Second Chance
3 Quero que vocês sumam!
Notas iniciais
Todos inclusive Susana observavam a cena sem saber o que fazer, quando algumas espadas começaram a brilhar Jace percebeu que alguns caçadores iriam atacar.
— Segurar armamento! – gritou Jace, tentando puxar Susana para que eles pudessem conversar isolados, entretanto ela não se mexia, não piscava parecia que estava congelada.
— Alec, são eles? – perguntou Izzy
— Pelo que tudo indica Iz, são eles sim! – Alec analisava a amiga e analisava as setes figuras a sua frente, todos com expressão de choque.
— Não pode ser! – sussurrou Susana se virando para Jace. – Não pode ser Jace! – ela gritava desesperada.
— Su calma, por favor. – Jace abraçou a irmã, que tremia de pânico.
No meio daquele circulo, Aslam observava tudo com expressão preocupada; Pedro olhava confuso queria correr e abraçar a irmã, mas ela estava tão diferente, tão mulher; Edmundo só queria Susana, a sua irmã, assim poderia se desculpar e abraçar ela forte; Lucia olhava a irmã com admiração e saudade, ela estava tão linda, lembrava uma princesa; Ripchip estava em cima de Aslam dando vários acenos de oi a rainha; Lilliandil olhava admirada, de fato Susana era tão bela como Caspian havia dito e Caspian, esse olhava apaixonado, queria poder correr até lá e abraça-la, beija-la como sonhou nesses anos todos, mas ela estava abraçada com outro, um homem que tinha no corpo as mesmas marcas que ela, Aslam havia avisado a eles que a vida de Susana tinha mudado, mas ele não imaginava que ela em si tinha mudado.
— Nós estamos aqui em paz! Só queremos falar com a Rainha Gentil. – disse Aslam tomando frente, conforme o leão avançou, os caçadores se colocaram em posição de ataque, Susana percebendo tudo aquilo deixou seu lado frágil de lado e entrou em campo, assumindo o papel que lhe cabia direito.
— Abaixem as armas! – gritou Susana indo até o centro girando sua espada. – Eles não demonstram perigo, pelo menos por agora. – os outros a olhavam confusos, mas não se mexeram apenas a deixaram falar. – Vocês podem voltar para o Instituto, aproveitem a festa. Nós vamos tomar as medidas cabíveis para esse assunto!
— Agora! – completou Jace ficando ao lado da irmã.
— Precisam de escolta senhores?
— Não Jack, obrigada. Nós quatros conseguimos cuidar disso. – respondeu Jace chamando Alec e Izzy.
Assim que todos começaram a retornar ao Instituto Lucia não se aguentou e correu abraçando Susana, ela envolveu a cintura da irmã mais velha de maneira urgente e carinhosa, entretanto Susana ficou imóvel, apenas entendendo que tudo não era uma miragem, eles estavam lá.
Lucia olhava para irmã com lagrimas nos olhos, não imaginava que a reação dela seria tão indiferente. – Su o que, houve? Sou eu a Lucia.
— Eu que pergunto Lucia, o que houve? Por que vocês todos estão aqui? Que brincadeira é essa? – perguntou ela se afastando da irmã.
— Su, na verdade a gente não morreu, tivemos que voltar para Nárnia, só que dessa vez pra sempre, assim Aslam simulou nossa morte nesse mundo. – Lucia explicou tudo de uma vez, fazendo com que os outros sentissem o coração parar de bater por alguns segundos.
— Vocês morreram de mentira? Fizeram todo mundo sofrer, porque Nárnia precisava de vocês? – Susana gritava, não conseguia acreditar no absurdo que estava ouvindo.
— Ora, se você ainda acreditasse teria ido com a gente. – completou Pedro se aproximando de tudo aquilo.
— Se eu tivesse acreditado. – repetiu Susana com um tom de ironia. – Então eu não acreditei ai consequentemente eu tive que ficar aqui, não sabendo de nada e sofrendo pela morte de vocês como uma idiota. Você sabe o que é isso Pedro? Não né? Você o magnifico Pedro não sabe o que é sofrer.
