Secrets

2 Capítulo 1 - Felicidade


Elena entrou no seu carro que estava no estacionamento do zoológico. Trabalhava naquele lugar desde que se formou na faculdade há um ano e meio, embora essa não fosse a sua pretensão profissional, estava muito feliz.

O transito em Atlanta estava bem tranquilo naquele dia, por isso não demorou muito para chegar a escola da filha. Já estava abrindo a porta quando o seu celular tocou, era seu marido.

- Oi Stefan – disse assim que atendeu.

- Oi meu amor – ouviu a voz dele do outro lado da linha – Ainda está no trabalho? Espero não estar te atrapalhando.

- Eu vim buscar a Giu na escola – explicou – Depois disso nós vamos para casa. Vai demorar para chegar de novo hoje?

- Infelizmente sim – respondeu, fazendo com que a mulher suspirasse triste – Me lembro de quando meu pai estava montando o restaurante e Mystic Falls, mas não tinha ideia de que dava tanto trabalho assim.

- Não tem problema – deu de ombros, é claro que estava sentindo falta do marido, mas ele está tão feliz com o restaurante novo que não podia dizer nada – Logo o restaurante vai estar funcionando e tudo vai ficar bem mais
tranquilo.

- E prometo que vou te recompensar por todos esses momentos ausentes – garantiu – Tenho uma ideia, por que vocês não dão uma passada aqui depois que pegar a Giu na escola?

- Tem certeza? — pareceu um pouco incerta – Não quero atrapalhar o seu trabalho, sei o tanto de coisa que ainda precisa fazer.

- Vocês duas nunca me atrapalharam – avisou – Além disso, acabei de preparar um crepe de chocolate com sorvete que eu vou servir no jantar de inauguração e queria muito que você provasse.

- Estarei ai em menos de meia hora – completou enquanto fechava o carro e caminhava em direção a porta do colégio – Eu te amo, Stefan.

- Eu também te amo, Elena – respondeu – Te amo muito.

Deu um sorriso bobo assim que deligou o celular e colocou de volta da bolsa. Foi até a terceira porta da esquerda, aonde ficava a turma do jardim, no momento em que entrou no local, viu um borrão e um par de braços a abraçando.

- Mamãe! — a menina disse começando a pular.

- Oi, minha pequena – se ajoelhou para ficar na altura dela e passou a mão pelo cabelo castanho da filha – Você se comportou hoje na escola?

- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente – Eu fiz um desenho bem bonito para o papai colocar na porta do restaurante dele.

- Mas que legal – deu um fraco sorriso – Você entrega para ele e tenho certeza de que vai ficar muito feliz.

Giulia Salvatore tem apenas 4 anos e é uma menina muito doce, mas sabe aprontar muito quando quer. Tem o cabelo castanho escuro e bem liso, já seus olhos são de um tom entre o verde e o azul. Não tem como negar a semelhança dela com Damon, mas como ele e Stefan são irmãos e possível justificar esse semelhança.

Elena falou com a professora da filha para saber como ela tinha se comportado durante o dia. Depois disso as duas foram embora.

- Nós vamos já vamos para casa? — a menina quis saber enquanto caminhavam em direção ao carro.

- Ainda não – respondeu – Primeiro nós vamos passar no restaurante para poder falar com o seu pai.

- Oba! — ela pareceu bem mais feliz agora – Quer dizer que vamos ver o papai no trabalho dele? Que legal!

O restaurante não ficava muito longe estavam. Stefan tinha escolhido um local que ficasse perto dos grande escritórios de Atlanta para que os executivostivessem aonde almoçar. Uma mulher loira estava na entrada quando chegaram.

- Oi Lexi – a mulher disse enquanto cumprimentava a outra – Pelo jeito Stefan avisou que estávamos vindo, não é mesmo?

- Sim, ele avisou – respondeu sorrindo – E ele está te esperando no salão do restaurante.

- Então vamos até lá – Elena segurou a mão da filha para que ela não saísse correndo dentro do restaurante.

Stefan estava esperando com dois pratos do crepe que já tinha falado pelo telefone, tinha feito um superprodução para que elas o provassem.

- O que você achou? — perguntou para a esposa depois que ela já tinha comido metade do seu crepe – Acha que eu posso incluí-lo no meu jantar de inauguração da semana que vem?

- Está uma delícia – garantiu – Todos iram adorar esse prato, da mesma maneira que todos os outros pratos.

