Secrets
19 Capítulo 18 - Juntos
Notas iniciais
Enfim, espero que vocês gostem, nos vemos lá embaixo nas notas finais.
Quando Stefan acordou na manhã viu uma frestinha da luz do sol entrando por um pedaço de cortina aberta e iluminando o chão do quarto. Agradeceu mentalmente por não ter aberto as cortinas quando chegou a noite ou então teria acordado com a claridade em seu rosto.
Olhou para o relógio na mesinha e assustou-se por já passar de onze horas da manhã. Nem mesmo aos fins de semana tem os costume de acordar tão tarde.
Mexeu preguiçosamente nos cabelos da morena que dormia profundamente com a cabeça encostada em seu peito, o motivo para estar tão cansado naquela manhã de sábado. E, é claro, tinha muitas razões para isso.
Depois de fazerem amor pela primeira vez na noite anterior, repetiram a dose mais duas vezes antes de decidirem que precisavam de um banho relaxante antes de dormir. Foram para a banheira e ficaram debaixo da água quente com direito a muitos beijos e carícias. Isso, é claro, acabou os despertando e, quando voltaram para a cama fizeram mais duas vezes antes de, finalmente, caíram da inconsciência completamente exaustos.
O homem ficou totalmente vezes com o total de cinco vezes em uma única noite, seu “recorde” com Elena tinha sido de apenas três vezes e foi no período dos seis primeiros meses de namoro. Não sabia se teriam pique para isso de novo, ainda mais depois do nascimento de Giulia. Mas, pelo jeito, com Katherine as coisas eram bem diferentes.
Deu um beijo no topo da cabeça da mulher e levantou da cama com todo cuidado para não acordá-la. Ela soltou um muxoxo de reclamação quando a cabeça encostou no travesseiro, mas não abriu os olhos.
Pegou sua cueca e a calça jeans que estava jogadas no chão e as vestiu antes de ir para a sala. Retirou o telefone do gancho e discou um ramal interno do hotel.
- Serviço de quarto – ouviu a voz do outro lado da linha — Bom dia, em que posso ajudá-lo?
- Bom dia – respondeu – Eu gostaria de pedir um café da manhã completo para duas pessoas no quarto 1140.
O homem que atendeu avisou que estaria enviando o pedido dentro de alguns minutos. Decidiu ir até o banheiro passar uma água no rosto, ficou alguns minutos olhando no espelho os “estragos” da noite anterior.
Seu peito tinha duas marcas de mordidas, uma abaixo de um dos mamilos e o outro próximo ao ombro, sem contar com as manchas roxas no pescoço e no abdômen. Não pode deixar de sorrir ao ver essas marcas, tinha certeza de que Katherine estava muito “pior” do que ele.
Ouviu a campainha e foi atender a porta. O homem pediu licença e entrou com o carrinho dentro do quarto e começou a passar tudo para cima da mesa que tinha no local.
- Muito obrigado – depois que ele terminou, Stefan pegou uma nota de dez dólares dentro da carteira e o entregou antes que saísse.
Ficou admirando, por alguns minutos, a mesa do café da manhã, estava tudo perfeito. Pegou um morango dentro da cesta de frutas antes de voltar para o quarto.
A morena continuava a dormir somente com o lençol branco cobrindo o seu corpo. Ele sentou-se na beirada da cama e retirou uma mecha de cabelo que cobria o rosto dela antes de depositar um beijo em sua bochecha.
- Kath! — pegou morango e começou a passá-lo sob o lábio inferior dela – Hora de acordar.
- Só mais cinco minutos – reclamou.
- De jeito nenhum – balançou a cabeça negativamente – Sem mais cinco minutos. Você vai levantar agora.
- Você é mal – fez uma cara brava, ainda mantendo os dois olhos fechados – Me deixou exausta ontem a noite e não quer me deixar dormir mais.
- Tudo bem – foi engatinhando pela cama até que seu rosto ficasse a centímetros do dela – Você não me deixa escolha.
Começou a dar vários selinhos nela. Katherine resistiu por algum tempo até que ele passou a língua sob os lábios dela fazendo com que os entreabrisse e aprofundasse o beijo. Soltou um gemido de reclamação quando ele se afastou com um sorriso vitorioso.
