Secrets
20 Capítulo 19 - Conversar definitivas
Notas iniciais
Segundamente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o título do capítulo ficou sem graça de novo, mas não consegui pensar em nada melhor,
É isso, divirtam-se, vejo vocês lá embaixo nas notas finais.
Um mês e meio se passou desde que Elena contou a verdade a Stefan a respeito da paternidade da filha. Durante todo esse tempo ele não apareceu em casa, nem ao menos tinham se visto. Já estava começando a ficar preocupada, seis semanas era tempo mais do que o suficiente para “pensar e absorver tudo que tinha ouvido”.
Além de sua expectativa para poder, finalmente, conversar direito com o marido, ainda tinha Damon, que era uma presença constante em sua vida e em seus pensamentos. Já tinha admitido que sentia uma grande atração por ele, mas seu coração ainda estava muito dividido e não poderia tomar um decisão, principalmente depois de tudo que aconteceu.
- Deixei a Giu terminando de fazer o “dever de casa” — o moreno comentou enquanto descia as escadas, fazendo com que Elena se virasse na sua direção – Ela ficou muito feliz quando eu fui ajudá-la.
- É melhor você começar a se preparar – avisou – Daqui a pouco a Giu vai começar a ler e a escrever e os deveres vão começar a ficar mais difíceis. Ai mesmo é que ela vai precisar da sua ajuda.
- Pensei que você poderia ajudá-la nesses casos – sugeriu enquanto se sentava no sofá ao lado dela – Sempre foi melhor nisso do que eu, pelo menos tirava notas melhores que as minhas.
- Você consegue! — garantiu – Tudo que ela quer é saber que você está lá para ajudá-la, como fez hoje. Isso a faz feliz.
- Deu para ver os olhinhos da Giu brilhando enquanto eu a ajudava, na verdade ela nem precisava disso, fez quase tudo sozinha. Ela é muito esperta – estava com um sorriso bobo no rosto – Devo estar parecendo um completo idiota falando todas essas coisas.
- Você não é um idiota, Damon – colocou a mão sob a dele, que estava nas costas do sofá – Está apenas sendo pai, um muito coruja, por sinal.
- Sou mesmo – concordou com a cabeça – Mas não é muito difícil me sentir assim. A Giu é uma menina incrível e qualquer um sentiria orgulho dela.
- Fico tão feliz de te ouvir falando assim – comentou, em seguida – Vocês dois estão felizes, se deram muito bem como pai e filha.
- Eu é que tenho que te agradecer – deu um beijo no topo da cabeça da mulher – Você me deu uma filha linda, e isso é tudo de que eu preciso.
- Não a fiz sozinha – lembrou – E tenho certeza de que sabe muito bem disso, afinal, você estava lá.
Agora eles podiam falar abertamente sobre aquela noite que passaram juntos sem medo que Stefan pudesse ouvir alguma coisa. Isso era muito reconfortante, para os dois.
- Claro, eu me lembro perfeitamente – colocou a testa na dela e ficou mexendo no seu cabelo – O que acha de reviver os melhores momentos daquela noite?
- Prefiro assistir a um filme – se afastou rapidamente e pegou o controle remoto em cima da mesa de centro – Tenho certeza de que está passando alguma coisa interessante na televisão.
Apesar de ter deixado bem claro para Damon que ainda era muito cedo para se envolver com alguém e que precisava resolver a situação com o marido para saber como as coisas ficariam, ele continua jogando indiretas. Ela tentava levar tudo na brincadeira, mas estava ficando cada vez mais difícil de resistir.
- Você é muito chata, Eleninha – deu um beijo na parte de trás do pescoço dela – O que acha de um filme bem picante?
- Não se esqueça que a Giu está lá em cima no quarto – lembrou – O que vai falar para ela se, por acaso, ela aparecer aqui?
- Então explicamos, exatamente, de onde vem os bebês – sugeriu – Afinal de contas, ela não vai acreditar nessa história das sementinhas para sempre.
- Ela só tem quatro anos, Damon, não queremos deixá-la traumatizada – começava a passar rapidamente pelos canais – Pelo jeito você ainda tem muito o que saber sobre como criar filhos, mesmo.
Encontrou um filme que tinha começado há menos de cinco minutos e decidiu assisti-lo. Deitou no colo do cunhado, que começou a fazer carinho e sua orelha.
