Second Chances

21 Metamphetamines


Notas iniciais
Primeiro eu quero pedir milhões de desculpas por fazerem vocês esperarem tanto, e pedir desculpa pela notícia que eu vou lhes dar agora: esse é o último capítulo dessa "temporada" de Second Chances. Eu pretendo escrever a segunda e logo começar a publicar. Duas explicações: 1ª eu fiquei esse tempão sem publicar porque tava passando por uma fase meio dark e isso me impedia muito de escrever( ou no caso dessa história, de revisar tudo o que já estava pronto), 2ª antes que vocês me matem por esse ser o último, eu já tinha isso decidido desde o início, então por favor, não me matem hahahaha. Eu quero dedicar esse capítulo para todas as lindas que me caçaram no twitter e me fizeram me sentir muito querida. Vocês são maravilhosas e me deixam muito feliz. Espero que gostem desse "final". Ou melhor, season finale. Amo muito vcs.

— Vocês vão perder — Mikail ameaçou com os olhos muito claros brilhando de malícia diante da chinesa muito irritada que o interrogava. Antes que ele pudesse dizer mais uma palavra, um soco acertou-o na face direita e ele apenas sorriu presunçosamente.

— Última chance de me dizer onde está a sua arma — a mulher disse em uma voz perigosamente baixa.

— Se eu soubesse que você era tão sexy eu teria pedido as meninas e você — o homem provocou e Melinda socou a mesa e estendeu a mão para agarrar-lhe pelo colarinho.

— Onde está a arma? — repetiu no mesmo tom perigoso, e sentiu sua mão coçar pra agarrar a faca que escondia debaixo da mesa de interrogatório e rasgar a garganta do maldito.

— Vocês vão perder essa guerra, porque minha arma já está ativa — ele disse com um sorriso e a chinesa não conseguiu conter uma expressão confusa — Eu digo pra você, digo tudinho. Conto da arma e dos poderes das meninas — prometeu com uma falsa expressão de bom moço — Tudo o que eu quero em troca é ver as minhas filhas — pediu com surpreendente carinho.

— Você nunca mais vai ver as meninas — a mulher garantiu com um brilho psicótico nos olhos. Ouvir aquele homem chamando suas meninas de filhas era todo o absurdo que ela não poderia suportar.

— Eu vou contar essa história, e quando eu acabar, eu duvido que você ainda vai querer essas crianças — respondeu com uma pitada de nojo em sua voz e prosseguiu, assim que May sentou-se a sua frente: — Elas não são inumanas, se é isso que você e sua equipe estão especulando. Elas são algo que vocês já ouviram falar, mas pelo visto se esqueceram — disse enigmaticamente e depois de uma longa e agoniante pausa, continuou: — Metanfetaminas. Essa é a minha arma.

— Drogas? — a chinesa perguntou incrédula — É com isso que você pretendia atacar Nova York?

— É com isso que eu estou atacando Nova York — corrigiu e deu uma risada — Alterada quimicamente para se tornar mais viciante e destrutiva, matando em poucos meses de uso, mas esse não é o segredo — completou e novamente riu, como se lembrasse de algo muito engraçado — O segredo é que aquelas pílulas de óleo de peixe me deram ótimas idéias para os negócios.

— Você acrescentou terrígeno na composição da droga — deduziu e ele assentiu lentamente, olhando fixamente para a pele exposta da clavícula da chinesa.

— E o que é mais divertido é que o terrígeno torna o usuário dependente, uma vez que você usa e já era, e claro, se você tiver aquele certo dna, booom! — dessa vez ele gargalhou após imitar o som da explosão — Imagine Nova York cheia de viciados alucinados super poderosos. Seria o mais belo caos de todos os tempos — nesse ponto da confissão, Melinda tornava-se assustada com o grau de loucura do homem, que apresentava os olhos cheios de lágrimas ao imaginar o caos.

— Você vai me dizer todos os endereços dos seus laboratórios e os nomes e pontos de distribuição — ordenou e ele lambeu os lábios, olhando-a com fome.

— É revigorante saber que a minha última bela vista antes de morrer é você — declarou com emoção e em questão de segundos, socou a cabeça na mesa repetidamente. A chinesa estava paralisada, enquanto o sangue escorria sobre a mesa de metal.

— Phil, PHIL — ela gritou, levantando-se e encostando na parede mais distante da mesa. No instante seguinte o diretor entrou na sala e abraçou-a com força.

— Ele está morto — Jemma, que havia corrido para dentro da sala logo após Coulson, declarou ao examinar as pupilas do homem.

— Você ouviu o que ele disse? — May perguntou, tremendo um pouco e Phil assentiu — Nós precisamos achar esses pontos de venda e acabar com isso.

— Nós vamos, mas não agora — ele garantiu — Eleanor está chorando e implorando por você e Lucy também não para de chorar.



— Mamãe — Eleanor gritou desesperada quando viu Melinda entrando na sala de estar e jogou-se no colo da chinesa.

— Tá tudo bem meu amor — a mulher mentiu para acalmá-la e a pequena gritou novamente.

— Ele ‘tava aqui não é? Eu sei que sim, eu senti — perguntou com a voz embargada — Não deixa ele levar a gente embora. Não deixa ele fazer mal pra gente — implorou e foi abraçada mais forte.

— Isso nunca vai acontecer, nunca vai acontecer- prometeu e mordeu a lingua para impedir-se de dizer que ele havia morrido.

— Tá tudo bem agora meu amor — Phil disse,abraçando as duas mulheres com um braço, enquanto no outro, segurava Lucy, que parara de chorar e agora balbuciava.

— Ãmm, vocês precisam vir comigo — Skye chamou constrangida, e parecia muito preocupada. Com jeito, os dois agentes mais velhos entregaram as meninas para Bobbi e Hunter, e seguiram a mais jovem — O que ele disse … Já está começando a acontecer — disse rapidamente e entregou o tablet na mão no diretor. Na tela, havia algumas imagens de câmeras de segurança da cidade de Nova York, mostrando um e outro viciado utilizando a droga.

— Reúna a equipe inteira, nós precisamos discutir isso — Coulson ordenou e a menina rapidamente assentiu e saiu.

— Phil, isso é muito ruim — Melinda suspirou parecendo exausta. Havia sido um longo dia, contando com seu pequeno surto e vendo alguém sangrar até morte.Novamente, Phil envolveu os braços em volta de seu corpo pequeno e suspirou em seu cabelo.

— Nós já passamos por situações piores — disse calmamente e apertou-a um pouco — Nós vamos passar por isso meu amor, e vai dar tudo certo.

— Esse pode ser o começo de uma guerra — argumentou, sua voz abafada no pescoço do homem e ela estremeceu só de pensar nas consequências de tudo o que poderia acontecer.

— Você confia em mim? — Coulson perguntou gravemente e ela assentiu sem se afastar — Nós vamos passar por isso e vamos criar as meninas, e vai dar tudo certo,eu prometo pra você.

— Não prometo as coisas que você não pode cumprir — ela brincou, dando um pequeno sorriso, e levantou a cabeça — Eu amo você — disse sinceramente e um calor tomou conta do peito de Phil.

— Você não sabe o quanto eu sonhei em ouvir isso — ele sorriu e inclinou-se para beija-la. Após o breve toque dos lábios, ele beijou todo o caminho de seus lábios à orelha, onde sussurrou: — Eu sempre amei você — antes que eles pudessem trocar mais jurar de amor, Skye reapareceu no corredor e pigarreou antes de falar:

— A equipe está reunida e pronta pras suas ordens, diretor.

Notas finais
E aí, season finale aprovada????