— E você sabe o que é sofrer Susana? Você era só uma menina fútil e mesquinha. – retrucou Pedro gritando mais alto.
— É bom você calar a boca moleque, se não essa lamina vai cortar todo esse seu pescoço e seu ego. – disse Jace entrando na frente da irmã e encarrando Pedro.
— Pedro calma! Aslam tinha ordenado para nós deixarmos apenas ele falar. – Edmundo puxava o irmão para longe de Jace, mas ele não se mexia. – Você também moço, calma, não queremos que você use sua lamina, estamos todos em paz. – completou Edmundo gaguejando.
— Não é só ele que tem uma lamina e está morrendo de vontade de usar. – completou Alec se aproximando da situação.
— Aslam tem como dar uma ajuda? – perguntou Ed com os olhos arregalados. – Acho que daqui a pouco vamos morrer de verdade.
— Estamos aqui em paz, Senhor Jace, precisamos muito falar com a Susana. – Aslam e os outros se aproximaram da situação, fazendo com que Pedro e Edmundo se afastassem um pouco dos caçadores.
— Mas eu não quero falar com ninguém. – Susana saiu de trás do Jace e fitou todos com um olhar de raiva, principalmente Caspian que não tirava os olhos dela um segundo se quer.
— Su, por favor, vamos conversar com calma, nós sentimentos tanto sua falta.
—Muito fácil pra vocês falarem que sentiram minha falta né? – disse Susana com a mão fechada tentando conter toda a sua raiva.
—Su, a gente te ama, não foi fácil te deixar. Mas era preciso.
— OH! Claro, Lúcia era preciso. – Susana respondia com ironia se aproximando de todos eles. -- Então agora eu digo o que eu preciso. – Susana já se encontrava bem próxima deles, principalmente de Pedro que não falava nada apenas a encarrava, achando que Susana iria cometer alguma burrada, Jace a segurou. -- Calma Jace, eu sou vou falar o que eu preciso. – disse Susana se direcionando ao irmão. -- Eu preciso que vocês sumam da minha vida! – continuou gritando, enquanto segurava as lágrimas.
— Susana e Jace. – gritou Margaret. – Deixem que eles entrem vamos conversar isso na minha sala.
— Mas vó, a Su deixou claro que não quer eles aqui. – retrucou Jace confuso.
— Susana pode não querer, mas não vou negar um teto a meu amigo Aslam.
— Amigo? – questionou todos eles confusos.
Todos entraram para o Instituo os caçadores iam andando na frente todos com suas armas na mão, atrás os nárnianos vinham admirando toda aquela tecnologia e estrutura, Caspian e Rip se sentiam perdidos em meio a tantas coisas novas. Porém em cada corredor que passavam um olhar de ódio os era direcionado. – Pronto esse é meu escritório. Agora podemos conversar em paz – disse Margaret se sentando. – Me diga meu amigo, o que lhe trás aqui e com tanta gente assim?
— Precisava falar com a minha filha Susana, só ela pode nos ajudar. – respondeu Aslam olhando para Susana.
— Me deixa explicar uma coisinha pra vocês. – Susana havia se levantado, porém sentia que a qualquer momento suas pernas iam falhar e para o chão ela ia. – Minha responsabilidade é aqui, eu não sou sua filha, eu sou filha de Raziel.
— Quem é Raziel? – perguntou Liliandil.
— A pergunta em questão seria quem é você né querida? – disse Izzy fuzilando a loira. – O quarteto egoísmo ai a gente já conhece. – ela apontou para Pedro, Edmundo, Lucia e Caspian. – O leão também, mas você ninguém sabe quem é?
— Eu sou Liliandil. – quando Susana escutou aquele nome a raiva dominou seu corpo, Izzy por ser Parabatai de Susana pode sentir toda a raiva que ela estava sentindo, então na mesma hora direcionou um olhar mortal a Caspian.
— Vamos retornar o assunto, por favor. – Margaret olhava atentamente para neta, mesmo que não pudesse demonstrar sabia que Susana não ia aguentar tudo aquilo. – O que acontece em Nárnia?