- Isso é muito gostoso – disse enquanto fechava os olhos – Se continuar acho que vou acabar dormindo.
- Não era bem essa a minha intenção – parou o que estava fazendo e deu um beijo no canto da boca de Elena.
- Damon, para com isso – reclamou, embora o tom manhoso da sua voz não demonstrasse isso – Já conversamos sobre isso.
- Esquece isso, Elena – seus lábios estavam a centímetros do dela e chegavam a se tocar dependendo da palavra que dissesse – Pretende mesmo esperar até que meu irmão decida aparecer para terem uma conversa?
- Está sabendo de alguma coisa que eu não sei? — se sentou para poder encará-lo – Por que eu sei que você anda se encontrando com o Stefan. Vi você falando outro dia com a Giu que ele tinha mandado um beijo para ela.
Ficou algum tempo em silêncio pensando o que ia falar. Tinha prometido a si mesmo que não iria contar sobre Stefan e Katherine, não queria o responsável por magoá-la dessa maneira. Mesmo sabendo que isso poderia deixar o caminho livre para ele.
- Eu, realmente encontrei o Stefan algumas vezes durante esse tempo, ele foi até a agência – não estava dizendo, exatamente, uma mentira, só não tinha mencionado um pequeno fato, muito importante.
- Ele falou alguma coisa ao meu respeito quando se encontraram? — quis saber – Ainda está com muita raiva de mim?
- O Stefan disse que não está com raiva, de nenhum de nós dois – deu de ombros – Acho que só precisa de um tempo para pensar.
Voltou a passar a mão pelos cabelos lisos dela. Abaixou o rosto para depositar um selinho em seus lábios. Foi bem rápido, mas o suficiente para Elena sentir todo o seu corpo se arrepiar.
- Não gosto de te ver triste por causa de toda essa história com o Stefan – a beijou mais uma vez.
- Damon, por favor – mordeu, de leve, o lábio inferior dela fazendo com que soltasse um pequeno gemido – Isso é errado.
- Se você quiser que eu paro é só falar – ficou apenas com os lábios encostados nos da morena, sem fazer o menor movimento – Não estou te ouvindo falar nada.
- Então ela, simplesmente, entrelaçou os cabelos do moreno no dedo e se deitou de costas no sofá o puxando para cima de si.
- É errado – repetiu quando ele se separou dela, apenas para começar a beijar seu pescoço – Mas, ao mesmo tempo, é tão bom.
- Então vamos aproveitar – se afastou um pouco, antes de voltar a grudar os lábios no pescoço de Elena – O seu cheiro é tão bom.
- O Stefan – tentou afastá-lo, mas não tinha força nem vontade o suficiente – Não podemos nos esquecer do Stefan.
- Podemos sim – levantou o rosto para ficar na mesma altura do dela – Pelo menos por hoje.
Os beijos e carícias começaram a ficar mais urgentes. A morena entrelaçou as pernas na cintura dele começou a arranhar as suas costas por cima do tecido da camiseta. Já Damon estava com uma das mãos na coxa da mulher e a outra começou a explorar a parte de dentro da blusa dela.
Foi nesse momento que a campainha tocou fazendo com que os dois se separassem assustados.
- Acho melhor eu ir atender – o afastou para conseguir se levantar do sofá – Quem será que pode ser?
Foi até a porta e a abriu. Viu um homem parado na varanda da casa, ele trazia um envelope nas mãos.
- Senhora Elena Salvatore? — perguntou enquanto a olhava de cima da abaixo.
- Sou eu mesma – respondeu, embora estivesse um pouco desconfiada, o que será que ele queria – Quem é o senhor?
- Sou o advogado do seu marido, Stefan Salvatore – explicou – Ele me contratou para entrar com o pedido de divórcio.
- Divórcio? — sentiu o chão abrir embaixo de si, Stefan estava querendo mesmo se separar dela? — Não estou sabendo de nada?
- Ele me pediu para te entregar os papéis assim que estivesse prontos – entregou para ela o objeto que estava segurando – Aqui está.
Retirou o papel de dentro do envelope para poder lê-lo. E era exatamente o advogado estava dizendo, seu divórcio. Só precisava ser assinado nos lugares indicados e estava tudo terminado.
