Secrets
15 Capítulo 14 - Desabafando
Notas iniciais
Com base no que vocês disseram, já sei como vai ser o final da fic (mas, é claro, vocês só vão saber no final kkkkkkkk).
Damon foi o primeiro a acordar naquela manhã de segunda-feira e foi diretamente para a cozinha. Tinha a esperança de conseguir falar com a cunhada, ainda não conseguiu ficar sozinho com ela desde que se beijaram há dois dias.
Ele colocou duas fatias de pão na torradeira e esquentou água para o café. Já tinha se sentando em uma das cadeira quando ouviu passos se aproximando. Para a sua decepção, era Stefan.
- Caiu da cama hoje? — perguntou quando entrou no local e viu seu irmão mais velho – Acho que nunca te vi de pé a essa hora. Só, talvez, quando chegava de uma festa.
- Começo uma seção de fotos hoje e sempre gosto de acordar cedo nesses casos – mentiu – Não pega bem chegar atrasado no trabalho.
- Faz sentindo – concordou com a cabeça – Mas sabe, se eu não te conhecesse bem, diria que você está ansiosa por uma outra coisa.
- E o que seria?- sentiu seu sangue gelar, será que Stefan tinha descoberto alguma coisa? Não sabia o que faria se fosse isso.
- A Katherine – respondeu como se fosse óbvio – Eu não te culpo por isso, quero dizer, ela é bem bonita. Com certeza vale a pena você investir.
- Eu não pretendo, investir na Katherine – garantiu – Nós dois somos só amigos, nada mais.
- Certo – deu de ombros – Se você diz.
- Eu a beijei – estava olhando para o tampo da mesa nesse momento – No sábado quando saímos do restaurante.
- Agora eu que não estou entendendo nada – o olhou em dúvida – Já sei, ela te deu o fora, por isso você está dizendo essas coisas – não pode deixar de rir com o seu próprio comentário.
- É claro que não é isso – apressou-se em dizer, fingindo-se de bravo – Acontece que ela ainda não esqueceu o ex e isso torna as coisas bem mais difíceis.
- Entendo – balançou a cabeça afirmativamente e colocou a mão no queixo.
- Além disso – continuou bem cauteloso – Ela sabe que eu só a beijei tentando esquecer outra. Não era mesmo justo.
- Sempre soube que você tinha sentimentos mal resolvidos por alguém – Stefan se sentou ao lado do irmão – Não sei porque você nunca quis conversar isso comigo a respeito disso.
- Não gosto de te encher com os meus problemas – deu de ombro – Não era nada importante.
- Deixa de bobagem, você é meu irmão, pode me falar qualquer coisa – garantiu – É alguém que eu conheça?
- Você a conhece sim – respondeu, não tinha porque mentir a respeito disso – Mas, eu acho que não estou preparado para falar sobre isso. Quem sabe um dia.
- Tudo bem – deu um longo suspiro – Não posso te forçar a falar nada, mas saiba que se você quiser desabafar. Eu estou aqui.
- Obrigado, cara – deu um fraco sorriso. Damon sabia que tinha um irmão muito bom e, às vezes, se sentia culpado por estar engando ele.
Os dois Salvatores continuaram a tomar o café da manhã tranquilamente. Cerca de cinco minutos depois Giulia apareceu.
- Bom dia, papai – foi abraçar Stefan e o homem a pegou no colo – Eu estou com fome.
- Vou preparar alguma coisa para você comer, minha pequena – avisou – Afinal, você precisa se alimentar bem. Vão fazer um viagem longa e comida de avião é horrível.
- Comida de avião – o outro achou estranho – Você vai viajar, Giu? Para onde? Não estava sabendo.
- Eu e mamãe vamos para Mystic Falls – a menina explicou – Vamos ficar na casa da tia Jena, vai ser tão divertido.
Foi nesse momento que Elena entrou no local trazendo apenas a sua bolsa.
- Já está tudo pronto – ela avisou – Todas as malas estão lá na sala. Não quero levar muita coisa.
- Certo – Stefan se levantou e colocou a filha sentada na cadeira em que estava há pouco segundos – O que as duas mulheres da minha vida vão querer tomar de café da manhã.
- Tem que ser uma coisa bem rápida – a morena avisou – Temos que está no aeroporto, no máximo, em uma hora.
- Vou fazer um queijo quente, então – caminhou em direção ao fogão – Tem tempo de sobra, não acha?
- É perfeito! — concordou, sem conseguir parar de sorrir – Muito obrigada, meu amor.
Ela se sentou ao lado da filha. Seu olhar cruzou com o Damon por alguns segundos antes que desviasse.
