Second Chance

37 Capítulo 36 – Livre


Notas iniciais
Oi gente!!!! Quarta-feira e é dia de capítulo novinho Como eu já disse na semana passada, esse capítulo é no ponto de vista do Stefan e finalmente teremos a conversa entre ele e a Elena. Espero que gostem. Nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Stefan

*Flashback*

Cheguei ao campus de Georgetown e encontrei um mar de alunos saindo de suas aulas e, provavelmente, indo almoçar. Ver todo aquele clima de universidade me fez sentir falta da minha época de estudante em Yale, nem faz tanto tempo assim, mas aconteceu tanta coisa desde então que já parece que faz uma vida.

Parei em frente ao prédio de literatura, onde sempre costumava encontrar com Elena. Estava planejando ficar o dia inteiro no escritório, afinal tinha alguns relatórios para ler, revisar e entregar ao senhor Gilbert o mais rápido possível, e foi quando recebi uma ligação da minha noiva para almoçarmos juntos e a vantagem de trabalhar com o seu futuro sogro, é que ele não se opôs que eu saísse para encontrar a sua filha.

Stefan… — ela desceu a escadaria do edifício até mim – Que bom que você veio!

Você me pediu, aqui estou eu… — me aproximei e dei um selinho nela, o que fez Elena dar um sorriso sem graça – Está tudo bem?

Claro que está tudo bem – garantiu, mas ela não me parecia muito certa disso – Vamos logo almoçar? Estou começando a ficar com fome.

Sim, vamos – afirmei com a cabeça – Onde você quer ir almoçar? Podemos ir a algum dos restaurantes aqui do campus. Você tem aula hoje de tarde, não é mesmo? Assim você já estaria por aqui.

Mesmo sabendo que seria mais prático, tenho certeza de que a ela dirá não. Sei que Elena evita ficar mais do que o necessário na faculdade, assim as chances de encontrar Enzo, seu ex-namorado, eram menores.

Prefiro ir para o shopping – como eu já estava prevendo, ela respondeu – Isso se você não se importar, é claro.

Não me importo – garanti – Você me convidou para almoçar, nada mais justo que escolha o lugar também.

Meu carro está aqui do lado – apontou para o estacionamento há poucos metros de nós – Vamos até lá.

Então eu a segui. Assim que entramos no carro, fiquei esperando que minha noiva ligasse o veículo para podermos sair, mas ao invés disso ela simplesmente começou a chorar.

Lena… — apesar de meio sem jeito, coloquei uma das mãos nas suas costas tentando acalmá-la – Por favor, não chora…

Não posso evitar, Stefan – sua voz saiu abafada por ela estar com as mãos no rosto, mas consegui entender perfeitamente as suas palavras – Sou uma pessoa horrível!

Eu não tenho a menor ideia do que a está deixando assim; se foi algo que eu fiz/falei ou algum motivo que não tem nada a ver comigo. Tudo que eu sei é que quero fazê-la parar.

Claro que você não é uma pessoa horrível, Elena – disse – O que te faz pensar uma coisa dessas.

Ela finalmente se virou para me encarar. Seus olhos já estavam totalmente vermelhos por causa do choro.

Já estava desconfiando disso há alguns dias, mas só queria falar com você apenas quando tivesse certeza – deu de ombros enquanto explicava – Então hoje, antes da primeira aula, tive a confirmação.

Confirmação de que? — tinha ficado mais confuso ainda – Lena, você está começando a me assustar…

Pode pegar a minha bolsa para mim? — pediu, em seguida.

Tudo bem – me estiquei um pouco para poder pegar o objeto no banco de trás do carro – Aqui está…

Então ela pego a bolsa e retirou um pedaço de papel dobrado lá de dentro e me entregou.

Há pouco mais de uma semana eu comecei a sentir enjoo, tontura e mal estar; não contei nada para não te deixar preocupado, mas a minha mãe acabou descobrindo e me levou ao médico – fez uma careta – Ela pediu milhares de exames, que ficaram prontos hoje.

Engoli em seco… Já tinha passado por essa situação antes e sei perfeitamente onde Elena queria chegar com aquela conversa. Desdobrei a folha nas minhas mãos para ler o exame e confirmar que as minhas dúvidas estavam corretas.

