Secrets
16 Capítulo 15 - A verdade
Damon estava colocando refrigerante em dois copos quando ouviu o apito do micro-ondas, sinal de que a pipoca estava pronto. Abriu a embalagem e passou conteúdo para uma tigela, pôs tudo na bandeja e foi para a sala, aonde Katherine o esperava no sofá.
- Aqui está a pipoca – avisou enquanto se sentava ao lado da morena – Espero que você goste, pois me deu muito trabalho para fazer.
- Eu imagino – começou a rir – Deve ter dado muito trabalho abrir a pipoca, colocar a embalagem no micro-ondas e ligar ele.
- Mas como você é crítica – reclamou, fazendo com que ela revirasse os olhos – Tudo bem que eu não tenho o talento culinário do meu irmãozinho, mas eu nunca morri de fome. O que deve significar que eu faço o básico.
- Eu sei disso, seu bobo – deu um beijo na bochecha do homem – Mas você tem que admitir que a comida do seu irmão é maravilhosa.
- Já percebi que você pensa dessa maneira – reclamou – Não saiu de lá a semana toda.
Durante os último cinco dias, em que Damon passou fazendo as fotos para a campanha, ele foi almoçar com a sua nova amiga e o lugar escolhido era o Salvatore's. O restaurante era um verdadeiro sucesso e está sempre lotado, tanto de dia quanto a noite.
- Mas mudando de assunto – continuou – Qual foi o filme que você escolheu para assistirmos?
- Esse daqui – retirou a caixa de dentro da sacola, era uma comédia romântica, o moreno fez uma careta ao ver – E nem adianta começar a reclamar.
- Não acredito que aceitei que você escolhesse o filme – comentou – Teria alugado um filme de terror.
- Foi por isso mesmo que eu escolhi o filme – respondeu – Não gosto de filme de terror, ia passar a maior parte do tempo com os olhos fechados.
- Não seria tão ruim assim – levantou as sobrancelhas de maneira sedutora – Você podia ficar abraçada comigo e escondendo o rosto no meu ombro.
- Sabe que isso não funciona comigo, Salvatore – jogou uma pipoca nele – Não vou ser seu estepe.
- Chata! — mostrou a língua em um gesto bem infantil – Mas vamos colocar esse filme, assim eu me livro logo dessa chatice.
- Ligou o aparelho de DVD e colocou disco lá dentro. Já ia iniciar o filme quando Stefan apareceu, totalmente arrumado para sair.
- Oi, Stefan – Damon acenou para o outro – Por que você não se junta a nós nesse filme extremamente chato.
- Não liga para o que o seu irmão diz, Stefan – a morena o interrompeu – O filme é muito legal.
- Infelizmente não posso ficar aqui com você – avisou – Preciso ir agora para o restaurante.
- Algum problema? — o outro perguntou, preocupado – Pensei que você fosse deixar a Lexi tomando conta de tudo e fosse tirar o dia de folga.
- Essa era a minha intenção – suspirou pesadamente – Mas a Lexi acabou de ligar e aconteceu um problema na cozinha e vou precisar ir lá resolver.
- Tudo bem, então — deu de ombros.
- Minha intenção é não demorar, quem sabe eu consiga assistir ao final do filme – deu de ombros – Nunca se sabe.
- Então está bem, Stefan – foi Katherine quem falou – Estaremos te esperando aqui caso você volte.
- Se a Elena ligar avise que eu tive que sair – pediu – Então ela pode ligar para o meu celular ou então eu ligo quando chegar.
- Pode deixar – concordou com a cabeça.
Stefan saiu e trancou a porta. Os outros dois esperaram até ouvir o barulho do carro ligando e saindo para a rua, só então começaram a falar.
- Elena já está na casa da tia dela desde o inicio da semana – a mulher comentou – Tem ideia do que ela foi fazer lá?
- Ela disse que queria passar um tempo a mais com a família – explicou – Mas seu é para refletir sobre o beijo que ela me deu depois do jantar de inauguração do restaurante.
Damon tinha desabafado com a amiga a respeito do que tinha acontecido entre ele e Elena. Ela o tinha aconselhado a dar um tempo e ver o que a cunhada iria fazer a seguir, ou poderia acaba se decepcionando, como já tinha acontecido antes.