- Está vendo só, eu consegui – comentou, convencido – Sei muito bem como te convencer a fazer uma coisa.
- Chato – cruzou os braços e fez biquinho como uma criança pequena.
- Você não estava me achando um chato ontem a noite quanto te fiz gemer enlouquecidamente e se contorcer embaixo de mim – sussurrou provocativamente dando leve mordidinha no queixo dela – Lembra disso, Kath, nossas peles coladas uma na outras, nossos suores se misturando...
Não pode falar mais nada pois Katherine o beijo e o empurro para ficar por cima dele. Quando ela passou a beijar o seu pescoço colocou a mão em seu cabelo entrelaçando os fios nos dedos.
- Não entendo o que está acontecendo – comentou – Você mexe comigo de uma forma que não sei explicar e também não consigo controlar.
- Também sinto a mesma coisa – se afastou um pouco para poder olhá-lo melhor – Mas não estou reclamando.
- Vem aqui – a puxou para deitar sob seu peito nu novamente – Come esse morango aqui, parece estar muito bom.
A morena mordeu a fruta que ele segurava bem na frente do seu rosto e Stefan não pode reprimir um gemido ao ver aquela cena. Pelo jeito, ela não tinha ideia do quanto podia ser sexy.
- Sabe por que eu não queria acordar há alguns minutos? — ela voltou a falar – Por que eu estava com medo de abrir os olhos e ver que tudo não passou de uma sonho.
- Não foi um sonho, Kath, acredite em mim – a beijou profundamente depois de falar – Está parecendo um sonho para você?
- Definitivamente,não parece – deu um fraco sorriso – Mas é tudo muito surreal, ainda tenho medo de acordar há qualquer momento.
- Pelo jeito vou ter que te provar que isso não é um sonho – passou a mão pelo rosto dela e foi descendo por seu colo – Então você vai ter que acreditar em mim.
Começou a estimular um dos mamilos de Katherine com o polegar até ele ficar totalmente endurecido, então passou para o outro. Foi passando os dedos, pacientemente, pela barriga dela e foi descendo a mão cada vez mais.
- Você não pretende fazer isso – disse antes que ele começasse a acariciar, de leve, seu, já úmido, sexo – Stefan! — ofegou.
- Não fala nada – colocou o indicador da mão livre sob os lábios dela – Apenas relaxe e aproveite.
Uniu seus lábios aos dela no mesmo momento em que a penetrou com dois dedos, impedindo que gritasse. Stefan começou a estimular seu clitóris no mesmo ritmo em suas línguas se enroscavam. Podia sentir o coração da mulher batendo acelerado contra o seu peito.
- Está gostando? — nesse momento colocou um terceiro dentro dela.
- Oh sim, muito – disse ofegante – Sabe, Stefan, eu detesto estragar esse momento, mas precisamos conversa sobre a Elena.
- Não sei do que você está falando – deu de ombros fingindo de desentendido – Quem é Elena? — abaixou a cabeça e passou a beijá-la nos seios.
- Não sei! — entrelaçou os dedos no cabelo loiro dele, esquecendo completamente do que estava falando – Mais rápido! Oh! Isso é muito bom!
Seus lábios e dedos continuaram com suas tarefas. Katherine soltou um grito antes de gozar na mão do homem, que a tirou de dentro dela e a levou diretamente à boca.
- Delicioso! — disse em seguida – Exatamente como eu me lembrava.
Quando Stefan a beijou pode sentir o seu próprio gosto nele. Sempre achou que aquilo era muito nojento, mas, por algum motivo, não estava mais se importando agora.
- Ainda acha que foi tudo um sonho? — estava com um sorriso divertido nos lábios.
- Não tenho mais nenhuma dúvida de que é real – respondeu – E essa é uma ótima maneira de acordar. Vou ficar mal acostumada desse jeito.
- Posso te acordar assim sempre que você quiser – deu mais um selinho nela – Não vou fazer a menor objeção.
Stefan girou para o outro lado da cama e a puxou para mais perto de si fazendo com que ficassem abraçados de uma maneira que encostasse o queixo no topo da cabeça dela.