Estou grávida, Stefan… De um mês e meio, para ser mais exata – completou – A médica fez questão de examinar quando estive lá hoje de manhã, deixando claro que eu deveria começar o pré-natal o mais rápido possível e coisa e tal.

Sim, eu sei disso – afirmei.

Por favor, Stefan, fala alguma coisa – pedi – Você ficar silêncio desse jeito vou achar que…

O que ela quer que eu fale exatamente? A verdade é que eu não sei o que pensar, preciso de um tempo para processar tudo isso… Nosso casamento acontecerá em pouco menos de dois meses, já tinha me conformado com isso, mas agora tinha uma criança a caminho; sabia que mais cedo ou mais tarde precisaria ter um filho com uma mulher que obviamente eu não amo, mas não pensei que seria tão cedo.

Sei que você e a Caroline perderam um bebê há poucos meses, sei que você ainda não se recuperou totalmente disso e que tínhamos combinado de esperar — voltou a falar quando eu permaneci em silêncio – Além disso o nosso casamento ainda nem mesmo aconteceu, mas…

Lena, para… pedi – Sei que nada disso foi sua culpa. A verdade é que nos descuidamos várias e que isso podia acontecer.

Então você não está bravo comigo? — me olhou totalmente incrédula é isso mesmo?

Como você mesma lembrou, tudo que aconteceu com a Emma ainda está muito forte na minha mente e eu realmente estava fora dos meus planos que tivéssemos filhos agora – admiti – Mas aconteceu e pode ter certeza de que esse bebê será muito bem-vindo e muito amado também.

Coloquei a mão sob a barriga dela. Ainda é muito cedo para sentir ou perceber alguma coisa, mas tinha um bebê ali dentro, nosso filho ou nossa filha… Não pude deixar de dar um sorriso bobo com esse pensamento.

E o que faremos a respeito do casamento? — Elena quis saber – Casarmos comigo grávida pode ser um escândalo para a sociedade política de Washington e até tire o foco da sua campanha. Não quero que isso aconteça.

Falta pouco tempo para o casamento, ninguém perceberá nada – lembrei – E depois, podemos dizer que o bebê nasceu prematura ou então que a gente ainda não sabia.

Espero que meu pai pense da mesma maneira que você… — revirou os olhos.

Nós dois convenceremos ele – completei antes de dar um beijo no seu rosto – E será que agora a gente pode ir almoçar?

Claro… — concordou com o carro – Já estou morrendo de fome e, como você sabe, estou comendo por dois.

Ri enquanto saímos do estacionamento. Não vou mentir, a ideia de ter um bebê ainda me assusta, e muito, mas ainda tenho alguns meses para me preparar e tenho certeza de que serei o melhor pai do mundo para esse garotinho ou para essa garotinha.

*Fim do Flashback*

E lá estava, sem nada de importante para fazer nesse fim de manhã de segunda-feira e olhando para o protetor de tela do meu celular. Lá estávamos Lyn e eu sorrindo juntos e totalmente despreocupados, aquela era uma lembrança do último verão quando fomos passar duas semanas na casa de praia da minha filha no estado de Nova York, aquela era sem dúvidas uma das minhas fotos favoritas ao lado da minha filha.

— Com licença, senhor Salvatore… — estava tão distraído que não reparei em Nora parada embaixo do batente da porta – Eu tentei chamá-lo, mas o senhor não respondeu. Está ocupado?

— Não estou não, Nora – respondi – O que houve? Porque você estava me chamando?

— Seu irmão está ai fora – disse – Junto com o senhor Saltzman e os dois querem falar com o senhor.

— Damon e Alaric querem falar comigo? — decidi me certificar que não tinha ouvido errado.

— Exatamente isso, irmãozinho! — Damon surgiu na minha sala antes que minha secretaria pudesse falar qualquer outra coisa – Ric e eu queremos te convidar para almoçar, precisamos conversar algo com você.

