Secrets
9 Capítulo 8 - Petrova's Agency Models
Damon acordou bem cedo naquela manhã de segunda-feira. Aquele era um dia muito importante, pois tinha uma reunião na Petrova's Agency, motivo pelo qual foi uma semana mais cedo para Atlanta.
Tomou banho, depois escolheu uma calça jeans e uma blusa social no armário antes de ir para a parte de baixo da casa. Chegou na cozinha e só encontrou Giulia comendo o seu cereal.
- Bom dia, princesinha – passou a mão pelo cabelo da menina – Aonde é que estão o Stefan e a Elena?
- Eles estão lá em cima – respondeu antes de voltar a atenção para o seu café da manhã.
- Esses dois não tem jeito mesmo – balançou a cabeça negativamente antes de se sentar ao lado da sobrinha – Devem estar querendo bater o recorde de algum coelho.
- Como assim, tio Damon? — a olhou em dúvida com os seus olhinhos azuis – Que recorde de um coelho que eles querem quebrar?
- Não é nada Giu – garantiu – Quem sabe, daqui há uns vinte anos você entende o que eu estou falando.
Alguns minutos depois, Stefan apareceu trazendo uma bandeja vazia e a colocando em cima da pia.
- Bom dia, Damon – acenou para o irmão mais velho – Caiu da cama hoje? Isso é um verdadeiro milagre.
- Tenho um dia muito importante hoje – explicou – Não posso arriscar chegar atrasado.
- É verdade, hoje você vai fazer aquele ensaio fotográfico – comentou – Já tinha até me esquecido disso.
- Eu não me esqueci – falou – Tenho uma reunião com Katherine Pierce as dez horas da manhã.
- Acho que tudo que eu posso desejar é boa sorte, então – ele pegou uma xícara de café e se sentou em uma das cadeiras.
- Aonde é que está a Elena? — decidiu perguntar – Pensei que ela acordasse cedo para ir ao trabalho.
- A Elena acordou com crise de enxaqueca hoje, levei o café na cama para ela e agora vou levar uma aspirina – explicou – Sei também que ela vai ficar sonolenta o dia todo, então liguei para o trabalho dizendo que ela não vai hoje.
Ele sabia que a cunhada tinha crise de enxaqueca desde a época em que a conheceu. Lembrava de uma vez que Stefan teve que faltar a escola para cuidar dela, pois a tia precisava resolver os problemas da sua tese e o irmão tinha uma prova importante.
- Se precisar de qualquer coisa eu estou aqui – avisou – É só você pedir. Não quero ser um inútil enquanto estiver aqui.
- Na verdade, tem uma coisa que preciso que você faça – pediu – Será que você pode ir buscar a a Giu na escola? Assim não vou precisar me ausentar do restaurante por uma hora.
- É claro que eu posso – olhou para a menina e deu um enorme sorriso – Vou ficar muito feliz em buscar essa pequena na escola.
- Ótimo – pareceu mais aliviado agora – Giu, você já terminou o seu café? — ela balançou a cabeça afirmativamente – Então vai trocar de roupa, vamos sair em cinco minutos.
- Está bem – pulou da cadeira em que estava sentada – Será que eu posso ir dar um beijo na mamãe?
- Claro que sim – respondeu – Só não faça muito barulho para entrar no quarto. A sua mãe está com dor de cabeça.
- Pode deixar! — garantiu antes de sair correndo em direção a sala.
Damon voltou a comer o seu cereal enquanto o outro homem ia lavar a louça, fizeram isso em total silêncio.
- Vou levar o remédio para a Elena – avisou enquanto pegava a caixa de aspirina – Assim ela dorme o dia inteiro, vai ser melhor.
Ele saiu do local. Cerca de dois minutos depois Giulia apareceu já com a mochila da escola nos ombros.
- Como a minha pequena está linda – o moreno comentou sorrindo para ela — Você está parecendo muito inteligente vestida assim.
