Second Chance
46 Capítulo 45 – Quase uma família
Notas iniciais
Stefan
Acordei com o sol batendo nos meus olhos, cheguei a pousada tão cansada que quando coloquei os pés no quarto, tudo que consegui pensar foi cair na cama e não me preocupei em fechar as cortinas.
Minha secretária tinha conseguido uma vaga para mim no primeiro voo que saia de Washington rumo a Richmond e por isso tiver que acordar e sair de casa bem cedo ontem pela manhã e depois ainda precisei alugar um carro e fazer uma viagem de mais uma hora até Mystic Falls. Claro que tudo valeu a pena, segui o concelho da Elena e fui totalmente sincero com a Caroline e nós dois finalmente conseguimos nos acertar; agora é só curtir e esperar a chegada dos nossos bebês.
Peguei o meu celular próximo a mala para ver se tinha algum e-mail ou algo importante. Na tela anunciava uma mensagem de Elena.
Elena: Stefan? Você não dá notícias há dois dias. Está tudo bem? Conversou com a Caroline? Por favor, me conte o que está acontecendo!
Tinha me esquecido completamente de manter Elena informada. Ela tem me ajudado muito e não é toda ex-esposa que faz isso, por isso merece sim receber notícias atualizadas.
Apertei o botão para poder respondê-la.
Stefan: Desculpa não ter dado notícias, Lena, é que as coisas ficaram muito corridas por aqui ontem. Mas posso dizer que está tudo bem comigo, com a Elena e com os bebês.
Elena: Isso significa que vocês dois finalmente se acertaram? Isso é ótimo! Você está com ela agora?
Stefan: Mais ou menos… É uma longa história, mas eu estou em Mystic Falls agora.
Elena: Em Mystic Falls? Pelo jeito você e a Caroline precisaram explicar muita coisa quando voltarem para Washington…
Stefan: Nós explicaremos…, mas agora eu tenho que ir… Tchau…
Abri a minha mala para poder escolher uma roupa para vestir e depois de estar pronto sai do “meu” quarto. Desci as escadas e quando cheguei a sala, pude ouvir um barulho vindo da cozinha da casa.
— Ora, olá, senhor Salvatore – Jenna, a dona da pousada, surgiu no cômodo – Espero que tenha dormido bem.
— Oh sim, eu dormi muito bem – garanti.
— Sinto muito por não termos outro quarto além do sotão para lhe oferecer – lamentou – Mas está acontecendo esse congresso de medicina em Whitmore e todos os hotéis e pousadas da região estão totalmente lotadas por conta disso.
— E como eu disse ontem a noite, não tenho nenhum problema com isso – voltei a responder – Desde que eu tenha um lugar para dormir, está perfeito para mim.
— Já que é assim — completou, dando de ombros – Bom…, vai tomar café conosco?
— Na realidade eu vou me encontrar agora com a minha namorada – expliquei — Ela está na casa da mãe dela, na cidade.
— Divirta-se então – sorriu – E qualquer coisa que precise, é só me pedir.
Concordei antes que ela voltasse para onde os outros hóspedes e eu segui em direção a saída.
***
A vantagem de se estar em uma cidade pequena é que não tem trânsito, nem mesmo em um dia de semana, por isso cheguei a casa da minha sogra em menos de cinco minuto. Estacionei o carro exatamente no mesmo lugar que ontem, então eu sai do veículo e fui caminhando em direção a porta.
Toquei a campainha e não demorou muito para a mãe de Caroline abrir a porta.
— Ah! Olá, Stefan! — sorriu assim que me viu – Que bom poder vê-lo novamente…
— Olá, Liz – a cumprimentei – A Caroline já está acordada? Combinei que passaria aqui hoje para passarmos o dia juntos.
— Vovó, quem está na porta – ouvimos uma voz antes que ela pudesse abrir a boca para responder e logo Libby surgiu ao lado da avó – Ah! Oi, tio Stefan! — acenou timidamente para mim.
— Olá par você também, Libby – me abaixei um pouco olhando melhor para ela.
— Bom, Stefan, como eu estava dizendo antes, a Caroline ainda não acordou – explicou, por fim – Mas você pode entrar e esperar.
