Secrets

21 Capítulo 20 - No fim, tudo acaba bem


Notas iniciais
Antes de começar a postar queria falar uma coisa:
No último capítulo eu recebi uma Review da Vaninha dizendo que tinha ficado um pouco frustrada por ter tido tantas cenas hot Steferine e quando chegou a vez do Damon e da Elena, não teve.
Nesse capítulo eu tentei colocar um momento mas intenso Dalena, não posso dizer que ficou tão boa quanto as cenas Steferines, mas eu tentei.
É isso, agora vamos ao último cap da fic.

Damon se espreguiçou na cama sem nem ao menos abrir os olhos. Mesmo sem olhar para o relógio sabia que deveria ser bem cedo e ele sempre detestou acordar cedo nos finais de semana, esse eram dias feitos para descansar e nada melhor para isso do que ficar de preguiça até a hora do almoço.

Começou a tatear o espaço ao seu lado com a intenção de encontrar sua noiva, mas tudo que havia entre seus dedos era o macio lençol que cobria a cama. Abriu os olhos somente para verificar que estava mesmo sozinho.

– Elena? — sua voz saiu levemente sonolenta.

Como a porta do banheiro que ficava no quarto estava aberta teve certeza de que ela só poderia estar em algum outro lugar da casa, ou, pelo menos, esperava isso. Não pode deixar de soltar um suspiro antes de se levantar da cama e calçar o chinelo, suas intenções de “aproveitar” um pouco mais o sábado, tinham acabado.

O primeiro lugar em que procurou foi no quarto da filha. Giulia dormia sem nenhuma preocupação com o mundo a sua volta, mas nenhum sinal de sua mãe por perto.

– Você que é feliz, minha filha – murmurou enquanto saia do quarto – Pode continuar ai dormindo.

A medida que descia as escadas, começou a sentir um cheiro muito bom vindo da cozinha. Quando entrou no local, encontrou Elena em frente ao fogão e mexendo alguma coisa na panela.

– Como é que você consegue estar tão bem humorada pela manhã? — a abraçou na cintura e a beijou no pescoço.

– Acho que já me acostumei a acordar cedo, portanto, nem me importo mais – deu ombros – Se você acordasse cedo também iria pensar assim.

– Prefiro continuar mal humorado pela manhã – respondeu – Será que eu posso saber o que está cheirando tão bem?

– Estou fazendo chili – explicou – Achei que era melhor começar a preparar o almoço cedo. Fiquei com medo de não ficar pronto até a hora que o Stefan e a Katherine chegassem aqui.

– Entendo – observou – Mas, desde quando você sabe cozinhar chili? Sempre foi um desastre na cozinha.

– Desse jeito você me ofende, senhor Salvatore – virou-se para ele, mas manteve o braço cruzado, fingindo-se de chateada – Quem te ouve falando isso pode até pensar que você cozinha maravilhosamente bem, o que nós dois sabemos que não é verdade.

– Pelo menos eu nunca botei fogo na cozinha – continuou – O Stefan comentou comigo do incidente na cozinha da tia Jena com as panquecas de espinafre.

– Aquilo foi há o que? Uns sete anos – voltou a mexer a panela que estava no fogo –As coisas mudaram bastante desde aquela época.

– Sério? — fingiu-se de desentedio – Pois, até aonde eu sei, você continua a cozinhar mal.

– Passar cinco anos casada com o Stefan teve suas vantagens – explicou – Uma delas foi que o Stefan tentou me ensinar a cozinhar. Eu não consegui aprender a fazer a maioria dos pratos, mas eu aprendi a fazer o chili.

– Entendo – sentou-se em uma cadeira vazia e pegou uma maça na cesta de frutas – E você escolheu o dia em que seu ex-marido vem aqui para mostrar os seus dotes culinários.

– Mas é claro que não – corrigiu – Eu escolhi o dia em que o seu irmão caçula e a namorada dele vem aqui para mostrar os meus limitados dotes culinários.

