Notas iniciais
Hello pessoinhas, sabem aquelas ideias que você tem de madrugada e que surgem do nada na cabeça 3o3, foi assim que surgiu essa fic depois de eu ter devorado em um dia o livro/roteiro de teatro, de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada... guardei o plot e hoje na ânsia de descontrair do dia intenso de provas, escrevi de uma assentada! kkk XD Eu realmente gostei muito do personagem de Delphi, apesar de ter achado ela muito mal colocada ali de para -quedas e mal explorada 3.3 , alem de mal explicada, mas amo uma filha do voldy ahuahauahua eoe E ela me deu muito dó e quis um final feliz para ela (me julguem 3.3)... Espero que gostem!! ♥

" (...) Sim, uma pessoa pode regredir também, mas não é olhando o passado dela que você observará isso, mas com os olhos fitos no presente.
Mesmo que tenham cometidos erros gravíssimos no passado, é possível que essas pessoas se recuperem e evoluam de modo surpreendente, bastando que encontrem ambiente favorável e, no sorriso das pessoas, uma segunda chance." Augusto Branco

Delphini Black Riddle, seu nome era conhecido por muitas poucas pessoas, na realidade podia-se contar na ponta dos dedos, normalmente as pessoas ali associavam-na – por conveniência da actual Ministra da Magia e do menino que sobreviveu, Harry Potter — a Delphini Diggory, a inexistente sobrinha de Amos Diggory.

Desde pequena sempre fora escondida e no seu canto isolada, criada por uma mulher que era mais do que gananciosa por dinheiro, Euphemia Rowle , que nem amor lhe tinha, só lhe repetia a cada dia que fardo e desprezível era ter que cuidar de uma criança, mas fosse por temor a quem seu pai tinha sido ou pelo dinheiro avultado dos Lestrange, ela lhe cuidara.

Delphi – como ela preferia normalmente ser chamada – olhava as grades de ferro enferrujado da gelada e longínqua prisão de Azkaban, que era longe de toda a civilização trouxa ou mágica, coberto por um imenso e enlouquecedor mar, e que desde a batalha de Hogwarts — em que ela tinha nascido uns meses antes — não eram mais controlados e comandados pelos Dementors, que tinham sido exilados desde a última grande Guerra e por reconhecerem que de facto, era um instrumento de corrupção do próprio Ministério.

Ela olhava desfocadamente e sem muita fé para as grades, indecisa desde que fora presa por usar um Avada Kedavra contra um sem nome que mal se recordava quem era, em acabar com a própria vida e a condenação que seu próprio pensamento lhe trazia, de que era uma enorme covardia acabar com tudo, ela podia ser todos os predicados que lhe associassem, mas covarde nunca.

Ela realmente pensando agora, com clareza e tendo somente seu próprio pensamento como companhia, ela via que realmente que tinha sido algo insano e irracional, vindo da sua própria emoção.

Ela odiava ser emocional, normalmente era quando ocorriam os seus piores erros, como se verificara, ela de tão triste e solitária em sua vida, havia concebido insanamente que seu pai, o próprio Lord das Trevas fosse gostar de ter o sangue do seu sangue consigo, pelo que treinara e aperfeiçoara a sua magia a níveis exaustivos, sob o olhar assustado da nojenta mulher que lhe cuidara.

Perdera toda a sua juventude, treinando para ser alguém que seu pai se orgulhasse, mexera com mentes, com amizades, com o mesmíssimo tempo para estar ali de volta no início e do mesmo jeito, sozinha e isolada.

E aquele vazio opressor era o que lhe custava em pensar, ela odiava sentir pena de si própria, mas também onde estava e pelo que seria de modo perpétuo, não lhe sobrava muito mais que isso.

Um som alto de trincas dos portões sendo abertos, era ouvido do portão da ala de alta segurança sendo aberta, ela ignorava veemente, não desejava encarar quem lhe servia as refeições ou outro ser imbecil que passava os olhos no seu corpo achando-a imensamente gostosa, mas quando tomava ciência de quem era ou sentia um sufocamento muito inconveniente e desconfiavam ser ela, não chegavam perto.