—Nárnia caiu em desgraça, todo o país foi dominado pelas sombras. – disse Caspian tomando a vez. – Não sabemos da onde está vindo o ataque, nem mesmo a magia profunda de Aslam consegue localizar. E segundo os livros proibidos só os Caçadores de demônios podem ajudar.
— Caçadores de Sombras. – disse Jace interrompendo Caspian, que o olhou confuso. – Não somos caçadores de demônios, o termo correto é sombras, querido.
Eles trocaram um breve olhar de raiva até que Alec interrompeu o momento de tensão. – Existem mesmo esses livros proibidos?
— Sim Alec, eles ficaram em Nárnia quando houve a separação, posso explicar...
— Ninguém vai explicar merda nenhuma aqui. – interrompeu Susana sentindo que se aproximava do seu limite. – O que eu tenho a ver com isso?
— Você é caçadora de sombra Su, poderia descobrir e combater os ataques. – respondeu Edmundo.
— Me deixa repetir pra ver se assim vocês entendem. –Susana agora caminhava para o centro da sala podendo observar todos. – Eu tenho minhas responsabilidades aqui, e elas são com os seres do reino das fadas, vampiros, lobisomens e o meu povo. Nessa lista não tem Nárnianos, se precisam de um caçador de sombras aqui tem vários, vão e procurem outro. Eu estou fora!
— Você sempre cai fora né? – Pedro falava começando a alterar a voz, Jace ia pra cima dele, porém Alec o segurou. – Você só se importa com o seu conforto e com você. Aposto que você está aqui sendo a rainha de tudo isso, enquanto os nossos pais estão sozinhos sofrendo naquela casa.
Quando Pedro falou dos senhores Pevensie, Susana não conseguiu se segurar, colocou sua espada para fora e atacou o irmão, pressionando ele contra parede, com a lamina no pescoço. – Não fala sobre o que você não sabe. Se teve alguém que deixou eles sozinhos foi vocês. – ela falava baixo com o rosto colado ao dele e com a respiração cheia de raiva. – Nunca mais fale do que você não sabe.
— Chega! – gritou Margaret. – Susana solte o Pedro! Vá para o seu quarto, muitas coisas aconteceram você precisa descansar. – todos estavam assustados, a Susana que conheciam jamais teria força para empurrar Pedro daquela maneira. – E vocês, Aslam, são bem vindos para ficar. Arrumaremos quartos para vocês. E com calma vamos resolver essa situação.
— O que? A senhora está de que lado? – exclamou Jace com raiva.
Ela ia começar a se explicar, porém Susana interrompeu gritando pelo nome do irmão e pedindo para que ele lhe acompanhasse Izzy e Alec olharam decepcionados para a mentora de toda Idris. Nenhum deles conseguia compreender a decisão de Margaret, era como se ela estivesse ignorando o próprio povo e priorizando desconhecidos.
— Você fez um ótimo trabalho com a minha menina. – comentou Aslam orgulhoso da guerreira que Susana era.
— Em três anos a minha neta se tornou a melhor. – comentou ela com orgulho também. – Mas diferente do que eles pensam não estou do lado de vocês Aslam, concordo que as medidas tomadas em relação à falsa morte foi errada, mas sei que essa reaproximação será muito boa para ela.
— Reaproximação é algo que ela não quer Senhora. – comentou Edmundo num suspiro de desanimo e dor.
— Ela nos odeia. – completou Caspian sentindo que uma faca havia sido enfiada em seu coração.
— Ela está magoada e com razão, nesses três anos Susana passou por muitas coisas. E eu vou contar toda a historia para vocês. – todos arrumaram suas posturas e fixaram o olhar em Margaret, queriam entender tudo que estava acontecendo com Susana, principalmente Caspian que ainda tinha esperança de ter o amor dela.