- Sabe, Stefan – a morena murmurou quando já estavam assim há algum tempo – Tenho que admitir, o sexo é mesmo maravilhoso, mas também estou adorando esse nosso momento. Abraçadinhos sem fazer nada, somente curtindo a companhia um do outro.
- Também estou gostando muito disso – estava passeando com a mão para cima e para baixo nas costas dela, foi quando reparou, no ombro direito, o desenho de um beija-flor voando e prestes a bicar uma flor rosa na sua frente – Não tinha reparado que você tem uma tatuagem no ombro – ficou brincando de passar o dedo pelo contorno do pássaro.
- Eu fiz logo que entrei na faculdade, para representar os voos que queria alcançar nessa nova etapa da minha vida – explicou – Escolhi um beija-flor porque acho eles lindos.
- É lindo como você – deu um beijo na tatuagem dela – Acho que você não poderia ter escolhido desenho melhor para fazer.
Deu um fraco sorriso. Foi nesse momento que seu estômago roncou e ela se lembrou que a última vez que comeu alguma coisa foi na noite anterior, no restaurante, e desde então já tinha gasto milhares de calorias.
- E meu estômago sempre se manifestando na hora errada – sentiu suas bochechas ficarem vermelhas, era a segunda vez que isso acontecia em menos de 24 horas e ambas foram na frente de Stefan – Será que você tem mais daquele morango?
- Tenho algo bem melhor – respondeu passando a mão pelos cabelos dela – Um café da manhã completo esperando por nós na sala.
- E quando foi que você arranjou esse café da manhã? — virou-se para poder olhá-lo melhor.
- Pedi serviço de quarto antes de vir aqui te acordar – explicou simplesmente.
- Então ele já deve estar frio a essa hora – lembrou sem conseguir parar de rir – Sabe, se você não pretendia me deixar levantar tão cedo não devia ter esperar para pedir o café.
- Mas valeu apena – deu um sorriso malicioso – Você não acha?
- Com certeza – se levantou um pouco para poder beijá-lo – Sabe, como já está tudo frio mesmo, estava pensando em ir tomar um banho antes.
- Por mim tudo bem – se sentou – Vamos até lá.
- Pode ir parando por ai, senhor Salvatore – colocou a mão espalmada sob o peito dele – Eu disse que vou tomar banho e não que nós vamos tomar banho.
- Mas por que não – cruzou os braços e fingiu-se de bravo – Prometo que vou me comportar.
- Não acredito em você – continuou – Está dizendo isso agora, mas quando começarmos a nos beijar, você não vai resistir.
Sentou-se no colo do homem e segurou os seu rosto antes começar a beijá-lo profundamente e a esfregar, propositadamente, os seios nus no peito dele. Não demorou muito para ele jogá-la na cama novamente.
- Está vendo! — com um pouco de dificuldade, conseguiu retirá-lo de cima de si – Você não consegue se controlar, por isso vou tomar banho sozinha.
- Tudo bem – suspirou pesadamente antes de concordar – Mas, se você precisar de ajuda a passar sabonete nas costas. É só me chamar.
Assoprou um beijo para ele antes de fechar a porta do banheiro.
Quando retornou dez minutos depois o quarto estava vazio. Retirou a toalha que estava enrolada no corpo e colocou a camisa de Stefan que estava jogada no chão antes de sair do aposento.
- Finalmente você apareceu – o olhou de cima a baixo e percebeu que ele, agora, só está vestindo sua cueca preta, teve que se controlar para não agarrá-lo ali mesmo e voltar para o quarto – Senhorita Pierce... — puxou a cadeira para que ela se sentasse.
- Obrigada senhor Salvatore – sentou-se e ficou olhando o prato vazio a sua frente – E o que temos para comer?
- Panquecas com quatro tipos de geleia para colocar em cima – respondeu – E, para beber, você pode escolher entre café ou chá.
- Prefiro café, mesmo já estando frio – disse – Nunca gostei muito de chá – fez uma careta com as lembranças.
- Pensei que como uma boa inglesa você gostasse de chá – comentou – Pelo visto eu estava enganado.