Mas, ela via uns sapatos pretos perfeitamente lustrados, no seu campo de visão, ela olhava para o chão normalmente, quando não desejava encarar ninguém, mas aqueles não eram os sapatos que normalmente os aurores responsáveis por vigiar os presos de Azkaban usavam, eram de alguém que efectivamente não trabalhava ali, o que podia intitular-se presumivelmente como visita?

E isso surpreendera-a, desde que ali fora presa á uns anos atrás que não lembrava de ter ali alguém visitando-a, mas mais surpresa ainda ficara ao ver quem era.

Na sua frente, estava o mesmíssimo Harry Potter, ela arquejara uma sobrancelha vendo com estranheza a presença do homem ali na sua frente, mas era ele mesmo, com a cicatriz quase imperceptível de um raio na sua cabeça, com óculos de aro que cobriam os olhos azulados, com seu cabelo acastanhado escuro em asa de corvo e suas vestes de auror, ele olhava fixamente para ela, que não entendia de todo que ele ali fazia.

—Olá, srta. Riddle…

Ela não respondera, só olhava como avaliando a atitude e o porque ali estava, era muitíssimo estranho.

Ele parecia falar casualmente, trazia uma documentação que ela não lograva ver o que era, ele tinha um olhar impenetrável era impossível saber por sua expressão corporal ou visual que ele pretendia ali. Era um bom auror, sem dúvidas.

Por fim, fosse pela curiosidade ou fosse pelo tédio da sua própria companhia, respondera-lhe de modo rouco, já tinha perdido a conta á quanto tempo não falava.

—Boa tarde, sr. Potter…que deseja de meus humildes aposentos?- Dissera-lhe de modo irónico, ao que ele mantivera-se com a mesma expressão, mexendo um pouco a expressão facial não que altera-se em suma, mas ele escutara-a.

—Falar convosco…

Se ela tinha achado estranho a presença, fora bizarro demais o motivo que ali o trouxera, conversar? Falar? Com ela, que tinha colocado em perigo a vida do filho dele e de Scorpius Malfoy? Ela? Sério?

Semicerrara os olhos, como tentando ver se era brincadeira, alucinação ou ela tinha começado a enlouquecer de vez, ouvindo coisas que não eram verdade, como sua falecida mãe, segundo lhe haviam contado.

Mas, ao ver que ele não vacilara na sua expressão, ela olhara-o de alto a baixo, suspirando longamente, olhando para o lado, provavelmente aqueles papéis deviam de ser a sua execução, provavelmente Draco Malfoy havia conseguido a sua sentença de morte e ele havia decido acabar de vez com a descendência de Slytherin que tanto mal lhe tinha feito, ou outra coisa do estilo, não devia de pensar tanto sobre isso.

Decidira ficar contente só com o facto de ter alguém para conversar antes do fim, mesmo que esse alguém ironicamente fosse Harry Potter.

—Sobre? – Decidira-se a responder, passando um longo período de silêncio.

—Segundas Chances…no caso a ti, srta. Riddle…- Respondera-lhe Potter, prontamente e fora ai que ela demostrara toda a sua surpresa, olhando para ele.

—É uma piada?

—Não…

—Estou a enlouquecer?

—Não…

—Então, você é que está caduco ou doido, ou lhe deram uma poção Risonha dos Weasley…- Ela erguera-se do chão, aproximando-se devagar dele, encostando as suas mãos sujas na grade, ao que Harry limitara-se a olhar para ela, sem vacilar na sua expressão, mantendo-se calmo e sereno.

—Não…

Ela passara a mão no seu cabelo em tonalidade branca e arroxeado, meio tensa, que isso queria dizer, segundas oportunidades?

Ela era filha de Lord Voldemort e Bellatrix Lestrange, ela era a junção de quem ele mais odiava pessoalmente, porque haveria de querer ajudar-lhe, dando-lhe uma segunda oportunidade.

Mas, como prevendo a sua confusão, ele olhara para ela mais detalhadamente e continuara a falar.