Damon não disse nada, apenas mordeu um pedaço da maçã em sua mão e ficou encarando o teto da cozinha.

– Está com ciúmes, é? — sentou-se no colo do moreno e começou a passar na mão pelo rosto dele – Não precisa sentir ciúmes, eu sou sua, e de mais ninguém.

– Sério? — deu um sorriso malicioso e deu uma mordida de leve no lóbulo da mulher – Por que será que eu não acredito.

– Pois pode acreditar – aproximou os lábios dos dele, mas sem tocá-los – Será que você quer alguma prova?

– Quero sim — concordou antes de fechar os olhos.

Então, Elena o beijou profundamente enquanto se ajeitava no colo do homem, colocando as pernas uma de cada lado dele. Passou os dedos pelo cabelo do moreno enquanto ele colocava as mãos em sua cintura. Quando precisaram de ar, ele mordeu o lábio inferior dela antes de se afastarem.

– Isso é prova o o suficiente para você? — estavam com as testas grudadas nesse momento.

– Oh, sim! Acredito plenamente agora – respondeu – O único problema é que agora eu estou me sentindo totalmente acordado.

Começou a beijar a garganta dela e foi descendo os lábios até chegar a junção entre o ombro e o pescoço e deu um leve mordida no local, a fazendo soltar um leve gemido. O puxou pelo cabelo para voltar a atacar seus lábios. Sentiu a ereção dele crescendo embaixo de si e começou movimentos de vai e vem sob ela com a intenção de provocá-lo.

– Damon – sua voz saiu com um gemido entre os beijos – Acho melhor nós pararmos por aqui.

– Nunca comece uma coisa que não tenha a intenção de terminar, senhorita Gilbert – deu um leve sorriso – Você me provocou, agora tem que enfrentar as consequências.

– A Giu pode aparecer há qualquer momento – lembrou – Está querendo deixá-la traumatizada pelo resto da vida?

– Vamos lá para cima? — sugeriu enquanto colocava uma das mãos por dentro do cabelo dela e começou a acariciar de leve a sua nuca – Trancamos a porta e a Giu não vai nos interromper.

– Você sabe que eu ia adorar isso – conseguiu afastá-lo alguns centímetros colocando as duas mãos sob o seu peito – Mas preciso ficar de olho no chili.

Foi nesse momento que sentiram cheiro de queimado. Elena se levantou e correu em direção a fogão, desligando na mesma hora.

– Ainda bem que não chegou a queimar – suspirou pesadamente quando retirou a tampa da panela – Mas foi por muito pouco.

– Está vendo como eu estava certo? — observou – Você é uma péssima cozinheira e só sabe queimar as coisas.

– E você é um chato – jogou o pano de prato em cima dele – Ficou me provocando e agora fica me culpando por ter queimado a comida.

– Vai me dizer que você não gostou – se levantou e a puxou pela cintura, colando os seus corpos, separados apenas uma duas finas camadas de roupa.

– Tudo bem, eu gostei – disse depois de suspirar pesadamente – Faz muito tempo que eu não tinha um amasso na cozinha.

– Então quer dizer que a senhorita já se agarrou com alguém na cozinha? — fingiu-se de indignado – Não gostei de saber disso.

– Não se esqueça que eu namorei um chefe de cozinha – lembrou – Mas não vou falar nada para você não ficar com ciúmes.

– Acho bom mesmo – cruzou os braços e fez biquinho, fingindo estar chateado.

– Já disse que não precisa ficar assim – deu um rápido selinho nele – É você quem eu amo. Se você deixar de ser tão teimoso, ia perceber isso.

A puxou pela nunca para beijá-la mas profundamente. Durou somente alguns segundos, então ficaram se encarando.

– Acho que é melhor você ir acordar a Giu – Elena avisou – Ela ainda tem que tomar café da manhã, ir para o banho e escolher uma roupa para vestir. Sei muito bem que ela vai acabar me enrolando.

– Tudo bem, vou até lá – concordou enquanto se separava dela.

