Secrets
2 No love.
Notas iniciais
Are you stuck inside a world you hate? – Você esta preso em um mundo que você odeia?
Are you sick of everyone around? – Você esta cansado de todos a sua volta?
With their big fake smiles and stupid lies – Com grandes falsos sorrisos e mentiras estúpidas
While deep inside you're bleeding… — Enquanto lá dentro você está sangrando...
No you don't know what it's like – Não, você não sabe como é.
When nothing feels alright – Quando nada parece certo.
You don't know what it's like – Você não sabe como é,
To be like me... – Ser como eu…
Justin ainda encarava a porta, não sabia o que fazer ou como reagir. Não estava com vontade de trabalhar naquele dia, e não queria ninguém lhe sufocando com perguntas sobre o “término de seu namoro”. Ninguém realmente sabia que havia coisas bem mais sérias por trás, do que apenas um namoro acabado.
Sentou-se exausto no sofá, tirando de seu rosto algumas mechas que estavam grudadas em sua pele devido ao banho. Fechou os olhos encostava a cabeça no encosto do sofá. Você não vai se safar Justin, terá volta! Aquelas palavras ecoavam em sua mente, as palavras ditas pela garota que fora a mais importante de sua vida e também a que acabara com ela. Não, não era em Selena que ele estava pensando...
- Querido? – Ouviu a doce voz de sua mãe e então decidiu abrir os olhos, deparando-se com a figura do desespero. Sua mãe sabia de seu segredo, e tinha tanto medo quanto ele que alguém descobrisse. — Alguém vai descobrir? – Perguntou, apesar de que sua pergunta parecia mais uma simples afirmação do fato.
- Eu não sei mãe. – O garoto disse e enterrou seu rosto em suas mãos, começando a chorar.
Pattie abraçou o filho e fez um leve carinho em seu rosto, não gostava de ver o filho sofrer daquele jeito. Sempre fez de tudo o que podia para proteger seu filho, mas não conseguiu o proteger daquilo. Justin sentia que sua mãe também chorava, pois podia sentir algumas lágrimas quentes se misturando com as suas. Não gostava de ver sua mãe naquele estado... E não iria deixar que ninguém a fizesse passar por aquele sofrimento.
Ele se levantou decidido do sofá e secou as lágrimas com as costas de sua mão, pegando a chave de seu carro em cima da mesa,logo saindo do quarto. Caminhou rapidamente por entre os corredores do hotel e chegou as escadas, descendo rapidamente sem se preocupar com os fotógrafos. Passou rapidamente por toda aquela multidão formada no estacionamento, empurrando – e até xingando – alguns. Entrou em seu carro, colocando e girando rapidamente a chave na ignição.
(...)
Depois de algumas horas dirigindo Justin parou seu carro em frente a um grande casa branca. A casa era simples, mas nem por isso deixava de ter seu charme. Teve de respirar fundo algumas vezes, não sabia se conseguiria fazer aquilo... Porém devia aquilo a sua mãe, que sempre estivera ao seu lado, ele não podia a deixar sofrer daquele jeito por um erro seu.
O garoto caminhou lentamente até a porta da casa, e se surpreendeu quando ela se abriu sem que ele nem ao menos a tocasse. Justin podia sentir o ar lhe faltando quando viu quem havia aberto a porta.
- Justin?! – A garota de cabelos cor de chocolate perguntou chocada. Não esperava ver Justin novamente.
- Precisamos conversar. – Disse cansado.
- Não! – Ela foi firme. A surpresa agora havia sido substituída por raiva, ela não o queria ali!
- Por favor. – Implorou.
- Tanto faz. – Deu de ombros dando passagem para que ele entrasse em sua casa.
[Julia]
Ela não entendia. E não queria acreditar que o estava vendo de novo... Ele que havia lhe causado tanto sofrimento, que havia causado tanto sofrimento a sua família.
- O que você quer? – Perguntou rispidamente.
- Julia... Você sabe que nada daquilo foi culpa minha, não sabe? — O garoto a sua frente naquele momento parecia desesperado, esperando que a garota realmente acreditasse em suas palavras.
- Não sei Justin, você fez muito mal a mim e a minha família...
- Julia pelo amor de deus, você é a única que pode me ajudar agora, você sabe muito bem que nada daquilo foi culpa minha, e sabe por que eu passei a noite contigo! – Justin apenas despejava as palavras, como se estas o tivessem sufocando.
- E daí? O que você quer? Que eu conte isto para as suas amadas fãs quando sua ex-namorada revelar o seu “segredo”? – Julia berrava. – Não Justin, eu não vou fazer nada disso, até mesmo porque eu garanto que a sua namoradinha não sabe nem da metade da historia! – A garota estava com raiva, muita raiva. Não queria tocar naquele assunto, e não queria pensar naquela historia que a fez ficar meses sem nem ao menos conseguir olhar na cara de sua irmã.
- Então é isso? – Justin perguntou incrédulo. – Você me deixará culpa por uma coisa que não foi culpa minha, certo? – Ele passava as mãos pelo cabelo repetidas vezes. E como Julia o conhecia bem sabia que aquele era um sinal de que ele estava nervoso.
- Justin... – Por um momento passou pela cabeça da garota que ela deveria lhe ajudar, mas este pensamento mudou assim que pensou em Claire, sua irmã, que agora estava morta. – Sim, é isso!
[Justin]
O garoto chutou a mesa de centro da sala com força, sabendo que depois aquilo lhe provocaria uma grande dor... Mas não importava, até queria aquela dor, para que ela pudesse aplacar o grande buraco que se formava em seu coração. Saiu correndo da casa, não queria passar mais um minuto sequer ali. Quando avistou seu carro se apoiou com as duas mãos no capô, deixando que algumas lágrimas escorressem livres por seu rosto. As lágrimas que escorriam de seus olhos não eram de tristeza, mas sim de raiva. Porque as pessoas mentiam? Ainda mais, porque insistiam em dizer que uma coisa era verdade, se sabiam que não era?
Olhou brevemente para dentro do seu carro. Uma coisa que a muito ele não usava estava ali, o tentando. Era como um inferno, onde aquilo era a água que o salvaria de todo o sofrimento. Abriu a porta de seu carro e pegou a garrafa em suas mãos girando-a para avaliar melhor o conteúdo. Haviam mais três garrafas no banco de trás, e ele desconfiava que era o suficiente para deixá-lo bêbado, e consequentemente o fazer esquecer essa merda de mundo onde ele vivia.
Justin colocou o gargalo da garrafa em sua boca, vendo o liquido escorrer da garrafa e indo parar em sua boca. Como fazia muito tempo que Justin não bebia, o liquido escorrendo por sua garganta parecia fogo, mas ele não se importava, nem um pouco. Bebeu todo o conteúdo da garrafa e depois se deitou na cadeira do carro, deixando que a bebida fizesse o favor de levá-lo para a inconsciência.
Fale com o autor