- Tenho muita pena do seu irmão – deu um pequeno suspiro – Ele se preocupa tanto com a Elena e não tem ideia do segredo que ela esconde.
- Você acha mesmo que eu não penso no Stefan com relação a tudo isso? — observou – Por mim, teria contado toda a verdade quando a Elena falou que estava grávida, mas isso não depende somente de mim.
- Vocês dois são irmão, e parecem ser bem unidos – observou – Não acha que seria melhor ele saber o que aconteceu por você?
- Não posso fazer uma coisa dessas com a Elena – explicou – Tenho certeza de que ela quer explicar essa história para o Stefan mas ainda não está preparada, vou esperá-la estar pronta.
- Acho que eu tenho que aprender a não discutir com um cara apaixonado – não pode deixar de revirar os olhos – Tudo bem, não fale nada, saiba que é o melhor para todos ele saber logo a verdade, principalmente para a Giu.
- Sei de tudo isso, Katherine – concordou com a cabeça, não estava com vontade de continuar esse assunto naquele momento.
- Então fale isso com a Elena – sugeriu – Quem sabe desse jeito ela não abre os olhos e decida falar com ele de uma vez.
- O que acha de assistirmos logo filme? — decidiu mudar de assunto – A pipoca já está esfriando.
- Está bem – concordou.
Com menos de quinze minutos de filme, Damon já estava dormindo com a cabeça encostada no ombro da amiga. Ela tentou despertá-lo, mas foi em vão.
Quando o filme terminou, Katherine se levantou com todo o cuidado para não acordar o moreno ao seu lado. Retirou o DVD do aparelho e pegou a sua bolsa, já esta se preparando para ir embora quando ouviu o barulho de chave na porta da frente. Virou-se e encontrou Elena.
- Oi Katherine – olhou a outra de cima a baixo – Não imaginei que iria te encontrar aqui.
- O Damon me chamou para assistir um filme com ele – mostrou a caixa que ainda estava na sua mão – Ele dormiu no meio do filme, então eu já estava indo embora.
- Entendi! — balançou a cabeça afirmativamente.
- Tio Damon! — Giulia tinha acabado de entrar na casa e correu em direção ao sofá aonde o tio estava deitado – Que saudades!
- O que houve? — ele acordou assustado e sem saber muito bem aonde estava – Giu, o que você está fazendo aqui?
- Eu e mamãe acabamos de chegar – respondeu como se fosse a coisa mais obvia do munda – Foi tão legal lá em Mystic Falls. Mamãe me levou ao parquinho, eu brinquei com a tia Meg e a tia Caroline me levou a cinema.
- Mas que legal, minha pequena – deu um beijo no topo da cabela dela – Ainda bem que você voltaram, foi um semana muito triste sem você aqui.
- Teria sido muito mais legal se você tivesse ido com a gente – observou enquanto o abraçava ainda mais apertado.
- Eu não podia ir, minha linda, tinha um monte de coisas para fazer aqui, no trabalho – lembrou – Quem sabe da próxima vez eu possa ir, então vou poder fazer todas essas coisas divertidas com você.
- Legal! — deu um enorme sorriso.
- Oi, Elena – levantou os olhos e encontrou a cunhada ainda parada próxima a porta – É muito bom de ver.
- Oi, Damon – acenou com a mão.
- Acho que já vou indo embora – Katherine avisou – Damon, a gente se vê segunda-feira na agência.
Ela saiu e fechou a porta, deixando Damon e Elena ainda se encarando por mais alguns segundos.
- Aonde está o Stefan? — a morena quis saber, por fim.
- Foi até o restaurante – explicou – Teve que ir resolver um probleminha lá. Mas não deve demorar muito para chegar.
- Está bem! — disse – Giu, por que você não vai para o seu quarto levar as sua mala para pegar todas as coisas legais que você ganhou e mostrar para o tio Damon.
- Tudo bem – pulou do sofá e caminhou em direção a mala – Você vai me ajudar a guardar as minhas roupas?
- Coloca tudo, do jeitinho que tá, em cima da cama e eu já vou lá te ajudar a colocar as coisas no guarda-roupa – garantiu – Eu só preciso falar uma coisa com o seu tio Damon.
