Secret Heroes
2 Capítulo I - Anotação Nº - 1
Notas iniciais
04 de Julho de 2013
Bem, é, eu sei, eu já botei essa data na Anotação anterior, mas, seria melhor se eu explicasse o que ocorreu antes daquele meu encontro que foi predestinado pelo destino. Preparados? Certo, vamos lá.
Um dia como outro qualquer, monótomo, para preservar um vocabulário interessante. Comia meu café da manhã, enquanto a televisão mostrava as notícias recentes e as que ocorreram na madrugada. É, eu GOSTO de ver jornal! Me dá inspiração para escrever um livro. Sim, eu quero ser um escritor.
Isso não vem ao caso! Não quero contar minha vida pessoal aqui, apesar de ser um diário... não, espera, é um Diário de MINHAS AVENTURAS. Minha vida pessoal não tem nada haver com isso. É... acho melhor parar de dar voltas em apenas um único ponto.
Retomando, uma notícia me chamava atenção: "A Onda de Assassinatos retomava com força total. Dessa vez, o misterioso Serial Killer deixara as vítimas sem seus órgãos vitais e eles foram achados pendurados como uma bandeira no Parque Central. Ele seguia uma linha de mortes meio que... aleatória. De acordo com as investigações recentes, ele não marcava as vítimas, apenas as encontrava e as matava utilizando o mesmo instrumento: Um facão."
Sinceramente? Por que diabos os governantes não botavam policiais nas ruas para horário extra? Vou te contar o motivo: ele os matava. Como? Ele deveria ter algum poder sobrenatural ou coisa do gênero. Não acredito nessas coisas, ora, ele é apenas um humano qualquer! Qualquer humano que seja "normal", morreria com um disparo na cabeça — menos aqueles que possuem muita sorte.
E, ele é esperto: sempre agia nas madrugadas. Onde possuam poucas pessoas na rua, melhor, para evitar testemunhas. Sim, até se eu fosse um Serial Killer faria coisa do gênero. Olhei o relógio, já marcavam 7:20h, hora de ir para a escola.
A escola, tão monótoma como minha vida. Era simples: eu andava pelas ruas, chegava na escola, sentava-me em uma cadeira qualquer e assistia a aula. Era assim, irritante. Odeio repetir a mesma ação todos os dias, mas, sou obrigado.
MAS! MAS! FINALMENTE UMA COISA BOA! Bem, eu não diria tão boa assim. O Professor estendeu a mão para uma aluna que estava de seu lado. Ela deveria ser nova. Bem, vou meio que descrever aquela menina.
Ela tinha cabelos negros longos até os ombros, seus olhos eram esverdeados... pareciam Esmeraldas. (Onde foi que eu já vi isso?) Era menor que eu, mas, nem tanto. O professor indicou o local para que ela se sentasse e... era do meu lado. Seus passos me deixavam incomodados, eram leves... calmos. Então, ela se sentou na cadeira da minha direita, na fileira do lado. Ela pegou um pequeno livro. Bem, como eu adorava ler, fiz de tudo possível para poder tentar ver a capa.
Lazarilho.
Um clássico! Eu já li aquele livro todo e estou lendo ele novamente, a história dele me prendera de forma tão absurda que... melhor não falar. Apenas é um ótimo clássico. Ora, que erro meu!Esqueci de falar o nome daquela moça: Koi.
Koi, pelo que me lembro, significa "amor para toda a vida" ou coisa do gênero. Ela passou lentamente a página seus dedos eram finos e leves. Voltei meu olhar para a janela, estava nublado. Não muito, mas, bem acinzentado. Havia esquecido o guarda-chuva. Apesar de adorar a chuva, rezava para que não chovesse. Koi não chegou a falar com ninguém, apenas permaneceu quieta, lendo Lazarilho e copiando as lições que o professor passava. Até certo ponto.
Quando o gongo tocava para a hora da saída, ela se levantou subitamente e consegui ver seus olhos mudarem lentamente para cristalinos. Mas, voltaram para esverdeados. Uma lente multi-colorida? Não importava. Até que outra coisa ocorreu.
Estava andando pelo corredor e uma pessoa correndo por ele esbarrou em mim e ambos caímos. Olhei para ela, olha que surpresa: era Koi. Engoli em seco, ela estava ofegante e preocupada.
– M-Me perdoe! — Dizia ela, olhando para mim, engolindo em seco todo o momento e preocupada com algo.
– E-ei... está tudo bem? Parece pálida e nervosa com algo. Tem alguém te perseguindo? Vai salvar o mundo? — Disse com uma risada. — Olha, é brincadeira. — Disse, coçando a nuca. (Por algum motivo, eu fiquei meio burro. Me arrependo desse eu do passado.)
– A-ah... estou bem sim. E... é claro que seria uma brincadeira. Pfft, salvar o mundo... — Ela olhou para o lado com um pequeno sorriso e voltou a olhar para o chão e então, se levantou. — Perdoe-me. — Ela disse, segurando minha mão e me ajudando a levantar.
– Ah, sem problemas. — Disse com um sorriso. — Seu nome é Koi... estou certo?
– Sim. Koi Nagizawa. Prazer.
– Luke Steven.
Ela olhou para a janela novamente. Havia algo de errado comigo? Ou com o tempo? Ela deveria morar longe. Então, ela se virou.
– Prazer em conhecê-lo, Luke. Espero que sejamos bons amigos. — Disse ela alegremente e começou a andar.
– Igualmente. — Disse, quando ela já estava distante.
Depois desse ocorrido, apenas caminhei para casa, almocei e vi um pouco de televisão. Notícias, como sempre. Meus pais estavam trabalhando, então, tinha a casa toda para mim. Abri um sorriso e me espreguicei. Meu pequeno gato pulou em meu colo e se espreguiçou. Abri um sorriso e comecei a acariciá-lo. Ele era extremamente folgado e preguiçoso, não sei como não era acima do peso, apesar dele comer demais. Koi havia ficado na minha mente naquele dia.
Bem, até eu encontrar ela novamente.
Caminhei até a praia, era bom caminhar e, dessa vez, levava meu guarda-chuva. Deves estar se perguntando: que tipo de pessoa caminha com o tempo nublado?! Bem, eu te respondo: gosto do frio, da chuva e de caminhar naquele tempo. Pode parecer um tempo triste, mas, para mim era agradável. Caminhei pela a areia com apenas meias e observei uma figura conhecida de frente para o mar. Cabelos pretos longos até os ombros... era Koi? Possivelmente.
Minhas suspeitas se completaram quando ela se virou com seus olhos esverdeados. De fato, era ela. Bem, infelizmente, eles mudaram de cor para vermelho carmesim e... eu soube que estava ferrado. Me afastei dela, enquanto ela abria um sorriso. Seus lábios se moveram, mas, nenhum som saiu de sua boca. Consegui ler o que ela disse.
"Vamos começar".
Engoli em seco, ela abria um sorriso e estendeu a mão para mim. Pisei na rua, quando ela abrira um sorriso. Escutei uma buzina e virei meus olhos para o barulho da buzina.
Um caminhão.
Sim, um caminhão. O motorista estava aterrorizado e então... bum. Recebi o impacto dele com força total, enquanto Koi estava com um sorriso no rosto.
Naquele momento, eu pensava que morri. E, serei sincero, queria estar.
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