Secrets

5 Capítulo 4 - O inicio


Notas iniciais
Antes que vocês fiquem confusos, esse capítulo é um flash Back para explicar o que foi que aconteceu há cinco anos. Espero que gostem do cap.

Cinco anos atrás

Elena colocou a escova sob a pia do banheiro e ficou se encarando no espelho, decidiu passar batom pois não queria sair de casa sem nenhuma maquiagem. Chegou ao andar debaixo e viu que a sala estava vazia, foi quando sua tia saiu de dentro da cozinha.

- Oi Elena – a mulher disse assim que viu a sobrinha – Você está com fome? Vou começar a preparar o almoço agora.

- Na verdade eu estou saindo – explicou – Tarde das garotas no Grill. Caroline me mata se eu não for.

- Entendo – riu, levemente – Só tente não chegar muito tarde. Parece que vai cair uma chuva forte mais tarde.

- Pode ficar tranquila, tia Jena, não vou demorar – garantiu – E, se precisar que eu compre alguma coisa, pode me ligar.

Era um pouco mais de meio dia, mas parecia que estava de noite, o céu estava totalmente escuro. Sem dúvida iria cair uma tempestade sobre Mystic Falls naquela tarde.

Por sorte, quando Elena chegou ao Grill, só tinha começado uma chuva bem fina. Bonnie e Caroline ainda não tinha chegado, por isso foi procurar uma mesa vazia.

Logo que se sentou viu que Matt se aproximando. Passou tanto tempo fora da cidade que quase se esqueceu que o ex-namorado trabalhava lá, as coisas entre os dois nunca mais ficou a mesma depois que eles terminaram.

- Oi Elena – ele estava com um sorriso sem graça no rosto – Jeremy tinha me falado que você estava na cidade desde o inicio das férias. É muito bom, finalmente, te ver.

- Não tive muito tempo de vir aqui no Grill desde que cheguei – deu de ombros – Passei a maior parte do tempo na casa do Stefan.

- Estavam matando as saudades um do outro? — o rosto de Elena estava totalmente vermelho nesse momento – Até parece que nós dois nunca fizemos isso.

- Só não quero falar sobre a minha vida sexual com o Stefan para você – o olhou de cima da baixo – Isso é muito estranho.

- Já faz mais de quatro anos que terminamos, as coisas não deviam mais ser estranhas – ele ficou encarando o bloco de notas que estava em sua mão – Afinal, sempre fomos amigos, mesmo antes de começarmos a namorar.

- Acho que é pelo fato de não termos uma conversa descente depois que terminamos – deu de ombros – Não queria perder a sua amizade por uma besteira dessas, mas aconteceu.

- Também não queria perder a sua amizade – admitiu – Mas acho que fiquei com ciúmes quando te vi com o cara novo da escola e achei melhor me afastar, antes que você me odiasse para sempre.

E ela precisava admitir que Matt tinha toda razão de estar com raiva. Os dois tinha terminado há, apenas, quatro meses quando a morena começou a namorar Stefan.

- Nunca poderia te odiar para sempre, Matt – deu um sorriso fraco – É meu melhor amigo desde que me entendo por gente. Sempre estávamos juntos.

- Mas posso dizer que tenho reparado em vocês todos esses anos – continuou – E o Stefan te faz muito feliz e é isso que importa.

- Ele me faz mesmo muito feliz – Elena estava com um sorriso enorme no rosto nesse momento.

- Bom, eu preciso voltar ao trabalho – olhou, rapidamente, para o seu relógio de pulso – Vai querer pedir alguma coisa agora ou vai esperar alguém chegar?

- Na verdade, eu vou esperar – respondeu.

- Certo – concordou com a cabeça – Assim que o Stefan chegar venho aqui anotar o pedido de vocês.

- Na verdade, o Stefan está em Virgínia Beach com o pai para uma reunião com alguns fornecedores – explicou – Vim aqui me encontrar com a Bonnie e com a Caroline.

- Entendo – completou – Se precisar de qualquer coisa pode me chamar.

Já tinha se passado mais de uma hora e nada das duas chegarem. A morena estava começando a ficar preocupada, tentou ligar no celular delas e nenhuma atendeu.

