Secreto

3 Capitulo 3 – Mar de lágrimas.


Notas iniciais
Olá meus queridos :3 Consegui adiantar um capitulo para hoje, talvez eu não fosse conseguir postar no sábado, então, decidi postar hoje mesmo xD Por fim, agradeço aos que estão acompanhando, isso me da força para escrever... quem quiser indicar a um amigo fique a vontade o psokaspoa Vamos lá: NÃO SE ESQUEÇAM DE PRESTAR ATENÇÃO NAS DATAS E HORÁRIOS. Boa leitura ;*

Capítulo 3 — Mar de lágrimas.

30 de Setembro de 2013 13h30min

— Agradeço tanto por ter saído daquele hospital, a coisa mais horrorosa era ter de ir visitar minha filha naquele manicômio – Dizia a mãe de Kagome ao dirigir o carro em alta velocidade pela rodovia.

O dia estava claro, nenhuma nuvem até o momento, o vento soprava leve e Kagome podia sentir o vento bater em seus cabelos, coisa que a anos não sentia. Seus sentidos estavam voltando a conhecer as coisas, a quanto tempo não sentia o cheiro da terra? O cheiro de carros? De pessoas que não vivessem a base de calmantes?

— Se a senhora diz... – Internamente Kagome xingava sua mãe de todos os nomes possíveis, pois, a mesma a internou a força naquele hospital psiquiátrico e fora somente 3 vezes ao ano visitá-la.

— Você irá ver o seu quarto novamente, ele está IMPECAVEL! Não deixei Kaede mexer em nada, continua tudo em seu devido lugar, claro que, eu pedi que ela limpa-se todos os dias... – Sorriu enquanto arrumava o retrovisor. – Não queria que suas coisas fedessem ou ficassem cheias de pó.

— Claro... Seria quase um insulto. – A garota queria prestar atenção a todos os detalhes da paisagem, pouco lhe importavam quartos arrumados a essa altura da vida, o que ela queria era sossego, nada mais.

— Logo estaremos em casa... Ah, aquele rapaz vem lhe procurar todos os dias.

— Rapaz? – Kagome arregalou os olhos e olhou a sua mãe de maneira muito assustada, seria o tapa olho?

— Sim, tal de... Como se chama mesmo? Aquele da cerca. – Perguntou a mãe observando a estrada.

— Ah. – Suspirou baixinho e disse entre um sussurro – Houjo.

— É! Ele mesmo, disse que quer lhe ver assim que voltar! Não é ótimo?

— Seria melhor se não tivesse me traído. – Respirou fundo, e encostou a cabeça no vidro do carro, pegou o celular da mãe dentro da bolsa, fuçou a mesma e achou um fone de ouvido, colocou em uma musica qualquer e fechou os olhos, e pediu para adormecer logo, não queria ouvir os resmungos da mãe sobre o ex-namorado que fora a causa de sua internação.

30 de Setembro de 2013 17h25min

— HIGURASHI! – Deu um grito ao ver a garota entrar na casa, está somente o observou.

— Olá – Deu lhe as costas e subiu a escadaria , foi em direção ao seu quarto e bateu a porta com tanta força que os vidros das janelas estremeceram.

— A senhora tem certeza de que ela está com alta? – Perguntou Houjo a senhora Higurashi.

— Sim! Ela só não quer lhe ver tão cedo, aceita um chá meu querido? – Sorriu já indo em direção a sala de estar.

— Mais é claro, então, acha que ela ainda aceitará a proposta de casamento que eu a fiz há cinco anos? – Perguntou temeroso pela atitude da garota.

­- Duvido muito, Kagome possui um gênio forte, não se deixa levar por emoções ela vive de razão. Eu quero morrer com esse tipo de coisa.

— Porém, ela se deixou levar uma vez. – Disse o rapaz a se sentar no sofá.

— Minha filha não teve culpa de você a trair, então não volte a tocar neste assunto nunca mais em sua vida. – Ameaçou ao rapaz que mudou sua postura diante da mesma.

30 de Setembro de 2013 17h36min

Deitada em sua cama ficou no silencio e com os poucos raios de sol da tarde a iluminar seu quarto, era tão bom sentir algo fofo que lhe pertencia. Nada se comparava a sua cama, sua casa, seu lugar.

