Secreto

1 Capitulo 1 – Demência.


Notas iniciais
Bem, aqui estou eu. Tem duas coisas que vocês devem prestar atenção: 1° -TODAS as passagens da história possuem data e horário. 2° - As anotações da Kagome em seu diário estão em itálico. Não se esquecendo disto está tudo ok , Espero que gostem da história , e peço por favor sugestões ;* Boa leitura.

Capítulo 1 – Demência.

22 de setembro de 2013 — 01h35min

— A este será nosso primeiro segredo juntos, isso não é legal? – Perguntou o rapaz que estava observando a garota agachada e sentada próxima ao canto da parede, esta abraçava os joelhos com tanta força que parecia até que se romperiam se continuasse de tal maneira – Vamos querida, me de sua mão. Iremos dar um passeio lá fora e você poderá cheirar as flores, como sempre fez... – Estendendo sua mão e se aproximando da garota, ele soltou um sorriso malicioso.

— Eu... ODEIO VOCÊ! – Gritava a garota com a cabeça entre os joelhos, ao se aproximar mais, o rapaz, pode ver que entre as pernas da jovem (a qual usava uma camisola fina) se encontravam manchas roxas e um leve sangramento. – SOME DAQUI ! SOMEEEEE! – Ela gritava e chorava ao mesmo tempo, Higurashi já não aguentava aquilo todos os dias, mesmo que ela alegasse que estava sendo violentada esta era acusada de louca, como fora acusada pelo ex namorado ao pegar a traindo esta passou com o carro por cima da cerca da casa da amante, e dentro do mesmo teve seu primeiro surto, depois disto, nunca mais Higurashi foi a mesma.

Passado alguns minutos, três enfermeiras entraram no quarto, duas a seguravam e a outra levava os medicamentos. Higurashi observou o rapaz dar três passos para trás, dando passagem a enfermeira com os medicamentos, seus olhos estavam transbordando a esta altura, não suportava mais nenhuma pressão mental ou emocional, a única coisa que fazia era se debater feito um animal antes de ser morto, e gritar alto e forte.

— ELE ESTÁ RINDO DE MIM! ELE ESTÁ RINDO DE MIIIIIM! NÃÃÃÃÃÃO ! NÃO ENFIE ISSO EM MIM! – Ao terminar sua frase a enfermeira injetou o calmante em sua veia, a garota foi fechando lentamente seus olhos e observando o sorriso maldoso do rapaz se misturar a escuridão.

22 de Setembro de 2013 — 15h35min

O sol batia na janela do quarto onde estava instalado, o rapaz que abusava dela já havia se retirado, agora ela se encontrava deitada em sua cama, olhando o teto e fungando baixinho. Higurashi pensava todos os dias em “Quando sairia dali”, porém nada era resolvido, os médicos alegavam que está sofria de esquizofrenia, o rapaz a qual ela via era simplesmente uma ilusão, nada mais que isto, os ferimentos eram causados por ela mesma, porém, ela tinha certeza, ele existia e ela acabaria com ele uma hora ou outra, independentemente do tempo que levasse ali.

Nada ali lhe fazia bem, para sair teria de mudar seu comportamento, mais como suportaria viver ali com aquele rapaz de mãos grosseiras a tocando e apertando e machucando suas partes intimas? Como poderia se controlar com isto? Sua força de vontade teria de falar mais alto, se ele não parasse de ir vê-la ela mesma daria um jeito dele sumir.

23 de Setembro de 2013 — 03h07min

Exatamente as 03h07min da manhã ela ouviu o barulho que ele fazia, logo apertou seus olhos e cobriu seus ouvidos, não queria ve­lo, não queria nada relacionado a ele.... Nem seu cheiro queria sentir, porem ele já estava perto.

Ele puxou sua perna com muita força e arrancou sua coberta, Higurashi continuou imóvel, logo irritado com a situação subiu na cama junto com ela.

Seu corpo quente estremecia ao sentir as mãos geladas por suas pernas, logo subiam devagar sobre elas.

— Está com medo? ­- Perguntou com uma voz metálica e fria, o que fez todos os pelos do corpo da garota se arrepiar, ela apertou com tanta força seus olhos que já podia sentir os cílios. -Não vou te machucar.... Não muito ­- Sorriu maliciosamente, agarrou uma das mãos dela que se encontravam pressionado os ouvidos e a puxou com força, ela permaneceu com os olhos fechados, porém, conseguia sentir suas lagrimas quentes descerem pelo rosto.

— MAIS QUE RAIOS ESTA FAZENDO? EVITANDO­-ME? ­- E com irá este levantou a mão e bateu com raiva e fúria o rosto da mesma, o estralo foi tão alto quanto à dor, Higurashi continuava cm os olhos fechados, nem fez questão de se soltar, somente com os olhos fechados e pedindo em preces para que ele fizesse o que queria e fosse embora.

Ele não ficou satisfeito com o que havia feito, virou a moça de frente para ele e segurou seu rosto com muita firmeza.

