Secrets

3 Capítulo 2 - Tio Damon


Stefan saiu de dentro da cozinha do restaurante e pegou a chave do carro, que estava em cima de uma das mesas. Faltava menos de meia hora para o voo do seu irmão mais velho chegar.

- Lexi, eu vou precisar sair – disse para a loira, que estava verificando alguns papeis nesse momento – Pode ficar no comando enquanto não estou.

- Claro que sim – respondeu – Pode ir tranquilo que eu vou ficar de olho em tudo por aqui.

- Ótimo! — deu um pequeno sorriso – Devo voltar em uma hora, no máximo – avisou antes de acenar para ela e sair pela porta.

O aeroporto de Atlanta ficava na saída da cidade. O transito estava confuso naquela tarde de sexta-feira, por isso quando chegou ao local, o avião já estava no patio e alguns passageiros já saíam com suas malas e encontravam seus amigos e familiares.

- Damon não deve demorar muito para chegar – comentou sozinho – É bom que não vou demorar muito para voltar o restaurante.

E ele estava certo, menos de cinco minutos depois Damon apareceu empurrando o carrinho com suas malas. Atrás dele estava uma mulher loira.

- Irmãozinho! — se aproximou do outro e o abraçou, dando um tampa nas suas costas – Quanto tempo que nós não nos vemos.

- Não faz tanto tempo assim, Damon – lembrou – Você esteve aqui no aniversário da Giu, há quatro meses.

- Parece que faz muito mais tempo – olhou, rapidamente, para o teto – E como é que está a Giu?

- Ela está ótima – respondeu – Você já vai vê-la, quando chegarmos em casa. Elena vai buscá-la na escola.

- Trouxe vários presentes para ela – avisou – Sempre que eu encontro alguma coisa que acho que ela vai gostar, vou lá e compro.

- Desse jeito você vai acabar estragando a minha filha – comentou – Toda vez que vem aqui, traz um monte de presentes.

- Eu só a vejo, no máximo, duas vezes por ano – fez uma careta – Deixe-me mimar a minha sobrinha um pouco.

- Damon! — a acompanhante dele o chamou, fazendo com que se lembrasse que ela estava lá.

- Oh sim, claro – a puxou para que ficasse ao lado – Stefan, essa daqui é a Rebekah, minha nova namorada.

- É muito bom, finalmente, conhecê-lo – apertou a mão dele para cumprimentá-lo – Damon fala muito ao seu respeito e em como ele está orgulhoso pelo irmão caçula estar abrindo um restaurante.

- É claro que eu estou orgulhoso – Damon confirmou – Pelo menos um dos irmãos Salvatore está seguindo os passos do papai na gastronomia.

- Você também poderia ter seguido os passos dele – lembrou – Papai sempre nos deu força, desde que tínhamos altura para alcançar a bancada da cozinha.

- Até não sei como é que a minha água fervendo não queima – revirou os olhos – Além disso, eu estou feliz com a minha carreira de modelo. Conheço muitas pessoas nas minhas seções de foto.

Olhou, de canto de olho, para Rebekah, deixando bem claro para o seu irmão aonde a tinha conhecido.

- Vamos logo embora – Stefan pediu – Ainda preciso voltar para o restaurante depois de deixar vocês dois lá em casa.

- Podemos pegar um táxi, se for te atrapalhar muito – a mulher falou – Não é mesmo, Damon?

- É claro, irmãozinho – concordou – Ainda me lembro de onde fica a sua casa. Não precisamos te atrapalhar.

- Eu faço questão de te deixar lá em casa – avisou – Não estão me atrapalhando, deixei a minha assistente tomando conta de tudo.

Saíram em direção ao estacionamento. Estavam quase chegando no carro quando o celular de Stefan começou a tocar.

- Preciso atender – disse, apontando para o aparelho – É a Elena, pode estar querendo pedir que eu compre alguma coisa.

- Fique a vontade – Damon acenou com a cabeça.

- Oi, meu amor! — falou assim que atendeu a ligação – Eu acabei de pegar o Damon e a namorada no aeroporto, estamos aqui no estacionamento.

- Ótimo, então você ainda não está voltando para o restaurante – ouviu a voz da esposa do outro lado da linha – Estou um pouco enrolada aqui no trabalho. Será que você pode ir buscar a Giu para mim?

- Claro que eu posso – olhou para o relógio de pulso, já estava na hora da filha sair do colégio.

- Muito obrigada, Stefan – ela disse, mais aliviada – Não sei o que ia fazer se você não pudesse ir buscá-la. Decididamente, precisamos de uma babá para ela.