- Você é bobo, tio Damon – ela começou a rir – Eu só fico fazendo desenhos no colégio.
- Por enquanto – deu de ombros – Quando você estiver mesmo estudando vai ser a melhor aluna da escola, tenho certeza de que vai ser a melhor aluna de todas.
Damon a pegou no colo e começou a fazer cosquinha na barriga da menina que ficou gargalhando até ficar sem ar. O loiro ficou perada na porta observando tido sem conseguir deixar de sorrir, não sabia dizer qual dos dois era mais criança.
- Detesto interromper a diversão de vocês dois – disse um pouco – Mas nós temos que ir, preciso estar no restaurante em, no máximo, uma hora.
- Aonde está o meu almoço, papai? — ela perguntou – Mamãe sempre prepara o sanduíche e o suco para eu levar para a escola.
- Eu me esqueci – revirou os olhos e deu um tapa na própria testa, Elena fazia mesmo muita falta nesse momento – Vou te dar dinheiro e você compra alguma coisa na cantina, tudo bem?
- Tudo! — respondeu por fim antes de caminhar em direção a garagem.
- Já ia me esquecendo, Damon – disse parando no meio do caminho – Use o carro da Elena. Assim você não corre o risco de chegar atrasado na sua reunião e também fica melhor para buscar a Giu.
- Está bem – respondeu – Acho que vai ser melhor mesmo eu andar de carro pela cidade.
No momento em que Stefan saiu o moreno terminou de tomar o seu café da manhã tranquilamente. Depois foi lavar a louça e foi até o banheiro escovar os dentes. Já estava pronto para sair quando passou pela porta do quarto do irmão e decidiu entrar.
O quarto estava com as luzes apagadas e as cortinas fechadas. Elena estava deitada de barrigada para cima, com um travesseiro encima dos olhos e totalmente coberta, apesar de estar ligeiramente quente do lado de fora.
- Stefan? — a voz dela saiu bem fraca – Pensei que você já tivesse saído. A Giu vai chegar tarde na escola.
- Não é o Stefan, sou eu – conseguiu falar, por fim, estava um pouco nervoso e não sabia por que – Só passei para saber com é que você estava.
- A dor está começando a passar – retirou o travesseiro do rosto para poder olhá-lo – O que já um bom alívio.
- Sem dúvida – concordou – Bom, vou deixar você sozinha. Ficar aqui de papo não vai te ajudar a melhorar.
- Tenho crises de enxaqueca desde meus 10 anos, estou acostumada – garantiu, deixando implícito que era para ele ficar – Pior era quando eu estava grávida e a médica não me deixava tomar remédio.
- Elena, eu preciso sair – decidiu mudar de assunto – Mas eu volto na hora do almoço. Trago alguma coisa para a gente comer.
- O meu estômago está um pouco embrulhado, só tomei o café por que o Stefan insistiu – fez uma cara de nojo – Talvez eu coma um sanduíche mais tarde.
- Certo! — não concordava com isso, mas não tinha tempo para discutir com ela naquele momento – Se precisar de alguma coisa é só me ligar.
Fechou a porta do quarto e foi caminhando em direção a garagem aonde estava o caro da cunhada. Ligou o veículo e saiu pelas ruas de Atlanta.
A Petrova's Agency Models não ficava muito longe, além disso, o transito estava bem tranquilo aquela hora da manhã. Com tudo isso ao seu favor, conseguiu chegar ao lado mais cedo que o previsto.
Parou no estacionamento e foi caminhando em direção a recepção. A secretária estava falando no telefone, então se sentou para esperar.
- Bom dia! — a mulher disse depois que tinha desligado o aparelho – Posso ajudá-lo em alguma coisa?
- Bom dia! — se levantou para poder olhá-la melhor – Sou Damon Salvatore, tenho uma reunião marcada.