Dei uma rápida olhada no relógio do computador e percebi que faltavam apenas poucos minutos para o meio-dia e quase instantaneamente ouvi meu estômago roncar. Sem contar que fiquei obviamente curioso para saber o que meu irmão e meu assessor poderiam ter para conversar comigo.

— Será que você pode pelo menos me adiantar qual será a conversa? — pedi – Pelo menos o assunto?

— Claro que não – respondeu na mesma hora, tinha um sorriso divertido, como se estivesse adorando a minha curiosidade – Para isso você terá que almoçar conosco.

— Sua sorte que eu estou com fome e não estou com vontade de discutir – avisei enquanto me levantava – Nora, você já pode ir almoçar também – ela tinha ficado parado no mesmo local de antes.

— Está bem, senhor Salvatore – acenou com a cabeça antes de voltar para a recepção e, provavelmente, pegar a sua bolsa para sair.

— O Ric está ali fora nos esperando – Damon voltar a falar – Será que nós podemos ir, irmãozinho?

— Sim, vamos lá – concordei.

***

Uma cidade como Washington D.C. obviamente respira política e estar nesse meio tem as suas vantagens. Assim que chegamos ao restaurante, que não ficava muito longe do meu escritório, o garçom já no levou até nossos lugares e também já anotou os nossos pedidos.

— Já venho trazer as bebidas dos senhores – o homem avisou antes de afastar.

— Muito bem, nós estamos aqui…. — comentei depois que nós três estávamos sozinhos – Já estamos aqui, vocês podem me dizer o que tinham de tão importante para conversar comigo?

Os dois, que estavam sentados lado a lado e em frente a mim na mesa, se olharam antes de voltarem a me encarar.

— Bom Stef, o que nós temos pra te falar é algo que você provavelmente já desconfia – meu irmão continuou – Mesmo assim queremos te contar pessoalmente e também queremos que saiba que você será o primeiro a saber.

— Fico honrado em saber disso – avisei, embora estivesse desconfiando do que se tratava, esperei que completassem a frase.

— Eu e o Ric estamos juntos – Damon olhou para baixo da mesa, onde, provavelmente, ele e Alaric estavam de mãos dadas – Decidimos nos assumir, como um casal.

— Uau… — apesar de já desconfiar que era isso que ele falaria, não posso dizer que foi uma surpresa ouvir aquilo – Mas e quanto a sua esposa, Alaric? Lexi, certo?

— Nós, terminamos – meu assessor deu de ombros de maneira totalmente casual – Tentei, por muitos anos, continuar com esse casamento, mas não posso mais fazer isso. A verdade é que eu amo o seu irmão, Stefan, é com ele que eu quero estar, não com a Lexi; por isso lhe contei toda a verdade ontem, ela não recebeu a verdade muito bem, mas tenho certeza de que é só uma questão de tempo…

Alaric não é apenas casado, mas também tem dois filhos, e imagino que ele e o meu irmão terão uma grande batalha pela frente se estiverem dispostos a viverem isso de verdade. Mas se os dois estão, realmente, felizes, acho que é isso que importo.

— Bom…, se é assim, acho que só posso dizer parabéns aos dois – completei – Mas eu preciso perguntar: será que vou precisar procurar por um novo assessor? O Alaric pretende se mudar para Los Angeles agora?

— É claro que não precisa procurar um novo assessor, Stefan – Ric negou com a cabeça enquanto respondia – Posso estar nele há pouco tempo, mas adoro o meu emprego e também amo morar em Washington; sem contar que é aqui que os meus filhos estão, posso não estar mais com a mãe deles, mas quero continuar perto dos dois.

— E é por isso que eu vou ter que aceitar voltar para Los Angeles sozinho e voltar aqui sempre para visitar o Ric e também esperar que ele me visite as vezes – Damon completou – Quem sabe daqui a um tempo eu não consiga convencê-lo a ir de vez para Los Angeles comigo? — sussurrou essa última fase, mas sabia que tinha sido alto o suficiente para o namorado ouvi-lo.

— Ou então, eu o convença para morar aqui em Washington comigo? — Alaric entrou na brincadeira – E tenho certeza de que seu irmão vai concordar comigo, Damon.

