Secrets

11 Capítulo 10 - Emoções de um nascimento


Notas iniciais
Mas um capítulo de Flash Back.
Dessa vez sobre como foi o nascimento da Giu.

Quatro anos atrás.

Damon suspirou pesadamente antes de beber um gole de água. Estava há quase 12 horas no estúdio tirando as fotos para essa nova campanha, parando apenas por alguns minutos para poder comer alguma coisa.

- Está certo, Damon, vamos voltar para as fotos – o fotografo falou, fazendo com que revirasse os olhos – São as últimas, depois disso vocês podem ir embora.

- Finalmente! — depois do que ouviu estava bem feliz em voltar ao trabalho – Mal vejo a hora de ir embora para casa.

Foram necessários mais 20 minutos, mas, logo o homem disse que já estava tudo pronto.

- Ainda nem acredito que acabou – a modelo, que também estava na campanha, caminhava ao lado do moreno – Nunca estive em uma seção de fotos tão cansativa.

- Nem me fale – concordou – Mal vejo a hora de chegar no meu apartamento e cair na cama.

- Digo o mesmo – falou novamente – Mas sabe, apesar de tudo, até que eu gostei de trabalhar com você.

- Também gostei de trabalhar com você – ele respondeu – E agora, só porque a campanha acabou, não significa que nunca mais vamos nos ver.

- Gostei de ouvir isso – ela sorriu maliciosamente enquanto colocava a mão sob o ombro do homem – Está me convidando para sair?

- Acabou de abrir uma boate não muito longe da minha casa – respondeu – O que acha de irmos até lá sexta-feira a noite?

- Perfeito! — concordou – Você tem o meu telefone, me ligue para podermos combinar isso melhor.

Ficou observando a mulher caminhar em direção ao seu camarim e não pode deixar de sorrir. Já era o quinto encontro que marcava naquele mês, elas eram boas distrações, mas sabia que nenhum iria conseguir fazê-lo esquecer Elena.

E mais uma vez se pegou pensando na cunhada, como será que ela estava naquele momento? A última vez que falou com Stefan ele disse que a morena estava com uma barriga enorme e o bebê, uma menina que se chamaria Giulia, nasceria em breve. Queria muito estar ao lado delas nesse momento, mas sabia que seria impossível.

Balançou a cabeça negativamente tentando afastar esses pensamentos e foi trocar de roupa para poder ir embora.

Quando pegou seu celular viu que tinham cinco chamadas de seu pai. Porque será que ele ligou tantas vezes? Será que aconteceu alguma coisa com ele? Ou com Stefan? Ou, pior, com Elena e o bebê? Engoliu em seco com essa ideia.

Quando decidiu que iria retornar a ligação o aparelho tocou mais uma vez. Não pensou duas vezes antes de atender.

- Alô – quando falou, percebeu que sua voz estava tremendo.

- Damon – seu pai disse do outro lado da linha – Finalmente consegui falar com você, estou há horas tentando te ligar.

- Eu estava trabalhando – explicou – Mas o que foi? Aconteceu alguma coisa para você está tentando me ligar tanto assim?

- Stefan me ligou hoje de manhã – começou a explicar – Elena estava começando a sentir contrações e ele a levou para o hospital.

- Mas isso é ótimo – não pode deixar de sorrir ou ouvir a notícia – Então quer dizer que o bebê já nasceu, não é isso?

- Falei com o Stefan a última vez meia hora atrás e ainda não tinha nascido – respondeu — Ele disse que não sai do lado da Elena nenhum minuto sequer, mas ele também está muito nervoso.

Damon podia imaginar o quanto o irmão estava nervoso. Aquele era o primeiro bebê deles e a expectativa envolta de tudo era muito grande.

- Queria ir até Atlanta para poder ficar ao lado deles, mas, infelizmente, tenho muita coisa para fazer no restaurante e não posso sair daqui nem por cinco segundos – continuou – Liguei para Jena, mas a irmã mais nova da Elena está com catapora e ela também não está podendo viajar.

- Então quer dizer que os dois estão sozinhos lá no hospital? — concluiu.

- Queria saber se você podia ir até lá dar uma força para o seu irmão – falou – Mas você está trabalhando, então não precisa se preocupar.