A menina pegou a mala de carrinho e caminhou até a escadas e a levantou para poder carregá-la. Elena esperou até que ela desaparecesse no andar de cima para poder começar a falar.
- Eu pensei muito em relação a tudo que está acontecendo, entre mim, você e Stefan, durante esse tempo em que estive em Mystic Falls – falou, calmamente – E tomei uma decisão.
- E qual foi a sua grande decisão? — estava bastante interessado na conversa nesse momento.
- Vou contar a verdade ao Stefan, hoje mesmo – respondeu – a minha intenção era falar assim que chegasse, mas ele não está em casa. Então estava pensando em sairmos para jantar.
- Se você achar melhor, eu posso sair com a Giu – sugeriu – Então você e o Stefan vão ter a casa toda só para vocês, com certeza vão conversar mais a vontade.
- Acho melhor nós dois sairmos – disse – Vamos estar em um lugar público e as chances dele se enfurecer vão ser menores.
- Se você prefere assim – deu de ombros.
A mulher foi até o quarto da filha ajudá-la a desarrumar a mala, mas estava sempre de olho para o momento em que o marido chegasse em casa, o que aconteceu cerca de vinte minutos depois. Ele foi até lá vê-las.
- Finalmente as duas mulheres da minha vida voltaram – deu um beijo no topo da cabeça da filha e um selinho na esposa – Se tivesse dito que chegava hoje teria ido ao aeroporto te buscar.
- Não queria dar trabalho – explicou – Pegamos um táxi no aeroporto e chegamos aqui sem nenhum problema.
O jovem casal saiu do quarto de Giulia para poderem conversar mais a vontade.
- O que você acha de irmos jantar fora hoje a noite, somente nós dois – Elena sugeriu – Assim ficamos mais a vontade e matamos as saudades um do outro.
- Você sabe que eu também estava morrendo de saudades suas, mas precisamos mesmo ir jantar em um restaurante – reclamou com uma careta – Já passo a semana inteira em um, não aguento mais.
- Tudo bem, quem sabe, então não podemos ir até uma lanchonete? – sugeriu – Igual aos nossos primeiros meses de namoro.
- Essa me parece uma ideia perfeita – deu mais um beijo nela antes de caminhar até a porta do quarto do dois – Só me deixe tomar um banho e já podemos sair.
E foi assim, menos de uma hora depois eles estavam saindo de casa. A lanchonete não ficava muito longe, por isso puderam ir a pé, como não faziam há muito tempo.
Stefan foi fazer os pedidos enquanto a morena escolhia uma mesa. Logo depois ele se juntou a ela já com a bandeja na mão.
- Sabe, faz anos que eu não como um hambúrguer – comentou – E, sinceramente, sinto muita falta disso.
A mulher apenas deu um fraco sorriso sem retirar os olhos da mesa a sua frente e também brincava com o papel que cobria a bandeja.
- O que houve, Elena? — ele perguntou, por fim – Sei que aconteceu alguma coisa, te conheço muito bem para saber.
- Não posso esconder nada de você mesmo – deu um suspiro pesado – Tem um motivo para eu querer sair de casa hoje, preciso conversar uma coisa com você.
- Você falando desse jeito está me assustando – a olhou preocupado – O que é tão importante que não pode ser falado em casa?
- Em primeiro lugar, eu quero que saiba que eu te amo, muito – segurou a mão do marido – Nada mudou desde o nosso primeiro beijo até esse momento em que estamos agora.
- Eu sei disso, meu amor – beijou a ponta dos dedos de Elena – Eu também te amo, muito.
- Por favor, me deixa falar tudo de uma vez se não vou acabar perdendo a coragem – pediu – A Giu, ela não é sua filha. É filha do Damon.
Depois de falar isso, rápido demais, esperou que Stefan respondesse alguma coisa. Mas, ao invés disso, ele apenas a olhou seriamente.
- Saiba que isso não muda nada – decidiu continuar – Você ainda é o marido que eu amo muito e a Giu é a sua filha.
- Quando? — ele, finalmente, conseguiu perguntar – Quando foi que isso aconteceu? Bem embaixo do meu nariz e eu não tinha a menor ideia, não é isso?