Amigos não tinha mais contato, após o “incidente” perderá todos, namorado não tinha , ele a havia traído com sua melhor amiga, o que fora a gota d’água para transbordar o copo. Pensou sobre vários acontecimentos de sua vida, o primeiro beijo, os melhores amigos, as fotos... As recordações eram inesquecíveis, e então, lembrou-se de Wally.

Pobre garota doente, ela se lembrava dos surtos de Wally, toda vez a mesma a confundia com sua irmã mais nova e lhe fazia caricias, mais logo surtava e a enchia de tapas e puxões de cabelo, porem, Kagome nunca revidou, esse era um dos fatos que os médicos não conseguiam explicar, o porquê ela não revidar contra a Wally.

Era simples, Kagome sabia que não era por maldade então deixava Wally bater o quanto quisesse, e isso a ajudou a enxergar que doente ela não era.

Levantou vagarosamente de sua cama e foi em direção a janela, observou os pássaros e a paisagem, sua mãe tinha uma linda casa longe da cidade, isso era muito bom para Kagome, longe de qualquer barulho ou qualquer irritação.

Decidiu então descer e comer algo, estava morrendo de fome. – Bem, já que não tenho muito que fazer por agora, vou somente comer algo e voltar, preciso escrever no meu diário, quanto mais eu demorar menos vou me lembrar das coisas que vieram a acontecer hoje, se bem que – Se sentou em sua cama – Eu gostaria de esquecer o rosto do maldito Houjo e do maldito tapa olho. – Suspirou novamente e se levantou num salto, caminhou até a porta e pegou na maçaneta, foi então que sentiu seu rosto ser molhado por algo quente. Suas lagrimas começaram a descer mesmo que ela não quisesse já estava chorando, ela se ajoelhou em frente à porta e começou a soluçar.

­- Porque comigo essas coisas tem de acontecer? Eu queria ser normal... – encostou a cabeça na porta e começou a chorar mais ainda, não se conformava com sua vida ser daquele jeito. Porém precisava continuar, não poderia deixar suas coisas e sonhos parados. – Vamos Kagome, você é ou não uma Higurashi digna de respeito? – Se levantou e ao invés de descer foi em direção ao banheiro, tomaria um banho demorado antes de comer algo.

30 de Setembro de 2013 20h05min

— Alô? – Atendeu ao telefone secando o cabelo com uma toalha cor de rosa, nem se lembrava mais que tinha este aparelho, realmente sua mãe não havia mentido quando disse que não trocou nada de lugar.

— OH NÃO ACREDITO! Achei que sua mãe havia mentido para mim! – Disse a voz de uma garota do outro lado da linha.

— Suzette? Oh! SUZETTE! VOCÊ? NÃO ACREDITO – Não acreditava no que ouvia sua amiga que havia viajado para os estados unidos uma semana antes de Kagome ser internada estava falando com ela no telefone.

­ — Senti sua falta, não me deixaram visita-lá, eu achei particularmente ridícula a atitude da sua mãe. QUE NECESSIDADE TINHA DE TE INTERNAREM? EM? – Dizia a amiga super irritada.

— Também queria saber Suzette. – Suspirou. – Que está fazendo? Poderia vir-me ver amanha?

— Bem que gostaria, estou partindo pros estados unidos, AH estou morando lá agora, haha – Disse a sorrir

Kagome sorriu e continuou a conversar com a amiga durante horas, não achou que Suzette se lembraria dela, ainda mais agora que havia voltado do sanatório... Ao desligar o telefone Kagome se deitou em sua cama e observou o teto a fome havia passado, não queria mais jantar, virou para o canto e fechou os olhos, somente isso mais nada.

01 de Outubro de 2013 07h30min

Os raios do sol já penetravam a janela de seu quarto, está estava tão feliz e calma que sentiu o calor em seu rosto, finalmente uma manha e noite calmas.

Espreguiçou-se e virou para o outro lado da cama, não queria levantar naquele momento, queria tirar todo o atrasado de seu corpo e mente porem ao mesmo tempo queria levantar e dar um longo passeio no bosque, então, decidiu levantar tomar um café bem reforçado e sair para passear no bosque.

01 de Outubro de 2013 07h57min

Descendo a escada estava Kagome, sorria de uma maneira tão bonita, e sem medo de qualquer coisa que tivesse pelo caminho deste novo dia e começo.

— Acordada tão cedo? O que houve? – Perguntou Kaede ao ver a menina descer as escadas.

