Second Chance
1 Prólogo
Notas iniciais
Aqui estou eu com a fic nova que eu tinha prometido.
Espero que gostem.
E nos vemos nas notas finais
Eu sai de dentro do hotel com a chave do carro na mão para não precisar abrir a minha bolsa do lado de fora. Tenho que admitir que estou com um pouco de medo, fora a luz dos postes está totalmente escuro e por ser dia de semana grande parte dos hóspedes já estão em seus quartos; esse não é meu horário de trabalho, mas hoje precisei substituir o gerente noturno por mais algumas horas.
- Tinha certeza que ia te encontrar aqui... – estava quase chegando ao meu veículo quando ouvi aquela voz mais do que familiar.
Eu me virei e lá estava ele, exatamente igual como da última vez que eu o vi há pouco mais de cinco anos, com exceção, é claro, de algumas marcas de expressão. Aquele cabelo castanho claro meticulosamente arrumado com auxílio de gel, os olhos verdes e o terno perfeitamente alinhado, a roupa com a qual sempre achei que ele ficava mais sexy. Foi impossível não sentir o meu coração quase saindo pela boca quando o vi.
- Stefan... – minha voz saiu em um sussurro.
- Olá para você também, Caroline – disse antes de abrir um pequeno sorriso.
- O que você está fazendo aqui? – mesmo sabendo qual seria a resposta, não pude deixar de questioná-lo.
- A Elena comentou comigo que você estava volta e trabalhando aqui – explicou – Aliás, ela está bem chateada por saber que você ter retornado a cidade e ela ter descoberto por ter vindo aqui para ver o detalhe da festa do aniversário de casamento dos pais.
- Eu te meus motivos – dei de ombros, e era mesmo verdade – Estou tão ocupada com o trabalho e procurando um apartamento para sair da casa do meu pai que não tenho tempo para mais nada – isso era mentira.
- Não acredito em você... – sim, ele me conhecia muito bem – Sei que está evitando todos, inclusive a sua melhor amiga, por minha causal.
- Muita pretensão da sua parte, Stefan – revirei os olhos – Nós já namoramos, mas é passado; acredite em mim, eu nem pensei em você nos últimos cinco anos.
- Outra mentira – aproximou-se de mim, o que me fez dar um passo para trás e bater as costas no carro – Você diz que nunca mais pensou em mim, mas seus olhos demonstram outra coisa.
Ele colocou as mãos uma de cada lado do meu corpo, me imprensando contra a porta do veículo e o seu corpo. Estávamos tão perto que eu podia sentir o seu hálito quente contra o meu rosto. Fechei os olhos tentando não encará-lo.
- Pois saiba que eu não deixei de pensar em você um dia sequer – voltou a falar calmamente – E acho que mesmo que quisesse não conseguiria.
- Não faz isso... – praticamente implorei – Eu tive uma vida nesses cinco anos em que estive em Londres, tive outros caras e segui em frente, você deveria fazer o mesmo.
- Já disse que não posso – completou.
Antes que eu pudesse falar mais alguma outra coisa, Stefan se aproximou mais ainda de mim e uniu os nossos lábios; eu soltei um gemido de surpresa, mas acabei colocando os meus braços atrás do seu pescoço e correspondendo ao beijo, era exatamente como eu me lembrava. Não sei quanto tempo ficamos ali e sinceramente eu não queria que acabasse.
- Care... – ele sussurrou quando finalmente nos separamos, por alguns instantes parecia que eu tinha voltado no tempo.
Quando abri os olhos me lembrei o que estava fazendo e a minha reação imediata foi dar um tapa no rosto. Ele apenas me encarou parecendo totalmente surpreso pela minha atitude e colocou a mão na região que eu tinha atingido e que estava claramente avermelhado.
- Já está tarde, volte para casa e para a sua esposa – dei bastante ênfase em “esposa” – É o melhor que você pode fazer agora.
Ele já tinha me soltado, então eu me virei e entrei no carro. Quando me virei novamente, já não estava mais lá.
-Tudo bem, Caroline, fique calma — comecei a dizer para mim mesma enquanto passava a mão pelo cabelo – Você tinha prometido que não ficaria abalada caso o encontrasse e não vai fraquejar agora.