- Não posso acreditar – estava falando mais para si mesmo do que para o homem a sua frente – Só pode ser um pesadelo.
- Sinceramente, senhora Salvatore, não sei exatamente o que está acontecendo entre a senhora e o seu marido – continuou – Mas sugiro que procure um advogado para garantir os seus direitos nesse divórcio.
- Farei isso – concordou com a cabeça – Muito obrigado pela dica.
Ele foi embora e a mulher fechou a porta, mas continuou parada no mesmo local. Nem percebeu quando Damon se aproximou e colocou a mão sob o seu ombro.
- Elena! — a chamou fazendo que se virasse para ele – Está tudo bem? Quem era na porta?
- O Stefan está pedindo o divórcio – foi tudo que conseguiu falar – Ele não me ama mais, quer se separar de mim.
Pegou o papel que estava na mão da cunhada e passou o olho rapidamente para entender o que estava dizendo.
- Talvez tenha sido melhor assim – passou a mão pelo rosto dela – Quero dizer, agora você pode seguir em frente.
- Não parece surpreso com isso – se esquivou da mão dele – Já estava sabendo disso? Stefan já tinha comentado alguma coisa com você?
- Acho que vocês dois estão precisando ter uma conversa séria – deu um longo suspiro antes de responder – Não quero me meter na vida de vocês.
- Perfeito – deu de ombros antes de caminhar em direção a escada – Vou até lá conversar com ele, então.
- Espera, Elena – começou a caminhar atrás dela enquanto subia para o andar de cima – Aonde você vai?
- Até o restaurante – respondeu como se fosse óbvio – Ele já deve estar lá essa hora, tem que começar a preparar o jantar.
- Não posso te deixar sair de casa desse jeito – conseguiu segurá-la pelo pulso – Você nem vai conseguir dirigir desse jeito. Se quiser eu posso ir com você.
- Eu não quero que você vá – respondeu com bastante convicção – Quero estar sozinha quando tiver essa conversa com o Stefan. Ele vai ter que me olhar cara a cara e dizer exatamente o que está acontecendo.
- Tudo bem – não ofereceu a menor resistência diante da resposta dela – Mas tente ficar calma, não vai adiantar nada se estressar com ele agora. Principalmente no restaurante.
- Pode ficar tranquilo quanto a isso – balançou a cabeça afirmativamente – Fica de olho na Giu para mim, está bem.
- Claro – concordou no momento em que ela fechou a porta do quarto para poder trocar de roupa.
Enquanto isso, Stefan estava parando seu carro no estacionamento do Salvatore's. No momento em que saiu de dentro do veículo o seu celular tocou, nem viu quem era, foi logo atendendo.
- Oi, meu amor — disse assim que colocou o aparelho no ouvido – Acabei de chegar no restaurante. Preciso resolver algumas coisas aqui antes de ir te buscar.
- E essas coisas que precisa resolver tem alguma coisa a ver com a surpresa que disse que tem para mim? - quis saber.
- Talvez – foi tudo que respondeu enquanto dava de ombros.
- Não vai mesmo me contar o que está aprontando, não é? - chegou a conclusão – Você é mesmo um chato, Stefan Salvatore.
- O chato que você ama, não esqueça disso – sabia que ela deveria estar fazendo biquinho nesse momento, se fingindo de brava – Mas não se preocupe, logo você vai saber o que é.
- Acho que vou ser obrigada a ligar para o telefone do restaurante e ligar para a Lexi – sugeriu – Tenho certeza de que ela vai me contar.
- Nem perca seu tempo, meu bem, a Lexi não vai falar nada – não pode deixar de rir, era muito divertido vê-la tentando descobrir qual a surpresa ele estava armando – Passo para te buscar, no máximo, as sete. Não se atrase.
- Nunca me atraso, pode ficar tranquilo – garantiu – Ainda mais sabendo que finalmente vou descobrir o grande segredo.
- Estou saudades suas – decidiu mudar de assunto.
- Quem te ouve falando assim pensa que não nos vemos há dias – não pode deixar de rir enquanto falava – E não que você passou a noite na minha cama, ainda teve hoje de manhã e, é claro o chuveiro.
- Cada segundo longe de você parece uma eternidade – falou – Mas, não se preocupe, vou recompensar mais tarde.