— Eu realmente tenho que concordar com ele – disse – Não seria tão ruim assim que você venha morar aqui em Washington com o Ric. Estaria perto de mim, seu único irmão, e da sua sobrinha também.

— Isso é algo que poderemos pensar com o tempo – concluiu, por fim.

Foi nesse momento que o garçom tornou trazendo as bebidas que tínhamos pedido. Suco de laranja para mim e Whisky para os outros dois.

— Aqui está… — falou depois de colocar todos os copos em cima da mesa – As refeições não devem demorar muito para ficarem prontas e já venho trazer para os senhores.

— Está bem – concordei.

Assim que o garçom voltou a se afastar, foi a vez de Ric se levantar, avisando que iria ao banheiro antes que o nosso almoço estivesse pronto. Foi então que eu e meu irmão ficamos sozinhos no local.

— Acho que agora você pode me dizer exatamente o que pensou dessa história toda, irmãozinho.. — Damon comentou – Você está achando tudo isso muito estranho, não é mesmo?

— Não estou achando nada estranho, Damon – garanti – Você e o Ric são amigos de infância e tem tudo para serem felizes juntos.

— Stef, eu me lembro do que você falou há algumas semanas quando pensou que eu pudesse estar interessado no Ric – questionou – O que foi que mudou entre aquele dia e agora?

— Quer que eu seja totalmente sincero? — ele balançou a cabeça afirmativamente em resposta – Pensei que esse sentimento fosse unilateral e você sabe que eu desejo apenas o melhor para você, Damon, e não queria te ver magoado nessa história.

— Não vou mentir para você, irmão, também pensei que fosse sair magoado nessa história – admitiu – Sabia que o Ric gostava de mim, de verdade, mas ele não queria admitir isso para o mundo, nem mesmo se divorciar da Lexi. Mas então…

— Mas então ele decidiu jogar tudo para o alto e assumir o que sente por você – ele estava sorrindo e foi impossível não repetir o gesto do meu irmão – Gosto de te ver feliz desse jeito.

— E você também poderia estar desse jeito, irmãozinho – continuou – É só fazer a coisa certa e tentar se acertar com a Caroline.

Damon tocando no assunto da Caroline? Pensei que ele tinha dito que não tocaria mais no assunto e que já tinha me dado concelhos demais a respeito disso.

— O que aconteceu com o “ela parece feliz ao lado do noivo”? — lembrei.

— Você disse que ela brigou com o tal noivo e tudo mais, talvez não seja mesmo um relacionamento tão estável assim – deu de ombros – E se for assim, talvez vocês ainda tenham alguma chance…

— É o que eu realmente esperto – disse.

— Stef, um dia você me aconselhou a ser feliz, sem me importar com o que os outros pudessem pensar das minhas escolhas; e agora eu estou aqui retribuindo esse concelho – disse – Não importa que seja com a Elena, com a Caroline, com outra mulher ou até mesmo com um homem, o importante é que você esteja feliz.

— Obrigado, pelo concelho – falei – Isso é mesmo muito romântico da sua parte…

— Eu estou me sentindo muito romântico desde ontem – admitiu – O Ric fez isso comigo…

Não demorou muito para Alaric retornar a mesa e sentar-se no mesmo lugar em que estava antes.

— Será que eu posso saber o que os dois irmão Salvatore estavam conversado? — quis saber, olhando para mim e para Damon repetidas vezes.

— Nada demais – meu irmão deu de ombros antes de responder – Estávamos apenas falando de felicidade.

— Exatamente… — concordei – Estávamos falando de felicidade.

***

*Flashback*

E esse trânsito que não anda… — estava totalmente impaciente e não tinha conseguido relaxar um minuto sequer desde que entrei no táxi – Quanto tempo ainda vamos demorar para chegar ao hospital?

Estou fazendo o máximo que posso, senhor – o motorista disse – Mas, infelizmente, eu não posso voar com o carro.

Fica calmo, Stefan – meu pai, que estava ao meu lado no banco de trás do veículo, colocou a mão nas minhas costas, na tentativa de me acalmar – Elena e o bebê não vão a lugar algum.