Bom, quando Anna descobriu que estava grávida pela segunda vez, foi uma alegria, todos os caçadores comemoraram a vinda de mais um herdeiro, meu filho Felipe era sorriso para todo lado, Jace não desgrudava da barriga da mãe, preocupado em perder qualquer movimento da irmã. Nesse mesmo tempo a melhor amiga de Anna, Darah, engravidou. O bebê de Darah era apenas um mês mais velho que Susana.
Quando elas respectivamente chegaram a 5 e 6 meses de gestação a surpresa veio para Anna, Raziel visitou Susana no ventre, com essa visita ele fez o sinal da flor de lótus nas costas dela, assim Susana teria seu sangue puro, ela seria sua filha e teria características diferentes as dos demais caçadores. Todos estavam radiantes, Susana havia sido abençoada, só a cada 50 anos, Raziel escolhe um filho ou filha novo e dessa vez era a nossa amada Susana. Entretanto quando Anna foi visitar os irmãos do Silencio para saber como estava a gestação, eles nós avisaram, que assim como Raziel havia escolhido sua filha, Lúcifer, havia escolhido seu filho e que este já estava apaixonado por Susana, ficamos assustados, a historia de amor do filho de Lúcifer pela filha de Raziel, só havia acontecido uma vez em toda história e isso foi no começo de nossa existência. Felipe estava inconformado, questionou os irmãos do silencio de todas as maneiras, só assim descobrimos que os bebês do nosso sangue, podem se sentir, mesmo estando no ventre de suas mães.
Felipe ordenou que Anna fosse vigiada 24 horas, apenas a família e sua melhor amiga poderiam entrar e sair da casa a hora que quisessem, o tempo ia passando, nada havia acontecido, começávamos a achar que os Irmãos do Silencio haviam se enganado, até que chegou o dia do nascimento dele. Darah deu a luz a um menino lindo, perfeito, forte, mas ela estava fraca, os órgãos estavam corroídos por dentro, todos se perguntaram como ela havia aguentado uma gestação toda, foi questão de horas para que após o parto, Dara falecesse. Os irmãos do Silencio quando fizeram o mapeamento da sua alma, descobriram que Darah carregava o filho de Lúcifer, e que já estava morta a no mínimo 3 meses, a criança havia possuído seu corpo e como agora já estava fora não precisava mais dela, então a deixou partir. Com o mapeamento, Anna entendeu o porquê de Darah ficar tão próxima dela todos os dias, não era a amiga que queria, mas sim o filho que necessitava e desejava estar próximo da nossa filha de Raziel.
Nesse mesmo dia o filho de Darah desapareceu, as câmeras apenas mostraram um vulto negro pegando a criança do berço e a levando para bem longe, Afonso não aguentando a dor de ser pai de um demônio e de ter perdido seu grande amor, se jogou no mar que cerca Idris e nunca mais foi encontrado.
Todos estavam apreensivos, não sabíamos qual seria o próximo passo tomado por eles e o nascimento de Susana estava chegando, bem no dia do nascimento uma guerra se iniciou em Idris, demônios atacaram nosso Instituto, enquanto Felipe lutava lá fora, Anna gritava de dor tentando fazer com que Susana pudesse conhecer o mundo e eu cuidava de Jace num quarto do subsolo, este coitadinho, só chorava chamando pela irmã e a mãe.
Assim que Susana deu o primeiro choro de vida, os guerreiros não conseguiram conter todos os demônios, alguns invadiram o Instituo atrás da criança, o plano deles eram roubar Susana, para que ela fosse criada junto ao filho de Lúcifer, assim quando chegassem aos 16 anos eles poderiam se casar e quem tivesse a confiança deles teria o mundo em suas mãos, já que ambos possuem grande poder. Anna desesperada ordenou que o feiticeiro Magnus abrisse um portal para esse mundo, ela seguiu pelo portal com Susana nos braços até uma maternidade.