- Oh sim, espere só um minuto – pegou o telefone e discou algo que parecia um ramal – Senhorita Pierce, Damon Salvatore acabou de chegar – ouviu durante alguns segundos antes de desligar mais uma vez – O senhor pode entrar, e a última porta no fim do corredor.
Foi para o local indicado. A mulher estava sentada atrás de sua mesa, mas assim que o viu se levantou e caminhou na sua direção.
- Olá senhor Salvatore, espero que tenha feito boa viagem – estendeu a mão para ele – Como já deve ter desconfiado, sou Katherine Pierce.
Katherine não era muito alta, tinha os cabelos castanhos com alguns cachos na ponta e os olhos em um tom chocolate. Na verdade, não pode deixar de notar a grande semelhança que tinha com Elena, as duas até poderiam ser irmãs.
- É um prazer conhecê-la, senhorita Pierce – apertou a mão dela – E fique tranquila, eu fiz uma boa viagem sim. Fiquei muito feliz com o convite de vir fazer a seção de fotos aqui em Atlanta, meu irmão mais novo mora aqui.
- Parece que foi o destino que nos colocou, um no caminho do outro – completou – O que acha de se sentar a vamos conversar sobre a seção de fotos?
Ela voltou para detrás da sua mesa e Damon foi para cadeira que ficava bem em frente a dela.
- Como já deve ter te falado, essas fotos são para uma loja de roupas masculina muito conhecida aqui em Atlanta – começou a falar enquanto olhava os papéis na sua frente – Vamos produzir uma catálogo de vinte páginas.
- Parece razoável para mim – o moreno disse logo em seguida.
- Como estamos perto do Halloween, estava pensando em usar essa temática – continuou – Estava pensando em um cenário de cemitério, com vários corvos e com você surgindo de um nevoeiro. Vai ficar perfeito, ainda mais com esse seu olhar misterioso.
- Acha que eu tenho um olhar misterioso? — não pode deixar de rir com esse comentário, nunca tinha ouvido isso antes.
- Você tem um olhar misterioso sim – garantiu – Mas não se preocupe, isso faz parte do seu charme.
Damon estava acostumado a receber vários elogios aonde quer que passava. Mas não podia deixar de se sentir envergonhado a ouvir isso.
- Obrigado – disse, por fim – Eu acho.
- Agora você aprovou o cenário da foto vou resolver tudo essa semana e você já deve começar a fotografar, no máximo, o inicio da semana que vem – avisou.
- Isso é ótimo – falou – Sabe, estou ansioso para trabalharmos juntos. Essa agência é pequena, mas muito simpática.
- Também estou ansiosa para começarmos logo – concordou, sorrindo – Esse contrato é muito importante. É a nossa primeira grande campanha desde que eu assumi o comando da empresa.
- Então você é a dona disso tudo aqui? — pareceu surpreso – É que o seu sobrenome é Pierce e a agencia é Petrova.
- Petrova é o nome de solteiro da minha mãe – explicou – Meu avô fundou essa agência por que a minha avó não conseguia ficar em casa sem fazer nada, logo depois que eles se casaram. Quando ela morreu, no inicio desse ano, nenhum dos meus primos, nem meu irmão quiseram ficar aqui, e como eu acabei de me formar em administração, achei que seria um bom desafio.
- Negócios de família sempre são um grande problema – comentou – Aconteceu o mesmo lá em casa, mas eu fui o que não quis seguir os passos do meu pai.
Ela começou a rir, fazia muito tempo que não se divertia assim e era muito bom. De repente, a porta se abre, era a sua secretária.
- Com licença, senhorita Pierce – ela disse – Mas os investidores acabaram de chegar e estão esperando na recepção.
- Está bem, Rose, obrigada – respondeu – Assim eu o senhor Salvatore sair, pode pedir para eles entrarem.
Ela acenou com a cabeça e fechou a porta. Os dois ficaram se encarando por alguns segundos.