— Eu agradeço o convite – disse – Mas, na verdade, estava precisando encontrar um lugar com acesso à internet, preciso olhar e envidar alguns e-mails de trabalho.
— Eu poderia convidá-lo para fazer isso aqui enquanto espera a Caroline, temos uma internet boa aqui – avisou – Mas como é algo de trabalho e você pode estar querendo ir a um lugar mais formal…; temos o Mystic Grill, é no centro da cidade, ao lado da torre do relógio: é muito frequentado por todos na cidade, mas a essa hora está vazio e tenho certeza de que você não será interrompido.
— Parece perfeito para mim – comentei – Será que você pode dizer para a Caroline, quando ela acordar, que eu estou esperando por ela lá no Mystic Grill?
— Mas é claro que e aviso para ela – afirmou antes de segurar a mão da neta – Agora vamos, Libby, você precisar terminar de tomar o seu café da manhã.
— Tudo bem vovó – ela concordou.
Liz acenou para mim uma última vez antes de entrar novamente em casa e fechar a porta. Segui, então, de volta para o meu carro.
***
Não foi tão difícil achar o Mystic Grill. O lugar parecia bem tranquilo e, como a mãe de Caroline previu, estava praticamente vazio, com exceção de outras duas pessoas, que, assim como eu, pareciam bem concentradas em suas tarefas.
— Bom, senhor, bem-vindo ao Grill – uma mulher com cabelo loiro escuro se aproximou de mim assim que passei pela porta; estava usando um avental com uma espécie de bolso na frente e segurava um bloco de notas, o que me fez supor que ela trabalhasse aqui – Meu nome é Valerie e serei sua garçonete hoje. Gostaria de fazer o pedido.
— No momento o que eu mais estou precisando agora é de um lugar tranquilo para trabalhar – admiti.
— O senhor pode escolher qualquer uma das nossas mesas – indicou todo o ambiente a nossa volta onde a maioria das essas e os bancos em frente a bancada estavam vazios – Fique à vontade.
— Obrigado – agradeci – Enquanto isso, por favor, me veja um a xícara de café e duas torradas com geleia.
— Está bem, senhor – concordou antes de se afastar.
Escolhi uma mesa no canto do restaurante, era isolada, mas não ficava tão longe da porta que Caroline não iria me ver quando entrasse. Enquanto eu ligava o meu notebook, Valerie trouxe o meu pedido, então já podia começar o meu trabalho.
A maioria dos e-mails que eu recebi eram da minha secretária, também tinha uma mensagem de Alaric e outros com projetos de lei que eu leria melhor quando chegasse a Washington. Respondi tudo que era necessário e um pouco depois de terminar, meu celular começou a tocar e descobri pelo identificador de chamadas que era o meu irmão.
— Damon! — falei – Que surpresa receber uma ligação sua a essa hora da manhã!
Pelas minhas contas lá em Los Angeles deve estar começando a amanhecer agora e se que Damon nunca foi de acordar cedo.
— Pois é, hoje eu sou Damon, o madrugador— brincou – Bom, irmãozinho, mas não foi para você criticar os meus hábitos de sono que eu estou te ligando.
— Eu imaginei – ri – Mas então…, por que foi que você ligou?
— Queria te falar que estarei ai em Washington esse final de semana – explicou – É aniversário da Claire, filha caçula do Alaric, e a Lexi vai fazer um jantar no domingo para comemorar. Será apenas para a família e o Ric faz questão que eu vá.
— Não sabia que você já estava se dando bem assim com a Lexi – comentei – Mas ela já está até te convidando para um almoço em família na casa dela, então pelo jeito está tudo ótimo com a ex-mulher do seu namorado.
— Na realidade, essa vai ser a primeira vez que iriei ver a Lexi desde que tudo aconteceu— admitiu — O Ric disse que já falou com ela e garantiu que está tudo bem, mas preciso confessar que estou com um pouco de medo do que pode acontecer.
— Você não pode ficar com medo, Damon, tem que acreditar que ficará tudo bem e tudo ficará mesmo bem – avisei – Acredite, eu sei disso por experiência própria.
Há dois dias eu achava que nunca teria chance de um futuro com a Caroline, que eu a tinha perdido completamente por causa dos meus erros do passado. E hoje eu estou aqui, com a mulher que eu amo, feliz e esperando a chegada dos nossos bebês.