- Obrigado, sabe o quanto a sua opinião sempre foi muito importante, em tudo – falou, antes de se virar para a menina que estava na cadeira do seu outro lado – E você Giu? Também gostou do prato que o papai fez para você?

- Amei! — sua boca estava toda suja de chocolate.

- Sabia que você ia gostar – deu um pequena risada, foi nesse momento que o seu telefone tocou, indicando que tinha recebido uma mensagem – É do Damon – explicou – Só para dizer a hora que o voo dele chega amanhã.

- Tio Damon está chegando? — Giulia perguntou, exibindo, agora um enorme sorriso – Oba! Eu adoro o tio Damon!

- Sei que você adora o seu tio Damon, minha pequena – o homem estava brincando com o seu cabelo – Mas será que você gosta mais dele do que de mim? — fingiu estar triste.

- É claro que não papai, eu também te amo muito – deu um beijo na bochecha dele, fazendo com que ficasse um marca de calda de chocolate — Mas é que eu vejo pouco o tio Damon.

- Eu te entendo e também te amo, com o sem chocolate – limpou o rosto com o guardanapo que estava em cima da mesa – Lexi, será que você pode ajudar aqui com a Giulia?

- Claro – se aproximou e pegou a menina no colo – Vamos Giulia, eu vou te limpar lá no banheiro.

Logo as duas sumiram na parte de dentro do restaurante, Deixando o casal sozinho no local.

- Ainda não entendi por que o Damon está vindo agora para Atlanta – a morena comentou – Pensei que ele só fosse vir mais perto do jantar de inauguração. Assim como todos os outros.

- Disse que o agente dele arranjou uma seção de fotos aqui em Atlanta na semana que vem – avisou – E também disse que está trazendo alguém para conhecermos, uma mulher.

- Isso não é novidade – revirou os olhos – Todas as vezes que Damon vem nos visitar, ele está acompanhado.

- Verdade – concordou com a cabeça – Ainda nem sei por que ele sempre quer nos apresentar as namoradas. Nem vale a pena decorar o nome, um mês depois já está com outra mesmo.

- Isso sem contar do flagra que demos nele e na Caroline no aniversário de dois anos da Giulia – lembrou – Nem mesmo as minhas amigas ele deixou em paz.

- As vezes eu acho que omeu irmão sofreu uma decepção amorosa muito grande – colocou amão no queixo, pensativo – Mas que pode ter magoado ela dessa maneira?

Elena se mexeu desconfortável na sua cadeira. Sabia muito bem que tinha magoado o cunhado, ela mesma. Não tinha um dia que não se sentisse culpada por isso, mas também sabia que tinha tomado a decisão certa. Pelo
menos, era isso que pensava.

- Quem vai saber – disse, por fim, dando de ombros – Mas eu torço muito para que Damon encontre alguém que o faça muito feliz.

Já estava escuro quando a morena foi embora do restaurante junto com a filha. Depois de lancharem, deixou Giulia assistindo televisão enquanto foi para o seu quarto tentar organizar alguns papeis que estavam no seu armário desde a formatura na faculdade.

No meio de toda essa bagunça encontrou uma pequena caixa de madeira, a abriu e encontrou um sapatinho de bebê branco, tão pequeno que cabiam, os dois, na palma de sua mão. Deu um pequeno sorriso ao vê-los, isso a fez se lembrar de Damon, por mais que não quisesse.

*Flash Back*

Elena encostou a cabeça e deu um suspiro pesado, seu enjoo não estava passando. Na verdade, tinha certeza de que eu desenho irritante que Margarete estava assistindo piorava tudo.

- Aqui está, Elena – saiu da cozinha um copo na mão e entregou para ela – É uma vitamina de banana, aveia e mel.

- Tira isso de perto de mim, por favor – pediu, afastando o copo – Eu não aguento olhar para qualquer tipo de comida.

- Você precisa se alimentar, Elena – lembrou – Ou eu vou ser obrigada a ir na próxima consulta e dizer para a médica que você não está querendo comer.

- Por favor, não faça isso – fez uma careta – Já basta a doutora Fell ter feito o Stefan ficar todo paranoico com a minha alimentação. Fez até ela prometer que vai ligar toda a semana, quando tivermos ido para Atlanta, para saber como eu estou.

- Ele só está preocupado com vocês dois. Isso é normal com o primeiro filho, nem tem ideia de como o seu pai ficou superprotetor com a sua mãe quando estavam esperando você – revirou os olhos com a lembrança – Mas você tem que se lembrar que tem um bebê ai dentro e precisa se alimentar direito para que ele nasça sorte e saudável.

