Second Chance

5 Você precisa ajudar eles!


Notas iniciais
Oiiii amores, tudo bem? Vem capitulo novo ai, nele tem um pouco mais de emoção e o inicio de uma aproximação entre todos. Espero que gostem ♥

O dia estava passando, os Nárnianos só ficaram andando com Margaret para todos os lados, Susana, Jace, Alec e Izzy estavam presos numa missão, eles não se cruzaram nenhum segundo.

Quando eles estavam saindo para caça Margaret os parou.

— Susana, Jace, Alec e Izzy, eles vão com vocês.

— Eles quem dona Margaret? – perguntou Alec confuso.

— Caspian, Pedro, Edmundo, Lucia e Ripchip. – eles estavam ao lado dela observando a reação deles.

— Você ficou louca? – disse Susana encarrando a vó abismada.

— Susana, mais respeito.

— Não vó é serio, não estamos indo brincar, vamos descobrir se o zoológico dos horrores está vindo da casa daquela feiticeira, não temos tempo para ser babá. – completou Jace encarrando todos eles com ódio.

— Nem temos vocação para babá. – disse Iz, indignada.

— E nem nós precisamos de babá. – Rip estava começando a se sentir ofendido.

— Eles vão com vocês e não se fala mais disso.

Jace ia retrucar, porém Susana puxou a blusa do irmão chamando sua atenção. – Não adianta discutir, ela vai fazer a gente levar eles, se ficarmos aqui brigando vamos perder tempo Jace.

— Mas Su, eles vão atrapalhar tudo. – Jace já fechava a mão tentando conter sua raiva, Susana percebendo segurou firme a mão do irmão depositando um carinho.

— Se Raziel quiser eles não vão atrapalhar. Vai releva isso e vamos para a luta, tem gente lá fora que precisa de nós.

O olhar doce de Susana sempre fazia Jace se acalmar, ele respirou fundo e concordou com a irmã, a puxando para um abraço e depositando um beijo em sua testa que causou ciúmes em Caspian, Pedro e Edmundo.

— Ele precisa ficar abraçando ela toda hora? – perguntou Edmundo

— Também adoraria saber. – respondeu Caspian e Pedro juntos.

— Parem de ciúmes. Ele é irmão dela.

Antes que eles pudessem responder Lucia à voz grossa de Jace foi ouvida.

— Okay, eles vão, mas é bom eles andarem rápido e não atrapalharem a missão.

Susana olhou para expressão de todos pensando que aquela noite seria longa, eles estavam saindo do Instituto caminhando rapidamente, Edmundo e Lucia já estavam quase correndo para tentar acompanhar todos, ninguém falava nada, apenas as respirações ofegantes de alguns e o vento podia ser ouvido.

— Majestade, como à senhora consegue lutar com essa roupa estranha?-- perguntou Rip. – Essa calça justa, esse sapato alto e esse casaco brilhoso.

Susana riu da inocência de Rip, haviam acontecido tantas coisas que ela tinha esquecido que para eles tudo aquilo era novo. – A calça me ajuda nos movimentos, o sapato é salto grosso é bem tranquilo ele me da firmeza e me ajuda a chutar a cara das pessoas e bom o casaco é couro ele serve só pra deixar a gente com uma expressão de malvados.

Quando Susana acabou de explicar os outros caçadores riram e ajeitaram suas jaquetas, Rip sorria para Rainha andando ao seu lado, enquanto os outros admiravam a grande mulher Susana havia se tornado.

— Chegamos. – disse Iz fazendo com que todos parecem de andar.

— Vamos nos separar vai ser bem melhor.

— Concordo com a Su, eu e ela vamos pela frente da casa, Jace e Izzy vocês vão para porão.

— Muito gênio Alec, mas o que vamos fazer com eles? – disse Jace apontando para Caspian, Pedro, Edmundo, Lucia e Rip que olhavam confusos.

— Eles vão com a gente. Tem problema pra você Alec? – perguntou Susana, Alec disse que não permitindo que Jace e Izzy saíssem rumo ao porão, antes de atacarem Susana passou instruções para os outros. – Fiquem atrás de mim, assim que eu encontrar um canto seguro vocês ficam lá e se algo atacar vocês me chamam.

