Secret

1 One and Last.


Notas iniciais
História não betada, tenham paciência com os possíveis erros, haha.

Selena se escondia nas sombras enquanto andava pela mansão da família.

Não tinha percebido o frio pela janela quando decidiu deixar a jaqueta. O vestido parado dois dedos antes do joelho não fazia o trabalho completo, deixando o bolero pequeno de mangas normalmente curtas não a protegia no vento enquanto o hálito de menta de dentes recém escovados saia congelado.

– Deus. – congelou contra a parede do portão vigiado vinte e quadro horas de entrada e saída de carros pelos guardas particulares, ofegante ao sem comprimir cada vez mais para o muro ricamente feito de tijolos caros.

Os seguranças por perto cem por cento atentos desconfiaram ouvir uma respiração a mais, mas de repente um barulho exatamente preocupante veio do lado oposto da casa. Parecia o som de algo colidindo no silencio da noite, os fazendo correr a toda velocidade por seus empregos.

A morena suspirou quando os passos fortes de afastaram de si com pressa, seguindo a pedra que tacara para na direção de um dos carros pretos, correndo pela passagem secreta do muro até se ver fora da residência cara.

Passou as mãos nos cabelos presos num rabo de cavalo charmosamente alto, o desfazendo rapidamente pelo frio. As leves ondas castanhas caindo pelos ombros, enquanto tentava arrumar os fios prefeitos por paranóia antes de prosseguir contornando a casa pelo lado de fora até o muro mais alto; se encontrando na parte traseira e menos vigiada – digamos assim – da área.

Foi só preciso virar a curva para o paredão e lá estava ela.

Os cabelos pretos contrastando perfeitamente com a pele branca porcelana. As vestes rocker como sempre presentes na calça jeans preta agarrada em conjunto á jaqueta de couro quente e macia por dentro, o all star de cano alto mal amarrado só completando com sujeita preguiçosa.

Limpou a garganta com força para chamar atenção da moça que num susto virou a cabeça assustada em sua direção.

– Demi. – chamou sem necessidade.

A rocker se desencostou da parede ao andar de encontro a outra.

– Selena. – mostrou os dentes brancos sedutores fazendo a morena sorrir também. – Esta com frio?

– Hm, um pouco. – respondeu sem graça, mentindo na verdade.

– Aqui. – a pálida tirou a jaqueta de couro pesado deixando a blusa branca simples gola v de mangas curtas a vista, os braços longos apoiando o pano nos ombros da morena. – Pode ficar.

– Não, não. – Selena ameaçou tirar o couro de seus ombros, agradecendo por dentro quando foi parada pelos dedos pianistas de Demi. Seu tecido era tão quente e convidativo que os arrepios pelo vento cessaram imediatamente. – Você não esta com frio sem ela?

– Não; estou bem. – a de cabelos negros deu dois passos contra o corpo da outra, fazendo a morena recuar até as costas baterem delicadamente contra a parede. – Vem aqui, vem.

A morena não reclamou quando sentiu as mãos da outra se apossarem de sua cintura, indo totalmente pelo caminho contrario, agarrando seu pescoço com saudade.

As bocas bateram com sentimento e um sorriso de surpresa da Lovato.

A Gomez era a que sempre resistia a seus joguinhos iniciais para descer no ultimo com um beijo de despedida e beijos assim eram novidades para ambas.

A Lovato tentou mergulhar a língua entre os lábios artificialmente rosados demais da morena e, depois de brincar um pouco com a boca resistente, conseguiu entrar. Acariciando pequenos lugares de cada vez foi como começou a ganhar arranhões na nuca de excitação, fazendo a rocker sorrir contra o beijo.

Se afastou por dois segundos para pegar algum ar, mas a Gomez não deixou o tempo se estender nem para meio segundo. Logo o rosto branco doentio de Demi começaria a ficar vermelho pela garganta pela falta de ar, mas nenhuma das duas estava realmente se importando. Oxigênio não era o problema mais grave e sim a situação de estarem se encontrando quase bem na janela dos pais de Selena.

A Gomez soltou um gemido baixo quando sentiu os dedos ágeis começarem a subir demais pelos lados corporais, parando logo abaixo do busto; sentindo o carinho lento dos polegares em sua base tão cuidadosamente tanto pode sem assustar a morena.

Se os pais da menina Gomez descobrirem sobre isso, ela estava literalmente morta. E não haveria sua “mamãe” para lhe defender dessa vez.

Demi era de uma completa e diferente criação e origem, coisa que seus pais não gostavam.

A família Gomez – mesmo muito rica – se considerava extremamente religiosa e só o pensamento da filha estar se agarrando com outra garota, que nem se quer existia, já os mataria de desgosto. Grandes negociantes de imóveis caríssimos lhe faziam um nome forte.

A família Lovato tinha o nome conhecido por fechar negócios maravilhosos para a compra de bancos conhecidos, começando da época da segunda guerra mundial onde as taxas caíram tanto numa Europa completamente destruída e quebrada em euros que um senhor italiano – Lovato – comprou uma rede de bancos facialmente com a herança de uma família inteira. Dobrando e redobrando essa quantia a cada dia desde então.