Ela estava fraca, chorando, desesperada, Susana também chorava, toda aquela agitação estava lhe assustando, enquanto Anna vagava pelos corredores, desorientada e com febre. Pode ouvir uma mulher chorando e gritando pela morte da sua filha, nesta perda, seu coração de mãe viu a única salvação de Susana, ela entrou no quarto da mulher que se chamava Helena e antes mesmo que eles pudessem chamar algum enfermeiro, Anna suplicou para que eles criassem a filha dela, ela não sabia quem aquele casal era só sabia o nome da mulher por conta da pulseirinha que tinha em seu nome, mas sentia a dor que aquela mulher estava sentindo, sabia que aquela doce mãe seria capaz de dar a vida pela sua amada filha. Depois de um momento, Helena aceitou a proposta, ela pensou que Deus havia lhe concebido um presente, em troca da enorme dor de ter um dado à luz a uma menininha morta. Anna deu o ultimo beijo na testa da menina, e suplicou para que Helena continuasse a chamar o bebê de Susana, ela concordou e acalmou a nova filha no colo, já sentindo Susana como sua filha. Anna deu as costas e partiu, chorando descontroladamente, pois havia deixado um pedaço do seu coração.
Naquele dia conseguimos conter os demônios, todos ficaram bem, perdemos quase nenhum caçador, mas quando Anna retornou a Idris e contou tudo que aconteceu todos ficaram sem chão e sem vida, Jace foi o que mais sofreu, chorou por diversas noites pela perda da tão esperada irmãzinha. E quando teve idade para viajar nos portais e conhecer mesmo que de longe sua irmã, sentiu uma dor maior ainda, porque ela estava crescendo, segura, linda e saudável, porém chamando outro moço loiro de olhos azul de irmão mais velho.
O tempo passou, tentamos constantemente descobrir onde? Como? E quem? Era o filho de Lúcifer, só assim poderíamos trazer Susana para casa, mas nada foi descoberto, fiquei sabendo por Aslam que ela havia sido chamada para ir a Nárnia junto com vocês assim se tornando a Ranha Gentil. Contei a Felipe, Anna e Jace que se encheram de orgulho, Jace às vezes ainda escondido ia observar Susana, ele acompanhou todas as fases e mudanças dela, principalmente o dia que ela descobriu que vocês haviam morrido, ele voltou para o Instituto onde agora ele morava desesperado ele abriu um portal para Idris, brigou com todos, vez com que todos concordassem que Susana deveria voltar, mesmo que o filho de Lúcifer não estivesse morto.
Uma semana depois, ela estava muito mal, magra, mal se alimentava Jace a encontrou do cemitério, ofereceu ajuda e a trouxe para cá, eu Anna e Felipe, contamos toda a verdade, no mesmo dia, ela não aceitou, fugiu de todos, ficou um tempo sem falar com ninguém. Até que Jace a encontrou no parque balançando num balanço velho, eles conversaram e ela aceitou se aproximar de todo esse mundo novo aos poucos, mas ela não queria mudar de casa, pois não ia abandonar os pais. Mas os senhores Pevensie não aguentaram muito tempo, Helena vivia chorando, mal deixava Susana sair com medo de que outra tragédia acontecesse e a vida levasse sua única filha, o pai de vocês vivia a base de bebida, Susana cuidou deles até o ultimo instante que conseguiu, mas numa manhã de domingo ela foi acorda-los, mas eles não acordaram ambos morreram de tanta tristeza.
Depois de todo seu processo de luto ela se juntou a nós, a sua família biológica, aos poucos ela foi se acostumando com a nova mãe, o novo pai e os novos irmãos, Jace o mais velho e Max de apenas sete anos, nesses três anos ela não tocava nesses assuntos de morte, não chorava e quase nunca se lamentava, entretanto ela sofria e sofre com todas essas perdas. Mas também teve um lado bom, nesses três anos a minha neta se tornou uma das maiores caçadora de sombra da história, o que muitos demoraram a vida toda para aprender, ela aprendeu em menos de três anos.
Todos estavam perplexos, Pedro, Edmundo e Lucia seguravam as lágrimas por saber que os pais morreram por sua causa, Caspian não conseguia entender porque a vida deu tanta dor a sua amada, Liliandil e Rip estavam de cabeça baixa tocados com a historia da Rainha Gentil.
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