- A seção de fotos que eu estava fazendo já acabou e próxima que eu tenho marcada é só daqui há três semanas – avisou – Liga para o Stefan e diz que eu já estou indo para Atlanta.

- Está bem então – disse – Seu irmão vai ficar bem mais aliviado sabendo que você está a caminho.

Assim desligou o celular com o pai, Damon ligou para a companhia aérea, conseguiu um lugar no voo para Atlanta que sairia em meia hora. Pelo menos daria tempo de ir em casa para pegar algumas roupas.

No táxi, a caminho do aeroporto, recebeu uma mensagem de seu pai avisando que Elena estava entrando na sala de cirurgia. Isso sanguificava que quando chegasse ao hospital, Giulia já teria nascido.

O voo até Atlanta foi bem tranquilo e conseguiu chegar lá sem maiores problemas. Como hospital não ficava muito longe do aeroporto, chegou lá rapidamente.

- Boa noite – chegou ao balcão aonde estava a recepcionista – Gostaria de saber qual o quarto de Elena Salvatore.

- Um minuto – começou a mexer em alguma no computador – Aqui está, Elena Salvatore quarto 720.

- Muito obrigado – disse antes de caminha apressadamente em direção ao elevador.

Chegou ao quarto que a mulher tinha indicado e abriu a porta delicadamente. Elena ainda estava adormecida e Stefan estava sentando ao seu lado mexendo, delicadamente, no seu cabelo.

- Stefan – sussurrou, mas foi o suficiente para que o outro ouvisse e virasse na sua direção.

- Oi Damon – deu um sorriso torto e indicou, com a mão, para que ele entrasse – Desculpe-me pelo papai ter feito você vir até aqui.

- Não tem problema – deu de ombros, na verdade, aquele era exatamente o lugar aonde queria estar, mas não diria isso em voz alta – Mas agora me diga, correu tudo bem?

- Sim – parecia bem aliviado falando isso – Tiveram que fazer uma cesariana e a Elena ainda está sob o efeito da anestesia – olhou, rapidamente, para a esposa – Mas ela e o bebê estão bem.

- Isso é mesmo bom – concordou – Imagino que não vão trazê-la aqui por agora, não é mesmo?

- A médica disse que vão esperar uma meia hora depois da Elena acordar para poderem trazê-la para mamar – explicou – Mas podemos vê-la lá no berçário, se você quiser.

- É claro que eu quero – não pensou nem duas vezes antes de responder – Mas será que não tem problema deixar a Elena sozinha aqui?

- Não acho que ela vai acordar agora – garantiu – A médica disse que o efeito da anestesia pode durar até duas horas.

Saíram do quarto e caminharam em direção ao berçário que ficava no mesmo andar em que estavam.

- Ali está ela – apontou para o bebê que estava bem no canto do vidro. Ela estava vestindo rosa e mexi os bracinhos e as perninhas sem parar.

- Ela é muito linda – Damon não pode deixar de dar um sorriso bobo nesse momento.

- Sim, ela é perfeita – o outro homem estava da mesma maneira – Assistir o nascimento dela e ser o primeiro a pegá-la no colo foram os momentos mais incríveis da minha vida.

- Eu imagino – o moreno ficou pensando como seria se fosse ele assistindo ao parto, não sabia se aguentaria de tanta emoção.

Ficaram mais alguns minutos admirando a pequena Giulia antes de voltar para o quarto. Elena estava começando a acordar.

- Oi! — deu um fraco sorriso fraco ao vê-los – Pensei que você tivesse cansado de ficar aqui comigo e tinha ido embora para casa.

- Nunca vou cansar de ficar perto de você, meu amor – Stefan deu um selinho na esposa – Como é que você está se sentindo?

- Ainda estou um pouco tonta por causa da anestesia, mas vou sobreviver – garantiu – E como é que está a nossa pequena?

- Está muito bem – respondeu, sorrindo – Daqui a pouco ela em mamar e eu vou filmar tudo, como fiz na hora do parto – completou enquanto pegava a câmera em cima da mesa.

- Quer dizer que você filmou o parto? — Damon fez uma cara de nojo – Que horror. Não entendo esses pais babões que gravam tudo que os filhos fazem.

- Não vou discutir isso com você, Damon – o outro revirou os olhos – Quando você tiver seus filhos vai entender tudo isso.