Quando chegou a hora de folga de Matt ele se sentou para poder lhe fazer companhia.

- E como é que estão as coisas na faculdade? — ele perguntou, de repente – Sabe, sempre pensei que você fosse querer estudar literatura, estava sempre escrevendo naquele diário. Foi uma surpresa saber que você decidiu fazer biologia.

- Sempre quis fazer biologia, mas nunca contei para ninguém – explicou – Só escrevia por diversão mesmo.

- Imagino que deve ter sido horrível para você ficar todo esse tempo longe do Stefan, não é mesmo? — decidiu mudar de assunto – Afinal, você estava lá em Atlanta e ele na Itália fazendo o curso de culinária.

- Foi um verdadeiro sufoco, tinha vontade de entrar na tele do computador todas as vezes que conversávamos -revirou os olhos – Mas agora que ele vai estar em Mystic Falls ajudando no restaurante do pai, vai ser bem melhor.

- Vocês ainda vão estar morando em cidade diferentes – lembrou – Não vão poder se ver todos os dias.

- Mas, pelo menos ainda vamos estar no mesmo pais – riu – Ele pode ir para Atlanta nos fins de semana ou eu posso vir para cá.

- Sem dúvida, vai ser muito mais fácil – concordou – Mas aonde será que estão a Bonnie e a Caroline? Será que se esqueceram que vinham aqui te encontrar?

- Duvido muito, Caroline me ligou todos os dias na última semana me lembrando desse almoço – suspirou pesadamente – Confesso que estou começando a ficar preocupada.

Foi nesse momento que o telefone dela começou a tocar. O número de Caroline estava aparecendo na tela.

- Caroline, aonde você está? — disse no momento em que atendeu ao aparelho – Já estou esperando aqui há quase duas horas e nada.

- Eu sinto muito, mesmo, Elena – ouviu a voz da amiga do outro lado da linha – A Bonnie me ligou hoje de manhã e disse que estava ajudando a avó dela com algumas coisas e não ia poder ir almoçar com a gente.

- Que pena! — disse triste, queria muito passar um tempo com suas duas melhores amigas – Quando é que você vai chegar aqui?

- Estava esperando a chuva diminuir um pouco – explicou – Mas a minha mãe disse que todas as estradas em torno da cidade estão fechadas, não vou conseguir chegar ai no Grill. Vamos marcar um outro dia?

- Claro – respondeu – Nós nos falamos mais tarde.

Elena desligou o telefone e se levantou pegando a sua bolsa que estava na cadeira bem ao lado.

- Aonde você vai, Elena? — o garoto perguntou, achando a atitude dela estranha – O que a Caroline disse.

- Está chovendo muito e ela não consegue sair de casa – explicou – Vou voltar para casa.

- Você está ficando maluca? — a segurou pelo braço – Se a Caroline não consegue chegar aqui, você também não vai conseguir voltar para a cidade.

- Conheço muito bem as chuvas em Mystic Falls – continuou – Se eu não sair daqui agora, não vou sair nunca.

- Mas como você pretende chegar na cidade? — quis saber, seu tom era ligeiramente preocupado.

- Vou cortar caminho pelo bosque assim não preciso passar pela ponte – explicou – Não se preocupa, já fiz isso milhares de vezes.

A chuva estava mesmo forte. Os vidros do carro estavam começando a ficar embaçado e a lama estava fazendo com que andasse em uma velocidade muito baixa.

Tomou um grande susto quando viu uma árvore caindo em sua direção. Por sorte, ela só caiu em cima do capô do carro, deixando vidro intacto.

- Que droga! — saiu de dentro do veiculo para ver o estrago. Não iria conseguir sair de lá dirigindo – Será que o Stefan já chegou em casa?

Voltou para o local seco e pegou celular, que, por sorte, estava com sinal. Discou o número da casa do namorado e esperou até que alguém atendesse.

- Residencia dos Salvatores – ouvi a voz do cunhado do outro lado da minha.

- Damon! — disse mais alto do que estava planejando, tinha ficado muito feliz por ter alguém em casa – O Stefan já chegou em casa?

- Na verdade, ele acabou de ligar – respondeu – Ficaram sabendo que todas as estradas para Mystic Falls estão bloqueada e vão dormir lá em Virgínia Beach.