Essa é a prova que tudo é possível.
— Acredite, Stef, eu estou tentando ser otimista— garantiu – E agora vamos ao pedido: chego a Washington amanhã próximo a hora do almoço e gostaria muito de saber se meu irmão caçula favorito pode ir me buscar no aeroporto.
— Infelizmente, vou precisar responder não – avisei – Eu não estou em Washington agora e dificilmente estarei lá amanhã na hora do almoço.
Na realidade, não cheguei a perguntar para a Caroline quanto tempo ela pretende ficar aqui em Mystic Falls. Mas eu, com certeza, só irei embora quando ela também for.
— Deixe-me tentar adivinhar: você está em Atlanta?— arriscou – Não estamos em época eleitoral, mas nunca se sabe o que se passa na cabeça de vocês políticos…
— Na realidade, eu estou na Virgínia – respondi, por fim – Uma cidadezinha chamada Mystic Falls, para ser mais específico.
— Virgínia?— elevou um pouco o seu tom de voz nesse momento – Stefan Salvatore, o que você está fazendo na Virgínia?
— Vou ficar aqui o dia inteiro te contando tudo que aconteceu comigo nas últimas 48 horas – avisei – Mas, para encurtar a história: você vai ser tio de novo. Duplamente, na verdade.
— Por favor, Stefan, não me diga que a Elena está grávida de novo e você decidiu repensar a história do divórcio?— lamentou – Você já caiu nessa história de “gravidez acidental” uma vez, não caia de novo.
— Acredite em mim, Damon, eu e Elena estamos totalmente convictos a respeito do divórcio – falei – E, na verdade, nós assinamos o divórcio na segunda-feira.
— Isso sim é uma boa notícia!— pude ouvi-lo suspirar aliviado do outro lado da linha – Mas, se minha querida ex-cunhada não está grávida novamente: que história é essa de eu ser tio novamente?
— A Caroline… — respondi, por fim – Eu e a Care vamos ter gêmeos e é por isso que eu estou aqui em Mystic Falls, imagino que você esteja feliz com essa notícia.
— Claro, estou muito feliz— garantiu – Isso significa que você finalmente decidiu correr atrás da mulher que ama, ou vocês dois ainda não estão juntos?
— Nós estamos juntos – disse – Eu posso te afirmar, Damon, nunca estive tão feliz quanto estou nesse momento.
— Posso imaginar…— concordou.
— Obviamente eu sou muito grato a Elena, ela me deu a Lyn, e, apesar de tudo, nós viramos amigos ao longo desses anos – lembrei – Mas a verdade é que eu nunca deixei de amar a Caroline. E da mesma maneira que ela já está feliz com outro, também serei feliz com a mulher que eu amo.
—É assim que se fala, irmãozinho— concordou – Mas, sem querer ser chato, e todo aquele seu discurso de que a Caroline escolheu ir para Londres e se afastar de você e também de que você precisava se casar com a Elena para ter o apoio politico do pai dela e assim conseguir ser eleito.
— Bom, eu já fui eleito duas vezes, já fiz a minha carreira política e mesmo que o senhor Gilbert não queira mais me apoiar, eu não preciso mais disso – dei de ombros – Mas não é só por isso: acredite, eu faria a mesma coisa, mesmo que ainda estivesse na época da minha primeira eleição. Cometi um erro há cinco anos e precisei forçar a Caroline a ficar longe de mim, mas agora eu não quero mais isso, nunca mais.
Obviamente meu irmão sabia dos meus problemas com a polícia de Atlanta aos 16 anos e também sabia o que nosso pai tinha feito para que ninguém ficasse sabendo do que aconteceu. Mas ele não sabe das ameaças de Miranda Gilbert, afinal a única pessoa para que eu contei foi para a Caroline e pretendo que as coisas continuassem dessa maneira.
— Gosto de te ouvir falando assim, Stef — meu irmão admitiu – Mostra uma grande maturidade da sua parte.
— Obrigado… — agradeci – Bom, conversando com você eu me lembrei que preciso resolver uma coisa antes de voltar para Washington e por isso eu tenho que desligar agora e fazer uma outra ligação.
