Notas iniciais
Gente, aqui venho eu com o último capítulo do dia. E mais do que nunca, prestem atenção ao ler ele, há mistérios. Musica: Hurt-Johnny Cash.

Eu machuquei a mim mesmo hoje

Para ver se eu ainda sinto.

Eu me concentro na dor.

É a única coisa que é real...

Tinha se passado uma semana depois daquele acontecimento e a mensagem que todos tinham recebido de trás para frente. Logo que conseguiram decifrar o que era, mas não falaram nada para Botan. Preferiam deixar aquele segredo entre eles, já que Botan não podia nem sonhar que aquelas pessoas estavam atrás dela. No momento, estavam apenas Kurama, Kuwabra, Yusuke e Hiei no quarto do Detetive Espiritual. Kuwabra sentado na cadeira de rodinhas, Yusuke sentado no chão. Kurama na cama e Hiei escorado na parede de braços cruzados. Keiko e Shizune passaram uma semana dormindo na casa de Botan, cuidando dela.

—Antares então deve ser um deles? –Perguntava Yusuke com a destra repousada sobre o queixo com um olhar pensativo.

—Sim, e a senhora só pode ser aquela pessoa que o Koenma-sama tanto dizia. Eles estão começando a dá as caras, já que revelaram o nome de um. –Respondia o youko, enquanto lia um jornal.

—Ah, isso já está ficando cansativo demais. Eles por acaso tem medo de lutar conosco? Esse misteriozinho está me enchendo. –Resmungava Hiei.

—Pela primeira vez, devo concordar com o anãozinho. –Concordava Kuwabra com o koorime e logo os dois se fuzilavam com o olhar.

—Mas quando esse mistério acabar, eles irá atrás de nós e devemos está preparados. –Respondia Yusuke, com um ar sério.

~

A agulha abre um buraco

A velha picada familiar

Tento apagar tudo

Mas me lembro de tudo.

~

—Obrigada pela comida!

As três agradeciam pelo alimento e logo começavam a comer com os hashis o ramén. Que foi feito por Keiko, graças ao ensinamento de seus pais. Botan se esbaldava no alimento, o que fazia o caldo e o macarrão escorrer no canto da boca da shinagami. Keiko e Shizune sorriam com a melhoria dela após o incidente de sete dias atrás, era muito bom ver aquela Botan de volta. O dia estava calmo, e muito frio por sinal. Hoje seria um dia diferente, a pequena azulada iria atrás de um emprego de meio período, já que Keiko conseguiu uma autorização do colégio para ela trabalhar, iria até uma agência de trabalho a poucos minutos. Assim que terminou de comer, levou sua tigela a mesa e lavou a boca e as mãos. Se aproximou de Shizune e Keiko, dando um abraço em uma por uma.

—Já vai, Botan-chan? –Perguntou Keiko, enquanto limpava a boca.

—Vou sim, lá é por senha! –Respondia Botan colocando a jaqueta jeans por cima da blusa roxa. Ela estava com uma calça jeans e uma bota preta.

—Tome cuidado viu? –Alertava Shizune, meio preocupada.

—Haaaaaaai! Logo volto!-Respondia a azulada, com empolgação.

Keiko e Shizune torciam para que nada de ruim acontecesse com a garota no caminho, sabiam que seus amigos estariam de olho nela. Então, continuaram a comer e conversar em paz. Botan fechava o portão do prédio e saia correndo com um sorriso enorme até a agência de empregos, que ficava apenas no outro lado da rua. Ela nem notou, Kurama e Hiei estavam a observando. Logo o Youkai percebeu algo estranho logo atrás da menina: Eram três caras encapuzados a seguindo. Hiei logo cutucou o ruivo, que também percebeu.

—Está vendo? –Perguntou o koorime.

—Sim. Vamos para-los! –Respondia o ruivo já retirando seu chicote verde cheio de espinhos, e Hiei logo concordava desembainhando a sua katana.

No três, os dois pairaram em frente aos caras encapuzados e sem muita demora os atacaram e tinham apenas uma única escolha: Não podia deixa-los vivos. Então Kurama em um pequeno movimento brusco que este fizera com seu chicote, decepou a cabeça dos dois e Hiei logo partiu ao meio o último e os corpos decepados caiam no chão. Kurama se aproximava de um deles e retirava a mascara que cobria o rosto e teve uma surpresa: Era um demônio.

—Como assim? Eles contrataram demônios do rankai para seguir a Botan? –Perguntava Kurama, arregalando os olhos.

—Por estratégia. Sabia que no fim, iríamos mata-los e o mínimo que poderiam fazer com Botan seria dá um susto. Ainda bem que formos rápidos. –Dizia Hiei.

—E o que fazemos com os corpos deles?

—Jogamos ali naquele beco na lixeira, e simplesmente os queimamos.

—Você só tem ideias brilhantes, viu?

—Lógico! –Dizia Hiei em um ar convencido.

Logo arrastavam os corpos dos demônios até aquele beco, Kurama arrastava os dois um por uma perna e o outro por outra, e Hiei arrastava as duas metades do demônio que matara. Jogaram os três na lixeira, e logo Hiei formava uma chama negra em sua mão direita e nisso a jogava na lixeira, saindo dali com o youko.