- Está bem – suspirou pesadamente. Por um lado, era muito bom saber que ele estava seguro, mas também estava contando com namorado para ajudá-la nesse momento.

- Você parece preocupada com alguma coisa, Eleninha – estava bem sério nesse momento – Se eu puder te ajudar, é só dizer.

- Peguei um atalho para voltar para casa e uma árvore caiu em cima do meu carro – explicou, calmamente – Estou bem, não se preocupe. Só não tem como eu sair daqui.

- Eu vou até te pegar – garantiu – Só me diz, exatamente, em que lugar da estrada você está.

- Estou em algum lugar no meio do bosque, a chuva está muito forte e não enxergo nada – disse – É só vir pelo desvio da estrada e vai me encontrar.

- Tudo bem – completou – Espera dentro do carro que eu já estou chegando.

Damon apareceu cerca de vinte minutos depois. Estava com um guarda-chuva para ajudar a morena a caminhar até o outro carro sem se molhar.

- Parece que o estrago foi bem grande – comentou enquanto olhava o amassado – Mas não tem muita coisa que possamos fazer agora. Vamos lá para casa.

- Tia Jena vai ficar preocupada comigo se eu não der noticias logo – lembrou – Não tem mesmo como eu chegar na cidade?

- Não era nem para você ter saído de onde estava – a repreendeu – Mas você pode ligar para sua casa quando chegarmos lá.

Ele parou o carro na garagem coberta antes de os dois entrarem na casa. Elena pegou telefone, disse para a tia que passaria a noite na casa do namorado para deixá-la segura.

- Acho melhor você ir lá em cima trocar de roupa – sugeriu – Vai acabar gripada se ficar com essa roupa molhada.

Concordou com a cabeça e foi para o andar de cima aonde ficava o quarto de Stefan.

A morena se arrependeu de não ter deixado nenhuma roupa sua lá. Então, pegou uma camiseta do namorado e a colocou.

Encontrou Damon na cozinha. Ele se virou e a encarou de cima a baixo, principalmente suas pernas, que estavam quase totalmente a mostra. Isso a fez ficar totalmente vermelha.

- Liguei para o mecânico enquanto você estava lá em cima – decidiu falar, por fim – Ele disse que, assim que chuva passar, vai retirar o seu carro de lá.

- Acho que tia Jena vai querer me matar quando viu o que aconteceu com o carro – revirou os olhos – Sem contar no sermão a respeito da minha irresponsabilidade de ter saído nessa chuva.

- E ela vai ter razão, foi uma grande irresponsabilidade – concordou – Mas você está bem. É isso que importa.

Foi nesse momento que caiu um raio fazendo com que as luzes da casa apagassem.

- Estava demorando para isso acontecer – Damon comentou enquanto acendia uma vela – Elena, por que você não vai lá para a sala? Eu não demoro.

Sentou-se no sofá bem enfrente a lareira. De lá se podia ver o lado de fora e a chuva que estava cada vez mais forte.

- Um sanduíche de queijo, presunto e tomate – o moreno estendeu o prato para ela – Esse é o seu favorito, não é?

- É sim – deu um pequeno sorriso – Obrigada, não acredito que você ainda se lembra daquele piquenique que fizemos perto da cachoeira.

- Lembro como se fosse ontem – garantiu – O sanduíche não deve estar tão bom quanto o do Stefan, mas acho que da para engolir.

Elena deu um mordida no sanduíche e estava delicioso. Foi só naquele momento que ela se lembrou que ainda não tinha almoçado.

- Você está gelada, Elena – comentou enquanto passava a mão pelo braço dela – Vou pegar alguma coisa para acender a lareira.

- Não precisa – garantiu – Tenho certeza de que esse frio vai passar logo. Não quero te dar trabalho.

- Não é trabalho nenhum – avisou – Para falar a verdade, eu também estou com um pouco de frio.

Ele voltou alguns segundo depois estava trazendo uma garrafa que Elena não soube identificar o que era.

- Achei essa garrafa de vinho dentro da geladeira – explicou – Ela vai acabar esquentando mesmo, o que acha de bebermos?