- Podemos conversar sobre isso depois – garantiu.

- Certo – concordou – Devo demorar um pouco mais para chegar em casa, mas como você, provavelmente vai estar no restaurante mesmo, nós vemos mais tarde.

- Nós vemos mais tarde – ele concordou, nesse último mês tem estado muito ocupado com os preparativos do restaurante e não tem muito tempo com a esposa, esperava que logo pudesse recompensar isso – Eu te amo, Elena.

- Eu também te amo, Stefan – completou, antes de desligar o telefone.

Colocou o aparelho dentro do bolso e caminhou até onde estavam Damon e Rebekah.

- Tivemos um pequena mudança de planos – avisou – Pelo jeito você vai ver a Giulia mais cedo do que estava pensando. Vamos ter que buscá-la na escola.

- Mas isso é ótimo – o moreno tinha um grande sorriso nos lábios nesse momento – Vamos logo, não queremos deixar a Giu esperando, não mesmo.

Foi um longo percurso até a escola aonde Giulia estuda. Quando chegaram lá, Stefan lá dentro buscá-la enquanto o casal ficava do lado de fora, esperando.

- Finalmente você vai conhecer a Giu – o homem comentou – E vai ver como eu não estou exagerando que ela é muito esperta para a idade dela.

- Você fala tanto da sua sobrinha que é como seu eu já a conhecesse – ela comentou – Tem momentos que eu até sinto ciúmes por ela receber tanto da sua atenção.

- Não precisa ficar com ciúmes – a puxou para mais perto de si e deu um beijo no topo da sua cabeça – Tem Damon de sobra para todas.

- Eu espero isso mesmo – fingiu um tom de ameça antes de se virar e dar um selinho nele.

Foi nesse momento que viu o irmão voltando junto com a menina. Se afastou da loira e chegou mais perto para ficar no campo de visão dos dois.

- Tio Damon – Giulia correu em direção ao homem, que ajoelhou para poder abraçá-lo -Que saudades.

- Oi, Giu, também estava com saudades – a afastou para poder olhá-la melhor e colocou uma mecha do seu cabelo atras da orelha – Como é que está a minha sobrinha favorita?

- Sou sua única sobrinha, tio Damon – lembrou, revirando os olhos – Só posso ser a sua favorita.

- Tem razão – concordou, enquanto se levantava a pegava no colo – Pelo jeito os seus pais não querem te dar um irmãozinho.

- Por mim, já tínhamos tido outro bebê, não quero uma diferença de idade muito grande – Stefan explicou – Mas a Elena acha que é muito cedo e quer se dedicar um pouco a carreira.

- Ela tem razão quanto a isso, Stefan – o outro comentou – Tenho certeza que logo vocês vão ter um outro filho.

Mas Damon, no fundo, sabia por que a cunhada não queria ter filhos. Esse bebê seria mesmo filho do Stefan e todos perceberiam o quanto Giulia não se parecia com ele.

- Giu, essa daqui é sua tia Rebekah – decidiu, por fim, apresentar as duas – Tenho certeza de que vocês duas vão se dar muito bem.

- Oi! — disse – Você que é a nova namorada do meu tio?

- Isso mesmo, Giulia – bagunçou, de leve, o cabelo da menina, que não pareceu gostar muito – Você é mesmo muito inteligente.

- Pai – Giulia esticou os braços em direção a Stefan, toda manhosa – Eu estou com fome.

- Já vamos para casa, Giu – garantiu, a pegando no colo – Tenho certeza de que Damon e Rebekah também devem estar cansados dessa viagem.

Quando chegaram em casa, os dois irmãos Salvatore retiraram as malas de dentro do carro e levaram para o quarto de hospedes.

- Acho que já está tudo aqui – o irmão mais novo avisou, quando estavam parados no meio da sala – Vão precisar de mais alguma coisa.

- Por enquanto, não – respondeu – Qualquer coisa eu posso falar com a Elena quando ela chegar.

- Tudo bem – concordou com a cabeça – Agora eu preciso voltar ao restaurante. A Giu precisa tomar banho, mas, se você não conseguir ajudá-la, pode esperar a Elena voltar. E ela também precisa comer alguma coisa.

- Pode ficar tranquilo, irmãozinho – garantiu, colocando a mão sob o seu ombro – Até parece que é a primeira vez que fico sozinho com a minha sobrinha. Dessa vez vai ser bem mais fácil por que agora ela sabe falar.

- Tudo bem então – revirou os olhos – Giu, vem até aqui um minuto – a chamou, logo ela desceu as escadas – Minha princesinha, eu vou precisar sair, mas vou te deixar com o tio Damon. Você vai se comportar.

