Second Chances
11 Changing
Notas iniciais
Com a ajuda de Phil, May preparou Eleanor para dormir em menos de dez minutos, e deu-lhe um beijinho na testa antes de desejar-lhe boa noite.
– Sonhe com os anjos — a chinesa desejou com carinho e cobriu a pequena até o pescoço. Phil repetiu as ações da mulher e ambos saíram juntos do quarto — Quer me ajudar com a Lucy? — ela perguntou esperando realmente uma resposta positiva.
– Com prazer — ele respondeu e internamente, ela suspirou aliviada, antes de caminhar até a sala de estar, onde Lucy brincava com o nariz Hunter, puxando-o com suas mini mãozinhas.
– Ela tem muita força pra um bebê — o inglês comentou quando os diretores entraram no cômodo, e Mack revirou os olhos.
– Realmente — Bobbi disse irônicamente, mexendo no cabelinho da bebê.
– Ela arranhou meu rosto outro dia — Mack relatou mostrando uma marquinha em seu queixo.
– Uau, ela é realmente muito forte — a loira insistiu na ironia e recebeu um sorriso cúmplice de Skye, que em seu notebook digitava algo com muito agilidade.
– Hora de dormir — Melinda anunciou, e no instante que sua voz chegou aos ouvidos da pequena, ela mexeu a cabeça em busca da mulher — Oi bebê — cumprimentou e pegou-a do colo do agente, e dizendo boa noite, saiu da sala seguida por Coulson, que fazia pequenas caretas para arrancar risadinhas da menina. Ao chegarem no banheiro onde há poucos minutos banhara Eleanor, May colocou a bebê em cima de um tapetinho felpudo no chão e começou a encher a banheira novamente.
– May, você precisa ver isso — Phil disse subitamente, com um tom espantado, e no mesmo momento, a chinesa virou-se para olhar. Foi um choque, realmente. Apoiada nos joelhos e nas mãozinhas, Lucy engatinhou pelo espaço do tapete, deixando os dois agentes sêniores totalmente pasmos.
– Quantos meses ela tem mesmo? — ela perguntou, ainda encarando a bebê que mantinha-se engatinhando lentamente.
– Sete ou oito, depende do quão certo o exame que a Simmons fez — ele respondeu, e assim que o choque passou, ambos sorriram quando Lucy riu, olhando para eles — Eu acho que ela gosta de você — comentou, pegando-a no colo para tirar o body que a mesma usava — Ei, o que você tá fazendo? -exclamou ao olhar de volta para May, que tirava rapidamente a calça jeans.
– Ela pode gostar de mim, mas odeia ficar sozinha na banheira — disse naturalmente e entrou para a banheira,sentando-se em seguida, imersa até a cintura — Lucy, por favor — pediu educadamente e sorriu quanto recebeu a menininha no colo.
– Quer que eu ajude? — ele ofereceu-se e a chinesa negou imediatamente.
– Só quero que você fique aí — rebateu enquanto emergia a menina na água até os ombros, fazendo com que ela risse com gosto.
– Quando nós trouxemos essas duas pra casa, eu jurava que seria o fim de toda a paz — confessou com um suspiro e Melinda olhou-o com atenção — Mas elas só completam a nossa paz.
– Por que eu tenho um sentimento que você não quer que elas vão embora quando tudo isso acabar? — perguntou em tom de brincadeira e ele inclinou-se, dando um beijo no canto de sua boca.
– Dorme bem Melinda — desejou e levantou-se repentinamente.
– Boa noite Phil — disse de volta,sem entender o que ele fizera. Deixe pra lá Melinda, ordenou-se e voltou sua atenção para Lucy, que firmemente segura em suas mãos, batia os pezinhos na água — Talvez eu deva te dar uma bóia de Natal — comentou vagamente, e concentrou-se em ensaboar os bracinhos e perninhas rechonchudas da pequena.
– A.C, você mandou me chamar? — Skye perguntou entrando na sala do diretor.
– Eu preciso de uma mentira — ele respondeu seriamente, sentado em sua cadeira com uma xícara de café na mão.
– Oi? — ela disse confusa e sentou-se em frente ao homem.
– Eu preciso que você invente uma mentira — ele repetiu, deixando-a mais confusa.
– Permita que eu explique — falou em tom passivo, e prosseguiu.
– May, arrume uma bolsa com coisa essenciais, nós vamos em uma missão — Phil disse seriamente, entrando no quarto da chinesa que lia calmamente “A Princesa, o Cafajeste e o Garoto da Fazenda”.
– Uma missão? — Melinda respondeu, colocando de lado o óculos e o livro.
– É uma observação na verdade, mas você precisa ir — ele insistiu com urgência, e ela colocou-se de pé. Imediatamente, Phil foi obrigado a olhar para o outro lado, porque ver May usando sua camiseta antiga do Capitão América e uma calcinha apenas era demais para sua sanidade — Você tem vinte minutos, eu te espero no carro.
– Nós vamos de carro? — ela perguntou confusa enquanto vestia uma calça simples.
– Vamos ficar apenas um dia fora, não vale a pena tirar o avião da garagem — disse racionalmente e saiu do quarto.
Como o combinado, vinte minutos depois, May estava na garagem de carros, onde Phil a esperava encostado no corvette vermelho que no momento estava com a capota fechada.
– Lola faz parte da missão? — ela perguntou ironicamente e entrou no carro — Por favor, não diga que nós vamos voar nessa coisa.
– Mais respeito com o meu carro por favor — ele pediu e deu um sorriso — E não, nós não vamos voar nesse carro maravilhoso.
– Pra onde nós vamos?
– Skye não me disse ao certo, ela colocou as coordenadas no GPS e eu vou seguir — esclareceu e ela deu de ombros — Você pode deitar no banco de trás se quiser, vai demorar pra chegar.
– Se eu sentir sono pode ter certeza que eu vou dormir — respondeu e imediatamente bocejou — Na verdade, eu acho que vou deitar agora — e com isso, jogou-se desajeitadamente para o banco traseiro, onde seu corpo pequeno se encaixou perfeitamente — Me acorde se quiser trocar de lugar — pediu e chutou os sapatos para fora dos pés.
– Deixa comigo Mel, pode dormir a vontade que quando chegarmos eu te chamo — garantiu e com um sorrisinho, olhou para frente, tirando o carro da garagem.
– Melinda, acorda — Phil chamou urgente, e a chinesa abriu os olhos subitamente, com a forte luz do sol diretamente em seus olhos.
– Que foi? — ela disse sentando-se, coçando os olhos para se acostumar a claridade. Quando voltou a enxergar perfeitamente, deu-se conta de onde estava — O que a gente veio fazer aqui? — perguntou imediatamente, enquanto olhava em volta.
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