- Mal posso esperar, mas agora eu vou te deixar terminar as minha surpresa – completou antes de desligar, ele fez o mesmo em seguida.
Quando entrou no restaurante encontrou Lexi sentada em uma das mesas falando no telefone e com o livro de reservas aberto na sua frente.
- Está certo, já anotei tudo – explicou enquanto escrevia alguma coisa com a caneta – Muito obrigada, e tenha um bom final de semana.
- Como estão indo as coisas? — decidiu pergunta assim que ela desligou e se virou na sua direção.
- Estamos com todas as reservas lotadas durante o próximo mês – respondeu – Não tem ideia de quantas pessoas já ligaram querendo jantar hoje e eu tendo que dizer que estamos lotados. Já até me perguntaram se não tem como colocar mas mesas – revirou os olhos – Só se for dentro do banheiro.
- Isso é muito bom – não pode deixar de sorrir, nunca imaginou que seu restaurante fosse fazer tanto sucesso – Aliais, você reservou uma mesa para mim e para Kath hoje a noite, não é mesmo.
- Claro que sim – acenou com a cabeça – Pode ficar tranquilo que o jantar especial de vocês dois está garantido.
- Ótimo – deu um suspiro aliviado – Agora eu preciso ir até a cozinha, tenho alguma coisas para resolver.
Quando chegou a cozinha todos estavam atarefados, tentando adiantar alguma coisa dos pratos que sempre eram pedidos, assim as comidas não demorariam tanto a ficarem prontas.
- Boa tarde – disse, fazendo com que todos olhassem na sua direção – Se que estão ocupado mas tenho um prato novo para vocês – retirou o papel do seu bolso – Alguém conhecesse torta de carne moída com batata?
- É um prato inglês, não é mesmo? — um dos homens comentou – Está querendo colocar no cardápio do restaurante.
- Katherine disse que a mãe dela preparava esse prato quando ela era criança e era o seu favorito, então eu procurei a receita na internet e fiz algumas modificações – passou o papel para que todos pudesse ver – Quero fazer uma surpresa para ela ontem a noite e, se ela gostar dessa minha versão, vou incluir no nosso menu.
Leu a receita com bastante calma e começou a orientar a todos para cortarem os legumes a preparassem a massa da torta. Alguns minutos depois, Lexi apareceu.
- Com licença, Stefan – ela disse, parecendo um pouco incerta – Mas é que a Elena está aqui e disse que precisava falar com você urgentemente.
- Certo – tinha uma noção do que poderia ser. Seu advogado ligou no dia anterior dizendo que os papéis do divórcio estavam prontos e iria notificar Elena o mais breve possível – Já estou indo.
Quando chegou ao salão do restaurante encontrou a morena andando de um lado para o outro parecendo nervosa. Assim que o viu caminhou em sua direção.
- Ainda bem que você veio falar comigo – falou – Assim as coisas vão ser muito mais fáceis.
- Por que não vamos até o meu escritório – sugeriu – Vamos conversar mais a vontade lá.
A morena o seguiu até a porta que ficava do outro lado do salão. Sentou-se na cadeira que ficava atrás da mesa, mas ela permaneceu parada no mesmo lugar.
- Será que você me explicar que palhaçada é essa? — disse enquanto mostrava no papel na sua mão.
- Não é nenhuma palhaçada – tentava falar com a maior naturalidade do mundo – É a minha decisão final.
- Decisão final! — não pode deixar de rir – Está mesmo disposto a acabar com o nosso casamento por uma besteira dessas?
- Você e Damon tiveram uma filha juntos, não diria que é uma besteira – lembrou – E não por saber que não sou o pai da Giu que estou chateado e sim pelo fato que você mentiu para mim todos esses anos.
- Sei que tomei essa decisão foi tomada por impulso e, com certeza, não foi uma boa ideia – completou – Foi uma atitude muito infantil, mas foi tudo pensando em você.
- Minha decisão já está tomada Elena, nada do que você diga vai me fazer mudar de ideia – apoiou o queixo com as duas mãos – Ou você assina esses papeis e facilita as coisas para nós dois ou vou ter que conseguir esse divórcio nas justiça. Mas garanto que vai ser um processo doloroso, não só para gente, mas para a Giu também.