- Então quer dizer que vocês duas estão indo para Mystic Falls – ele começou a falar em seguida – O que te fez tomar essa decisão repentina.
- Quase não tive tempo de conversar com a tia Jena, nem com a minha irmã quando estiveram aqui esse fim de semana. Eu sinto muita falta das duas – explicou – Como entrei de férias na sexta-feira, achei que seria legal passar uns dias lá.
- Mas e a Giu? — lembrou – Ela ainda está em época de aula. Tem certeza de que é uma boa ideia levá-la com você?
- Ela só tem quatro anos, não vai fazer muita diferença perder alguns dias de aula – respondeu – Além disso, comigo fora da cidade e vocês dois trabalhando, quem ficaria com ela durante a tarde.
- Eu poderia ficar com ela – se ofereceu – Tenho certeza de que a Katherine não se importaria que eu ficasse na agência só pela parte da manhã. Seria por uma boa causa.
- Agora já é tarde demais – deu de ombros – A Giu já vai comigo e ela está muito empolgada com isso, não é mesmo filha?
- O que você preferia fazer, minha pequena? — Damon e olhou, carinhosamente – Você quer ir para Mystic Falls com a sua mãe ou preferia ficar aqui em Atlanta comigo e com o seu pai.
A menina ficou olhando de uma para o outro por alguns segundos. Não queria magoar nenhum dos dois com sua resposta.
- Vocês dois parem de discutir sobre isso – o outro o homem os interrompeu trazendo os dois pratos – Giu, você não precisa responder. Sabemos que você ama a todos nós e não quer escolher com quem vai ficar durante a semana.
- Obrigada, papai – deu um sorriso aliviada.
- Se você quiser, eu posso te levar ao aeroporto – Stefan sugeriu – Ainda tenho tempo antes de ir para o restaurante.
- Não precisa, Stefan – garantiu – Nós podemos pegar o táxi.
Logo todos estavam se preparando para sair de casa. Elena e Giulia conseguiram um táxi na porta de casa e seguem para o aeroporto. Despacharam as malas e foram se sentar para esperar o anúncio do voo.
- Mamãe! — a menina disse depois de alguns minutos em silêncio – Mystic Falls é uma cidade bem bonita?
- É sim, minha pequena – passou a mão pelo cabelo dela – É um pouco pequena, mas é uma das cidades mais bonitas que eu já vi.
- Eu sei que já estive lá uma vez – lembrou – Mas não de me lembro de nada da cidade.
- Mas é claro que você não se lembra, era muito pequena naquela época – explicou – Passava a maior parte do dia dormindo.
- Sério? — a olhou totalmente espantada – Eu era muito preguiçosa, então, para ficar dormindo o dia inteiro.
- Eu disse que você era muito pequena – continuou – Nós te levamos lá justamente para te apresentar para todos.
- E porque ninguém tinha vindo aqui em Atlanta me ver quando eu nasci? — achou isso muito estranho.
- É que estavam todos trabalhando e não podiam sair de casa para vir a Atlanta – Mas seu tio Damon e a sua tia Caroline vieram. Você já viu as fotos e os vídeos.
- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente.
Logo o voo foi anunciado e elas foram para o portão de embarque. Foi uma viagem bem tranquila, Giulia dormiu na metade do caminho e foi acordada pela mãe quando o avião pousou.
Como Mystic Falls não possui um aeroporto, tiveram que parar em Virgínia Beach e pegar um ônibus até a outra cidade. Esse trajeto demorava cerca de uma hora.
- Eu posso carregar a minha mala – a menina insistiu enquanto caminhavam pela praça central da cidade.
- Tem certeza? — perguntou – Vamos andando até a casa da tia Jena, você vai se cansar.
- Eu consigo – garantiu – E por que nós vamos a pé? Por que não podemos pegar um táxi?
- Não é muito longe daqui – disse – E andar faz muito tempo.
Foram caminhando lentamente quando avistaram um homem loiro vindo na direção contrária. Foram necessários alguns segundos para que Elena pudesse ver seu rosto com nitidez, o conhecia muito bem, era seu ex-namorado.
- Oi Elena – ele deu um enorme sorriso ao cumprimentá-la – É muito bom te ver aqui em Mystic Falls.
- Também é muito bom te ver, Matt – retribuiu o gesto – E como é que estão as coisas por aqui?
- Muito boas – respondeu – E o que te trás a nossa humilde cidade? Já faz quanto tempo que não veem a Mystic Falls, uns quatro anos?
- Deve ser mais ou menos isso – concordou – Acho que você se lembra de minha filha, Giulia.
- Essa é a sua filha? — olhou espantado de uma para outra – Da última vez em que eu a vi era quase recém-nascida.