Elena e o bebê não vão a lugar algum… Ai está o motivo para toda a minha preocupação. Estava em uma viagem para Atlanta por causa da minha campanha para o congresso, quando recebi uma ligação do senhor Gilbert avisando que minha esposa estava em trabalho de parto e imediatamente fui para o aeroporto para voltar a Washington. Infelizmente perdi o nascimento da minha filha, e embora já saiba que ela é um bebê forte e saudável, mas, mesmo assim, só vou ficarei sossegado depois de vê-las.

Mas é horrível saber que estou há apenas alguns quilômetros de distância da Elena e da nossa filha só que não posso fazer nada quanto isso – admiti – Queria muito estar lá com elas agora.

Eu sei, meu filho – continuou – Mas estamos já estamos chegando ao hospital, só precisa ter um pouco mais de paciência.

Voltei a encostar no banco e fiquei olhando para o engarrafamento do lado de fora da janela, espero mesmo que não demore muito.

**

Por sorte, chegamos ao hospital menos de vinte minutos depois e fomos imediatamente para área da maternidade. Meus sogros, meu cunhado e meu irmão estavam lá na recepção, mas no instante em que a enfermeira avisou que Elena estava esperando por mim, fui imediatamente vê-la.

Cheguei ao quarto e minha esposa estava totalmente concentrada na nossa filha, que nesse momento mamava tranquilamente e como se não houvesse o mundo a sua volta.

Oi… — sussurrei e ela se virou na minha direção.

Oi… — Lena retribuiu o meu cumprimento e sorriu – Tem alguém aqui querendo te conhecer.

Então me aproximei da cama. Minha filha mantinha os olhos abertos e totalmente fixos na mãe, mas no momento em que cheguei perto o suficiente ela se virou para me encarar… aqueles olhinhos verdes totalmente curiosos e provavelmente querendo saber quem eu era.

Oi, filha… — passei a mão pela sua cabecinha enquanto a cumprimentava – Ela é linda, Lena.

É mesmo – concordou – A nossa princesinha e não podia ser mais perfeito – segurou uma das suas mãozinhas, que imediatamente fecharam em torno do seu dedo indicador.

Nós ainda não escolhemos um nome para ela – lembrei – Acha que irá nos perdoar por termos demorado tanto tempo para escolhermos como irá se chamar.

Pode parecer bobagem da minha parte, mas depois de tudo que aconteceu com a Emma, fiquei com receio de escolher o nome de outro bebê antes do seu nascimento. Então conversei com a Elena e ela concordou em darmos um nome para nossa filha apenas depois que ela nascesse.

Tenho certeza de que ela vai entender o nosso lado… — garantiu – E eu já pensei em um nome e queria saberia saber se você concorda.

E qual é o nome? — quis saber imediatamente.

Evelyn – respondeu – Evelyn Jane Salvatore. E então o que você acha? Podemos escolher outra, se preferir…

Não, eu gostei de Evelyn – avisei – Bem-vinda ao mundo, Evelyn Jane Salvatore…

Ficamos observando Evelyn terminar de mamar e depois ficamos mas um tempo apenas nós três. Então, antes que nossa filha precisasse ser levada para o berçário para passar a noite, deixamos que os outros entrassem para poderem conhecê-la.

*Fim do Flashback*

***

Logo depois do almoço, eu me despedi do meu irmão e de Alaric e voltei imediatamente para o trabalho. E as surpresas do dia ainda não acabaram, pois no instante em que cheguei ao meu escritório, encontrei e Elena e Lyn já estavam lá me esperando, junto com Nora, é claro.

— Papai! — minha filha saiu correndo para me abraçar assim que me viu entrando no local – Você chegou!

— Sim, eu cheguei, princesinha – a peguei no colo e dei um beijo na sua testa – Mas o que vocês estão fazendo aqui?

— Fui buscar a Lyn no colégio mais cedo e ia levá-la para tomar um sorvete – foi Lena quem explicou – E decidimos passar aqui para saber se você queria ir conosco, Stefan. O que acha?

— É uma ideia perfeita, um sorvete cairia muito bem agora – respondi, era um complemento perfeito para o almoço de hoje – Eu aceito o convite.

— Oba! — Evelyn levantou os braços, animada – Que legal!