- E está mesmo, até porque eu não sou inglesa – explicou – Morei grande parte da minha vida em Londres, mas eu nasci em Denver.
- Sério? — ficou surpreso com aquela revelação – Pelo jeito eu não sei tudo sobre você, mas são mas coisas para saber e para amar.
Sentou-se na cadeira em frente a morena e começaram a comer em silêncio. Terminaram as panquecas rapidamente e pegaram algumas frutas que estavam na cesta.
- Sabe Stefan, eu falei sério quando disse que queria falar sobre a Elena – decidiu retomar a conversa – Legalmente vocês ainda estão casados, então, tecnicamente, você está traindo ela comigo. E isso não é algo com o qual eu esteja me sentindo a vontade.
- A respeito da traição, ela também me traiu, com o meu irmão – lembrou – Isso nos faz quites.
- Então é isso? — ficou séria nesse momento – Você só ficou comigo para se vingar da Elena e do Damon?
- Claro que não foi por isso, Kath – apressou-se em responder – Você é uma mulher linda, maravilhosa, cada momento que passo do seu lado fico mais encantado. E, sinceramente, eu me senti atraído desde a primeira vez que te vi chegando na inauguração do restaurante junto com o meu irmão.
Segurou a mão dela, que estava em cima da mesa, e depositou um beijo na ponta dos dedos.
- E aquilo que eu falei ontem a respeito de me divorciar dela é verdade – continuou – Meu advogado disse que, quando os papeis estiverem prontos, vai notificar a Elena. Então, assim que ela assinar, estaremos livres para viver a nossa vida sem nenhum problema.
- Nossas vidas – não pode deixar de sorrir ao ouvir aquilo – Isso significa que você quer ter uma vida comigo? Não é apenas sexo?
- Nunca foi apenas sexo, não sou esse tipo de cara – garantiu – Quero levar isso adiante, quero dizer, se você quiser também.
- Claro que eu quero – respondeu imediatamente – Só quero te pedir para irmos com calma. Não sei se o Damon te contou a respeito do que aconteceu entre mim e o meu ex. Mas eu me magoei muito e tenho medo de que isso aconteça novamente.
- Nunca faria uma coisa dessas, mas aceito a sua condição – avisou – Isso é se você chama as nossas atividades da madrugada de ir com calma.
- Não era a respeito disso que eu estava falando – já estava sentindo seu rosto começar a esquentar pela vergonha – Quero que a gente vá devagar com esse relacionamento. Vamos curtir esse namoro, vamos nos curtir e só depois de um tempo começar a pensar em casamento.
- Eu topo, afinal, esse tempo também vai ser bom para mim – concordou – Agora vem aqui, quero fazer isso direito.
Estendeu a mão para ela e a fez caminhar na sua direção fazendo com que sentasse em seu colo.
- Katherine Pierce – passou a mão pelo rosto dela, bem sério – Você aceita ser minha namorada?
- Claro que eu aceito, é tudo que eu mais quero – deu um beijo estalado em seus lábios – Eu te amo!
Ficou em silêncio quando percebeu o que tinha acabado de falar.
- Eu sino muito, sei que só faz um dia que estamos juntos, mas é como me sinto – decidiu ser sincera, não ia inventar uma desculpa qualquer – Não precisa me dizer que sente a mesma coisa, posso esperar até que esteja preparado.
- Eu estou preparado para te dar uma resposta – avisou – Também amo você, Kath. E fico feliz que também se sintam assim, não vou me sentir culpado por as coisas entre a gente estarem indo rápido demais.
Começaram a se beijar, a principio lentamente e foram acelerando a medida que as carícias iam ficando mais urgentes. Katherine começou a escrever seu quadril com o dele, começando a sentir sua ereção crescendo.
- Pelo jeito tem alguém começando a ficar animado – mordeu o lábio inferior do homem enquanto falava.
- Acho que você poderia me ajudar com esse “probleminha”, não é? — estava com um sorriso safado no rosto.
A fez se levantar para poder retirar sua cueca e a fez se sentar novamente enquanto a penetrava lentamente. E foi assim que fizeram amor mais uma vez, na cadeira da sala. Conseguiram chegar ao ápice juntos.