—Uma troca…

Ela dera um leve sorriso, olhando-o, agora sim estavam falando na língua que ela entendia, senão ela pensaria que era alguém disfarçado de Potter, que tinha tomado Poção Polissuco.

Dera um leve sorriso irónico, meio de canto evidenciando o seu rosto meio maltratado e cadavérico pela magreza, olhando-o mais detalhadamente e vira mexer o seu corpo e involuntariamente os papéis que trazia na mão, que como estava mais perto agora, vira o logotipo do departamento de Aurores no Ministério da Magia que ele chefiava.

—Que troca?

—Há um caso que estamos num impasse, essa caça aos remanescentes da ultima Guerra é bem extenso, sem falar que há nomes na penumbra, que andam atacando indiscriminadamente nascidos trouxas e que infelizmente só você tem acesso, já que Euphemia Rowle morreu á dois anos…e os comensais que podiam de facto usar desse artificio, estão inalcançáveis…por morte ou demência completa…sei que muitos te prometeram lealdade ao saber de modo vago que você estava viva…

—A velha megera morreu? Hm, que pena…- O tom agrio e frio não passara despercebido a Harry, que lhe encarava sem desviar o olhar, suspirando meio impaciente, começando a deixar cair a mascara imperturbável. Delphi dera um leve sorriso mínimo.- Então sou seu ultimo recurso…você acha que posso ter uma ideia de quem possa estar fazendo esse ataques? O que lhe faz pensar que não sou eu que mando fazer?

Harry dera um leve sorriso, como reconhecendo algo nela, que já havia visto em algum lugar.

—Não poderia, já que é a detenta mais vigiada e controlada de Azkaban, para não dizer do Mundo…

Ela inclinara a cabeça, como reconhecendo que era um facto verídico.

Tinha uma enorme segurança em sua cela, tinha mais feitiços de protecção do que podia contar ou se dera ao trabalho, fechaduras temporais e dessincronizadas do tempo só na fechadura, que demorava a abrir, sem contar maldições muito bem calculadas em cada canto para quem pretendesse soltá-la.

—Hm, faz um sentido…mas como exactamente lhe poderia ajudar e com isso ter uma segunda chance, porque uma troca pressupõe que você possa me dar algo que eu quero…

—Sim…eu lhe mostraria os nomes dessa pasta e você me diria quem poderia ser o mais propício a tal…de acordo como lhe instruíram desde pequena e em troca, lhe daríamos um Obliviate total, não se lembraria do Mundo Bruxo e iria ser recolocada com uma nova vida e memórias falsas no Mundo trouxa, começaria uma nova vida, bem longe destas grades….

Delphi ficara parada, se detendo de andar em círculos como tinha começado desde o início da conversa com Harry Potter, aquilo era bem mais do que ela cria que iria ter e só tinha que apontar uns nomes de possíveis comensais que ela realmente sabia que lhe tinham jurado lealdade ao saber quem ela era.

Era um enorme impasse e sem contar que era uma forte decisão.

Ela podia optar por manter-se ali, presa em seu próprio mundo, sabendo que era temida e respeitada pelos poucos que lhe conheciam, tendo a lealdade vazia e idílica, de uns quantos por ai, era herdeira de Slytherin, filha de Lord Voldemort e Bellatrix Lestrange, tinha tido uma vida completamente não vivida, mas era tudo que ela era e sabia com certeza, que seria sempre.

Mas, ele oferecia-lhe uma oportunidade de ouro, um Obliviate total e ela não saberia mais quem ela havia sido, teria memórias novas e uma vida nova, mas era com os trouxas.

A última herdeira de Slytherin entre os trouxas? Se tivessem em um túmulo, seu falecido pai e sua falecida mãe estar-se-iam revirando naquele exato momento.

Suspirara de modo bem longo, pensando ferozmente por detrás de seus olhos verdes, voltara seu olhar para Harry Potter que esperava muitíssimo serio, como se a demora dela em lhe responder o irrita-se, mas ele fosse muito controlado.

—Quem teve essa ideia?

Ela arquejara uma sobrancelha, como estranhando aquela pergunta vinda dela, ao que dera uma resposta evasiva que ela de todo, não esperava

—Alguém que acredita em você, apesar de tudo…

—Quem seria essa pessoa?