— O que está tentando fazer Alice? -­ Era assim que ele a chamava “Alice”, mas porque logo esse nome? Entre tantos e o próprio nome, justo ALICE?

— Sua vadiazinha ­ Segurou Higurashi pelo pescoço e levantou, nesse momento ela não conseguiu ficar de olhos fechados, teve de abri­-los e encarar aqueles olhos.... Os olhos cujo um deles permanecia tampado, com certeza teria sido um ferimento de guerra ou briga de bar qualquer. Eram tantas as perguntas, tão poucas, quase nenhuma resposta.

Higurashi se encontrava com o rosto roxo de tanto ser apertado seu pescoço, ele a atirou com raiva contra a parede e sorriu, Higurashi acabou batendo a cabeça na parede de uma maneira tão forte que pensou ter morrido pois, a última coisa que conseguiu ver foi o Rapaz se aproximando com o sorriso a sumir na escuridão.

23 de Setembro de 2013 — 23h56min

Aqui estou eu novamente internada, dessa vez o rapaz do “tapa olho” não me fez tanto mau. (Se é que isso pode se chamar assim) as pessoas ainda acham que sou eu quem faz isso, queria mostrar que ele é real mais ninguém acreditaria, quem acreditaria em uma louca?

Conversei com Wally hoje de manhã, ela parecia melhor, os medicamentos fazem efeito, creio que ela sairá em breve, já eu.... Bem eu sou um caso à parte, creio que ficarei o resto da vida neste sanatório.

Sentirei falta da Wally... Ah a enfermeira Mary me trouxe um chocolate hoje, isso foi bom, apesar de estar de "castigo" ela sempre me agrada, ela é a única a quem conto as coisas que me acontecem na integra, ela quem me deu você, e isso me deixou muito feliz, fico me imaginando sem a Marry e não consigo.

Creio que a Sessão com o doutor será bem demorada, e creio que ele fará mais exames do tipo "o que sentiu a se mutilar? “Ou até” o que acha que faz a si mesma? “Ninguém crê que e o tapa olho! Mais irei provar.

Bem vou voltar a dormir, os remédios estão a fazer efeito. Boa noite.

Higurashi Kagome

24 de Setembro de 2013 — 08h17min

AO LEVANTAR pela manhã, Higurashi sentia suas pernas formigarem, este era um sinal do acontecimento da madrugada anterior, ela andava cansada de tudo. Nem passear no jardim do sanatório ela queria.

— Querida, quer mais alguma coisa ­? — Perguntou Marry sorrindo.

— Não, logo o efeito do remédio começa novamente, não quero me machucar mais do que já estou. -­ sentou em sua cadeira, pegou a caneta com ponta de feltro e começou a escrever em seu diário, Marry se aproximou e olhou por cima do ombro de Higurashi que, ao ler as palavras descritas colocou a mão sobre os lábios e se espantou. No mesmo instante Higurashi se virou para encarar Mary e ficou confusa, ao se virar novamente para seu diário viu as letras estranhas que se formavam em sua folha o que a fez se assustar também.

Minha preciosa A L I C E

Higurashi segurou os braços de Marry e perguntou — ­ VOCÊ ESTÁ VENDO? ­- Marry estava indignada, então Higurashi não era louca? A garota de cabelos escuros e olhos verdes não se encontrava doente? O que eram aquelas letras estranhas no caderno?

Como se não lhe bastassem as letras, atrás de Higurashi apareceu uma figura esquisita, a qual, abraçou a menina por trás e beijou seu rosto, a mesma não sentiu nada porém, Marry se espantou mais ainda com o que lhe era mostrado, o rapaz com o tampão no olho sorriu para Marry e fez mímica como se passa-se uma faca no pescoço da menina a qual havia acabado de beijar o rosto, após alguns segundos assim ele lhe apontou o diário de Kagome e não demorou muito para que o mesmo pegasse fogo , diante dos olhos de Marry, "o que era aquilo? Assombração? Estava querendo possuir Higurashi?" Pensava Marry ainda espantada.

Ele então se aproximou de Marry e beijou seus lábios calmamente, esta estava imóvel e assim ficou e logo no mesmo instante sentiu a pressão cair, Higurashi a segurou e começou a gritar pedindo socorro.

Dentro de poucos minutos mais duas enfermeiras apareceram e ajudaram a levantar Marry, está estava branca, segurou o braço de Higurashi e disse baixinho de um modo que ela escutasse e as outras também:

— Você.... Não é louca.... É possuída.... Possuída não, ASSOMBRADA! – E desmaiou em seguida.

Higurashi sentou no chão e sentiu as lagrimas se formarem, o que era aquilo? Até Marry?.

Notas finais
E ai pessoal, que acharam? Espero que estejam gostando, por ser o primeiro ele está pequeno, porém os próximos terão mais coisas =D APOSKAPSOAKSAPOSK Kissus e me liguem ;* #SQN