- Acho que estamos ficando bons nisso – disse depois que sua respiração tinha voltado ao normal – Não acha.
- Com tanta prática era o que iria acontecer – não pode deixar de rir do seu próprio comentário – Sabe, eu preciso te perguntar isso, você se sentiu mesmo atraído por mim a primeira vez que me viu?
- Digamos que tive uns sonhos inapropriados daquela noite – explicou – Cheguei até a me sentir culpado por trair a Elena em pensamento. Eu não tinha ideia das surpresas que me aguardavam.
- Sonhos impróprios? — colou a testa na dele – Será que posso saber como eram esses sonhos?
- Tudo que você precisa saber é que as coisas não foram muito legais quando acordei no meio da madrugada – deu de ombros – E eu ainda tive que me virar sozinho. Me senti como um adolescente de doze anos.
- Mas olha pelo lado bom – se ajeitou melhor no colo de Stefan – Agora você pode realizar todas as fantasias que teve comigo nesse sonho. O que acha?
- Mal posso esperar para isso – sorriu antes de beijá-la
Stef! — encostou a cabeça no peito dele quando se separaram – Será que você pode me levar para casa?
- O que? — a olhou espantado – E quem foi que disse que você vai sair daqui antes de amanhã a noite?
- Mas e o restaurante, você precisa ir até lá – lembrou – Não podemos ficar nesse quarto o fim de semana inteiro.
- Passo a semana inteira, posso me dar um ao luxo de ficar em casa descansando pelo menos um dia – passou a mão pela bochecha dela – E Kath, o mundo ainda está lá quando voltarmos para ele na segunda-feira. Você mesma disse que precisamos curtir o nosso namoro, então vamos fazer isso.
- Então pelo menos me deixe ir pegar algumas roupas – sugeriu – Não quer que eu fique dois dias aqui somente com a roupa que eu usava ontem, não é?
- Você não precisa pegar roupas, vai passar o final de semana sem nenhuma mesmo – se levantou da cadeira e levando junto consigo – Agora vamos queimar todas essas calorias que acabamos de consumir – completou enquanto entravam no quarto.
E foi assim que prosseguiu o intenso final de semana dos dois. Revesaram o tempo que tinham entre a cama, o chuveiro, a banheira e o sofá, nas mais diversas posições possíveis.
Já tinha escurecido quando Stefan levou a namorada para casa no domingo. Ela acabou dormindo durante o percurso pois teve poucas horas de sono nas últimas 48 horas.
- Kath! — a sacudiu pelo ombro quando parou o carro em frente ao prédio – Nós já chegamos.
- Que bom! — coçou o olho, sem conseguir esconder a sua cara de cansada.
- Ainda da tempo de mudar de ideia – lembrou – Posso dar meia volta e logo estaremos no hotel.
- Preciso ter uma boa noite de nosso, e não vou conseguir isso com você deitado bem do meu lado – respondeu – Não vai ser legal eu chegar ao trabalho amanhã com duas olheiras enormes.
- Tudo bem – a beijou enquanto fazia carinho atrás da orelha dela – Você nem saiu daqui ainda e eu já estou com saudades.
- Eu também – admitiu.
- Eu te ligo amanhã bem cedo – garantiu – Pode ficar esperando na frente do telefone.
- Pode ter certeza de que eu vou – retirou o cinto de segurança – Boa noite, Stef, eu te amo.
- Espera – a segurou pelo pulso antes que pudesse colocar a mão na trava da porta — Não vou ganhar um beijo de despedida.
Então, a beijou profundamente colocando a mão em uma das suas coxas a apertando com força. Deixou os lábios dela e foi descendo até chegar ao pescoço.
- Acabei de me lembrar de uma coisa – murmurou sem se afastar, nenhum milimetro, dela – Não chegamos a fazer nada aqui no carro. O que acha de fazermos isso agora?
- De maneira nenhuma – o afastou com a mão, mas não conseguia deixar de sorrir.
- Você está muito sem graça, Kath – cruzou os braços fingindo-se de bravo – Estava muito mais divertida quando estávamos lá no hotel.