- Vou me comportar sim – balançou a cabeça afirmativamente – Quando é que a mamãe vai chegar?

- Ela está com um monte de coisa para fazer no trabalho – explicou – Mas daqui a pouco ela está ai. Enquanto isso você obedece o tio Damon.

Deu um beijo no topo da cabeça da filha e acenou para irmão antes de sair pela porta da sala.

- Bom, Giu – disse depois de suspirar pesadamente – Seu pai disse que era para você tomar banho.

- Eu preciso mesmo? — fez uma careta – Não posso tomar banho mais tarde, tio Damon?

A menina fez uma cara que era quase impossível resistir. O moreno revirou os olhos, como é que ela poderia se parecer tanto com ele?

- Acho que é melhor você ir tomar banho agora – avisou – Ou depois vai ficar com mais preguiça. Vou te ajudar.

- Não preciso de ajuda! — cruzou os braços e ficou parada no mesmo lugar – Já tenho 4 anos e posso tomar banho sozinha.

- Seu pai disse que era para eu te ajudar – explicou – Não quero que ele e a sua mãe briguem comigo por te deixar inundar o banheiro.

- Tudo bem – acabou se convencendo, por fim – Vamos logo lá.

Damon pegou a toalha da menina e a ajudou a escolher uma roupa em seu quarto antes de irem ao banheiro. Ele encheu a banheira e colocou a sobrinha lá dentro. Giulia deixou um pouco de água cair no chão, mas nada que não pudesse secar rápido.

- Diga uma coisa, Giu – ele começou a falar enquanto passava o shampoo nela – O que vou achou da Rebekah?

- Ela é legal – deu de ombros, o que demonstrava que não estava muito certeza no que dizia – Você está querendo se casar com ela.

- É claro que não – respondeu imediatamente – Vai precisar ser alguém muito especial para me tirar da vida de solteiro.

- Você é muito engraçado, tio Damon – ela começou a rir – Mas eu fico feliz por que você não vai casar com ela.

- E por que isso? — quis saber – Acabou de dizer que você tinha gostado dela. Não quer que ela seja a sua tia?

- Se você se casar com ela, vão acabar tendo bebês – explicou – E vai acabar se esquecendo de mim.

Deu um pequeno sorriso ao ouvi-la falando isso. Aquela era mesmo uma menina muito especial, sua filha.

- Eu nunca vou me esquecer de você, minha pequena – garantiu – Nem que eu me casasse e tivesse 100 filhos.

Giulia terminou de tomar banho e colocou a roupa que tinha escolhido. Em seguida, os dois foram para a cozinha, que ficava no andar debaixo da casa.

- Você ainda está com fome, Giu? — ela balançou a cabeça afirmativamente – Posso preparar alguma coisa para você, mas já vou te avisando, não tenho o mesmo talento na cozinha que o Stefan.

- Não tem problemas – ela deu de ombros – Tenho certeza de que a comida vai estar muito boa.

- Logo se vê que você nunca comeu um prato feito por mim – revirou os olhos – Pergunta para a sua mãe sobre a lasanha de espinafre, tenho certeza de que ela deve ser traumatizada até hoje.

- É uma pena que você não saiba cozinha, tio Damon – continuou – Se não você poderia trabalhar com o meu pai no restaurante e ficar aqui em Atlanta.

- Existem outras maneiras de eu vir morar aqui em Atlanta que não seja trabalhando no restaurante do seu pai – disse – Você ia gostar se eu visse morar aqui perto de vocês.

- Ia ser muito legal – acenou com a cabeça – Assim eu ia poder te ver mais vezes, não só nas férias.

- Quem sabe um dia – deu um longo suspiro – Bom, certamente os seus pais não iam gostar muito que eu te matasse com entoxicação alimentar. Então eu vou te dar alguns biscoitos.

- Estão naquele armário – apontou na direção aonde estava a pia.

Damon foi até o armário que a sobrinha tinha indicado. Pegou um pacote de biscoito de chocolate, colocou seis em um prato e colocou na frente da menina.

- Vou fazer um leite com chocolate para você – avisou – Espera só um minuto que eu já te trago.

Depois que colocou o copo em cima da mesa, sentou-se ao lado de Giulia e ficou a observando comer. De repente, Rebekah apareceu na porta o chamando.

- Eu já volto, Giu – avisou enquanto se levantava – Continue ai comendo.

Foi até aonde a namorada estava. Ela segurou as duas mãos deles e abriu um enorme sorriso.