– Assim você me deixa terminar de preparar o almoço – completou – Se você continuar aqui não vou conseguir terminar essa comida hoje.

– Eu só te deixo cozinha a vontade com uma condição – falou – Se você fizer isso outra vez, mas agora só para mim.

– Eu topo – respondeu – Agora vai até lá.

Deu mais um selinho na noiva antes de sair da cozinha, enquanto ela voltava para a frente do fogão.

Do outro lado da cidade Stefan também acordou bem cedo naquela manhã de sábado. Foi até a cozinha do apartamento para começar a preparar o café da manhã para a namorada.

Preparou duas torrada, um ovo mexido, uma xícara de café e um copo de suco de laranja, e ainda colocou um bolinho de chocolate com creme que tinha levado para ela e sobrou na noite anterior.

Entrou no quarto e colocou a bandeja na ponta da cama e se aproximou do rosto de Katherine, depositando um beijo suave em seus lábios. Ela se mexeu levemente antes de abrir os olhos.

– Já disse que adoro acordar vendo o seu rosto? — comentou – É uma ótima maneira de começar o dia.

– Isso eu tenho que concordar com você – se ajoelhou antes de beijá-la novamente – Você dormiu bem?

– Como um bebê! — garantiu.

– Que bom – pegou a bandeja e levou para ela – Fiz seu café da manhã, espero que você goste.

– Não precisava fazer isso, meu amor – sentou-se na cama e olhou toda aquela comida na sua frente – Você está me deixando muito mal acostumada, vou acabar engordando com toda essa comida que você faz para mim.

– Eu adoro te mimar, até agora você não entendeu isso – continuou – E não vou te deixar engordar, pode ficar tranquila, é só queimarmos todas as calorias depois.

– É uma boa ideia – concordou – Agora deixa eu comer que estou começar a ficar com fome só de olhar para essa comida.

Pegou um pouco do ovo mexido e colocou em uma pontinha da torrada antes de dar uma mordida.

– Está mesmo uma delícia – garantiu – Você não vai comer nada, Stefan? Você fica ai só me olhando, isso me dá agonia.

– Comi uma torrada enquanto fazia o seu café – respondeu – Não sinto muita fome de manhã. Acho que é porque eu mexo com comida o dia inteiro no restaurante.

– Entendo – falou enquanto comida mais um pedaço da sua torrada – Você vai passar no hotel antes de irmos para a casa do seu irmão?

– Estava pensando em usar a roupa que eu vim para cá ontem – explicou – Assim eu não preciso sair daqui ir até o hotel e voltar para cá. Ganhamos tempo.

– Você tem razão! — concordou com a cabeça.

– Então acho que você vai ter que devolver a minha camisa – passou a mão pelo tecido da peça de roupa que ela estava usando.

– Ah não! — reclamou – Deixa eu ficar com ela, é tão confortável para dormir.

– Essa já é a terceira camisa minha que você pega – lembrou – Desse jeito vou acabar ficando sem roupa.

– Eu vou com você comprar roupas novas depois – garantiu – Afinal, você mesmo disse que acha que eu fico sexy usando a sua camisa.

– Isso é verdade – concordou antes de puxá-la para um beijo – Mas eu ainda te prefiro sem roupa nenhuma.

Fez com que a morena deitasse atravessada na cama e ficou por cima dela. Abriu os dois primeiros botões da camisa deixando parte dos seios dela a mostra, Stefan começou a intercalar beijos e lambidas na região, fazendo com que a mulher soltasse um gemido alto.

– Stefan – entrelaçou os dedos no cabelo dele – Não temos tempo para isso, o almoço, está lembrado.

– Temos tempo sim – garantiu enquanto abri mais um botão e ia descendo os beijos – Prometo que vou ser rápido.

Continuou a descer os lábios deixando uma trilha de saliva pelo corpo dela. Quando estava se aproximando do sexo dela, Katherine fechou as pernas.

– Ora, Kath! — reclamou – Deixa de ser má!