— Estou aproveitando tudo que perdi durante esses cinco anos Kaede – Kagome vestia um lindo vestido azul claro, indo mais ou menos até seus joelhos, manga ¾ e com umas flores brancas dando detalhes ao mesmo – Não quero mais viver presa ou perdendo as coisas boas. – Terminou de descer a escada e deu um grande abraço em Kaede – Senti tanta sua falta, ai como é bom te ver de novo Kaede.

— Imagino meu amor! – Retribuiu o abraço e sorriu para a menina. – Você está tão magra, venha comigo vamos tomar um belo café.

­ — Nem precisava pedir – Afirmou e seguiu a governanta da casa dos Higurashi, Kagome adorava Kaede, a tinha como uma tia, amiga, companheira, irmã... Tudo junto era a pessoa que Kagome mais confiava.

Após tomarem o café da manha, kagome disse que daria uma volta no bosque e que se ela não voltasse em no Maximo duas horas que fossem a procurar. Então, partiu em direção ao bosque.

O vento daquela manha era muito bom, soprava e bagunçava os cabelos longos e lisos de Kagome, esta somente queria respirar ar fresco, e foi o que fez, caminhou por bastante tempo até chegar a seu local favorito, onde, uma pequena cachoeira derrubava água dentro de um pequeno riacho, os pássaros cantavam e as flores eram lindas, tudo era perfeito ali.

Kagome foi até a beira do riacho e molhou um de seus pés, era tão bom sentir a água bater neles novamente, sentir que estava viva novamente, até que, algo fez barulho e ela se virou bruscamente para olhar. Não acreditou em seus olhos. Ele estava ali.

— O filho prodigo a casa torna... Ou seria a Alice? – Sorriu de maneira travessa e se aproximou – Vejo que esta contente minha pequena.

— O que você quer? – Perguntou indo um pouco para trás cada vez que este se aproximava. – Já sai daquele hospital horrendo, o que quer de mim agora?

— levá-la de volta para casa, ora. – Sorriu e tentou segurar o braço da mesma. Porem, esta esquivou e perguntou logo em seguida.

— Como é? Eu já estou em casa, o que pensa que está fazendo? Você já machucou Marry, matou Wally... O que mais quer de mim? – Perguntava já se aproximando de uma arvore e segurando um de seus galhos. Se ele tenta-se algo ela se defenderia desta vez.

— Não, sua casa não é aqui pequena Alice, sua casa está alem do mar de lagrimas. – Sorrindo.

­ — Como? Você é doente só pode, eu sou Kagome , quer que eu soletre para você? K – A – G – O – M – E. Se quiser também lhe mostro minha certidão de nascimento. Somente suma da minha vida e me deixe em paz, não vou deixar que volte a me machucar!

­- Continua tola... Eu sei teu nome forasteira, porem, em Wonderland você se chama Alice, você é uma ameaça, e para que o maldito “Blood” não a leve de volta e estrague o plano de minha bondosa rainha terei de matar você.

­- ESPERA AI! Você está me dizendo que eu sou a Alice de Wonderland e que eu sou uma ameaça? HÁ! Você é mais doido do que pensei... Ou então eu sou mesmo doente. – Ainda indo mais para trás.

— Agora seja boazinha – Levou uma das mãos para trás e retirou uma espada que se encontrava guardada em um suporte em suas costas, mirou para a garota dizendo – E seja boazinha com o querido Valete.

Kagome ao ver a espada não pensou duas vezes para sair correndo, começou a correr bosque adentro com o galho da arvore em uma das mãos. Como poderia aquilo ser tão real? Wonderland? Estaria sonhando?

Valete começou a correr muito rápido atrás dela, Kagome não sábia o que fazer, sentiu o rosto quente e as lagrima descerem por ele. Ao chegar ao lado mais denso do bosque Kagome começou a sentir os galhos passarem e rasgarem seu rosto sentiu os cortes arderem e as suas lagrimas não paravam de cair, o desespero começou a tomar conta da garota, esta já estava ficando sem fôlego e toda machucada, acabou não vendo o tronco tombado de uma das arvores e caiu.

Valete ao ver a garota ir ao chão sorriu e disse alto o suficiente para que a mesma pudesse ouvir – Espero que tenha aproveitado todas as nossas conversas, nossos encontros – ao chegar e ver a menina estirada no chão se abaixou e disse baixinho em seu ouvido – Nossas noites... – Kagome ficou tão irritada com a ultima palavra que, ao se lembrar do galho em sua mão tentou acertar o rosto do Valete, porem, sem sucesso.