—Vamos voltar a vigiar a Botan. –Dizia Kurama.

—Uhum. –Concordava Hiei.

~

O que eu me tornei

Minha mais doce amiga?

Todos que eu conheço vão embora

No final.

~

{Pov Botan} Finalmente chegou a minha vez eu tinha pegado a senha R4d0n4P e eu tinha que me dirigir até o chefe da livraria do centro, ele estava atrás de uma atendente. Cheguei lá e vi que a porta estava escancarada, antes de entrar, bati três vezes.

—Pode entrar senhorita.

Ele era um tanto jovem, tinha cabelos longos pretos que vinham até o ombro. Vestia uma blusa social branca e uma calça jeans clara, seus olhos eram azuis iguais o céu, e ele tinha um sorriso encantador. Logo entrei, ajeitando minha calça a subindo um pouco. A sala da entrevista as paredes eram toda branca, cheias de certificados e quadros com fotos de família. Na sala tinha um sofá pequeno preto próximo a porta, no chão um tapete vinho grande a esquerda uma imensa prateleira de livros, ao lado direito próximo a porta tinha um bebedouro. E um pouco próximo daquela imensa janela no décimo quarto andar que dava para ver toda a cidade, estava a mesa preta com cheia de papeladas encima e uma máquina de escrever. Aproximei-me, e ele puxou uma cadeira para mim.

—Então... vamos começar. –Ele se sentou na cadeira e apoiou suas mãos na mesa. –Por que deseja tanto esse emprego?

—B-B-Bom... eu vim morar aqui recentemente, e sou emancipada. E gostaria... de ter meu próprio dinheiro. Sem falar, que amo ler. –Respondi nervosa.

—Entendo...

—Irá se dedicar a todo custo? –Perguntava ele, arqueando uma das sombracelhas.

—É claro, senhor! Não brinco em serviço.

Ele deu uma pequena gargalhada, e eu podia jurar que senti algo estranho vindo daquele homem e um olhar muito suspeito, mas poderia ser apenas imaginação minha. Ele suspirou fundo, estendendo a mão para mim.

—Você está contratada, nem preciso perguntar mais nada!

Eu estranhei, geralmente quando as pessoas fazem entrevistas de trabalho não é tão rápido assim. Mas para quem estava louca atrás de emprego como eu, isso era ótimo! Apenas sorri para ele, estendendo minha mão apertando a dele em um ato de acordo.

—Certo! Quando começo?

—Sabado agora!

—Certo, até mais! –Disse com um sorriso no rosto, acenando para ele fechando a porta em seguida.

{Pov Botan off} Assim que a garota saiu, uma forte luz veio no rosto daquele homem que logo revelava sua verdadeira identidade, já que aquela era um disfarce.

—Pobre Botan, finalmente está na nossa mira de novo! –Dizia o homem, dando uma risada maligina.

~

E você poderia ter isso tudo.

Meu império de sujeira.

Eu te desapontarei

Eu te machucarei.

Eu uso essa coroa de espinhos

Sobre meu trono de mentiras

Cheio que pensamentos quebrados

Que eu não posso consertar.

~

No outro lado da cidade, Yusuke caminhava com as mãos no bolso. Vestido com o uniforme verde e o cabelo meio bagunçado, iria procurar algo para fazer. –Mas pelo jeito precisaria resolver outra coisa. Entrou em um beco estranho e logo sentiu aquele mesmo vento forte sobrar entre ele. Que logo fez uma espécie de arma com a mão direita apertada pela mão esquerda, apontando para frente que se encontrasse o suposto inimigo, iria atirar o leigan.

—Aparece, seu bosta! –Gritou Yusuke, irritado.

Nenhuma resposta surgiu. Até que...

—Urameshi, Urameshi! Isso é maneira de tratar as pessoas? –Era uma voz masculina, meio distorcida e grave vindo a frente de onde ele estava.

—Por que você está atrás da Botan? –Yusuke caia na onda dessa pessoa, fazendo uma pergunta pro mesmo.

—Em breve você saberá. –A voz apenas dizia isso e o vento parou, e a voz também sumiu.

—Droga! –Reclamava Yusuke, socando a parede e logo ele notou mais um aviso escrito com sangue ‘’Estamos mais perto do que nunca de nos revelarmos, calma.’’ Yusuke tremia os punhos, socando-os na parede mais uma vez. –Quando eu pegar esses caras, eu juro que matarei.

~

Sob as manchas do tempo

Os sentimentos desaparecem

Você é outra pessoa

Eu ainda estou bem aqui.

~

—Bem vinda de volta, Botan-chan! –Dizia Keiko, que estava sentada junto com Shizune assistindo televisão. –Foi contratada?

—SIM! –Gritava Botan mostrando felicidade e logo as três começavam a pular alegres.

‘’... O que diabos elas estão comemorando?’’

Perguntava Hiei na árvore, observando as três pela janela. Devia ser uma coisa imbecil de garotas, pensou. Logo sentiu uma energia espiritual imensa ali perto, quando olhou para baixo avistou um homem.

—Então você é o Hiei?

~

Se eu pudesse começar de novo

A milhões de milhas daqui

Eu me salvaria

Acharia um caminho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.