Second Chances
2 Capítulo 2
Notas iniciais
O único som que se podia ouvir eram os saltos da prefeita batendo contra a calçada. Ela amaldiçoou não estar de carro quando as primeiras lagrimas teimosas vieram a tona.
Minutos antes ela fazia esse mesmo caminho com um sorriso no rosto. De mãos dadas com o pequeno Roland e beijos sendo roubados por Robin. Agora, isso não parecia nada mais que um sonho distante.
Pareceu uma eternidade quando ela finalmente chegou à porta da mansão.
Ela sentiu seu corpo estremecer com um soluço quando viu os vestígios do pequeno piquenique que tivera com Robin na noite anterior em frente à lareira.
Como tudo podia estar tão perfeito em um momento e desmoronar no outro? Como ela, que já perdera mais pessoas do que estava disposta a admitir, fora estupida o suficiente para se deixar envolver dessa forma? Se deixar apaixonar...
Com um aceno as taças de vinho foram arremessadas contra a lareira e a prefeita de coração partido se refugiou em seu quarto.
Deitada em sua cama ela finalmente se permitiu chorar. Como pudera acreditar que poderia ter um final feliz? Como pudera ser ingênua o suficiente para achar que poderia amar? Seu amor trazia apenas dor. Ela amou Daniel e ele fora morto por ama-la de volta; Ela amou seu pai e ele morreu por causa desse amor; Até mesmo sua mãe, que arruinara sua vida, ela amou e o resultado foi o mesmo. Mortos, todos mortos. Como ela pode achar que poderia amar?
O amor não era para ela e muito menos a felicidade.
Regina sentiu braços a envolverem por trás em um abraço desajeitado.
– Vai ficar tudo bem, mãe. – Henry murmurou.
Ela virou para encarar o filho preocupado que enxugou suas lagrimas.
– Você o ama? — Ele perguntou em um sussurro tímido acariciando o braço da mãe.
Regina hesitou. Como ela diria para o filho que o homem por quem agora chorava era sua suposta alma gêmea? Como ela diria algo que ela negou até seu coração ser partido novamente?
– Eu... Não sei, talvez... Sim – Respondeu finalmente quando Henry lhe lançou um olhar que, se seu coração não doesse tanto, a faria rir.
– Ele também ama você! – Disse confiante. – Não vê a forma que ele olha para você?
– Henry...
– Toda grande história de amor tem obstáculos, mãe. Todo conto de fadas tem barreiras para os mocinhos superarem antes de poderem ficar juntos, mas você não pode desistir, porque depois disso é que vem o final feliz.
Regina apenas deu um sorriso triste para o menino, queria que fosse tão fácil. Trazer os mortos de volta era tudo que queria uma vez, mas não fora o seu amor que voltou e sim o amor do único que a fez sentir que seria capaz de ser feliz, o único que fora capaz de quebrar suas barreiras e afastar seus medos.
Ela não nascera para ter um final feliz, mas ao menos agora alguém teria.
Ela beijou a testa do filho.
– Eu senti sua falta. – Regina murmurou com a voz tremula.
Se não fosse ele, sua dor já teria cessado, um coração pesava de mais e ela não aguentava mais carrega-lo.
“Use mine for both of us”
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