— Sim senhora. – respondeu Edmundo fazendo Susana revirar os olhos.

Ela e Alec atacaram, ela fez sua pulseira virar um chicote enquanto Alec colocava uma flecha no seu arco, eles andavam apreensivos olhando para todos os lados.

— A porta está aberta. – disse Alec.

— Isso está muito fácil. – respondeu Susana deixando que os outros entrassem.

— Por que acha que está muito fácil Rainha?

— Porque esse tipo de gente Rip nunca deixa a casa aberta assim.

Alec concordou com a amiga e subiu para o segundo andar enquanto Susana olhava o primeiro, ela andava por todos os cômodos, mas nada aparecia, nem um barulho se quer.

— Acho que aqui está limpo. – comentou Edmundo.

Ela ignorou e continuou andando até a cozinha de repente uma menina morena apareceu do nada, todos tomaram um susto, ela devia ter seus cinco anos, usava botinhas cor de rosa, uma calça preta, uma blusinha branca e um lencinho roxo no pescoço.

— Oi eu sou a Susana. – ela não respondeu então Susana continuou. – Como você chama? – conforme Susana ia se aproximando a menina recuava. – Ei, calma, eu não sou te machucar eu só quero te ajudar.

Ela estendeu a mão, mas antes que Susana pudesse segurar de volta, um homem de óculos escuros, cabelos loiros e expressão de velho, agarrou a garotinha colocando uma espada no pescoço dela. – É bom você ficar longe caçadora, se não a linda Medisse morre.

— Você não vai machucar ela. – respondeu Susana debochando, antes que ele pudesse responder ela pegou seu chicote apontando para o braço que segurava a espada, num puxão ela o tirou de perto da menina, o jogando no chão, transformando seu chicote numa espada curta ela enfiou em seu coração. – Eu disse que você não ia machucar ela, querido.

Todos olhavam assustados, não conseguiam entender como uma pulseira e Susana podiam fazer tanto estrago, ela correu até a menina e abraçou-a. – Eu vou cuidar de você tá? – ela sorriu abraçando Susana de volta.

De repente um estrondo foi ouvido da sala, todos gritaram, Susana voltou correndo para sala onde encontrou Magnus. – O que faz aqui?

— Ah minha menina, senti a força da magia no ar e sabia que você e companhia estariam aqui. – quando Magnus disse companhia, logo Susana entendeu o que ele queria dizer, Alec. – Então decidi vim ajudar.

Antes que Susana pudesse responder um demônio negro, sem rosto apenas com traços laranja, surgiu do chão e outro no topo da escada não deixando Alec passar. – Su o que é isso?

— Eu não sei Alec, mas ou a gente o mata, ou ele mata a gente. – respondeu Susana entregando Medisse para Magnus. – Cuida dela e deles pra mim. Acabando a gente conversa.

Magnus foi para o canto da sala, formando uma barreira de proteção magica e pedindo para que a menininha fechasse os olhos uma cena de luta era muito forte. – Eu nunca vi um demônio assim antes. – comentou Edmundo assustado com o formato daquilo.

— A gente nunca viu nenhum tipo de demônio Ed. – respondeu Caspian com os olhos arregalados.

— Pedro eu estou com medo.

— Calma, Lu, não vai acontecer nada. – respondeu Pedro abraçando os irmãos.

— Vocês sãos os irmãos postiços da rainha da luz? – perguntou Magnus sorrindo da cara de espanto deles. Eles apenas concordaram. – E você deve ser o Caspian?

— Como me conhece Senhor?

— Quando devolvi a parte da memoria de Susana entrei lá e pude ver seu rosto, ela te amou muito. – disse Magnus se lembrando da importância que Caspian tinha para Susana.

— Serio? – perguntou Caspian todo animado.

— Sim, mas também está muito magoada.