­- Acha que um ser poderoso – ele segurou a mão que ela havia levantado com o galho e apertou seu pulso, ela gemeu de dor – como eu, iria deixar você me atingir com... Isto? – Sorriu ao olhar o galho.

—Não pensei... – Ao ver o valete distraído, pegou um punhado de terra com a mão livre e respondeu – Realmente não pensei que te machucaria com o galho – Jogou o punhado de terra no olho livre do Valete.

O mesmo gritou e soltou o braço de Kagome, ela já esperava por isso, foi então que levantou e pegou um pedaço de madeira caído ao seu lado, levantou com um pouco de dificuldade, e disse:

— Tenha bons sonhos... Maldito Valete– E bateu com toda a força que conseguiu na cabeça do mesmo.

O Valete caiu desmaiado, a garota jogou a madeira de lado e observou se realmente ele teria desmaiado com a batida em sua cabeça, pelo que parecia ele havia desmaiado sim, porém, ela não iria chegar mais perto para conferir.

Kagome começou a correr mais e mais para dentro do bosque, o que estaria havendo ali? Ela realmente estava doente? Ou será que aquilo tudo era real? “Tantas perguntas e poucas, muito poucas respostas” pensou ela.

Ela corria tão rápido que, acabou batendo em algo e caindo no chão, bateu com tanta força que sentiu seu nariz sangrar imediatamente. Ao olhar para cima viu seus olhos se cruzarem a lindos olhos âmbares. Quem era este? Mais um maníaco amigo do Valete atrás dela? Não pensou duas vezes e se levantou, tentou começar a correr novamente porem, foi segurada pelo pulso e virada na direção da pessoa que a mesma havia batido.

Este a olhou profundamente, Kagome sentiu seu coração falhar uma das batidas, sentia seu nariz escorrer, o rapaz a sua frente vestia uma armadura antiga, era alto, cabelos prateados presos para trás, ele era portador dos olhos... Aqueles olhos âmbares. Ele continuou a encarar a mesma, sem uma palavra sequer sair dos lábios de ambos, foi quando ele se aproximou e beijou os lábios de Kagome.

Kagome continuou em choque, sentiu um liquido esquisito sem gosto em sua boca, tentou cuspir e se afastar do rapaz, porem, ele segurou seu rosto e fechou os lábios, fazendo com que ela não tivesse escolha a não ser engolir, e foi o que fez ao ver que ela engolirá tudo ele a soltou.

Ao ser solta Kagome levantou sua mão e fez um movimento tão rápido que ele não pode se esquivar, o estralo da mão de Kagome no rosto do rapaz fez eco no bosque.

— QUEM VOCÊ PENSA QUE É O ESQUISITO? – Perguntou aos berros e furiosa com ele — quem ele pensa que é para chegar beijando garotas assim?

— Só estou cumprindo ordens. – Segurou o braço de Kagome e puxou. – Vamos.

— Vamos? – Ela puxou o braço com força – não vou a lugar algum, ainda mais com você que deve ser amigo daquele Valete desgraçado.

— Valete? – Olhou surpreso – O Valete está aqui?

— Claro... Como se você não soubesse.

— Que ele faz aqui? – Perguntou ainda mais surpreso pelo tom que a garota usava.

—Tentando me matar! O que mais seria? Atormentar-me por cinco anos e depois, me matar no bosque da minha casa ué! Fim trágico para a garota trágica. Vai dizer que não sabia? Rapaz do cabelo prateado. – Olhou confusa.

— Vamos rápido! A Rainha branca quer falar com você.

— OPA! Espere ai. Quer mesmo que eu acredite que existe “Wonderland”, Rainha de Copas, Rainha branca e a coisa toda? – Riu debochada e se abaixou para se sentar em um tronco qualquer – Com coisa que eu vou pular em algum buraco de coelho. – terminou se sentando.

— É... E você o está fazendo agora. – Sorriu para ela e cruzou os braços – Até mais Alice. – Levantou uma de suas mãos e acenou.

— Que? – No mesmo instante, Kagome olhou para baixo, o tronco se transformou em toca de coelho, e ela acabou caindo dentro dele.

Notas finais
O que acharam? Continuo? =D APSOAKSPAO bem, espero que estejam gostando. Comentem e deem sugestões *-* Kissus até a próxima ;*