– Já disse que não temos tempo – insistiu – Combinamos esse almoço com o Damon e a Elena, não podemos nos atrasar.

– Foi uma péssima ideia ter combinado esse almoço – suspirou pesadamente enquanto a morena voltava a abotoar a blusa.

– Você prometeu a Elena que teria uma conversa com a Giu – lembrou – Vai mesmo deixar a sua filha na mão?

– Posso combinar de conversa com ela depois – avisou – Levo ela para lanchar, tomar um sorvete ou coisa parecida.

– De maneira nenhuma, eu não vou te deixar fazer isso – falou – A Elena já não vai com a minha cara, não quero dar motivos para ela me odiar alegando que eu estou te afastando da Giu.

– Tudo bem – deitou a cabeça no colo dela – Mas saiba que vou te fazer pagar mais tarde por estar me deixando desse jeito.

– Às vezes eu tenho a impressão de que nós dois não saímos dessa cama – observou – Acha que é um motivo para nos preocuparmos?

– Até parece que ficamos sempre na sua cama – se sentou e ficou passando a mão pelos cabelos dela – Também usamos a cama do hotel, o chuveiro, a banheira, o sofá, o tapete e até a mesa da sua sala.

– Você entendeu o que eu quis dizer – sentiu o rosto começar a esquentar, não tinha menor vergonha de ficar nua na frente dele nem das coisas que faziam, mas falar sobre isso abertamente já era diferente – Tenho medo de que estejamos virando ninfomaníacos.

– Fala como se fosse uma coisa ruim – deu um pequeno sorriso, mas parou quando viu a cara séria da namorada – Tudo bem, talvez a gente possa sair mais, o que acha de irmos ao cinema no próximo final de semana.

– Para mim parece uma ideia perfeita – concordou.

Beijaram-se por mais alguns minutos antes de Katherine terminar o seu café da manhã. Depois disso tomaram banho, um pouco mais demorado do que planejavam antes trocarem de roupa e, finalmente, saírem.

Stefan parou o carro bem em frente a casa e ficou alguns segundos apenas a encarando em silêncio.

– Está tudo bem, Stefan? — a morena perguntou quando viu que ele nem ao menos tinha retirado o cinto de segurança.

– Só que é um pouco estranho – deu de ombros — Essa é a primeira vez que venho aqui depois que eu decidi ir embora.

– Eu entendo, não deve estar sendo fácil para você – passou a mão pelos cabelos dele – Se você quiser, nós podemos ir embora, depois nós ligamos falando que um de nós está passando mal e marcamos para outro dia.

– De jeito nenhum – estava bastante decidido nesse momento – Agora que já estamos aqui, vamos em frente, até o fim.

Katherine segurou a mão do homem enquanto caminhavam até a porta. Tocaram a campainha e não demorou muito para Elena atender.

– Oi! — deu um fraco sorriso, mas toda aquela situação era muito estranha. Sabia que os dois estavam juntos, mas vê-los ali, de mãos dadas, era algo diferente e não sabia se já estava preparada para aquela cena.

– Oi Elena – dava para ver que o ex-marido estava tão desconfortável com aquela situação quanto ela – Como é que você está?

– Estou bem – concordou com a cabeça – E, pelo visto vocês dois estão muito bem. Fico feliz com isso.

– Obrigado – deu um fraco sorriso – Estamos mesmo muito feliz, não é mesmo Kath?

– Isso mesmo – disse sem conseguir encarar a morena a sua frente.

– Ele já chegaram, Elena – ouviram a voz de Damon vindo de algum ligar dentro da casa, foi então que ele chegou aonde estavam e abraçou a noiva – Oi irmãozinho! Oi Katherine. Que bom que vocês chegaram.

– Olá Damon! — Stefan cumprimentou o irmão.

– O que acha de entrarmos logo? — o Salvatore mais velho sugeriu – Não vamos ficar aqui parados o dia inteiro, não é mesmo?