- Tudo bem – disse, por fim – Você venceu, eu vou tomar essa vitamina, mas só por que você está insistindo muito.

- É assim mesmo que tem que ser – deu um enorme sorriso – Se precisar de mim, estou na cozinha.

Elena tomou tudo rapidamente tentando não sentir o gosto. Para a sua surpresa, a vitamina parecia ter melhorado o seu enjoo e isso era um grande
alívio.

- Sabe, Lena, tem uma coisa que eu não entendo – Margarete começou a falar logo em seguida – Se você e o Stefan vão ter um bebê, o que eu vou ser dele?

- Você vai ser tia dele – explicou de uma maneira que a menina de seis anos pudesse entender.

- Igual a tia Jena? — perguntou de novo.

- Isso mesmo – respondeu com um pequeno sorriso – Tia Jena era irmã da nossa mãe e como você é minha irmã, vai ser tia do meu bebê.

- Isso quer dizer que se acontecer alguma coisa com você e o Stefan eu vou tomar conta do bebê? — a olhou, bem séria.

Elena passou a mão no cabelo castanho claro da irmã caçula. Meg tinha apenas dois anos na época do acidente e não se lembra de muita coisa antes disso. Apesar de Jena cuidar muito bem dela e de Alaric a amar como se fosse sua filha, tinha certeza de que a menina sentia muita falta da presença do pai e da mãe.

- Sim, Meg, você poderia ficar tomando conta do bebê – balançou a cabeça afirmativamente – Ou Jeremy e o Damon também poderiam cuidar dele. Afinal, eles também são tios dele.

Foi nesse momento que a campainha da casa tocou. Elena se levantou para poder atender. Imaginou que seria Bonnie e Caroline, pois as três tinham combinado de ir fazer compras, mas não eram elas.

- Damon! — olhou, espantada, para o cunhado, parado nem na sua frente – O que você está fazendo aqui?

- Eu preciso falar uma coisa com você – pediu – Será que você pode vir aqui fora comigo?

- Quem é que está na porta, Elena? — ouviu a voz de sua tia vinda da cozinha – Eu preciso ir até ai?

- Está tudo bem, tia Jena – avisou – Eu vou até lá fora falar com o Damon, mas eu já volto.

Saiu e fechou a porta bem atrás de si. Foi encarando Damon por cerca de um minuto esperando que falasse alguma coisa.

- Estava querendo mesmo falar – ela decidiu falar, por fim – Queria te agradecer por não ter contado a verdade para o Stefan.

- Não precisa me agradecer – avisou – Eu não fiz só por que você tinha me pedido para não falar.

Ela apenas ficou encarando os olhos azuis dele, não estava acredito no que estava ouvindo. Tinha pensado que ele havia aceitado tudo.

- Eu fiz isso pelo bebê – apontou para a barriga da morena – Se eu contasse para todos que o bebê era meu filho, você ficaria com raiva de mim. Por mais que fosse maravilhoso poder participar da vida dessa criança como pai, não aguentaria ter você me odiando pelo resto da sua vida.

- Pelo menos algo fez você mudar de ideia – deu de ombros – E isso me deixa muito feliz, de verdade.

- Mas não foi para isso que eu vim até aqui – continuou – Foi para dizer que estou indo embora de Mystic Falls, hoje a noite.

- Está indo embora? — disse um pouco mais alto do que estava planejando – Mas eu pensei que você fosse passar toda as férias de verão aqui.

- E era mesmo a minha intenção – explicou – Mas eu recebi uma ligação do meu agente. Surgiu uma seção de fotos para mim, preciso ir para Nova York o mais rápido possível.

- Entendo — deu de ombros – É o seu trabalho. Acho que não pode mesmo perder uma oportunidade dessas.

- Acho que vai ser melhor desse jeito – continuou – Quero dizer, não vou precisar ficar vendo a felicidade sua e do Stefan por causa do bebê. Não
estou no clima para isso.

Segurou a mão de Elena e deu um fraco sorriso.

- Antes de ir embora, eu queria te dar isso – foi só nesse momento que ela percebeu que ele estava com um a caixinha nas mãos – Espero que você goste.

Ela pegou a caixa e abriu, dentro tinha um sapatinho de crochê totalmente. O pegou na mão e já podia imaginar seu bebê usando aquilo. Não pode evitar uma lágrima se formar no canto dos seus olhos.