Ele dera um leve sorriso, não respondendo. O silêncio começara a preencher o local, ao que ela suspirara meio impaciente, falando algo que lhe estava remoendo o pensamento.

—É uma medida desesperada, não? Que vos leva a pensar que eu aceite esse pedido e não vos minta, posso só revelar parte dos que atacam os nascidos trouxas…e quando estiver nessa nova vida, eles continuem o que fizeram e esperaram toda uma vida? Ou então, eu recusar-me e ficar aqui…

—Tem um sentido, mas como confiança não é algo que possamos usar entre nós, Srta.Riddle, acontece que temos que usar outras vias…- E dito isso, ele retirara de dentro do seu manto, um frasquinho de cor transparente que trazia uma conhecida poção, ela franzira o cenho até que reconhecera por intuição, Veritasserum. Harry Potter continuara a falar. — E acho que não recusar-se-ia…tão nova e já condenada a este lugar perpetuamente, era realmente o que desejava fazer de sua vida?

Ela trincara o lábio inferior com força, ele realmente tocara em um ponto sensível, só um louco concordaria em ali ficar, afinal sua mãe ficara, por isso que era louca. Eles eram inteligentes, sem dúvida, tinham todas as vantagens na mão sem dúvida, além de que ela mesma tinha pedido isso a eles em Godric’s Hollow no passado, ao que ela ficara mais séria e tensa.

—Que lhe leva a pensar que vocês me dariam essa poção e depois, não iriam descumprir a vossa parte do acordo?

Ele ficara com uma expressão pensativa e suspirando meio cansado, olhara-a de modo atento.

—Porque, não pensamos igual a você, honramos os nossos acordos, srta. Riddle… e realmente…

Ele pausara como se tivesse pensado com exactidão no que iria e hesitava em falar, mas por um estranho motivo quisera escutar.

—Realmente?

—Não soube sua vida antes do acontecido em Godric Hollow, mas pelo me apercebi, há certa….

E ele hesitara novamente, desta vez mais relutante em falar, como se fosse algo que não soubesse de todo como expressar e isso a deixara tensa.

—Certa?

—Similaridade entre nós, órfãos, desesperados por nos afirmar e nos provar, um lugar no Mundo, um lar… não desperdice esta chance, srta. Delphini…

Aquelas palavras marcaram-se a ferro e fogo no coração de Delphi, ela engolira em seco, olhando penetrantemente para Harry que não desviava o olhar dela, como se tivessem uma estranha conexão, por mais estranha que fosse.

E deixando decair os seus ombros, desviara o olhar como se o cansaço lhe tivesse acometido com força, subitamente não queria mais falar, simplesmente esticara a mão, ao que Harry não entendera primeiramente o que ela queria dizer, até que ela apontara a pasta.

E ele dera-lhe o frasco com a poção da verdade, ao que ela bebera sob o olhar atento dele e começara a olhar as fotos em pasta, vendo nomes sonantes, de comensais que estavam sob vigia mas ainda não tinham sido pegos por falta de provas que os ligasse.

Espalhara os documentos identificados com fotos em movimento, de cada homem mais estranho que o outro, tinha também mulheres, mas a maioria era sem dúvida, homens. Ela reconhecia a maioria pelo que Euphemia lhe dizia por alto e Rodolphus Lestrange, lhe tinha dito das poucas vezes que haviam conversado, ao longo da vida.

— Pelo que Rowle e o meu padrasto também, antes de morrer, disse-me sobre os que restavam e suas personalidades…os que acho que são ataques indiscriminados a nascidos trouxas e sem nenhum padrão, estes nomes são os que mais me parecem preparados e cuidadosos… Avery… discreto, quieto, com muito dinheiro sem contar com uma lealdade sem tamanho á causa dos Comensais da morte desde seu avô que estudou com meu pai…e esse aqui…Antonin Dolohov…

Ai, a expressão de Harry Potter ficara surpresa, ao que ela rira meio macabramente.