- Agora eu entendo porque você falava sobre a sua sobrinha toda hora – comentou, em seguida – Ela é mesmo encantadora.

- A Giu tem o charme natural dos Salvatores – estava com um sorriso convencido – É impossível não amá-la.

- Eu cheguei a pensar que você não gostasse de crianças – o comentário dela fez Damon revirar os olhos – É sério que não pensa em ter filhos.

O moreno soltou a mão dela e ficou encarando os próprios sapatos.

- Você quer mesmo falar sobre isso agora – disse, por fim – Não estou com vontade de brigar com você.

- Ora, Damon, toda mulher pensa em ser mãe um dia, e eu não sou diferente – cruzou os braços junto do corpo – É claro que quero focar a minha carreira de modelo, mas, quem sabe daqui há aluns anos.

- Quando começamos a sair deixei duas coisas bem claras – lembrou – Primeiro, que eu não me envolvo a ponto de me casar; e segundo, não quero ter filhos.

- É que eu vi o quanto você é carinhoso com a sua sobrinha – explicou – Pensei que fosse querer ter os seus próprios filhos.

- Pois pensou errado – respondeu – Nunca mais me pergunte isso de novo. Não quero ter outros filhos, nem agora, nem nunca.

Rebekah o olhava chocada. Foi quando ele percebeu o que tinha acabado de falar, não era nada bom.

- Outros filhos? — o olhava, bem séria – Mas até aonde eu sei, você não tem nenhum filho.

Abriu e fechou a boca várias vezes, mas não conseguiu pensar em nenhuma desculpa para falar.

- Tio Damon! — Giulia gritou da cozinha, o moreno soltou um suspiro aliviado, estava salvo.

- Deixe-me ver o que ela quer – avisou – Depois nós conversamos.

A menina só tinha comido um dos seus biscoitos. O resto continuava intacto no prato.

- Pensei que você fosse ficar aqui me fazendo companhia – falou – Não gosto de ficar sozinha.

- Tudo bem, eu fico aqui – sentou-se, novamente na cadeira em que estava antes – O que acha de me contar como está indo no colégio? Você gosta de lá?

- Gosto sim – balançou a cabeça afirmativamente – A professora gosta muito dos meus desenhos. Quer ver os meus desenhos, estão lá em cima no meu quarto.

- Claro que eu quero – respondeu entusiasmado – Quando você terminar de comer vamos até lá.

Enquanto isso, Elena parava o carro na garagem de casa. Retirou as coisas de dentro do carro e foi em direção a porta, quando a abriu encontrou a loira parada em frente a cozinha.

- Oi! — a outra mulher disse assim que a viu – Você deve ser a Elena. Sou Rebekah, acho Damon deve ter dito que eu vinha com ele.

- Ele falou sim – respondeu antes de cumprimentá-la – E aonde é que está o Damon?

- Lá dentro, com a Giulia – apontou na direção da cozinha – Está dando o lanche para ela.

Nesse exato momento e a menina apareceu e correu em direção a mãe e a abraçou na perna.

- Oi mãe! — ela disse depois de soltá-la.

- Minha pequena – deu um beijo na testa dela – Você se comportou com o seu tio Damon?

- Sim – balançou a cabeça afirmativamente – Ele me deu biscoitos de chocolate.

- Mas que legal, Giu – limpou o canto da boca da filha, que estava suja de biscoito – Parece mesmo feliz por ele estar aqui, não é?

- Oi Elena! — ela levantou o olhar o encontrou o cunhado. Não tinha mudado nada desde a última vez que o viu.

- Oi Damon – ela se levantou e ajeitou, de leve, o cabelo – Como é que você está? Esperando que tenha sido bem instalado.

- Estou bem – garantiu – E não se preocupar, já estou me sentindo em casa.

- Tio Damon – Giulia o puxava pela barra da camisa – Vamos lá em cima ver os meus desenhos. Você prometeu, lembra?

- Claro que me lembro – a pegou no colo – Agora eu preciso ir ver os desenhos da Giu. Mas tenho certeza de que teremos muito tempo para conversarmos, cunhadinha.

Ela ficou os observando subir a escada e desaparecer no andar de cima. Depois disso, pediu licença para Rebekah, pois tinha que terminar um trabalho e foi para o escritório.

- Já devia estar lá há cerca de meia hora quando ouviu a porta sendo aberta. Virou-se e encontrou Damon trazendo um prato de biscoitos.

- Pensei que poderia estar com fome – disse colocando o prato na frente dela – Você veio para cá sem nem comer nada.

- Eu estava mesmo com fome, obrigada – deu um fraco sorriso antes de pegar um biscoito e dar um mordida.