- Queria ser o primeiro a dar um presenta para o bebê – explicou – Não sabia muito bem o que comprar, então acabei me decidindo por um sapatinho.

- Ele é lindo – respondeu, ainda olhando para aqueles dois pequenos objetos na sua mão – Ainda não pensei em comprar nada, acho que é muito cedo. Nem sei se é menino ou menina.

- Por isso eu comprei o sapatinho branco – continuou – Vai ficar bom sendo menino ou menina.

- Eu adorei – disse, sinceramente – Pode ter certeza de que vai ser o primeiro sapato que o bebê vai usar.

- Só mais uma coisa, Elena – colocou a mão sob o ombro dela – Aquilo que disse a respeito de querer participar da vida do bebê, como tio, é a mais pura verdade.

Abaixou-se e deu um beijo na barriga de Elena, como se estivesse beijando o bebê. Passou a mão pelo cabelo dela e deu um selinho e seus lábios, a deixando totalmente surpresa.

- E você se cuida – completou – Falei com o Stefan e ele vai me mandar notícias de como vocês estão, todas as semanas. Também vou querer estar por perto na hora em que o bebê nascer.

- Eu vou me cuidar – garantiu.

Ele acenou antes de andar em direção ao seu carro que estava estacionado em frente a casa. A morena ficou esperando o carro desaparecer na esquina no fim da rua, ainda segurando o sapatinho, Damon tinha deixado muita coisa para que ela pensasse.

*Fim do Flash Back*

Elena se sentou na cama e sorriu, ainda se lembrando daquele dia. Sabia que o cunhado estivesse chateado com toda essa situação, nunca deixou de estar presente na vida de Giulia e, certamente, a amava muito, disso não tinha a meno dúvida.

Ouviu a porta ser aberta bem devagarzinho, a menina entrou no local e pulou na cama ao lado da mãe.

- Giu! — a reprimiu – Quantas vezes eu já te disse para não entrar sem antes bater na porta?

- Desculpa – ficou olhando para a colcha, sem olhar diretamente para a mãe – Prometo não fazer mais isso.

- E eu vou fingir que acredito – revirou os olhos – Pensei que você estivesse vendo televisão.

- Eu cansei de ver desenho – explicou – Posso ficar aqui com você até conseguir dormir?

- Você já escovou os dentes – a menina balançou a cabeça afirmativamente – Então pode sim.

Puxou a filha para mais perto de si e a abraçou com bastante força. Foi nesse momento que a menina viu os dois sapatinho que estavam em cima da cama.

- O que é isso? — ela perguntou, por fim.

É um sapatinho de bebê – disse enquanto colocava na mão da menina – Quando você era mais novo, ele cabia no seu pé.

- Sério? — pareceu espantada – Mas ele é tão pequeno. Cabe no pé das minhas bonecas.

- E você é a minha bonequinha – deu um beijo no topo da cabeça dela – Você já viu nas fotos como você era pequena.

- É verdade! — balançou a cabeça afirmativamente – Mas em todas as fotos eu estava de rosa e esse sapato é branco.

- É que ainda não sabíamos se você era menino ou menina – explicou – Você era muito pequena e não tínhamos como saber.

- Era menor do que quando usava esse sapato? — viu a mãe balançar a cabeça afirmativamente – E qual era o meu tamanho?

- Tinha o tamanho de um azeitona – tentou mostrar com os dedos polegar e indicador – Então você foi crescendo, até que ficou me grande e pode nascer.

- Como naquela foto em que você estava com um barrigão, não é? — perguntou mais uma vez.

- É isso mesmo – completou – Agora está na hora da senhorita dormir, amanhã você tem aula.

- Você me conta uma história? — pediu – Eu quero uma história nova, não quero nenhuma das histórias dos livros.

- Você está mesmo muito exigente – revirou os olhos – Tudo bem, deixe-me pensar em uma história bem legal.

No meio da história a menina já estava dormindo profundamente. Elena ficou com pena de retirá-la de lá, então apagou a luz e logo tinha caído na inconsciência também.

Foi dessa maneira que Stefan as encontrou quando chegou em casa, algumas horas mais tarde. Pegou Giulia no colo e levou para o seu quarto, ela nem ao menos se mexeu. Depois disso, deitou-se ao lado da esposa, deu um beijo nela antes de fechar os olhos também.

Notas finais
Aqui está o capitulo novo para vocês.
O que acharam da Giulia? Fofa né?
No próximo cap o Damon vai chegar em Atlanta e acompanhado...
Aguardem muitas supresas.
Agora comentem.