- Lembra de quando você tinha acabado de voltar da Itália e foi com o seu pai a uma reunião com os fornecedores? — já podia sentir algumas lágrimas se formando pelo canto dos seus olhos – E eu passei a noite na sua casa por que uma árvore caiu no meu carro?
- Foi nesse dia que tudo começou? — quis saber, por fim.
- Essa foi a única vez, acredite em mim – respondeu – Nunca duvide das minha palavras, se eu estou te falando, é verdade.
- Com tudo isso que você está me falando não tenho tanta certeza de que posso acreditar no que você fala – observou.
- Você tem que acreditar em mim, Stefan — continuou a insistir – Vou te explicar tudo que aconteceu, nos mínimos detalhes.
- Então ela contou tudo: sobre eles decidirem não falar mais sobre a noite que tinha passado juntos, sobre a gravidez, sobre a sua conversa com Damon a respeito de mentir a respeito da paternidade do bebê e tudo a respeito disso nos quatro anos seguintes.
- Você entendeu agora por que eu fiz tudo isso? — completou – Foi tudo pensando em você. Você merecia esse filho e ela está aqui, não importa o que o exame de DNA vai dizer.
- Não sei o que pensar a respeito disso, Elena – estava com as duas mãos sob a cabeça – Ainda está tudo muito confusa.
- Por favor, Stefan – sua voz saiu em um sussurro – Não me fale uma coisa dessas, preciso do seu apoio, agora mais do que nunca.
- Ele é meu irmão mais velho Elena – disse um pouco mais alto do que estava planejando, fazendo que algumas pessoas olhassem na direção deles – Você sempre soube como eu me sentia por todas sempre preferirem ele e o Damon também sabia como eu me sentia em relação a você. Mesmo assim, os dois me traíram.
- Espera Stefan – o interrompeu – Você não entendeu nada do que eu acabei acabei de te falar.
- Se você tivesse me contado naquela época eu iria entender – foi a vez dele interrompê-la – Teria ficado um pouco chateado mas iria acabar aceitando. Eu teria te ajudado a cuidar da Giu, mesmo ela tendo o nome do Damon na certidão de nascimento.
- Como é que eu poderia saber disso? — agora as lágrimas escapavam pelo rosto da morena – Eu só tinha 19 anos, tinha acabado de terminar o meu primeiro ano de faculdade e descobrir estar grávida do meu cunhado. Foi a solução mais fácil que eu arranjei na época.
- Mas você me enganou, durante 5 anos, Elena, não sei se serei capaz de perdoar uma coisa dessas – se levantou da cadeira em que estava – Preciso de um tempo para pensar em tudo isso.
- Espera, Stefan – colocou a mão sob a dele – Aonde é que você está indo.
- Vou para casa – avisou – E, por favor, Elena, não me segue. Preciso desse tempo sozinho.
Ele começou a andar e Elena voltou a chorar, agora abertamente. Não ligava se tinha alguém olhando, não conseguia mais segurar.
Enquanto isso, Damon estava assistindo televisão na sala da casa juntamente com Giulia, que dormia com a cabeça em seu colo. Queria saber como é que estava indo a conversa do irmão e da cunhada, será que ela já tinha contado tudo? E qual terá sido a reação dele.
Foi nesse momento que a porta da frente foi aberta de maneira brusca, fazendo com que a menina acordasse assutada. Stefan não parecia com uma cara muito feliz.
- Stefan? — o outro conseguiu falar – Chegou cedo, aconteceu alguma coisa no jantar de vocês.
Ele ficou parado olhando para o irmão e para a pequena Giulia. Conseguia, agora, notar as pequenas semelhanças, aquelas que se negou a notar por quatro anos.
- Depois eu falo com você, Damon – foi tudo que ele conseguiu falar antes de caminhar em direção as escadas.
- O que foi que aconteceu, tio Damon? — a menina perguntou, confusa – Aonde é que está a mamãe?
- Não sei, mina pequena – respondeu – Vamos esperar ele voltar a explicar tudo que está acontecendo.
Continuaram a assistir televisão. Algum tempo depois foi a vez de Elena aparecer, seu rosto estava totalmente vermelho e molhado devido as lágrimas.