Caspian nada disse apenas suspirou, sentindo suas esperanças irem embora novamente. Susana e Alec já estavam lutando com os demônios, ambos estavam usando suas espadas, mas eles eram mais forte do que imaginaram. Em um golpe de sorte um deles conseguiu acertar Susana, fazendo com ela girasse no ar, caindo com tudo no chão, todos gritaram por ela, Alec tentou se livrar do seu para ajudar à amiga, porém não conseguiu, ela se levantou meio atordoada, mas deu um impulso, saltando com a espada para a cabeça do demônio, ele conseguiu se defender, entretanto Susana machucou o braço dele.

Quando ia atacar de novo, no canto superior da parede o sinal da runa da luz que Susana carregava na mão apareceu, nesse mesmo momento ela teve um plano. – Alec, você acha que consegue fazer com que esse demônio desça aqui pra baixo?

— Não sei Su, mas posso tentar. – respondeu ele enquanto tentava golpear o demônio no coração.

Eles continuaram a lutar, empurrando os dois monstros para o final da escada. – Vai Susana. – gritou Edmundo.

— Menino, o que você está fazendo? – perguntou Magnus.

— Torcendo para minha irmã. – Pedro calou Edmundo com a mão voltando sua atenção para a luta.

Enquanto isso os dois conseguiram colocar os demônios no ponto que precisavam. – Alec se afasta agora. – gritou Susana.

Susana pegou sua estela e ativou a runa da luz em sua mão direcionando ela para os demônios, um raio de luz branca igual o céu saiu com toda a força, queimando em segundos os monstros que estavam a sua frente. A força que ela havia usado foi tanta, que suas pernas não aguentaram e de joelho caiu.

— A Su solta luz da mão. – comentou Lucia com os olhinhos brilhando de admiração.

— Acho melhor ninguém cruzar o caminho da Rainha em seus momentos de raiva. – completou Rip, usando suas pequenas patinhas para fechar o queixo de Edmundo.

Quando ela se levantou com um pouco de dificuldade eles perceberam que o nariz dela estava sangrando. – Susana você está bem? – perguntou Alec segurando à amiga.

— Estou sim, vamos ajudar o Jace e Iz, deve ter demônios lá também. – respondeu ela com dificuldades. Antes que eles pudessem ir atrás dos irmãos, Jace apareceu correndo.

— Susana, você está sangrando o que aconteceu? – como ela não conseguiu responder pela dor que vinha em sua cabeça, Alec explicou tudo deixando Jace nervoso. – Susana, Madalena explicou que você ainda está treinando o raio de luz, não pode abusar assim.

Susana, porém não conseguiu responder e desmaiou, Caspian, Pedro, Edmundo e Lucia correram para ajudar, porém Alec já estava com ela no colo não deixando ninguém se aproximar.

— Vamos lá para casa, lá ela pode descansar e se recuperar. – disse Magnus, sorrindo para Alec, enquanto abria um portal.

Passaram-se cerca de três horas, Susana ainda não havia acordado, todos estavam apreensivos.

— Não é melhor alguém ver como ela está? – perguntou Pedro preocupado.

— Já explicamos, não podemos ficar entrando no quarto a energia carregada pode piorar. – disse Jace estressado.

— Mas também deixar ela assim não é bom, ela precisa de um médico. – retrucou Pedro já levantando a voz.

— E você é quem mesmo? Ah lembrei o irmaozão que fingiu morrer e abandonou-a. – disse Jace o encarando com deboche. – Não venha agora fingir que se importa.

Pedro queria partir para cima de Jace, mas Izzy entrou no meio segurando o rapaz pela mão, nessa hora um choque percorreu o corpo dos dois, eles não se mexeram nem falaram nada, apenas ficaram se encarando por alguns segundos confusos. – Por favor, se segure não vamos brigar, Susana não gostaria disso.

Pedro apenas concordou e se soltou de Izzy indo se sentar ao lado de Lucia, ele não conseguia explicar, mas algo naquele toque, no olhar de Izzy fez seu coração acelerar. – O que aconteceu entre vocês dois?

— Nada Lucia, pare de procurar coisa onde não tem e se preocupe com a Susana. – respondeu ele grosseiro.

Enquanto todos discutiam, Medisse foi andando silenciosamente para o quarto onde Susana estava. Ela abriu a porta com certa dificuldade e foi direto para cama, cutucando a morena que estava deitada como um anjo.