Passaram para dentro da casa, mas continuaram, todos, a se olharem se saber exatamente o que iriam dizer.

– Papai! — ouviram a voz da garotinha no alto da escada, depois ela veio descendo as escadas correndo – Que saudades eu estava de você! — o abraçou nas pernas, o único lugar que conseguia alcançar.

– Também estou com saudades de você, minha pequena – a pegou no colo e deu um beijo na sua bochecha – Você cresceu desde a última vez em que te vi?

– Três centímetros – respondeu enquanto mostrava o número com seus dedinhos.

– Eu a medi na semana passada – foi a vez de Elena explicar – Ela cresceu três centímetros nos últimos seis meses.

– Mais que coisa legal! — disse animado, agora olhando para a menina – Se continuar assim vai poder até ser jogadora de basquete.

– Giu! — o moreno começou a falar interrompendo a conversa dos dois – Por que você não leva o Stefan para ver os seus brinquedos novos que estão no seu quarto?

– Você quer ir ver, papai? — perguntou parecendo um pouco incerta, pensou que os adultos fossem querer conversar.

– Claro que sim – respondeu – Vou ficar muito feliz se você me convidar para ver os seus brinquedos.

– Então vamos – segurou a mão do homem e começou a puxá-lo em direção as escadas – Também quero te mostrar que eu já sei escrever o meu nome.

Os outros três ficaram observando eles subirem as escadas e desaparecerem no andar de cima.

– Acho que vou buscar alguma coisa para bebermos – Damon avisou enquanto caminhava em direção a cozinha – Esperem só um minuto.

Agora as duas mulheres estavam sozinhas na sala. Ficaram apenas se olhando, sabiam que precisavam falar alguma coisa uma para outra, mas não sabiam o que.

– Obrigada! — foi Elena quem rompeu o silêncio – Você o deixou vir aqui conversar com a Giu. Isso é muito importante para os dois.

– Eu não fiz nada – deu de ombros – Quando fiquei com o Stefan pela primeira vez e decidi levar esse relacionamento adiante, sabia que ele tinha você e a Giu na vida dele, eu teria que aprender a dividi-lo com vocês. Não adiantaria eu fazer um escândalo dizendo que não o queria perto da ex-esposa, não é a assim que as coisas funcionam.

– Isso é muito maduro da sua parte – continuou – Ainda assim preciso te agradecer, acho que não é qualquer mulher que aceitaria toda essa situação com tanta naturalidade.

– Eu não estou em posição de julgar ninguém, sou nova na família – deu um fraco sorriso – Mas quero que você saiba de uma coisa, eu, realmente, amo o Stefan.

– E ele também te ama – completou – Ele está com um brilho nos olhos que eu só vi nos nossos primeiros meses de namoro.

Katherine deu um sorriso bobo e ficou encarando os próprios pés por alguns segundos.

– Sabe, Katherine, apesar do que possa parecer, eu não te odeio – voltou a falar – Já que eu e Stefan não estamos mais juntos, fico feliz que ele esteja com alguém que o faça tão feliz quanto você.

– Obrigada – foi a vez da outra agradecer – Acho que sou eu quem tem sorte de ter alguém como o Stefan na minha vida.

– Ele é mesmo uma pessoa muito especial – concordou – Acredite em mim, passei nove anos com ele, sei do que estou falando – as duas começaram a rir, levemente – Mas, já vou te avisando uma coisa, se fizer algo para magoá-lo, vai ter que se ver comigo,

– Não vou fazer nada para magoar o Stefan – garantiu – Pode ter certeza disso.

Enquanto isso, o homem estava sentado na cama de Giu, enquanto a menina lhe mostrava todos os seus brinquedos novos.

– São mesmo muitas coisas, Giu – comentou enquanto ela colocava a última boneca na caixa de brinquedos – Foi o Damon que te comprou tudo isso?

– Foi sim – ela respondeu concordando com a cabeça – Mamãe briga, dizendo que eu estou sendo mimada demais, mas ele nem liga.

