Second Chances
27 Happy Birthday, Lucy!
Notas iniciais
O dia da aguardada festa chegou duas semanas depois, e como o previsto, tudo estava perfeito. O Zephyr estava colocado no limite do hangar, liberando assim um grande espaço para as decorações da festa. Varios balões haviam sido colocados, todos de cores diferentes e um gigantesco balão prata com o formato do número 1. Duas mesas compridas – a da cozinha e a da sala de reuniões – haviam sido colocadas lado a lados e cobertas com uma toalha clara, bordada com borboletas coloridas e em cima das tais mesas, diversos salgados, docinhos e um bolo de três andares, que Fitz confeitara com as próprias mãos, deixando todos os agentes surpresos. Nos altos falantes, revezavam-se clássicos do rock e trilhas sonoras dos filmes favoritos dos agentes e de Eleanor – todos haviam concordado que músicas infantis estavam fora de cogitação. Além da mesa principal, outras mesas haviam sido decoradas, para que todos os 80 agentes da base, além da equipe principal, pudessem se acomodar. Em um canto não distante das mesas, estava uma enorme piscina de bolinhas e um castelo pula pula que Skye fizeram questão de alugar. As 16hrs em ponto, Phil e Melinda levaram Lucy e Eleanor para o hangar, e a menina mais velha encantou-se com a decoração.
— Minha irmãzinha tem a festa de aniversário mais bonita do mundo – ela disse com animação, balançando-se sobre os ombros de Phil.
— Você tem razão filhinha, seus titios fizeram um ótimo trabalho – a chinesa concordou e começou a passear pelo espaço decorado com a mais nova no colo, mostrando a ela tudo o que havia. Parou por fim na piscina de bolinha, onde entrou com a pequena e sentou-se, afundando a bebê até o quadril nas bolinhas. Lucy riu com gosto e Melinda deixou que ela engatinhasse entre as bolinhas. Eventualmente, a bebê jogava uma ou outra fora da piscina e ria quando Eleanor apressava-se para pegar e jogar de volta.
— Então vocês aprovaram? – Skye perguntou, super ansiosa por aprovação. Ela, na companhia de Lincoln, Mack, Yoyo e Bobbi passaram a manhã toda enchendo balões e enfeitando as mesas, enquanto FitzSimmons e Hunter se ocuparam em fazer toda a comida que seria servida.
— Tá tudo lindo Skye – Phil disse com sinceridade e agradeceu a hacker.
— Não me agradeça ainda – ela respondeu com um sorriso, e saiu rapidamente, deixando-o confuso.
A primeira hora da festa foi tranquila. Os outros agentes da base se juntaram no hangar, e desde então Lucy estava passando de colo em colo, recebendo parabéns e presentinhos. May e Coulson conversavam animadamente em espanhol com Yoyo, que os contava uma divertida história sobre sua infância, quando o alarme da base soou toda a força. Imediatamente, todos os agentes ficaram de prontidão, e Phil e Melinda correram em direção à sala de segurança, somente para encontrar Skye saindo de lá com um sorriso empolgado.
— O que aconteceu? – a chinesa perguntou assim que percebeu que o alarma parara de soar.
— Nossos visitantes chegaram – a jovem anunciou e os dois agentes se entreolharam confusos – Vamos voltar pra festa – ela sugeriu e empurrou os dois de volta para o hangar.
Ao chegarem lá, o queixo dos agentes mais velhos quase despencou. Parados no meio da festa, com sorrisos simpáticos e roupas casuais, estavam os Vingadores. Todos eles, desde os idealizadores – Fury e Hill –, a formação original – Tony, Steve, Banner, Thor, Nat e Clint – até os novatos – Visão, Wanda, Sam e Rhodes –, além de Pepper Pots, Laura Barton e seus três filhinhos.
— Phil Coulson, em carne, osso, pai e mais bonito do que eu, como sempre – Clint disse com emoção e quase correu para abraçar o amigo mais antigo, que acreditava até pouco tempo estar morto.
— Grande Barton – Phil respondeu, igualmente emocionado, apertando o amigo com força em um abraço – E pelo o jeito, mais pai do que nunca – comentou assim que separou-se do abraço e Laura se aproximou, com o pequeno Nathaniel nos braços – É sempre bom revê-la Laura – falou com carinho e deu um breve na mulher. Clint encarava Melinda com uma falsa careta e os agentes que não estavam cientes da amizade dos dois, encararam a cena com a respiração presa.
— Eu nunca pensei que viria num aniversário de uma criança sua – provocou e ela ela fingiu estar ofendida.