- Você quer dizer, se eu tiver os meus filhos – o corrigiu – Você sabe que eu ainda estou inclinado a não ter filhos.

O loiro se sentou na cadeira que estava antes. Soltou um longo bocejos, afinal, estava há horas acordado.

- Stefan – a morena o chamou – Você não precisa ficar o tempo todo aqui comigo, pode ir para casa descansar.

- De jeito nenhum – protestou – Prometi ficar aqui do seu lado o tempo todo e só saiu desse hospital junto com você e a Giulia.

- Mas você não está nem aguentando ficar com o olho aberto – lembrou – Pode ir para casa, eu vou ficar bem. O Damon me faz companhia, não é mesmo?

- Claro que sim – ele garantiu – Afinal, um de vocês precisa estar acordado quando o bebê for para casa, pois as coisas não vão ser mais fáceis como eram antes.

- Mas assim eu vou perder a primeira vez que a Giulia vai mamar – deu um suspiro triste – Não quero perder esse momento.

- Você sabe que eu não concordo com isso – Damon respondeu – Mas eu posso filmar para você e você assiste depois.

- Está bem – concordou, por fim – Mas eu volto amanhã de manhã, não importa que você fique reclamando.

Deu um beijo na testa de Elena antes de sair do quarto e fechar a porta. Os outros dois ficaram se olhando sem conseguir pensar em nada para falar.

- Você não precisava ter vindo até aqui – ela conseguiu falar, por fim – Deve ter gasto uma grana na passagem aérea até aqui.

- Não foi problema nenhum, não poderia deixar meu irmão na mão – falou enquanto olhava para os próprios pés – Além disso eu queria estar aqui, te prometi isso a nove meses, lembra?

- Já faz tanto tempo, tantas coisas aconteceram desde então – deu de ombros – Pensei que nem se lembrasse.

- É claro que me lembro – colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela – Sempre vou me lembrar de tudo que diz respeito a você.

Elena abriu e fechou a boca várias vezes, mas não saiu nenhum som. Foi nesse momento que a porta foi aberta, a enfermeira entrou no local trazendo um embrulho rosa.

- Essa menininha aqui está querendo mamar – disse enquanto entregava o bebê para Elena – Está pronta senhora Salvatore?

- Acho que sim – deu de ombros antes de olhar para o rosto da filha, não conseguiu deixar de sorrir.

- Vou ter explicar o que você precisa fazer – falou – Se o pai quiser ficar aqui perto, ele pode.

Os dois ficaram se olhando sem saber o que iriam responder.

- Não, você entendeu errado – a morena começou a explicar – Ele não é o pai do meu bebê.

- Exatamente, sou o tio, o pai é meu irmão – ele terminou de falar – E, por falar nisso, ele quer que eu filme tudo.

Enquanto a enfermeira explicava pra a morena como fazia para amamentar o bebê, Damon ligava a câmera.

- Acho que é isso, você parece ter tudo sob controle – ela caminhou em direção a porta – Vou te deixar a vontade.

- Bom, vamos começar logo com isso – se aproximou e focou a câmera no rostinho do bebê – Giu, saiba que eu fui totalmente contra, mas, se você assistir esse filme um dia, essa daqui é você.

- Giu? — a morena o olhou em dúvida – O nome dela é Giulia, é tão bonito, não precisa ficar colocando apelido.

- Mas é um nome tão grande e ela é tão pequena – comentou – É melhor chamá-la de Giu, combina mais.

- Até que eu gostei – disse, por fim – Giu, fica bonitinho.

- É isso ai, Giu, agora você já sabe a origem do seu apelido – agora ele colocou a câmera no rosto de Elena – Essa daqui é a sua mãe, mesmo depois de horas de trabalho de parto, continua linda.

- Era para você focar só no bebê, lembra? — o reprimiu – O Stefan sabe muito bem como é o meu rosto.

- Tudo bem – revirou os olhos e passou a gravar a ele mesmo – É isso ai, Stefan, você já viu ela mamando. Não quer que eu grave ela trocando as fraldas também, por que isso eu não faço.

Desligou a câmera e se sentou na cadeira ao lado da cama para poder ver como ficou a gravação.