- Tem certeza de que seu pai não vai sentir falta desse vinho? — pareceu um pouco incerta – Não quero que ele fique com raiva de nós dois.

- Esse é um dos vinho que ele compra para usar nos pratos – falou – Nem deve se lembrar que essa garrafa estava lá.

- Então tudo bem – concordou, por fim – Mas eu só quero um pouco. Sou um pouco fraca para bebida.

Ele colocou o líquido nas duas taças e acedeu a lareira antes de se sentar ao lado da cunhada.

- Agora me diga como é que está indo a mais nova Bióloga de Mystic Falls? — Damon decidiu perguntar – Já vai começar a curar os bichinhos machucados pela cidade?

- Eu estou estudando biologia, não veterinária – lembrou – E, quando terminar a faculdade, vou estudar biologia marinha.

- Então você quer estudar baleias, tubarões e todos os outros peixinhos do mar – fingiu estar pensativo – Parece interessante.

- Baleias são mamíferos, não peixes – revirou os olhos – Ainda bem que não é você quem está na faculdade, a humanidade estaria perdida.

- Ainda bem, mesmo – concordou – Estou muito feliz com a minha carreira de modelo. É como se eu tivesse nascido para esse emprego.

- Deve ser mesmo – concordou rindo – Ficar o dia inteiro se arrumando, tirando foto e ainda recebendo para isso.

- Você deveria tentar a carreira de modelo – sugeriu e a viu revirar os olhos – Estou falando sério, Elena. Você é bonita, tem um corpo legal, seria uma ótima modelo.

E, mais uma vez, naquele dia, ela estava com rosto vermelho. Não estava acostumada e ouvir elogios vindos de Damon. Será que a bebida já estava fazendo efeito?

- Acho que não seria uma boa ideia – resolveu responder – Sou desastrada por natureza, iria acabar derrubando tudo na seção de fotografia e nunca mais me contratariam.

- Você quem sabe – deu de ombros – Mas, se mudar de ideia, sabe aonde me procurar. Posso conseguir muitos contratos para você.

Continuaram a beber o vinho e a conversar animadamente. Antes de perceberem já tinham bebido a garrafa todo, o que os deixou ligeiramente bêbados.

- Então quer dizer que seu irmão e a Bonnie estão namorando?- nesse momento eles estavam falando as principais novidades a respeito dos amigos – Acho que nunca imaginei esses dois juntos.

- Para ser sincera, eu também não – Elena respondeu – Achei um pouco estranho no começo, mas se eles estão felizes, é o que importa.

- Vocês sempre foram melhores amigas, não é mesmo? — ela balançou a cabeça afirmativamente – E agora vocês vão ser cunhadas. Vão estar sempre perto uma da outra.

- Essa seria a primeira vez que estaríamos, as três, namorando e felizes – continuou – Mas a Caroline acabou de terminar com o Tyler.

- De novo! — pareceu surpreso – É sério, quantas vezes esses dois já começaram a namorar e terminaram.

- Milhares de vezes – revirou os olhos – Já disse para a Caroline que eles precisam se decidir logo. Ou ficam juntos ou terminam de vez.

Damon não disse mais nada. Apenas terminou de tomar o vinho que ainda estava na sua taça.

- Sabe o que eu estava pensando agora? — a morena voltou a falar – Nunca te vi com nenhuma namorada. Nem quando morava aqui, nem agora.

- E, provavelmente, nunca vai ver – respondeu – Não gosto de apresentar as garotas com quem eu saio. Isso mostra compromisso sério e não quero isso.

- Você está dizendo isso agora – continuou – Ainda vai encontrar alguém que queira apresentar para a sua família.

Já sai com várias mulheres esse tempo em que moro em Nova York e nenhuma delas fez meu coração bater mais forte – deu de ombros – Isso não vai acontecer de novo.

- De novo? — pareceu bastante interessada na conversa nesse momento – Então você já se apaixonou por alguém.

- Sim – suspirou pesadamente e ficou encarando os próprio pés – Mas foi um erro, é um sentimento não correspondido.

Ela colocou a mão sob o braço do cunhado. Foi um erro ter perguntado isso a ele, só o deixou triste.

