.
Quando ele saiu de dentro de si sentiu uma coisa estranha, como se estivesse faltando alguma coisa. Sentou-se e puxou o lençol para cobrir a parte de cima do seu corpo, embora agora não fizesse a menor diferença.
- Aqui está! — abriu a garrafa e entregou para ela – Tem mais garrafas se você quiser outra depois.
- Obrigada – tomou longo gole e ficou olhando para o objeto nas suas mãos.
- Tem certeza de que você está bem? — colocou a mão sob o ombro dela, parecendo preocupado – Você está tremendo.
Foi então que ela viu que sua mão estava mesmo tremendo. Uma grande descarga de adrenalina na sua corrente sanguínea sempre fazia isso, embora não soubesse exatamente por que.
- Estou bem – garantiu – Isso daqui já vai passar, não precisa se preocupar — segurou a garrafa com as duas mãos tentando fazer com que os movimentos involuntários parassem.
- Sei que isso pode parecer um pouco idiota, mas eu preciso perguntar – estava passando as mãos nervosamente pelo cabelo – Você gostou?
- Sim – podia sentir suas bochechas ficando vermelhas nesse momento – Foi tudo muito intenso, acho que já fazia muito tempo que eu não me sentia assim tão bem.
- Eu também não – se aproximou e deu um selinho nela – Será que as coisas vão ser sempre assim com nós dois?
- Não sei – deu de ombros – Só vamos saber quando fizermos isso de novo.
- Será que posso deduzir por essa resposta que você vai querer fazer de novo? — passou a mão por dentro do cabelo dela encostando os dedos na pela da sua nuca – Ou foi só uma maneira de falar.
- Não foi só uma maneira de falar, eu quero fazer de novo – o beijou – E de novo, de novo, de novo... até não aguentar mais – o beijava após cada palavra que falava.
- Já que é assim – segurou as duas mãos da morena – O que acha de agora? Está pronta para um segundo round?
- Pensei que nunca fosse perguntar – deu um sorriso safado quando o loiro pegou a garrafa na sua mão e a colocou em cima da mesinha, depois ele voltou para beijá-la.
Deitou Katherine totalmente na cama antes de retirar o lençol, que era a única coisa que impedia seus corpos nus de se tocarem.
Notas finais
Queria que a primeira vez do Stefan e da Katherine ficasse bem hot, mas confesso que me surpreendia escrevendo esse cap, não achei que fosse conseguir colocar tantos detalhes (espero que esteja bom, nunca fui muito boa com esse tipo de cena em fic).
Era para ainda ter a manhã seguinte dos dois nesse capítulo, mas como ia ficar muito grande, decidi deixar para o próximo que ainda vai ser totalmente focado no casal.
Bom gente, é isso agora vocês comentam!
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