- Amor, nós estamos na frente do meu prédio, da para ver tudo que acontece no estacionamento lá da portaria – lembrou – Não quero ser o motivo dos comentários na próxima reunião de condomínio.
- Tudo bem, acho que você me convenceu – revirou os olhos – Mas, da próxima vez, você não me escapa.
Com muita relutância a deixou sair do carro. Katherine subiu as ecadas e ficou esperando que ele saísse com o veículo e desaparecesse na curva da esquina antes de entrar no prédio. Deu graças a Deus de todas as manchas roxas que tinha ficado por seu corpo estavam escondidas pelas roupas ou pelo cabelo ou então teria grandes problemas agora ao passar pela frente dos porteiros.
Assim que chegou ao seu apartamento, a morena foi tomar banho e vestiu a camisa que Stefan insistiu que ela levasse pois achou que ficava linda nela. Deitou-se para poder, finalmente, dormir.
Pensou que fosse conseguir adormecer com mais facilidade, mas ficou quase duas horas rolando de um lado ao outro da cama. Decidiu ler um pouco, pois sabia que assim o sono iria voltar.
Estava tão cansada que quando despertador tocou na manhã seguinte ela o desligou e voltou a dormir. Acordou quase uma hora depois com o telefone indicando que havia acabado de chegar uma mensagem.
Se sentou na cama, ainda sonolenta e foi ver quem era, não pode deixar de sorrir ao ver o nome de Stefan na tela. Antes de ler o que ele tinha escrito decidiu olhar o relógio que estava na mesinha e se espantou, não tinha ideia de que já era tão tarde, agora precisava ser rápida.
De Stefan: Bom dia, meu amor. Não consegui parar de pensar em você a noite inteira. Espero que também tenha pensado em mim.
De Katherine: Pensei tanto em você que acabei dormindo demais. Agora tenho ir tomar banho correndo.
De Stefan: Banho? Que delícia! Quer saber o que eu iria fazer se estivesse ai agora?
De Katherine: Não tenho tempo para isso agora, Stef, tenho mesmo que me apressar. Tenho um monte de coisas para fazer na agência hoje.
De Stefan: Chata... Tudo bem, passo na agência mais tarde depois que conseguir resolver tudo do jantar de hoje no restaurante.
De Katherine: Mal posso esperar por isso. E sabe, vou deixar você completar todos os pensamentos pervertidos que estão passando pela sua cabeça nesse momento.
De Stefan: Perfeito, na sua mesa então...
De Katherine: Na minha mesa? Agora é sério, Stef, preciso ir. Nos falamos depois.
Ela jogou o celular em cima da cama e foi tomar banho. Depois que terminou de se vestir viu que tinha recebido uma nova mensagem do namorado.
De Stefan: Espero que você goste da surpresa.
De Katherine: Surpresa? De que surpresa você está falando?
De Stefan: Se eu contasse não seria mais surpresa.
Revirou os olhos tentando pensar o que ele poderia estar aprontando agora, mas decidiu parar de pensar nisso, ou então ficaria mais atrasada ainda.
Fez uma torrada e uma xícara de café antes de sair de casa. Conseguiu chegar a agência 15 minutos depois.
- Bom dia, Rose – acenou para a sua secretária – Desculpe pela demora mas que essa manhã foi uma loucura.
- Não tem problema. Ninguém ligou desde a hora que cheguei aqui – explicou – Vejo que está de ótimo humor hoje. Pelo jeito seu fim de semana foi muito bom.
- Pode ter certeza que sim – abriu um enorme sorriso naquele momento.
- E será que essa felicidade toda tem a ver com essas flores bem aqui? — quis saber mais uma vez.
Foi quando ela percebeu, pela primeira vez, o buquê de rosas brancas que estavam em cima da mesa de Rose.
- São para mim? — olhou ao mesmo tempo surpresa e feliz.
- Chegaram há uns 5 minutos – explicou – O cartão que veio junto está no seu nome.
Pegou o cartão que estava no meio das flores e o retirou de dentro do envelope. Imediatamente pode reconhecer a letra caprichada do Salvatore mais novo.