- Agora você está pensando nela? — não pode deixar de dar um riso nervoso – Pensei que ela não fosse mais sua filha e não fosse mais seu problema.
- Eu a criei por quatro anos, Elena – lembrou – Tenho um carinho muito grande por ela e sempre terei. Afinal, ela ainda é minha sobrinha.
- Não, ela é sua filha, Stefan – continuou – Damon pode ter feito ela, mas foi você que esteve ao meu lado o tempo todo. Estava sempre me apoiando quando eu tinha enjoos matinais, esteve comigo em todas as consultas médicas, me ajudou a decorar o quarto, dava aquelas sorrisos bobos todas as vezes que sentia se mexer dento da minha barriga, ficou do meu lado durante aquelas doze horríveis horas de trabalho de parto, estava lá quando a Giu nasceu e a segurou pela primeira vez, se levantava no meio da madrugada quando eu estava muito cansada e ia ver por que ela estava chorando. Sem contar aquela vez em que a Giu estava doente e eu tinha uma prova muito importante na faculdade, foi você quem ficou em casa junto com ela – deu um sorriso triste – Dizem que pai é quem cria, não quem faz. Essa alguém é você, você é o pai dela.
- Não que eu tenha feito todas essas coisas por que o Damon não queria participar da vida da filha e eu tive que assumir as responsabilidades no lugar dele – lembrou – Ele queria, e muito. Você você quem o negou isso quando disse que o bebê era meu.
Elena podia sentir algumas lágrimas se formando no canto dos seus olhos. Por mais que soubesse que era a única culpada do que tinha acontecido e de que tudo chegou até aquela situação, era muito difícil ouvir qualquer pessoa lhe falando isso, principalmente quando esse alguém era seu marido.
- Agora ela considera vocês dois como pai – falou calmamente – Está vendo, podemos voltar a viver como uma família, nós três. Sei que não tem como fingirmos que nada aconteceu, mas podemos conviver com isso.
- Você está entendo tudo errado, Elena – explicou – A história da Giu foi, realmente, o motivo principal para eu decidir sair de casa. Mas muita coisas aconteceram desde aquele dia e que me fizeram decidir pelo divórcio.
- Outras coisas – cruzou os braços e continuou a olhá-lo – E quais seriam essas outras coisas.
- E eu saindo com uma pessoa – ficou olhando para o tampo da mesa, não teve coragem de olhá-la.
Nesse momento foi como se uma bomba caísse na sua cabeça. Como ele poderia ter conhecido outra em menos de dois meses? Certamente era alguém já conhecia antes. Isso se já não estivesse com ela e essa fosse somente uma desculpa.
- Acho que não esperava por essa – admitiu, por fim – É alguém que eu conheça?
- É sim – decidiu falar a verdade, ela iria acabar sabendo mas cedo ou mais tarde mesmo – É a Katherine.
- Nem sabia que vocês dois tinham virando amigos – observou – Pensei que você só a tivesse visto aquela vez na inauguração do restaurante.
- Ela veio aqui algumas outras vezes, almoçar, foi assim que acabamos nos conhecendo melhor – explicou – Mas só quero que você saiba de uma coisa, a primeira vez que eu e a Kath ficamos juntos, eu não estava mais em casa. Eu nunca te trai, pelo menos não da maneira que está pensando.
- Entendo – ficou olhado para o chão, estava se segurando para não começar a chorar.
Stefan, então, se levantou e caminhou em direção a morena. Passou a mão pelo rosto dela, delicadamente.
- Não fica assim, Elena, por favor – disse – Eu sempre detestei te ver chorar, não é agora que vai ser diferente.
Isso a fez chorar, fazendo com que as lágrimas escorressem livremente pelo seu rosto. Ele a puxou para mais perto, fazendo com que deitasse a cabeça no seu ombro.
- Você foi alguém muito especial na minha vida – ficou passando as mãos pelo cabelo dela – Foi a minha primeira namorada e fez que os meus quatro anos em Mystic Falls fossem mais incríveis do que eu poderia imaginar, sem contar esses cinco anos em que estivemos casados. E você também me deu a Giu, que pode não ser minha filha de verdade, mas que eu vou levar no meu coração para sempre.