- É alguém que eu conheça? — quis saber – Ou você a conhecia da época em que morava em Los Angeles?

- Você a conhece muito bem – virou-se para ela, seu rosto estava bem sério – É você, Elena.

A garota abriu e fechou a boca várias vezes, mas não sabia o que poderia falar nesse momento.

- Eu sei que isso é errado – continuou – Você e a namorada do meu irmão. Mas, quando eu te vi pela primeira vez não sabia disso.

Ela se lembrava muito bem do dia em que conheceu Damon. Stefan os apresentou no dia em que o cometa passou pelo céu de Mystic Falls. Exatamente no dia seguinte ao primeiro beijo dos dois.

- Tínhamos acabado de nos mudar e eu ainda estava conhecendo a cidade, decidi dar uma volta pela praça – explicou lentamente – Foi quando eu te vi na frente do parquinho chamando sua irmã para irem embora pois estava quase na hora do almoço. Achei que você era a garota mais linda que eu já tinha visto.

Elena também se lembrava de quando foi isso. Exatamente dois dias antes do inicio das aulas naquele mesmo ano.

- Damon – finalmente ela conseguiu falar alguma coisa.

- Eu precisava te conhecer melhor e saber tudo ao seu respeito, mas não consegui te encontrar em lugar nenhum da escola – segurou uma das mãos dela – Quando meu irmão disse que tinha conhecido uma garota fiquei feliz por ele. Pensei até poderíamos sair todos juntos um dia – não conseguiu evitar uma risada – Nem pode imaginar a minha cara de decepção quando vi vocês dois chegando de mãos dadas para nos apresentar.

- Eu realmente sinto muito, Damon – retirou sua mão da dele e a passou pelo seu rosto – Não tinha a menor ideia disso.

- A partir daquele dia prometi a mim mesmo que iria te esquecer, mas isso não é fácil – a interrompeu – Achei que indo embora da cidade as coisas seriam mais fáceis, mas não foi assim. Cada encontro que tenho não posso deixar de comparar a como seria com você – suspirou pesadamente – Mas você nunca iria saber mesmo.

- Então por que está me contando isso agora? — quis saber.

- Estou bêbado – deu de ombros – Nunca iria ter coragem de te falar tudo isso se estivesse sóbrio.

Os dois começaram a rir. Quando pararam ficaram se encarando profundamente.

- Sei que vou me odiar profundamente por fazer isso – foi se aproximando, lentamente – Mas estou bêbado mesmo, e também não vou ficar mais me perguntando como seria.

Elena não teve tempo de falar mais nada, o moreno já a estava beijando. A puxou para mais perto de si e, quando se separaram, colocou as suas testas.

- Entendo se quiser me dar um tapa agora – sua respiração estava ofegante nesse momento – Mas eu não estou arrependido do que acabei de fazer.

Para a surpresa de Damon, a garota o beijou de volta. Nem ela mesma entendeu o que estava fazendo, talvez também estivesse bêbada demais.

- Acho melhor pararmos por aqui – ele pediu, a afastando delicadamente – Você estamos bêbados e isso não vai acabar bem.

- Não quero parar agora – deu selinho nele e mordeu seu lábio inferior – E eu não vou parar. Pensei que você também quisesse.

- É claro que quero – respondeu – Mas não quero que você se arrependa amanhã e manhã.

- Você fala demais, Damon Salvatore – se sentou no colo dele para ficar ainda mais perto – Deveria agir mais.

Dessa vez ele não conseguiu resistir e também correspondeu. Elena colocou as mãos no cabelo do moreno e ele colocou a mão debaixo de sua blusa. Foi quando a luz voltou.

- O que acha de irmos lá para cima? — a garota sugeriu – Assim vamos ficar mais a vontade.

Ele a pegou no colo e, sem nunca quebrar o beijo, subiu as escadas e entrou no seu quarto e jogando na cama logo em seguida e retirando a única peça de roupa que a morena usava. Isso tudo antes de se afastar novamente.

- Você tem certeza de que é isso mesmo que você quer? — pareceu incerto.

- Sim, eu tenho – puxou para um novo beijo, dessa vez, ainda mais urgente, tanto que estavam totalmente ofegantes em pouco segundos.