Somente uma coisa para você se lembrar de mim o dia inteiro.
Com amor,
Stefan.
- Todos esses meses que eu te conheço nunca te vi tão feliz – a mulher comentou – Você deve estar mesmo apaixonada.
- Eu estou mesmo – concordou enquanto pegava as flores e as cheirava de leve – Mas agora preciso voltar a realidade. O Damon já chegou?
- Ainda não – balançou a cabeça negativamente – Ele ligou há alguns minutos dizendo que tinha de levar a filha ao médico mas não deve demorar.
- Tudo bem então – deu de ombros – Quando ele chegar peça para ir até a minha sala. Temos muita coisa para fazer hoje.
Enquanto isso, Damon tinha acabado de deixar Elena e Giulia em casa e estava indo para a agência. Não pretendia se atrasar tanto assim para o trabalho, mas doença de criança era mesmo imprevisível e estava começando a descobrir isso da pior maneira possível.
- Bom dia, senhor Salvatore – a mulher disse quando ela abriu a porta de vidro para entrar no local – A senhorita Pierce que te ver na sala dela.
- Obrigado, Rose – acenou e foi caminhando em direção ao corredor.
Quando entrou na sala ela já tinha colocado dois bolos de fotos em cima da mesa. A morena deu um pequeno sorriso quando o viu.
- Oi, Damon – falou enquanto ele se sentava na cadeira bem na sua frente – Fiquei sabendo que você foi levar a Giu a médico. Ela está bem?
- Catapora – respondeu – Apareceram umas bolinhas vermelhas ontem de manhã e ela começou a se coçar sem parar. Desconfiamos que era catapora então a levamos o médico e ele confirmou.
- Lembro de quando tive catapora, tinha três anos – revirou os olhos com as lembranças – Meu irmão mais velho pegou catapora na escola e minha mãe achou legal que eu ficasse doente também assim eu me “livrava” logo da doença. A pior parte são mesmo as coceiras.
- O médico passou um creme para passar nela – explicou – Procurei na farmácia que tem perto do hospital, mas estava em falta. Então falei para a Elena que levaria o creme quando voltasse para a casa a noite.
Katherine não pode deixar de sorrir ao ouvi-lo falando todas aquelas coisas. Ele parecia mesmo muito feliz.
- O que foi? — perguntou ao ver a expressão da amiga.
- Só estou achando legal você falando todas essas coisas a respeito da sua filha – explicou – Você está se saindo mesmo um ótimo pai, parece que fez isso a via toda.
- É mesmo muito gratificante cuidar dela e ver aqueles olhinho brilhando em agradecimento – estava com um sorriso bobo – Mas eu tenho que admitir, também dá um trabalhão.
Seu olhar, então, recaiu sobre as rosas brancas que estavam em um vaso no canto da mesa.
- Belas flores! — comentou em seguida, é claro que estava curioso para saber quem as tinha enviado, mas não podia perguntar, isso seria invasão de privacidade.
- Obrigada – foi tudo que disse a respeito disso – Vamos logo ao trabalho. Tentei fazer uma pré-seleção na sexta-feira antes de ir embora, mas quero que você dê uma olhada também.
- Claro – pegou a pilha de fotos que ela o entregou – E me explique também qual foi o critério que você usou para selecionar esses.
Tiveram muito trabalho para selecionar os modelos para a agência. Na hora do almoço pediram a Rose que comprasse comida, assim não perderiam tempo tendo que sair para um restaurante.
- Com licença, desculpe interromper – a mulher apareceu, novamente, um pouco depois das duas horas da tarde – É o senhor Salvatore no telefone.
- Meu irmão? — moreno achou aquilo muito estranho, Stefan nunca tinha ligado para lá – Katherine, você se importa de eu atender aqui.
- Na verdade, não é para você, Damon – continuou a explicar – Ele ligou para falar com a Katherine.
- Obrigada, Rose – retirou o telefone e o colocou no ouvido – Oi, Stef. Eu amei as flores. Como você adivinhou que rosas brancas eram as minhas favoritas?