— Realmente, a arte da poção polissuco é óptima, não ele não morreu, creio que se vangloria ainda de ter morto Remus Lupin…pelo que tinha ouvido falar.

Esse nome fizera Harry ficar mais sério e levemente triste. Ela continuara mexendo os processos, até parar noutro nome.

— Sem contar, Theodore Nott Sénior, mas acho que esse já está aqui em Azkaban… são os que acho mais espertos, os outros são mais covardes para tal acção…prezam demasiado o seu pescoço como para arriscar.

— É só…?

—É só, além de que não posso mentir…

Ele assentira confirmando, olhando-a ao que ela olhava-o impacientemente, ele pegara a sua varinha e sem falar, movera umas correntes que estavam na mesa do guarda de cela e elas prenderam-se magicamente em seus pulsos, correntes anti-magia, eram incrivelmente incómodas, mas ela estava curiosa de onde iriam.

— Onde vamos?

Ele abrira a porta da cela para ela, dando um ligeiro sorriso na direcção dela, até que prosseguiram na direcção de uma luz forte que ela não conseguia perceber.

—Cumprir a minha parte do acordo…

E quando chegara, vira ser a sala de visitas que raramente era usada pelos familiares, afinal uma sentença em Azkaban era o equivalente a uma pena de morte, vira lá, de tonalidade escura, de cabelos cacheados e expressão firme e algo bondosa, reconhecera a ministra da Magia, Hermione Weasley. Esta assentira-lhe, ao que ela retornara automaticamente o cumprimento, com leve aceno de cabeça.

—Sr.Potter?

—Sim?

—Parabéns...

—Pelo que?

—Por fim, se livra do sangue maldito de Slytherin no Mundo Mágico e de bónus, apanha os últimos vestigios do mal...da última Guerra...

Harry Potter não lhe respondera, somente ficava sério, suspirando longamente.

—Não escolhi este caminho...me vi nele...adeus, srta.Delphini...

—Hm...

—Sim?

Ela não conseguira concluir, simplesmente olhara na direcção e ele reconhecera algo como gratidão, ao que ele olhara para Hermione que olhara para si e sussurraram bem baixo, antes de ela ter a varinha apontada a sua fronte.

—Acredito em segundas chances, mesmo até para um Slytherin…pelo menos, foi o que me disseram para acreditar…

—Quem?

Ele não respondera, só olhara para a frente, ao longe ela via um vulto de alguém anafada e estava escondido nas sombras, não conseguira ver muito mais pois a varinha de Weasley movia-se e uma luz prateada e azulada saia de sua cabeça. E nem resposta tão pouco, pois logo de seguida, cairá na inconsciência.

***

Algum tempo depois, uns anos na verdade, num complexo seguido de prédios iguais em Birmingham, nos subúrbios de Londres, numa pacata rua respeitável e família, num apartamento situado no último andar, Delphini Riddle acabava de acordar, sentindo o coração batendo forte contra o peito, sentindo todo seu corpo suado colando o delicado baby doll cinza que portava, uma mão tocara suas costas ao que ela olhara para o lado, vendo o corpo definido e desnudo do homem do seu lado, que acordara conjuntamente com ela.

—Delphi?

—Desculpe, se te acordei…

—Que aconteceu? Pesadelos de novo?

—É, sonhei que tinha poderes…e magia que estava presa por matado alguém…foi horrível a solidão e a culpa…- Mas ela não continuara, ele abraçara-a contra o corpo, sorrindo e beijando-lhe os cabelos, ao que ela sorrira bem mais calma.

—Mas, você está aqui bem ao meu lado…sendo toda uma enfermeira que salva vidas e eu seu bravo paramédico…além de que tem uma vida crescendo em você…

Ela olhara com certa felicidade para o seu ventre meio avolumado, que demostrava que ela estava grávida.

—Comprovando que não andou em assassinatos por ai …a menos que me matar de paixão, conte…

Ela rira-se com o tom brincalhão que ele usava, a medida que deitava-se para trás, levando ela consigo, deixando que sua cabeça repousa-se em seu ombro e parcialmente suas costas, sob seu peito, pousando as suas mãos sob o ventre desta, que entrelaçara as mãos com as suas.