- Você também foi muito importante para mim – enxugou as lágrimas que insistiam em cair – Pode não ter sido o meu primeiro namorado, nem o cara com quem eu perdi a minha virgindade. Mas foi com você que eu aprendi o que era o amor de verdade e o quanto toda essa experiencia pode ser maravilhosa.
- E nós vamos guardar todos esses nove, maravilhosos, anos com muito carinho – deu um beijo no topo da cabeça – Sei que você não queria que isso acabasse e eu também não queria, mas aconteceu. O que não signifique que precisamos sair brigados desse casamento, vamos levar somente as lembranças boas.
Foi até a mesa e entregou uma caneta para Elena. Ficou olhando para o objeto na sua mão por alguns segundos até que decidiu assinar os papeis do divórcio.
- Somente as lembranças boas – completou antes de entregar os papeis para que ele também pudesse assinar – Espero que você e a Katherine sejam muito felizes.
- Obrigado – respondeu – Também espero que você e o Damon sejam muito felizes.
- Não existe eu e o Damon – garantiu – Eu estava falando a verdade aquele dia, foi só uma noite. Não ficamos juntos nem mesmo quando você foi embora.
- Sei que você ama o Damon – deu um sorriso torto – Não adianta negar, já percebi o jeito que vocês dois se olham. Tentei negar a verdade por cinco anos, mas não tem mais como fazer isso.
- Até parece – revirou os olhos, mas aquela conversa estava dando muito no que pensar.
Despediram-se antes de Elena ir embora. A viagem de volta para casa foi bem mais tranquila, tinha tirado todo o peso de sua consciência, pelo menos em se tratando a respeito do seu casamento.
Quando abriu a porta encontrou Damon e Giu sentando no chão da sala junto com alguns papéis. Em cima da mesinha de centro estava a cartolina com a colagem de várias palavras que começavam com G, o trabalho de casa da menina.
- Mamãe! — correu na direção dela para poder abracá-la – Papai estavam me mostrando como é que escreve o meu nome.
- Mas que legal, princesinha – se ajoelhou para poder ficar na altura dela.
- Como a professora já mostrou todas as letras do alfabeto e com qual o nome deles começa, achei que seria legal qual eram as outras letras – o moreno explicou – Vem aqui, Giu, mostra para a sua mãe como você aprendeu,
- Está bem – se sentou, novamente, no chão – Primeiro o G, depois o I, o U, o L, outro I e, por último, o A – ia desenhando as letrar no papel a medida que falava
- Que lindo, minha filha – Elena não pode deixar de sorrir – Você agora já sabe escrever o seu nome.
- Você é tão inteligente quanto a sua mãe – olhou, rapidamente, para a mulher, antes de se virar, mais uma vez, para a filha – Giu, por que você não faz um desenho bem bonito e depois assina o seu nome? Podemos colocá-lo na geladeira depois.
- Legal! — se levantou parecendo bem animada – Vou até lá agora mesmo.
Esperou que a menina subisse as escadas e desaparecesse no andar de cima, antes de se virar para a Elena, bem sério.
- Como é que foi lá com o Stefan? — embora tivesse uma pequena noção do que aconteceu, precisava fazer essa pergunta.
- Acabou mesmo – deu um suspiro triste – Nada do que eu fizesse ou falasse hoje iria mudar isso.
- Sinto muito – foi tudo que conseguiu dizer.
- Ele e a Katherine estão namorando – explicou – Mas, é claro que você já estava sabendo.
- Sim – balançou a cabeça afirmativamente – Não te contei nada por que era melhor ficar sabendo da verdade pelo próprio Stefan.
- Sei que pode parecer uma loucura isso que vou falar agora – continuou – Mas não estou triste com o fim do meu casamento. Na verdade estou feliz pelo Stefan, espero que ele seja muito feliz.
Segurou a mão de Elena delicadamente e entrelaçou os dedos nos dela.
- E sabe do que mais – não pode deixar de rir nesse momento – O Stefan acho que eu te amo todo esse tempo, mas só não percebi ainda.
- E é verdade? — perguntou, não tinha mais nada a perder – Você, realmente, me ama.
- Sinceramente, não sei – o olhava diretamente em seus olhos – Como disse, ainda estou muito confusa com tudo isso. Mas quero muito descobrir, realmente, o que está acontecendo entre nós dois.