— Eu nunca pensei que você seria convidado pra um aniversário de qualquer pessoa relacionada a mim – respondeu com falsa grosseria e Skye arregalou os olhos, pensando que fizera mal em convidá-lo. Porém, um segundo depois, os dois estavam rindo e Melinda estava dentro do braços do arqueiro, que levantou-a do chão em um abraço apertado.
— É tão bom ver você Mel – ele declarou e ela deu um sorriso, antes de voltar a tocar o chão com os pés e apressou-se para abraçar Laura.
— Quanta saudades de você – comentou, e brincou com as mãozinhas do bebê gorduchinho, que deu uma risadinha.
— Agente, se importa em explicar como você pode estar vivo? – Stark disse assim que se aproximou, seguido pelos outros Vingadores e Coulson riu.
— É uma longa história Tony, e eu acredito que Fury possa explicar melhor do que – o agente respondeu, e antes que se desse conta, fora abraçado ao mesmo tempo Tony e Pepper – Bom saber que vocês sentiram minha falta – comentou com um tom de brincadeira, porém verdadeiramente emocionado.
— Todos nós sentimos agente, ou devo chama-lo de diretor? – Steve perguntou com um sorriso e deu um aperto de mãos com o diretor.
— Fico feliz por te ver vivo, Filho de Coul, quando Sif me contou eu quase voltei imediatamente para Midgard – Thor falou em sua voz de trovão e Melinda estremeceu.
— É realmente satisfatório que o senhor esteja vivo – Banner disse de maneira desajeitada e cumprimentou o agente.
— Saiam da frente por favor, vocês estão fechando o nosso caminho – Natasha reclamou, abrindo caminho entre os homens acompanhada de Maria Hill e as duas praticamente se jogaram nos braços da chinesa, que abraçou-as com saudades – Falar com você no telefone não é a mesma coisa que te ver – comentou baixinho, para que só a mulher pudesse ouvir e afastou-se, dando-lhe um sorriso.
— Você sempre soube onde eu estava, deveria ter aparecido antes – May rebateu com uma careta e a russa deu de ombros.
— Se considerarmos que a última vez que nos vimos, você me ameaçou – Maria provocou e recebeu um cutucão na costela – É tão bom ver você – confessou e as três se separaram do abraço
— Phil, você perdeu mais cabelo – Hill comentou, virando-se para o diretor e ele encolheu os ombros, fingindo estar ofendido.
– Seu grande idiota – Nat xingou-o e abraçou-o em seguida com o mesmo entusiasmo que abraçara a mulher – Apresenta a sua mulher pra todo mundo – ordenou em russo e afastou-se.
— Acho que todos vocês dispensam apresentações, afinal, estão em todos os noticiários, e a maioria já me conhece há um bom tempo – Phil começou, após pigarrear para limpar a voz – Mas eu preciso apresentar vocês devidamente para minha esposa – ele disse com orgulho e Melinda piscou várias vezes, mal acreditando que pela primeira vez ele havia a chamado de esposa – Vingadores, essa é Melinda May, minha mulher – anunciou com orgulho e a chinesa sentiu o rosto queimar antes de sorrir para os homens, que apressaram-se em cumprimenta-la.
— És tão linda quanto Sif nos relatou – Thor cortejou de forma elegante, e deu um beijo na mão da chinesa, que mordeu o lábio inferior para impedir-se de fazer algum comentário sobre a beleza do deus asgardiano. Por último, quem os cumprimentou foram os novos Vingadores, que apresentaram educadamente. Wanda Maximoff foi a última a se aproximar, e parecia extremamente tímida.
— É prazer conhece-los, Steve nos falou muito sobre seu trabalho em Nova York, senhor Coulson – ela disse com seu sotaque adorável e sorriu, antes de afastar-se na companhia de Visão.
— Vocês fizeram um belo trabalho aqui – Fury elogiou, aproximando-se assim que todos os outros se afastaram para cumprimentaram e conhecerem os outros agentes presentes na festa – E preciso dizer que fiquei muito feliz quando li no convite sobre a filha de vocês.
— É muito bom ouvir isso do senhor – May agradeceu e o ex diretor abraçou-a.
— Fico feliz por tudo o que vocês construíram, e agora tenho mais certeza do que nunca que vocês foram a melhor escolha para a SHIELD – o homem disse por fim e com um aceno de cabeça, foi se juntar a Hill.