—Relaxe, futura senhora Longworth…você está bem e protegida.

Ela alargara ainda mais seu sorriso, virando a sua cabeça e vendo a expressão marota e feliz de seu noivo, Leith Longworth, ela realmente sentia-se feliz e realizada, tendo um bebé a caminho e tinha uma profissão que adorava, sem sombra de dúvida.

Dera um longo beijo em seus lábios, erguendo-se apesar dos protestos de Leith, ao que ela apressara-se a correr e rir-se ao mesmo tempo, com o muxoxo que ele fizera da porta.

—Vou visitar minha tia, antes de ir trabalhar…

—Está bem, depois me diga que ela te raptou para ficar em casa dela, que irei lá resgatar-te para tua casa de direito…

Delphi rira-se com o que ele falara, vestindo rapidamente o básico para trabalhar, crocks brancas com calça branca e camiseta preta que cobria já mal a sua barriga, tinha que ir nas compras com urgência.

Ao tomar o café da manhã, despedira-se de seu noivo, e apressara-se a pegar o ônibus e ir na direcção da zona da cidade onde morava a sua tia, era numa pacata casa bem florida, que ela sempre achara meio estranha por barulhos estranhos ou acontecimentos esquisitos, mas que ela sempre optara por ignorar, tocara a campainha e ouvira a sua voz mais idosa e velha pelo auscultador.

—Quem é?

—Delphi, minha tia…

—Só um minuto…- E passado uns segundos, sentira o portão abrir e quando estava quase chegando perto da porta, vira uma senhora de cabelos pretos, com olhos azuis vibrantes e com um olhar bondoso vir na sua direcção, abraçando-a com força.

—Tia Andrómeda…

E Andrómeda Black Tonks sorria-lhe de modo carinhoso e amável, emoldurando o seu rosto com as mãos, dando-lhe dois beijos em cada bochecha, mas também ela também sempre fora assim com ela, segundo se lembrava.

—Delphi…como estou orgulhosa de você…sabia?

Talvez fosse os hormônios da gravidez, mas ela chorara imenso ao ouvir isso, vindo dela, a pessoa que ela considerava mais nessa vida, Andrómeda sorrira ainda mais ao ver a reacção que ela tivera.

—Não sabia…

—Sempre tive fé que serias diferente dos teus pais, pelo que quando pedi para ser responsável por ti e cuidar-te assim o fiz, queria acreditar que serias muito melhor, que ainda tinha-se chances de te salvar…por um passado que desejaria ter tido e pelo futuro que construíste e constróis diariamente… tenho muito orgulho de ti…Delphi…da mulher que te tornaste…

Desde que se recordava, as afirmações de Andrómeda Tonks eram incrivelmente evasivas e misteriosas, mas daquela vez, ela revelava bem mais do que esperava, sabia bem pouco sobre sua tia, sabia que ela tinha perdido o marido, seu tio e a filha, sua prima num acontecimento que nunca falara muito, sem contar que ficara com a guarda do neto, Teddy Lupin, que bem a dizer evitava olhá-la como a peste, perturbado entre gostar dela ou não, sendo que a sua esposa Victoire Lupin, olhava para ela com estranheza.

Mas, ela no entanto, nunca forçara nada, decidira respeitar o espaço deles.

Sua tia tinha orgulho dela…de uma estranha forma isso reflectia em sua alma como algo indescritível e imensurável em palavras, como se fosse esse orgulho, carinho e aprovação que ela tivesse procurado por toda uma vida.

E os sentimentos ruins que seus estranhos sonhos lhe tinham trazido aquela manhã, haviam ido gradualmente durante o dia, conforme ela voltava a sua rotina diária, acarinhava seu ventre, via sua tia e voltava para os braços de seu amor.

É, Delphi estava feliz e nem sonhava que o que havia sonhado tinha sido realidade e que a maior parte do que tinha em memórias era falso, porque haviam-lhe concedido um modo efectivo de perdão e uma segunda chance de viver, e ela estava sem dúvida a vivê-la da melhor forma.

Notas finais
♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!