- E eu ficarei muito feliz em te ajudar com isso – deu um sorriso com o canto da boca – Afinal, eu também quero saber o que está acontecendo.
Ele a beijou delicadamente, tudo com bastante calma, apenas estavam curtindo a sensação dos lábios um do outro. Separaram-se, alguns minutos depois, quando precisaram de ar.
- Espera, Damon – o impediu de beijá-la mais uma vez – Só não quero que você pense que estou fazendo isso só porque não tenho mais nenhum chance com o Stefan.
- Não estou pensando isso – garantiu.
Continuaram com as carícias por mais algum tempo. Conforme os minutos iam passando, o contato a ficando mais urgente, e tinha cada vez mais necessidade de estarem maus próximos um do outro.
- Vamos lá para cima – se levantou e o puxou junto consigo – Vamos ficar mais a vontade.
- Mas e a Giu? — lembrou-se – Ela vai começar a nos procurar daqui a pouco.
- Não se preocupe quanto a isso – garantiu – Você a mandou fazer um desenho e ela pode ficar horas nessa tarefa.
Foram para o quarto e fizeram amor, duas vezes. Tudo com bastante calma, não tinha mais motivos para pressa, tinham tempo do mundo, apenas curtindo um ao outro.
- Tenho uma coisa para você – se levantou, fazendo com que a morena retirasse a cabeça do seu peito nu e fosse para um travesseiro – Fecha os olhos.
- Tudo – revirou os olhos, mas obedeceu – O que é? Sabe que eu detesto surpresas.
- Espera só um pouco – pegou sua calça, que estava no chão e retirou uma caixa preta de veludo de dentro do bolso. Retornou para a cama e colou o objeto na mão dela – Agora pode abrir.
Ficou totalmente surpresa quando viu a caixa. Tinha uma pequena noção do que poderia ser, mas mesmo assim a abriu delicadamente e cheia de expectativas. Lá estava o anel prateado e com uma pequena pedra branca em cima.
- Elena Gilbert, eu sei que ainda está um pouco cedo, mas não aguento mais esperar – voltou a falar – Mas você aceita ser a minha esposa?
- Damon – começou a falar, com bastante calma – Não sei o que dizer, ao acabei de me separar, do seu irmão caçula.
- Tudo bem, eu vou me expressar melhor – continuou – Não precisamos casar imediatamente, podemos ter um noivado a longo prazo. Só quero ter certeza de que você gostaria de ser a minha esposa, um dia.
- Nesse caso, eu aceito sim – respondeu com um enorme sorriso – Nada de deixaria mais feliz.
Retirou a aliança que ela usava na mão esquerda e, em seguida, pegou sua mão direita e colocou o anel de noivado.
- Deixa só eu te fazer uma pergunta – pediu – Quando foi que você comprou esse anel?
- Tudo bem, eu comprei logo depois que eu fiquei sabendo do Stefan e da Katherine – admitiu – Pensei que, como vocês se divorciariam mais cedo ou mais tarde. Acabaria tendo um chance.
- Não posso dizer que estou chocada em ouvir isso – fingiu-se de chocada – Mas também estou muito feliz. Ninguém nunca tinha feito nada parecido com isso.
Beijaram-se por mais algum tempo antes de decidiram sair do quarto para contar a novidade a filha. Disseram a ela que estava se conhecendo melhor e não sabiam muito bem aonde esse relacionamento iria levá-los, mas esperavam que desse certo.
A menina, é claro, ficou muito animada com a notícia o que os fez ficar mas felizes ainda. Poderiam não ser uma família tradicional e não podia ter certeza se seriam um dia. Tudo o que podiam fazer nesse momento era aproveitar e era o que fariam, com toda certeza.
Notas finais
Confesso que ia fazer a Elena dar um flagra no Stefan e na Katherine em um momento, digamos, íntimo, mas depois desisti (até por que vocês devem estar cansados das minhas cenas Steferines).
Finalmente o Damon e a Elena se acertaram. Quem ai gostou?
É isso ai gente, o próximo cap é o último e depois tem só o epílogo e acabou...
Só mais uma coisa, quem quer ler o resumo da minha nova fic Steferine?
É tudo pessoal, agora vocês comentam e recomendam.
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