— Phil, isso tudo é real? – Melinda perguntou, virando-se para o marido e ele deu uma risada, antes de puxá-la para um beijo apaixonado. Foi breve, porém cheio de fogo e deixou-os sem fôlego, o que atraiu um pouquinho dos olhares dos convidados, que sorriram inconscientemente.
— Os Vingadores estão na nossa casa, no aniversário da nossa filha, e todo mundo está se divertindo, é claro que é real – ele respondeu, com os braços firmemente em volta da mulher, que fechou os olhos e suspirou por um momento, antes de olhar por cima do ombros do marido.
— Phil, eu não quero que você surte – ela pediu calmamente – Mas o Capitão América acaba de entregar o escudo dele na mão da Eleanor.
— Eu não acredito nisso – ele disse e suspirou, antes de virar pra admirar a cena. Steve Rogers estava agachado na frente de Eleanor, ajudando-a a segurar o escudo, e ela sorria com gosto.
— É igual o do papai – ela falou com empolgação e acenou para que os pais se aproximasse. Sem hesitar, Phil e Melinda foram até a menina – Papai, o escudo dele é igual o seu.
— Na verdade filhinha, é ao contrário, o meu escudo é igual o dele – o diretor corrigiu-a e ela fez um biquinho.
— Mas não é tudo a mesma coisa? – perguntou confusa e o capitão Rogers deu uma risada.
— É sim pequena, os dois escudos são a mesma coisa – ele garantiu e ela sorriu empolgada, antes de ir falar com alguma outro membro dos Vingadores – Ela é perfeita diretor, assim como a bebê – o capitão elogiou e Phil agradeceu, sorrindo de forma controlada, porém estava explodindo por dentro.
— Coulson, chega aqui um minutinho – Barton chamou em voz alta, acenando de uma das mesas, onde estava sentado com Hill e Natasha – Diz pra gente, qual dos dois tomou a iniciativa? – perguntou, assim que o diretor sentou-se a mesa.
— De que? – rebateu, fingindo não saber do que ele estava falando.
— Porra Phil, quem agarrou quem primeiro? – Nat perguntou, sem a menor paciência pra enrolação e todos na mesa riram.
— Eu não sei, acho que foi uma coisa mútua – ele respondeu, enrolando.
— Mel, vem aqui – Hill disse, chamando a amiga que estava a apenas duas mesas de distância e a chinesa se aproximou – Entrega o jogo, quem pegou quem primeiro? – perguntou e a mulher sorriu para o diretor.
— Eu – respondeu imediatamente e a russa estendeu a mão para o arqueiro, que tirou a carteira do bolso, e de lá, 100 dólares.
— Você não presta pra nada – ele reclamou para Phil, que deu uma risada e dois tapinhas nas costas do amigo, antes de voltar a circular pela festa.
– Onde está a Lucy? – o diretor perguntou para a esposa e ela apontou para a piscina de bolinhas, onde a bebê estava sentada na companhia dos filhinhos de Laura e Clint, e Visão, que estudava as crianças como se elas fossem criaturas de outro planeta. Era uma cena totalmente cômica, um androide super inteligente, sentado numa piscina de bolinhas, cercado por crianças barulhentas – Eu preciso de uma foto disso – declarou após uma risada.
— Relaxa, Skye já tirou umas dez, disse até que vai colocar numa moldura – Melinda respondeu, e como se soubesse que estavam falando dela, Skye surgiu ao lado do casal.
— Hora do bolo – ela anunciou – E de uma foto da nossa equipe, com os Vingadores – acrescentou e estava quase dando pulinhos de felicidade.
Para organizar uma foto dos 10 agentes da equipe de Coulson e as duas crianças, mais 12 Vingadores, mais Pepper, Laura e suas três crianças, demorou mais de vinte minutos, e quando todos se posicionaram, um dos agentes do laboratório tirou a foto com o celular de Skye.
— Essa é uma foto épica – ela comemorou assim que olhou para o resultado na tela do celular – E com certeza vai haver um pôster disso – afirmou, exibindo a foto para todo mundo.
— Hora do bolo, lembra? – May cutucou-a e a jovem começou a chamar todo mundo para cantar parabéns.
— Faça um pedido Lucy – a chinesa sussurrou baixinho no ouvido da bebê em seu colo, que batia palminhas assim como os adultos ali e pequena deu uma risadinha, antes de Melinda inclinar-se pra frente e soprar a velinha pela bebê.
— Feliz aniversário Lucy – todos desejaram em voz alta e nesse momento, Phil e Melinda se entreolharam, mais apaixonados e orgulhosos do que jamais se sentiram em sua vida, sabendo que naquele momento, nada poderia deixar de ser perfeito.
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