– Sabe, Giu, eu queria te perguntar uma coisa – e fez se sentar ao seu lado – Como é que você está lidando com essa história do Damon ser o seu pai?

– No inicio achei meio estranho – explicou – Mas até que está sendo legal ter dois pais.

– Deve ser legal mesmo – ficou brincando com o cabelo castanho da filha.

– Mesmo eu tendo o meu papai Damon aqui, sinto muito falta sua – falou, bem séria — Não vai mais morar aqui em casa, papai?

– Não, minha princesinha – decidiu ser sincero – Acho que sua mãe já deve ter te explicado que não estamos mais casados, não é mesmo?

– Explicou sim – balançou a cabeça afirmativamente – Só não entendi uma coisa, isso quer dizer que vocês dois não se amam mais?

– Claro que nos amamos, só percebemos que não era um amor forte o suficiente para continuarmos casados, e sim amor de amigos – tentou explicar da maneira mais simples possível – Assim, cada um pode seguir a sua vida e encontrar outras pessoas para nos casarmos.

– Você sabe que a mamãe vai ser casar com o papai Damon? — quis saber.

– Sei sim – respondeu – E, sabe de uma coisa, eu estou muito, mas muito feliz, por eles.

– Eu também – completou.

– E sabe, já que estamos falando sobre casamento – continuou – Você viu que eu cheguei aqui hoje junto com a Katherine, não é mesmo? — ela confirmou com a cabeça – O que você diria se eu te falasse que eu e ela estamos namorando?

– Você e a Katherine vão se casar igual a mamãe e o papai? — foi a primeira coisa que ela perguntou em seguida.

– Não, exatamente, agora – explicou – Mas um dia, quem sabe, pretendemos nos casar, sim.

– Então isso quer dizer que você a ama da maneira que achava que amava a minha mãe? — observou – Tem certeza de que dessa vez está certo de que realmente a ama para se casar com ela.

– Tenho certeza absoluta – a pegou no colo e deu um beijo no topo da sua cabeça – Não está chateada, não é?

– Claro que não – garantiu – Há dois meses, eu só tinha um pai e uma mãe, como todo mundo, agora eu tenho dois pais e duas mães.

– É verdade, vocês tem sim – concordou.

Quando desceram as escadas, encontraram os outros sentados no sofá. Giulia saiu correndo diretamente para abraçar Katherine.

– Estou muito feliz de saber que você está namorando o meu papai Stefan – disse – Você vai ser como se fosse a minha segunda mãe. Não é mesmo?

– Giu! — Elena a reprimiu – Não fique enchendo a Katherine.

– Não tem problema, Elena, é sério – garantiu – E sim, Giu, vou ser como sua segunda mãe. E sabe, se eu, algum dia, tiver filhos, quero que eles sejam lindos e inteligentes como você.

Ficaram todos conversando por mais meia hora antes de irem almoçar, aquela foi uma tarde muito agradável e eles se divertiram muito. Já estava escurecendo quando Stefan e Katherine foram embora, muito cansados, mas felizes. Eles tinham votado a ser uma família unida e feliz.

Muitas coisas tinham mudado, drasticamente, nos últimos meses: sobrinhas viraram filhas. Filhas viraram sobrinhas, cunhadas viraram esposas, esposa viraram cunhadas... Poderiam demorar algum tempo para se acostumar com tudo isso, mas sabiam que iriam conseguir superar, mais cedo ou mais tarde.


Notas finais
Ta ai gente.
O que vocês acharam da conversa entre a Elena e a Katherine?
E a conversa do Stefan e da Giu?
Bom gente, é isso, espero que vocês tenham gostado dessa minha história totalmente doida e espero que ninguém tenha ficado chateado com a escolha final dos Shippers.
Vou tentar postar o capítulo o mais rápido possível, tudo que eu posso dizer, por enquanto é que vão ter se passado quatro anos desde toda essa história do Stefan descobrir o segredo do Damon e da Elena...
Bom, é isso, agora vocês comentam.