— Medisse o que faz aqui? – perguntou Susana com a voz fraca, tentando se levantar.

— Vim conversar com você. – respondeu ela sorrindo.

— O que houve? Alguém te fez algo?

— Não, eu sabia que você ia me buscar e me proteger. – respondeu ela enquanto brincava com o cabelo da Rainha Gentil, Susana perguntou, como ela sabia, então a menininha continuou. – O anjo veio falar comigo, ele disse que você ia vir me salvar.

— Qual anjo, princesa? Como ele era? – perguntou Susana desesperada.

— O tio Eziel. – quando Susana sorriu lembrando-se do aviso de Eziel, Medisse continuou. – Ele disse que o Tio Raziel tentou falar com você, mas como você estava muito triste não ouviu. Tia Susana, ele pediu para você deixar o ódio de lado, aquele povo precisa de você.

Susana nada disse, apenas abraçou Medisse depositando um beijo em sua testa, a deixando brincar com seu cabelo. Raziel a havia mandado ajudar e toda ordem dele deve ser cumprida, pensou Susana.

Depois de alguns minutos, ela foi para sala de mãos dadas com Medisse, antes que ela pudesse falar algo Izzy levantou e foi correndo abraçar a amiga.

— Como ela sabia que a Su estava vindo? – perguntou Lucia confusa.

— Elas são Parabatai.

— E o que ser isso? – perguntou Ed se direcionando a Alec.

— Elas possuem uma runa que as liga, uma ligação que permiti sentir tudo, uma ligação que é mais forte que de irmãos. – elas estavam abraçadas Lucia olhava tudo de longe, se sentindo trocada pela irmã.

— Su você está bem? – perguntou Jace indo abraça-la, em seguida Alec fez o mesmo.

— Estou sim, um anjinho chamado Medisse foi me acordar. – respondeu ela pegando Medisse no colo.

Eles ficaram por um tempo na casa do Magnus, discutindo onde Medisse ficaria e porque a casa estava vazia, os Nárnianos nada falavam, apenas ficavam analisando tudo que estava acontecendo, a vontade deles era falar, tocar em Susana, saber como ela estava, mas sabiam que ela iria recusar todo o carinho.

Medisse ficou na casa de Magnus, Susana ficou com medo que sua avó mandasse a menina para Idris. O caminho de volta ninguém falou nada, Jace vinha abraçado com Susana, Alec estava de mão dada com Izzy e os outros seguiam atrás, sentindo certa exclusão.

— Vou direto para minha cama, estou um pouco dolorido da luta. – disse Alec abrindo as portas do Instituto.

— Ai meu deus, tadinho dele, vamos lá deitar que eu cuido de você. – respondeu Iz gargalhando, enquanto puxava o irmão pela mão.

— Su, vamos, te deixo em seu quarto.

— Não Jace, preciso falar com eles. – Susana abraçou o irmão que ficou a encarrando confuso. – Vai se deitar, eu vou ficar bem.

— Tudo bem. Você que sabe! – ele depositou um beijo na testa da irmã, em seguida fazendo um carinho no rosto. – Eu te amo Su, nunca mais me de um susto daquele.

— Também te amo Jace e você vai ter que me aguentar muito ainda. Fica sossegado. – enquanto os dois irmãos se abraçavam, Pedro e Edmundo olhavam a cena querendo gritar que Susana era irmã deles e só deles, enquanto Caspian estranhava aquele amor de irmão de Jace, para ele as coisas estavam bem estranhas.

— Su o que você tem para falar com a gente? – perguntou Pedro receoso.

— Eu quero falar com vocês amanhã, logo depois do café, me encontrem aqui na sala central.

— Por que Su? – perguntou Lucia desconfiada.

— Porque vou ajudar vocês e quero saber de tudo. Não entro numa missão sem saber detalhes. – ela não esperou resposta saiu do local indo direto para o quarto, deixando todos confusos e com sorrisos largos.

Notas finais
O próximo capitulo vai ser bem focado em Nánia para dar uma equilibrada. Espero que tenham gostado amores. Por favor, quem puder comenta! Críticas, elogios, duvidas, sugestões, quiser conversar assunto alheios é só chamar. Beijooos ♥