- O tempo passa, Matt – segurou a mão da filha – Giu, esse daqui é o Matt, um velho amigo meu.
- Oi! — a menina disse dando um pequeno sorriso.
- Oi, Giu! — ele a olhou rapidamente, antes de voltar a Elena – Ela se parece muito com você.
- Obrigada – respondeu – Bem, agora eu preciso ir. Quem sabe a gente não se encontra por ai outra hora.
- É, quem sabe – deu de ombros – Mas eu também preciso ir, já estou atrasado para o meu trabalho no Grill.
Elas continuaram andando e logo chegaram a frente da casa em que Elena passou a sua infância e sua adolescência. Tocou a campainha e foi atendida, alguns minutos depois, por sua irmã caçula.
- Elena? -a garota olhou assustada para a mais recente visita – O que você está fazendo aqui em Mystic Falls?
- É uma longa história, quem sabe mais tarde eu te explico – falou, rapidamente – Agora eu precisa de um favor seu.
- Espero que não seja nada que envolva eu saindo de casa – avisou – Tenho muita coisa para fazer agora de tarde.
- Não se preocupe, você não vai precisar ir a lugar nenhum – garantiu – Só quero que você olhe a Giu para mim, preciso ir na casa da Caroline.
- É claro que eu posso olhar ela para você – respondeu – Mas acontece que eu tenho que estudar agora de tarde, tenho uma prova muito importante amanhã.
- Dê papeis e lápis que ela fica quietinha – explicou – Você não vai atrapalhá-la, não é mesmo Giu?
- Não – balançou a cabeça negativamente – Vou ficar bem quietinha, tia Meg, eu prometo.
- Tudo bem então – suspirou pesadamente antes de completar.
- Obrigada Meg – a abraçou e deu um beijo na sua bochecha – Eu já te disse que você é a melhor irmã do mundo?
- Várias vezes – revirou os olhos – Mas saiba que depois eu vou cobrar esse favor que você está me fazendo.
- Mãe! — Giulia estava puxando a barra da blusa da morena – Você vai demorar muito?
- Não minha princesinha, só preciso fazer uma coisa na casa da tia Caroline – e ajoelhou para poder ficar na altura da filha – Mas eu prometo que amanhã nós duas vamos até a pracinha. Combinado?
- Combinado! — concordou, parecendo bem feliz com aquela promessa.
Elena esperou que Margarete pegasse as malas, levasse para dentro da casa e fechasse a porta, só então ela desceu as escadas da entrada e voltou a andar.
- A casa de Caroline não ficava muito longe, somente a algumas ruas de distância. Viu que o carro da amiga estava parado na garagem, o que significava que ela estava em casa.
- Só um minutinho – gritou quando ouviu o som da campainha – Elena! Quando foi que você chegou?
- Cheguei há alguns minutos – respondeu – Só tive tempo de deixar a Giu com a Meg e vim aqui.
- Você parece preocupada com alguma coisa? — a olhou de cima da a baixo – Te conheço muito bem para ter certeza.
- Você está certa – concordou – Será que a gente pode conversar, agora? É muito importante.
- Claro – concordou, dando espaço para que ela entrasse – Só preciso dar um telefonema. Senta ai, eu não demoro.
Elena e Caroline são melhores amigas desde que eram pequenas, fato de serem, ambas de famílias fundadoras, fez com que passassem muito tempo juntos. Sempre desabafaram uma com a outra a respeito de notas, roupas e, principalmente, namorados.
- Prontinho, já falei com o Tyler e ele vai dar uma passada na loja para mim – a loira voltou alguns minutos depois – Você quer beber alguma coisa? Eu tenho, água, refrigerante e chá gelado.
- Não quero nada – respondeu – Só preciso conversar mesmo.
- Agora eu estou oficialmente preocupada – sentou ao lado da amiga e segurou a mão dela – Eu nunca te vi assim.
A morena, então, começou a chorar. Caroline a puxou para mais perto de si e logo o ombro da sua camisa branca estava todo molhado.
- Elena, por favor, me fala alguma coisa – pediu – O que foi aconteceu com você desde sábado.
- Não foi bem o que aconteceu desde sábado – explicou enquanto tentava limpar as lágrimas no seu rosto – Foi que aconteceu antes de disso.
- Como assim? — ela não estava entendendo nada.
- Você estava certa quando disse que eu estava com ciúmes do Damon e da Katherine – explicou por fim.
- Eu sabia – não pode deixar de sorrir, mas logo desmanchou quando percebeu que a amiga não estava muito feliz.
- Não consigo tirar o Damon da minha cabeça – continuou – Não sei mais o que fazer a respeito disso.
- E há quanto tempo faz que você está se sentindo assim em relação a ele? — quis saber.