- Elena... — ele se levantou para poder olhá-la melhor, mas tudo que a morena conseguiu fazer foi deitar a cabeça no ombro dele e continuar a chorar.
- Mamãe? — a menina se levantou e caminhou em direção aos outros dois – O que foi que aconteceu.
Todos se viraram quando ouviram passos vindos da escada. Stefan voltou trazendo uma mala na mão.
- Damon, será que você pode levar a Giu lá para cima – a morena estava bastante convicta nesse momento enquanto limpava o rosto – Preciso conversar com o Stefan.
- Mas por que eu preciso ir, mamãe? — cruzou os braços totalmente indignada – Quero saber o que está acontecendo?
- Não discuta com a sua mãe – pegou a menina no colo – Ela sabe o que é melhor para você e agora é você ir para o eu quarto.
- Espera um minuto! — o loiro pediu, fazendo com o que o outro parasse na matade do caminho na direção das escadas.
Aproximou e passou a mão pelos cabelos da filha, que não entendia nada. Depois, deu um beijo na testa da menina.
- Minha princesinha – disse logo em seguida – Quero que você saiba que eu te amo, muito, não se esqueça disso.
- Não vou esquecer – balançou a cabeça negativamente – Eu também te amo, muito, papai.
Depois que os outros dois foram para o andar de cima da casa, o o casal ficou se olhando por alguns segundos.
- Você pretende mesmo ir embora? — a mulher conseguiu falar, em seguida – Vai jogar todos esses anos fora por causa de uma besteira dessas?
- Não diria que é por causa de uma besteira – continuou – Vocês dois tiveram uma filha juntos, esse é o maior laço que duas pessoas podem ter.
- Não é com o Damon que eu tenho esse laço e você sabe muito bem disso – não podia acreditar no que estava acontecendo, foi pior do que tinha imaginado – A Giu é sua filha e sabe muito bem disso.
- Não quero brigar com você Elena – respirou fundo algumas vezes antes de voltar a falar – É melhor eu ficar fora por alguns dias.
- Então vai embora – gritou enquanto ele caminhava em direção a porta – Também não quero te ver, nunca mais. Não precisa mais voltar.
- Não disse que ia embora para sempre, apenas que precisava de um tempo – deu de ombros – Mas, já que você quer assim, adeus, Elena.
No momento que ele foi embora, Elena se jogou no sofá e continuou a chorar. Não tinha forças para fazer mais nada, nem mesmo ir para o seu quarto, queria ficar naquele lugar para sempre.
Foi então que Damon apareceu e a encontrou dessa maneira. Ele se aproximou e se sentou ao seu lado, colocando a mão sob as suas costas.
- Ele me odeia – conseguiu falar, depois de um tempo – Sabia que não devia ter falado nada para ele.
- Não diga uma coisa dessas, o Stefan não te odeia – tentou acalmá-la – Foi melhor assim, ele precisava saber da verdade. Tenho certeza de que depois de esfriar a cabeça ele vai voltar e vocês dois vão se acertar.
- Duvido muito disso – limpou uma lágrima que insisti em cair – Ainda mais por que eu falei que ele não precisa voltar.
- Não pensei nisso agora – colocou uma mecha de cabelo dela para trás da orelha – Descanse e passe a se preocupar com isso amanhã.
- Fica aqui comigo, um pouco – escondeu o rosto no ombro do cunhado – Preciso muito de alguém aqui comigo, para saber que não estou sozinha.
Damon apenas passou o braço pela cintura dela e a abraçou. Ficaram dessa maneira por várias horas.
Notas finais
Confesso que esse foi o capítulo mais difícil dessa fic que eu já escrevi até agora, principalmente por causa da briga entre o Stefan e a Elena (aposto que ninguém ai ficou com pena da Elena kkkkkkkkkkkk).
A próxima a saber a verdade é a Giu, como será que ela vai reagiar ao saber que seu tio na verdade é seu pai e seu pai na verdade é seu tio (isso é muito confuso e lembrem-se que ela só tem 4 anos).
Quem ai percebeu uma peque aproximação Steferine?
Para quem não percebeu, eu coloquei uma capa nova, que foi feita pela Duda Tvd, o que vocês acharam?
Bom, é isso, agora vocês comentam.
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