Damon começou a descer os lábios pelo pescoço dela e descendo pelo vale entre os seios e chegando ao umbigo. Em seguida foi voltando os beijos.

Levantou, mas uma vez, somente para tirar as próprias roupas. Seus corpos se encaixara perfeitamente e ele a penetrou.

Começou a a se mover lentamente, até que Elena começou a se mexer junto com ele e arranhar suas costas, um sinal de que era para ir mais rápido, o moreno atendeu o pedido imediatamente. Chegaram ao ápice juntos e ficaram deitados juntos esperando sias respirações se normalizarem. Não demorou muito para estarem dormindo.

A morena acordou com a luz do sol nos seus olhos e com a cabeça latejando, sentou-se e viu que estava sozinha na cama. Flashes da noite anterior surgiram na sua mente, deveria esta mesmo muito bêbada para ter aceitado dormir com seu cunhado. Aonde será que estava com a cabeça.

Decidiu se levantar e foi até ao banheiro. Tomou um banho demorado e trocou de roupa lentamente, não queria encontrar Damon, mas era inevitável. Suspirou pesadamente enquanto se olhava no espelho antes de descer as escadas.

- Está certo, eu aviso para ela – ouviu a voz do moreno vindo da cozinha – Muito obrigada por tudo.

- Quando ele se virou a encontrou encostada no batente da porta. Deu fraco sorriso na sua direção.

- Era o mecânico – explicou – Acabaram de levar o seu carro para a oficina e vão fazer o orçamento.

- Está bem – acenou com a cabeça – Espero que não demore muito, tenho certeza de que tia Jena não vai deixar eu usar o carro dela.

Ela se sentou na mesa da cozinha e moreno decidiu ir para a cadeira que ficava bem em frente a dela.

- O cereal está no armário se quiser comer – avisou – Não vou arriscar preparar nada ou a cozinha pode se incendiar.

- Acho que precisamos conversar – decidiu falar logo – E tem que ser logo, antes que o Stefan chegue.

- Tem razão – concordou com a cabeça.

- Não sei o que deu em mim para dar em cima de você daquele jeito – continuou – Não tem ideia do quanto estou arrependida, por tudo.

- Já imaginei que fosse falar isso – estava encarando o tampo da mesa – Por isso não queria continuar. Você ia acabar me odiando acho que forcei te forcei a alguma coisa.

- Eu não te odeio, Damon – garantiu – Sei muito bem que você não me forçou a nada, tinha plena consciência de tudo. Bom, não exatamente consciência, mas você entende.

- Mas eu sugeri que bebêssemos – lembrou – Poderia achar que eu já estava com segundas intenções desde aquele momento.

- Sei que você não estava – colocou a mão sob a dele – Nós dois erramos e vamos ter que conviver com isso agora, é simples.

Damon se sentiu aliviado por ela estar encarando isso dessa maneira. Nunca iria se perdoar se a cunhada tivesse ficado com raiva.

- Só não quero que alimenta falsas esperanças pelo que aconteceu – pediu- Eu ainda amo o Stefan.

- Não estava pensando isso – respondeu – Até porque nunca conseguiria roubar a namorada do meu irmão, isso não seria certo.

Elena se levantou e pegou o cereal no armário e o leite na geladeira. Começou a preparar o seu café da manhã.

- Quero dizer mais uma coisa – ela pediu – Também não quero que pense que só aceitei dormir com você por causa do que você me contou. Não foi por causa disso.

Ele balançou a cabeça afirmativamente e a garota se sentou na mesa novamente antes de começar a comer o seu cereal.

- Nunca mais comentamos a respeito dessa noite – o moreno estendeu a mão e ela a apertou – Acho que temos um acordo.

- Temos sim – garantiu.

Então eles terminaram de fazer a refeição em silêncio acreditando que tudo estava resolvido. Nunca mais falariam sobre essa noite e ninguém poderia descobrir o que tinha acontecido.

Notas finais
Prontinho gente. Acho que agora todas as perguntas de vocês foram respondidas a respeito do que houve entre o Damon e a Elena.
O próximo cap ainda o Flash Back vai continuar.
Espero que tenham gostado.
Agora vocês comentam.