Ainda fiquei algum tempo ali e quando já estava mais calma, liguei o motor e saí do estacionamento.
Como o transito já estava bem mais calmo naquele horário, não demorou muito para chegar ao apartamento do meu pai. Assim que abri a porta, a primeira coisa que eu vi foi a luz da televisão, que estava ligada.
- Caroline! – não foi exatamente uma surpresa encontrar Steven, o “namorido” do meu pai, sentado no sofá – Ouvi passos no corredor e imaginei que fosse mesmo você.
- Por favor, não me diga que você está acordado até essa hora por minha casa... – comentei enquanto colocava a minha bolsa em cima da cadeira – Você sabe que não precisava ficar me esperando.
Tanto ele quanto o meu pai ficaram totalmente receosos quando avisei que iria trabalhar até mais tarde hoje. Até queriam que um deles fosse me buscar, alegando que a cidade está muito perigosa para eu andar sozinha a noite, mas consegui convencê-los do contrário.
- Não iria conseguir dormir sossegado enquanto você não estivesse em casa – explicou – Seu pai também queria ficar aqui, mas ele acabou apagando junto com a Libby e falei para ele ir se deitar.
Não pude deixar de sorrir, aquilo era bem típico do senhor Bill Forbes mesmo.
- Imagino que a Libby também esteja dormindo, não é mesmo? – decidi perguntar.
- Como um bebê – afirmou – Eu fiz meu famoso macarrão com molho branco e deixei um pouco para você na geladeira, imaginei que fosse chegar com fome.
- E estou mesmo, obrigada Steven – dei um beijo estalado no seu rosto – Vou lá comer agora mesmo.
- Eu já vou dormir, porque estou morrendo de sono – avisou enquanto apagava a televisão e se levantava – Boa noite, Caroline.
Fiquei observando meu padrasto caminhar na direção ao corredor e quando não pude mais vê-lo e fui até a cozinha esquentar o meu jantar. Depois que terminei de comer fui direto para o quarto, onde a minha pequena Libby estava deitada toda encolhida em um canto da cama.
Eu me sentei na ponta do colchão e fiquei ali observando a minha filha: todos os detalhes do seu rostinho, seus cabelos loiros presos em um traça e caídos em um dos ombros e até mesmo a sua respiração tranquila. Aquela garotinha era sem dúvidas a pessoa mais importante da minha vida desde o segundo que eu soube que ela estava a caminho e tenho feito de tudo para protegê-la, até mesmo esconder de todos que eu conheço a minha volta a Washington.
- Mãe...? – ela abriu os olhos ainda um pouco sonolenta.
- Sim, princesinha, sou – coloquei uma mecha do seu cabelo para trás da orelha – Como você passou a noite? Obedeceu direitinho o seu avô e o Steven?
- Sim, eu me comportei direitinho – balançou a cabeça afirmativamente – Mas eu senti a sua volta.
- Eu sei princesinha, mas foi só por hoje, eu prometo que não vou mais trabalhar até tarde – segurei a sua mão e beijei os seus dedos – Aliás, amanhã é o meu dia de folga.
- Oba! – bateu palminhas, totalmente animada – Nós vamos passar o dia inteiro juntas como quando a gente morava em Londres?
- Mais ou menos, de manhã eu vou com seu avô procurar um apartamento para nós duas e você vai para a delicatessen junto com o Steven – respondi – Mas depois do almoço podemos passar o restante do dia só nós duas. O que você acha?
- Acho uma ideia perfeita! – concordou.
- Agora você a dormir, Libby – dei um beijinho no topo da sua cabeça – Já está tarde.
Ela voltou a dormir e eu fui até o banheiro fazer a minha higiene pessoal e coloquei o meu pijama antes de também me deitar.
Notas finais
Ainda não aconteceu muita coisa, mas deu pra perceber que as coisas vão ser bem tensas e complicadas pra Steroline.
A partir do primeiro capítulo vamos voltar cinco anos e mostrar tudo que aconteceu até chegarmos a esse momento.
***
Bom é isso
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