Então foi Stefan que tinha dado aquelas flores para ela. Ficou prestando atenção na conversa dos dois e pelos sorrisos da morena enquanto falava dava para perceber que estavam bem íntimos. Certamente o final de semana dos dois foi bem animado.
Fez uma careta e balançou a cabeça negativamente tentando afastar certos pensamentos. A imagem de seu irmão e de sua sócia nus e enroscados em uma cama era perturbadora demais.
- Agora eu preciso desligar, como eu já te disse tenho um monte de coisa para fazer – continuou – Vou te esperar aqui sim, beijos.
- Então – Damon começou a falar quando falar quando ela desligou o telefone – Você e o meu irmão, isso é sério?
- É! — suas bochechas estavam extremamente vermelhas e mexia nervosamente em um pedaço de papel a sua frente, evitando olhá-lo nos olhos – Espero que você não acha que seja muito estranho.
- É a vida de vocês dois, podem fazer o que quiser e eu não tenho nada com isso – deu de ombros – Só confesso que fiquei um pouco surpreso.
- Vamos continuar com o nosso trabalho – mudou de assunto rapidamente – Precisamos terminar isso ainda hoje.
Perto das seis tarde eles, finalmente, conseguiram arrumar tudo. Katherine pediu para que o sócio levasse as fotos dos modelos escolhidos para a secretária assim ela poderia entrar em contato com eles.
- Acho que isso é tudo, Rose – o moreno avisou – Já estou indo, quero ver como está a Giu.
- Está bem – concordou com a cabeça – Boa noite, Damon, até amanhã.
Caminhou em direção a saída da agência quando deu de cara com Stefan. Os dois irmãos ficaram se encarando por alguns segundos sem conseguirem falar nada.
- Oi , Stefan – Damon falou depois desse silêncio constrangedor – Você veio falar com a Katherine?
- Isso mesmo – passou a mão, nervosamente, pelo cabelo – Nós dois estamos namorando.
- Eu fiquei sabendo – estava achando toda aquela conversa muito formal, mas não podia fazer nada – Parabéns, eu acho.
- Obrigado! — acenou a cabeça – E como é que estão as coisas em casa? Como estão a Elena e a Giu?
- Estão bem – respondeu dando um fraco sorriso – Só a Giu que está um pouco doentinha e por isso está bem manhosa.
- A Giu está doente? — pareceu bem preocupado nesse momento – Mas elas está bem? Se precisarem de alguma coisa ela, pode me ligar.
- É só uma catapora – explicou – E pode deixar que se precisarmos de qualquer coisa com a Giu, eu te ligo.
- E sabe, a respeito de mim e da Kath – continuou – Você pode contar para a Elena se quiser, ela vai ficar sabendo mais cedo ou mais tarde mesmo.
- Eu não vou contar nada para ela — garantiu – Sei que ela vai acabar sabendo, mas é melhor que seja por você e não por outra pessoa.
- Sei que vou precisar conversar com ela mais cedo ou mais tarde – concordou – Mas essa não vai ser uma conversa fácil e não sei se já estou preparado para isso.
- Não posso te forçar a nada, nem mesmo deveria estar me metendo nesse assunto, ele só diz respeito a vocês dois – completou – Agora eu preciso ir, foi bom te ver, Stefan.
- Espera, Damon – o chamou fazendo com que parasse com a mão na porta – Só quero que você saiba que eu não guardo magoa, nem de você, nem da Elena.
- Obrigado, cara – respondeu – É muito bom ouvir isso.
Então Damon seguiu para rua em direção ao carro enquanto seu irmão foi até a sala da namorada, que já estava esperando por ele.
Notas finais
Minha intenção era só postá-lo na semana que vem, mas fiquei tão feliz que chegamos as 100 Reviews (agora são 107) que tive que postar bem rápido, agora só falta uma recomendação né gente?
Bom, no próximo capítulo acontece a conversa definitiva entre o Stefan e a Elena... (só digo que vai ser um pouco tenso), mas agora é só devo postar na semana que vem.
Só uma pergunta, se eu escrevesse uma fic Stferine vocês leriam?
É isso, agora vocês comentam.
Bom feriado a todos.
Fale com o autor