- Já tem um tempo – estava olhando para os próprios pés nesse momento – Enquanto ele estava morando em Nova York e nós em Atlanta não tinha muito problema, mas agora ela vai ficar lá conosco.
- Bom, Elena, acho que tudo que eu posso dizer nesse momento é – parou por alguns segundos enquanto pensava – O Stefan é o marido maravilhoso para você. Estão há quase cinco anos casados, sem contar os anos de namoro e tem uma filha linda juntos – deu um fraco sorriso — Acha mesmo que ele merece que você o traia com o irmão mais velho dele, mesmo que seja só em pensamentos.
- Esse é o grande problema, Caroline – estava mais séria ainda agora – Não foi só em pensamentos.
Caroline abriu e fechou a boca algumas vezes. Queria conseguir falar alguma coisa, mas as palavras, simplesmente, não saíam.
- Já faz alguns anos e eu estava bêbada – continuou – Mas o pior de tudo é que, a Giu não é filha do Stefan, é filha do Damon.
- Como é que é? — a loira gritou mais alto do que estava planejando.
- Fica calma, Caroline – colocou a mão sob o ombro da amiga – Eu vou te explicar, exatamente, o que aconteceu.
Então, Elena contou da vez em que combinou de encontrar Bonnie e Caroline, que não puderam ir, e ela teve que sair com o carro no meio do temporal e foi parar na casa dos Salvatores, sozinha com o Damon.
- Tínhamos prometido que nunca mais iriamos falar a respeito disso, mas eu descobri que estava grávida e as coisas mudaram – completou – Mas essa foi a primeira e única vez, não tive mais nada com o Damon.
- Eu nunca poderia imaginar uma coisa dessas – conseguiu dizer, por fim – Quero dizer, sempre percebi que a Giu é parecida com o Damon, mas...
- Você está vendo o meu problema, Caroline? — a interrompeu – Todas as vezes que olho para o Damon me lembro que temos uma filha juntos e ele também não me deixa esquecer isso.
- Acho que a primeira coisa que você deveria fazer era contar a verdade ao Stefan – sugeriu – Ele merece saber a verdade.
- Ficou maluca, Caroline? — disse, espantada – Eu inventei toda essa história para que ele nunca soubesse a verdade, o Stefan nunca vai me perdoar.
- Elena, não existe alguém nesse mundo que ame mais a Giu, do que vocês dois, nem mesmo o Damon – lembrou – Tenho certeza de que ele vai entender, afinal foi o Stefan que criou a Giu todos esse anos.
- Ele pode até aceitar isso – concordou – Mas nunca vai me perdoar e é disso que eu tenho medo.
- Você não precisa ter medo, Elena – disse – Se o Stefan te ama mesmo ele vai te perdoar, isso tudo já aconteceu há anos, não tem porque ficar com ressentimento.
- Assim eu espero – suspirou pesadamente e ficou olhando para o teto.
- E, a respeito do que você está sentindo pelo Damon – continuou – Conte a verdade para o Stefan e depois reveja o que você está pensando. Tenho certeza de que tudo isso é pelo fato que vocês dois tem um segredo.
- Obrigada, Caroline – a abraçou com força – Não sabia o que eu faria se não fosse por você.
- É para isso que servem as amigas – lembrou – Além disso, você já me ajudou tanto todas as vezes que eu terminei com o Tyler. Nada mais justo que eu te ajude também – sorriu – Mas agora me diga, quanto tempo você pretende ficar em Mystic Falls.
- Eu vim para cá sem uma data definida de ir embora – respondeu – Agora mesmo que eu não sei quando vou, pois preciso pensar muito bem no que vou falar para o Stefan.
- Pelo menos eu vou ganhar com isso – completou – Vou ter minha melhor amiga por perto por mais alguns dias e ainda vou poder ver a minha afilhadinha. Sei que só faz dois dias desde que a vi, mas já estou com saudades.
Então, as duas conversaram por mais algum tempo até Caroline dizer que precisava mesmo ir para loja. Para a morena aquela conversa tinha sido mesmo muito boa, não conseguiu resolver nada, mas estava mais tranquila para tomar as sias decisões.
Notas finais
Era para eu ter postado ontem, mas quando comecei a escrever fiquei morrendo de sono e não consegui terminar de escrever, mas agora ta ai.
E pronto, uma conversa bem reveladora entre a Elena e a Caroline com ela mostrando todas as dúvidas que está sentindo. E também teve um conversa entre o Damon e o Stefan (tudo bem que nem tão reveladora assim).
Como já deu para perceber, o Stefan vai, finalmente, saber da verdade no próximo capítulo. Qual vocês acham que vai ser a reação dele.
Bom... é isso, agora vocês comentam.
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