- Pelo jeito a nossa conversa acaba por aqui, senhor Salvatore – ela continuou – É uma pena, estava muito divertido.
- Por favor, me chama de Damon – pediu – E, não se preocupe, vamos ter bastante tempo para conversarmos.
- O que acha de irmos almoçar juntos hoje? — sugeriu – Isso se já não tiver outra coisa para fazer, é claro.
- É uma ótima ideia – concordou – Eu tenho que buscar a minha sobrinha na escola, mas temos tempo para um almoço sim.
- Perfeito! — pareceu satisfeita – Só tenho essa reunião chata agora, mas depois podemos ir.
- Vou aproveitar para fazer uma ligação – disse – Estarei te esperando lá na recepção.
Quando chegou do lado de fora viu os três homens de terno e segurando maletas, eles foram em direção a sala de Katherine. Pegou o celular e discou o número da casa do irmão, tocou três vezes antes que alguém atendesse.
- Alô! — pela voz de Elena, parecia que ela tinha acabado de acordar.
- Oi, Elena – não pode deixar de sorrir ao ouvi-la naquele momento – Só liguei para saber como é que você está.
- Vou sobreviver – garantiu – O bom é que estou aproveitando para dormir enquanto a Giu não está em casa. Quando ela chegar em casa vai ser um verdadeiro caos, só de pensar a minha cabeça volta a doer.
- Quanto a isso você pode ficar tranquila – continuou – Eu a faço ficar quietinha assistindo televisão ou desenhando, se preferir eu posso até levá-la para tomar um sorvete, tirar ela de casa um pouco.
- Isso vai ser ótimo, Damon, obrigada – sabia que ela deveria estar sorrindo nesse momento – Já disse o quanto eu estou adorando que você esteja aqui em Atlanta? Se quiser se mudar para cá eu não vou achar ruim.
- Depois você pode me agradecer da maneira adequada, cunhadinha – já podia visualizá-la revirando os olhos – Mas eu também queria te avisar que não vou almoçar ai hoje.
- Tudo bem – respondeu – Eu nem estou com fome mesmo, acho que vou voltar a dormir.
- Mas depois você precisar comer alguma coisa, nem que seja biscoito – estava com um tom de falsa ameaça – Você tem que me prometer que não vai ficar com estômago vazio por muito tempo.
- Eu prometo – suspirou pesadamente – Será que eu posso saber com quem você vai almoçar ou é algum segredo?
- É só um almoço de negócios – Não sabia por que estava mentindo para ela, as palavras simplesmente saíram de sua boca – Não é nada demais, só para acertar alguns detalhes da seção de fotos.
- Boa sorte então – completou – Agora deixe-me voltar para a cama, sinto que vou cair aqui mesmo se ficar muito tempo em pé.
Despediu-se antes de desligar e ficou pensando por que não falou a verdade a respeito de Katherine. Mesmo sabendo, muito bem, que nunca teria chance com sua cunhada, queria deixar bem claro que estava totalmente livre e desimpedido.
Suspirou pesadamente antes de se sentar no sofá que tinha na recepção. Elena Gilbert Salvatore sempre seria um grande problema na sua vida, por mais que quisesse não conseguia tirá-la da sua cabeça.
E o fato de terem uma filha juntos, não ajudava nem um pouco nesse processo de esquecimento.
Notas finais
O que vocês acharam da entrada da Katherine na fic? Será que vai acontecer alguma coisa entre ela e o Damon?
No próximo capitulo temos o almoço dos dois e posso dizer que vamos conhecer um pouco mais sobre o passado da Katherine.
Na descrição da Katherine diz que ela parece com a Elena e poderiam ser irmãs, mas não imaginem a Katherine como a Nina, pois elas não são tão iguais assim. Imaginem a Katherine como se fosse a Victoria Justice (ela e a Nina são super parecidas).
É isso gente, agora você comentam.
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