- Está ótimo, acho que agora eu vou ver a gravação do parto – ficou assistindo até o momento em que retiraram o bebê totalmente sujo de sangue – Que coisa mais nojenta! Como vocês tiveram coragem de filmar isso?

- Stefan achou que seria legal filmarmos todos os momentos da nossa filha – explicou – Assim ela pode assistir tudo quando ela for mais velha.

- Eu nunca iria querer assistir ao vídeo em que eu estou nascendo – fez uma careta – E se essa menina tiver puxado alguma coisa de mim, não vai querer também.

Não demorou muito para Giulia terminar de mamar. Ela soltou um pequeno sonzinho e mexeu as duas mãozinhas fechadas.

Nesse momento, o moreno deu um sorriso bobo e se aproximou, acariciando o rosto da menina.

- Você quer segurá-la? — Elena perguntou.

- Tem certeza de que eu consigo? — pareceu um pouco incerto – Tenho medo de derrubá-la no chão e machucá-la.

- Deixa de bobagem – garantiu – Você não vai derrubá-la, além disso, uma hora você vai precisar fazer isso.

Ele então pegou a menina no colo. Foi então que viu que o irmão tinha toda razão, pegá-la no colo pela primeira vez era a sensação mais incrível do mundo.

- Ela é mesmo muito linda – comentou, enquanto a ninava andando de um lado para o outro do cômodo – E se parece muito com você.

- Ela também se parece com você – falou fazendo com que os dois ficassem se olhando. Era a primeira vez que a morena admitia isso e ainda parecia um pouco estranho para ela.

Então Damon começou a se aproximar da cunhada fazendo com que os espaço fosse ficando cada vez menor. Seus lábios já estavam a centímetros um do outro e tinha, involuntariamente, fechado os olhos. Foi quando a porta do quarto foi aberta novamente.

- Com licença, espero não estar interrompendo nada – a voz de Caroline fez com que se afastassem – Ah! É você, Damon. Não sabia que você estava aqui

- Olá para você também, Caroline – a olhou de cima da baixo – Posso te perguntar a mesma coisa

- Jena me falou que o bebê da Elena já ia nascer e eu não podia deixar a minha melhor amiga passar por isso sozinha – respondeu – Além disso queria muito conhecer a minha afilhada logo.

- Também vim dar uma força para o Stefan e para a Elena – respondeu.

- E aonde é que está o Stefan – a loira perguntou para a amiga, ignorando completamente o homem ao seu lado – Pensei que fosse encontrá-lo aqui do seu lado sem nem piscar.

- Ele até queria fazer isso – explicou – Mas eu o fiz ir para casa. Não queria um marido com cara de zumbi andando pelo hospital.

- Isso é verdade – concordou, rindo – Mas, por sorte, eu estou aqui agora e vou passar a noite toda com você.

- Já que agora você está em boa companhia – Damon disse entregando Giulia de volta para a mãe – Também vou para o hotel descansar um pouco. Estou acordado a horas por causa da seção de fotos.

- Por que você não me contou que estava cansado? — perguntou – Nunca teria te deixado me fazer companhia se soubesse.

- Não tem problema, eu até gostei de ficar te fazendo companhia – admitiu – Mas agora eu fico mais tranquilo com a Caroline aqui, apesar de tudo.

- Eu também te amo, Damon – olhou de uma maneira sarcástica.

- Mas você não vai ficar em um hotel – avisou – Tenho certeza de que eu Stefan vai pensar da mesma maneira que eu.

- Não quero dar trabalho – garantiu – Vou ficar bem em um hotel, é sério. Deve ter um aqui perto do hospital.

- Deixa de bobagem – o olhou de uma maneira bem séria – Pega a chave que está dentro da minha bolsa.

Depois de muita discussão, Damon acabou aceitando ficar na casa do irmão. Saiu deixando as duas amigas conversando animadamente.

Uma vez no corredor, ele encostou na parede e ficou encarando o teto. Ele agora era pai e isso ainda era muito estranho, apesar de todas as circunstâncias, sabia que sua vida iria mudar totalmente a partir daquele momento.

Notas finais
Prontinho gente, ta ai mais um cap.
No próximo cap vamos ver a Caroline e a Bonnie (que, até agora, só apareceram em Flash Back).
E também está chegando o momento em que a Elena e a Katherine vão se conhecer...
É isso ai, agora vocês comentam.