— Tudo bem, irmão, eu entendo – concordou – Também preciso desligar, daqui a pouco eu preciso ir para a agência, tenho uma reunião muito importante lá.
— Está bem – assenti com a cabeça – Vamos combinar de nos vermos enquanto você estiver em Washington e eu já esteja de volta da cidade. Quem sabe você e o Alaric não vão almoçar comigo e a Caroline um dia desses.
— Eu vou adorar— respondeu – E sobre ir me buscar no aeroporto, não precisa se preocupar, vou ver se o Ric pode ir até lá e se ele não puder, pego um táxi mesmo.
Terminamos de nos despedir antes que eu finalmente desligasse. Eu mal tinha encerrado a ligação e já estava me preparando para fazer outra; estava procurando o número do meu escritório.
— Escritório do congressista Stefan Salvatore, Nora falando— não demorou muito para a minha secretária atender.
— Nora, sou eu, Stefan – disse, em seguida – Estou fora de Washington, provavelmente, mas preciso de um favor, para o mais rápido o possível.
— Pode falar, senhor Salvatore— pediu – Estou ouvindo.
— Quero que você ligue para a empresa de segurança que trabalha conosco em época de votações importantes e durante viagens – expliquei – Preciso que eles façam a segurança da senhorita Caroline Forbes a partir da semana que vem e por tempo indeterminado.
— Está bem…— ela concordou sem nem ao menos questionar, pude ouvir que ela estava digitando todas as minhas instruções – Sabe quantos seguranças vai precisar?
— Deixe isso a critério deles – respondi – Só peço que faça isso o mais rápido o possível é algo realmente urgente.
A essa hora, Elena já deve ter contado pra os pais sobre o nosso divórcio e provavelmente também falou sobre a gravidez de Caroline. A culpa não é dela, mas infelizmente Miranda se torna mais do que nunca uma ameaça e eu preciso proteger a Care e os nossos filhos, a qualquer custo.
— Como o senhor quiser – completou – Assim que estiver tudo resolvido, eu mando um e-mail com todas as informações.
— Perfeito, muito obrigada, Nora – agradeci antes de desligar.
Me senti bem mais aliviado depois de fazer isso. Caroline obviamente não está acostumada com seguranças a seguindo o dia inteiro, mas essa, com certeza, é a melhor solução.
***
Já tinha desligado o computador e guardado o aparelho de volta na bolsa quando avistei Caroline entrando no restaurante acompanhada de Libby. Assim que ela me viu, acenou e veio caminhando na minha direção.
— Oi, Stefan… — comentou enquanto se sentava em frente a mim – Desculpa a demora, é que essa gravidez está me deixando com mais sono do que o normal.
— Está tudo bem, Care – garanti – Desde que você e os bebês estejam bem, é tudo o que importa.
— Tio Stefan, você sabia que os meus irmãozinhos estão ai dentro da barriga da mamãe? — Libby perguntou – Eles tem o tamanho de uma sementinha, mas logo eles vão crescer e vão virar bebês.
— Sim, Libby, eu sei disso – afirmei – E você gostou da novidade? Vai ajudar a sua mãe com os seus irmãozinhos?
— Vou sim – balançou a cabeça afirmativamente.
— Isso é mesmo muito bom – concordei – Sabe, eu não tenho irmãos mais novos que eu, mas o Damon, meu irmão mais velho, ajudou a nossa mãe quando eu nasci, claro que eu não me lembro, mas ele está sempre me lembrando disso.
— Legal… — sorriu – Mãe, será que eu posso ir ver os peixinhos? — referiu-se referindo ao aquário que ficava do lado oposto a onde nós estávamos.
— Claro que você pode – respondeu – Mas fique apenas ali, onde eu posso te ver.
— Pode deixar – garantiu – E eu posso comer um biscoito?
— Certo, vou pedir biscoito para você – concordou – Mas só isso que você vai comer, afinal, você já tomou café da manhã.
Ela não disse nada, apenas se afastou, correndo em direção ao aquário.
— E como você e os nossos filhos passaram a noite de hoje? — perguntei assim que ficamos sozinhos – Está tudo bem? Sentiu algum enjoo hoje? Se tiver alguma coisa que eu…
— Nós estamos bem, Stefan, pode ficar tranquilo – me interrompeu – Mas então, a minha mãe disse que você veio para cá trabalhar. Conseguiu resolver tudo?