- Será que eu posso saber no que você está trabalhando com tanta concentração? — perguntou enquanto olhava os papéis que estavam em cima da mesa.

- Chegaram animais novos no zoológico e preciso fazer as fichas deles – explicou – E também tenho que olhar os que já foram avaliados pelos veterinários para saber se podem ir para o público ou ainda preciso de adaptação.

- Interessante – colocou a mão no queixo – Sabe, eu me lembro que você falou uma vez que queria ser bióloga marinha, mudou de ideia?

- Eu ainda quero ser bióloga marinha – respondeu – Mas Atlanta não é o melhor lugar para fazer uma pós-graduação sobre esse assunto, teria que ser em outro lugar.

- Então procure um curso de biologia marinha – sugeriu, como se fosse óbvio – Vai atrás dos seu sonho. Não quer ficar trabalhando no zoológico para sempre, não é?

- Com o Stefan abrindo o restaurante ficaria difícil nos mudarmos definitivamente – explicou – E Giulia ainda é muito pequena, não posso deixá-la aqui enquanto faço um curso fora da cidade.

Damon não pode falar nada diante dessa resposta, queria poder ajudá-la de alguma maneira, só não sabia como.

- Aonde é que está a Giu? — a morena decidiu perguntar – A casa está silenciosa e isso é uma raridade.

- Eu a deixei vendo televisão junto com a Rebekah – respondeu – As duas estão vendo Bob Esponja. Parece que elas tem o mesmo gosto por desenhos.

- Isso não me admira, ela devem ter a mesma idade mental – Elena riu com o próprio comentário – Há quanto tempo está com ela?

- Dois meses – deu um longo suspiro – Nos conhecemos em uma seção de fotos e começamos a sair no mesmo dia.

- Você é mesmo impossível, Damon – revirou os olhos – Sabe o que a Giu me perguntou um dia? Por que sempre que você vinha aqui estava com uma namorada diferente.

- Crianças são mesmo mais espertas do que nós pensamos – comentou – Mas o que foi que você respondeu.

- Tive que pensar em alguma coisa bem rápido – explicou – Então disse que algumas pessoas não conseguiam encontrar a pessoa certa logo, como eu e o Stefan, que nos conhecemos no colégio e nos apaixonamos. Então elas precisam sair com várias pessoas para encontrar a certa.

- Mas não acredito que esse seja o meu caso – completou – Já encontrei a pessoa certa, mas ela já estava com outro.

- Damon, por favor – não conseguiu encarar o homem na sua frente naquele momento – Você precisa esquecer o que aconteceu naquela noite. Já faz cinco anos.

- É impossível eu esquecer isso – seu rosto estava bem sério – Tem alguém lá na sala que me faz lembrar disso a cada dia.

- Pois eu já me esqueci – garantiu – E sabe porque, foi só uma noite. Não significou nada, para nenhum dos dois.

- Não é o que está parecendo – colocou a mão no queixo dela – Se já tivesse esquecido,não estaria tremendo só por eu estar perto de você.

Elena revirou olhos, se odiava por ser tão fraca. Por sorte, conseguiu juntar forçar e empurrá-lo, de leve.

- Não é hora para discutimos isso – falou – Tenho que terminar isso ainda hoje e você está atrapalhando.

- Tudo bem, vou voltar para sala e vou ver televisão com a Rebekah e a Giu – foi caminhando em direção a porta – Até mais, Eleninha.

Quando ele fechou a porta e mulher deu um suspiro pesado e colocou as duas mãos na cabeça. Damon sempre tinha o poder de fazer isso com ela e não entedia muito bem porque, afinal, amava Stefan e sempre o amaria.

- Eu devo estar trabalhando demais – balançou a cabeça antes de pegar a caneta – Só pode ser isso.

Foi muito difícil voltar a se concentrar no trabalho novamente. Mas, em menos de uma hora, já tinha terminado tudo.

Notas finais
Prontinho gente, ta ai o post.
Não é fofo o Damon tomando conta da Giulia?
Da até raiva da Elena por ela ter feito ele sofrer todos esses anos longe da filha.
E parece que o Damon falou o que não devia para a Rebekah, será que ela vai descobrir a verdade?
E a conversa entre o Damon e a Elena no final do cap. Será que vai rolar alguma coisa de novo?
Só mais uma coisa. Minhas aulas começam na semana que vem e vou precisar de um cronograma de postagem. Ainda tenho que pensar no melhor dia para postar, mas coloco aqui no próximo cap.
É isso gente, agora vocês comentam.