— Antes de irmos, Stef, será que podemos conversar, a sós? — Elena pediu – Vai ser rápido, eu prometo…

Ela parecia bem preocupada, não poderia dizer, afinal, poderia ser algo sério…

— Claro que podemos conversar – respondi – Vamos até a minha sala, ficaremos mais à vontade lá.

— Nora, será que você pode olhar a Lyn por um minuto? — ela pediu para a minha secretária – Somente enquanto conversamos. Nós não demoraremos.

— É claro que eu olho a Evelyn, senhora Salvatore – Nora concordou – Será um prazer ficar de olho nessa princesinha…

Elena passou a mão no cabelinho castanho da nossa filha antes de seguir na direção da minha sala e eu, é claro, a segui.

***

— Muito bem… – Lena se encostou na porta e eu fiquei em frente a ela esperando que falasse – O que você tinha de tão importante para falar comigo?

— Bom, Stefan, serei a mais breve possível – disse – Eu quero o divórcio, Stefan.

— O que? Você quer o divórcio? — disse mais alto do que estava planejando, mas sei que não foi alto o suficiente para Lyn ouvir da recepção – Está falando sério, Elena?

— Não vai me dizer que você ficou ofendido com esse meu pedido? — quis saber – Stefan, você sabe que casamos pelos motivos errados e que não vivemos como marido e mulher há muito tempo, apenas dividimos a mesma cama, mas…

— Elena, eu não disse isso – a interrompi colocando as mãos sob seus ombros – É só que…, estamos casados há quase cinco anos e sempre foi desse jeito. Por que decidir pedir o divórcio apenas agora.

— Como acabei de dizer foi um relacionamento inútil – deu de ombros – Casamos apenas para que você tivesse o apoio político do meu pai e para termos um herdeiro como ele também queria. Mas você já é um congressista e a Lyn está ai, não há mais motivos para continuarmos casados.

— Mas porque tomar essa decisão agora? Hoje? — continuei a questioná-la – Lena…, eu sei que você está me escondendo alguma coisa? Pode me contar…

— Decidi tomar coragem e fazer o que é certo…, para nós dois e para a Lyn – voltou a responder – E tem mais um motivo: eu… eu meio que estou com uma outra pessoa…

Ela está com uma outra pessoa? Por essa eu não esperava… Elena sempre foi uma pessoa muito discreta, provavelmente aprendeu a ser a sim por precisar esconder a sua vida amorosa dos pais quando era adolescente. Nunca imaginei que pudesse ter um amante.

— E será que eu posso saber que é ele? — perguntei – É “ele” não é mesmo? — depois de saber do Damon e do Ric acho que posso imaginar qualquer coisa…

— Sim, é “ele” — afirmou – E você já o conhece, é o Enzo…

— Você e o Enzo estão juntos novamente – a encarei totalmente surpreso – Mas pensei que ele tivesse dito que não queria nada com você enquanto estivesse comigo e que não aceitava ser seu amante. O que foi que mudou?

— Isso é uma longa história – suspirou – Tudo que você precisa saber nesse momento é que eu e Enzo estamos juntos e ele realmente quer ficar comigo e está disposto a me ajudar a cuidar da Lyn. Acho que é um momento perfeito para arriscar.

— E quanto aos seus pais? — sabia que o senhor e a senhora Gilbert eram uns dos maiores medos dela, sobre o que eles poderiam pensar a respeito das suas escolhas.

— Bom…, eles vão ter que aceitar as minhas escolhas – disse – Os dois podem não gostar disso, mas essa é a minha decisão. Ou melhor, a nossa decisão.

— Eu tenho uma ideia, porque não contamos a eles apenas depois que já estiver tudo oficializado – sugeri – Faremos tudo da maneira mais discreta o possível e quando estivermos oficialmente divorciados, anunciamos para todos.

— Para mim parece uma ideia perfeita – concordou – Mas queria te pedir para poder contar para a Caroline. Vou lanchar com ela sexta-feira e queria dar as boas notícias para ela.