— Sim, consegui – segurei a sua mão e entrelacei os dedos nos dela.
— Caroline Forbes! — nós dois nos viramos a tempo de encontrar Valerie, a garçonete, bem em frente a nós – Não acredito que é você mesma!
Caroline sorriu, sendo simpática, mas sei que ela realmente não lembrava quem era.
— Sou a Valerie Tulle – pelo jeito, ela também percebeu isso – Meu pai trabalha no departamento de polícia com a sua mãe e nós duas até brincamos juntas quando éramos crianças e você vinha passar as férias aqui em Mystic Falls.
— Oh sim! Valerie! — lembrou-se – Quanto tempo a gente não se vê! Você está ótima!
— Digo o mesmo – falou – Vi sua mãe outro dia e ela disse que você estava na cidade e foi quando eu conheci a sua filha, ela é uma graça.
— É mesmo… — Care deu um sorriso orgulho – Bom, esse daqui é o meu namorado, Stefan.
Aquela foi a primeira vez, depois de vários anos, que ela me chamava de namorado. Não pude deixar de dar um pequeno sorriso ao perceber isso.
— Eu conheci quando ele chegou aqui mais cedo – avisou.
Estava escutando a conversa das duas quando eu meu celular chegou alertando a chegada de um e-mail. Era da Nora, provavelmente a resposta sobre o pedido dos seguranças.
Com licença, mas eu preciso olhar esse e-mail – avisei antes de abrir a mensagem.
Senhor Salvatore,
Já está tudo resolvido sobre a segurança da senhorita Forbes.
Tudo que o senhor precisa fazer e entrar em contato com eles quando estiver de volta a Washington, então decidir sobre quando eles começam a trabalhar e também acertar o preço.
Qualquer coisa que precisar,é só me mandar uma mensagem.
Nora.
Imediatamente, mandei uma mensagem agradecendo pelo que fez. Quando terminei, Caroline estava fazendo os pedidos para a garçonete, que anotava tudo atentamente.
— Bom, acho que é isso – disse depois de terminar de escrever – Já venho trazer os seus pedidos.
— Ah, eu queria mais um café – pedi.
Ela anotou mais uma vez antes de se afastar. Segurei a mão de Caroline mais uma vez e dei um beijo na ponta dos seus dedos.
— Estava respondendo uma mensagem da minha secretária – expliquei – Pedi para ele providenciar uma equipe de seguranças para você.
— Uma equipe de seguranças? — pareceu receosa – Acha que isso é mesmo necessário?
— Sim, Care, é necessário, pelo menos até sabermos que Miranda Gilbert não é uma ameaça para você – insisti – É para a sua segurança e para a segurança dos bebês, você sabe disso…
— Sim, eu sei – concordou antes de dar um longo suspiro.
— Se eu pudesse, colocaria seguranças para a Libby também, mas isso pode levar muitas suspeitas – expliquei – Além disso, ela está surpresa dentro da escola e quando não está lá, está com você mesmo.
— Bom, se não tem mesmo jeito – deu de ombros.
— Será por pouco tempo, meu amor – voltei a garantir – Eu te prometo isso, só não quero que nada e ruim aconteça com você ou com nossos filhos.
— Eu sei disso, Stef – sussurrou – Eu sei disso.
***
Caroline pediu para ela uma poção de panquecas e um copo de suco de laranja e também alguns biscoitos e leite com chocolate para Libby. Assim que os pedidos chegarem, minha namorada foi chamar a filha para que pudesse comer.
— Libby, eu tive uma ideia – comecei a falar depois de alguns instantes de silêncio – Por que nós três não passamos o dia inteiro juntos? Não vai ser divertido?
— A gente pode, mamãe? — virou-se para Care para saber o que ela achava disso.
— Ora, minha filha, é uma ideia excelente – ela concordou – Podemos ir para Richmond. Talvez possamos ir para o cinema. O que acha Stefan?
— Cinema é uma ideia perfeita – foi a minha vez de responder.
Nós três não éramos exatamente uma família, mas naquele momento eu senti como as coisas serão daqui a alguns anos…
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