– Hm, hm, hm. – Selena chamou atenção da outra que parou todos os movimentos com dois selinhos rápidos.

– O que? – sussurrou pela falta de voz.

– Não quer entrar dessa vez? – perguntou tentando achar uma solução para seu problema. – Ainda estou com frio das pernas.

– Vou lhe comprar uma calça jeans, você vai gostar. – brincou Demi.

– Nem me apareça com uma aqui, meus pais me matariam. – cortou a morena já sabendo a regra religiosa que a família seguia com rigor: “mulheres usam saias e vestidos, enquanto homens lhes serão apresentadas as calças e esquecidos os shorts.”; ainda era capaz de recitar alguns desses versos decorados.

– Tudo bem, meu amor, gosto de você vestindo saias. – o lábio inferior ligeiramente manchado do batom da Gomez foi mordido com charme. – E, sobre entrar, acho melhor não.

– Porque? – Selena se entristeceu. – É tão difícil eu escapar assim e acabamos sempre tendo que nos dispersar para ser algum encontro assim.

– Não me entenda mal, querida, mas você e se seus pais me pegarem? – perguntou retórica. – E esses suas seguranças tem ouvidos de gato. Parecem que sentem até muito cheiro.

– Eu sinto seu cheiro. – comentou Selena, corando. – É algo parecido com couro e um toque finíssimo de nicotina queimada.

– Hm, pelo menos a maconha passa despercebida. – continuou brincando a Lovato.

– Vem, entra comigo. – pediu novamente a Gomez.

– Deus. – suspirou a Lovato. – Vamos lá.

“Nunca falareis o nome do Senhor teu Deus em vão.”

Selena suspirou balançando a cabeça ligeiramente tentando se virar das frases que ainda lhe assombravam, roubando um beijo rápido da boca delicadamente sensível pela cor da namorada secreta.


XxxX


– Então, o que acha daquele? – perguntou Selena tentando fingir interesse a frente de sua prima.

– Hmm, não. – Priscilla deu de ombros em indiferença. – Sabe, todo esse tempo tentando arranjar alguém para mim e você ai, sozinha.

– Hm, não preciso de ninguém. – mentiu simplesmente a morena, levando a taça de o vinho leve adolescente aos lábios.

Mais uma das festas de luxo em tardes confortáveis dadas por seu pai, Ricardo Gomez, e Selena aqui: sozinha ao lado da prima – por hora – companheira, até encontrar alguém no sexo oposto que lhe atraia. Mas a pequena Gomez não precisava disso, ela já tinha a sua garota bem escondida abaixo dos panos.

Era desconfortável estar junta á prima querida e não poder compartilhar coisas que gostaria, assim como era difícil se conter para não abrir a boca em um daqueles jantares desconfortais em família no qual só ouviam-se os talheres batendo com classe nos pratos de porcelana.

Priscilla sempre compartilhava seus casos segredos com Selena, lhe tornando uma cúmplice na maioria dos encontros. Era sempre Priscilla, o namorado secreto e Selena, embora ambos os pais dos dois lados pensassem ser somente as primas melhores amigas. Mas dessa vez a morena não arriscaria.

Não poderia correr o risco de perder a única pessoa que tinha certeza gostar em sua vida por um deslize de peso na consciência. No seu tempo sabia que a prima seria a primeira a saber, mas isso poderia demorar.

O celular vibrou no silencioso encima da mesa, diante ao barulho de conversas e risadas adultas o bastante para a morena notar; o pegando rapidamente dos olhos de Priscilla.

– Aaah, acho que você esta me escondendo alguma coisa, prima. – a menina sorriu em direção a Selena que desligou a chamada sem mesmo atender.

– Não estou escondendo nada, Priscilla. – levantou-se com pressa, deixando o cristal ainda com um pequeno fundo da bebida vermelha a mesa. – Já volto.

A prima Gomez fingiu acreditar em Selena, não contendo um riso baixo quando a própria virou as costas; visivelmente com pressa.

– Com licença. – pedia com um sorriso falso aos convidados a sua frente, recebendo exclamações ao ser reconhecida como a filha Gomez, logo se esquivando com um “obrigada”.

Discava o numero decorado no teclado virtual enquanto ainda andava para fora do barulho, até ouvir a melodia natural.

– Selena? – falou. – Pode falar agora?

– Sim, desculpe a demora. – falou ainda meio sussurrante no medo de alguém a ter seguido.

– Consegui entrar. – comemorou. – Estou no jardim, já me encontrar.

– Agora mesmo. – sorriu Selena. – Como você passou?

– Tenho meus truques. – gabou-se a Lovato. – Vem logo, estou com saudade.

Selena não tinha certeza que esse relacionamento as escondida ia um dia acabar sendo revelado. Por enquanto, gostava da adrenalina.


Notas finais
Fim.
Saudades das reviews.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!