A simples menção do nome de Caroline fez meu coração disparar. Nunca foi segredo, nem mesmo para a Elena, que nunca deixei de amar a minha ex-namorada, mas nunca tínhamos conversado sobre isso abertamente.

— Claro que você pode contar para a Caroline – respondi – Fico feliz que vocês duas sejam amigas novamente.

— Também fico feliz com isso – sorriu – E sabe, eu consegui ter o meu final feliz ao lado do Enzo, quem sabe você não consegue a mesma coisa com a Caroline?

Por que ela está me dizendo isso agora? Será que as duas andaram conversando sobre mim? Será que Care contou alguma coisa sobre seu noivado com o tal de Klaus não estar indo tão bem assim? Ou isso é apenas palpite da minha futura ex-esposa?

— Acha mesmo isso? — quis saber.

— Claro – falou – Você só precisa ter um pouquinho de paciência, tenho certeza de que você e a Care podem ser felizes novamente.

— Bom, então acho que isso… — decidi voltar para o assunto anterior – Vou pegar as minhas coisas no apartamento e vou para um hotel.

— Você não precisa fazer isso, Stefan, pode ficar lá no apartamento – avisou – Mesmo que estejamos separados, você pode continuar lá, perto da sua filha.

— Ainda estarei perto da Lyn, posso vê-la todos os dias – disse – E eu prefiro dessa maneira.

— Mas o que aconteceu com o “sermos o mais discretos possíveis com o assunto do divórcio”? — perguntou – Meus pais e o seu pai também vão desconfiar quando souberem que você saiu de casa.

— Posso dizer que estou no meio de uma votação difícil lá no congresso e achei melhor ficar no hotel, pois estava chegando em casa muito tarde – sugeri – E podemos dizer isso para a Lyn também. Não sabemos como ela reagirá, então melhor prepará-la antes de abrir o jogo.

— Por mim tudo bem… — deu de ombros mais uma vez.

— E você pode contar para o Enzo também é claro – lembrei – Só te peço para não levá-lo para o apartamento enquanto não estiver tudo oficializado, você sabe…, por causa da Libby…

— Pode deixar que eu jamais faria isso – e sem nenhum tipo de aviso, ela me abraçou – Obrigada, Stef! Não sabe o quanto está me fazendo feliz com isso.

— Você não precisa me agradecer, Lena — avisei – Bom…, o que acha de irmos tomar o sorvete para o qual você veio me convidar? A Lyn já deve estar entediada esperando por nós.

— Claro, vamos lá – completou antes de abrir a porta.

***

Lyn estava fazendo um trança no cabelo de Nora quando voltamos para a recepção. Mas assim que nos viu, ela caminhou na nossa direção.

— Eu estava mostrando para a Nora a trança que a Davina me ensinou a fazer – explicou – Não ficou bonito?

— Claro, minha filha a trança ficou linda – Elena respondeu – Mas agora você pode se despedir da Nora, nós já estamos indo.

— Tudo bem… — concordou – Tchau, Nora, depois eu posso te ensinar como é que faz a trança, do jeitinho que a Davina me ensinou.

— Vou ficar esperando ansiosamente por isso, Evelyn – minha secretária avisou.

— Nora, você pode tirar o restante do dia de folga – disse – Não vou mais voltar para o escritório hoje; passarei o restante do dia com a minha família.

— Está bem, senhor Salvatore – pareceu satisfeita com o anúncio – Divirtam-se.

Eu não tinha absolutamente nada de importante para fazer nas próximas horas e não existia nada mais proveitosa que largar o trabalho mais cedo e passar um tempo ao lado da minha filha. E Elena, apesar de pedido de divórcio, tinha se tornado uma grande amiga, e bom tê-la por perto em um momento como esse também.

— Pode ter certeza de que iremos nos divertir – concluí.

Notas finais
E ai gente, o que acharam da conversa Stelena? E como será esse divórcio? Será tudo certo? E como a Care vai reagir quando souber? E o que acharam da conversa do Stefan com Dalaric? E os flashbacks de quando a Lyn nasceu? *** No próximo capítulo, voltaremos ao ponto de vista da Caroline e teremos o lanche dela e da Elena e, é claro, o primeiro encontro da Lyn e da Libby. *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?