Second Chance

28 Capítulo 27 – Recaída


Notas iniciais
Oi, gente! Acho que esse é o capítulo mais esperado da história (ou não kkkkkkkkkkk) que é a conversa Steroline. Bom, não vou demorar muito aqui, espero que gostem do cap E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

— Muito bem... – terminei de trançar o cabelo da minha filha e prendi a ponta com um elástico – A senhorita já está prontinha para dormir.

— Ainda não, mamãe – ela estava sentada na cama, então começou a balançar as perninhas para frente e para trás para me mostrar os seus pés descalços – Ainda está faltando a minha meia.

Libby tinha razão, estava bem frio essa noite e parecia até que ia chover, sem contar que ela costumava descobrir os pés durante a madrugada, por isso era sempre bom colocar uma meia nela.

— Claro, não posso me esquecer – concordei enquanto ia até o armário e abria a gaveta de meias.

Peguei uma que combinava perfeitamente com o seu pijama rosa, em seguida me ajoelhei na frente dela para poder calçá-la.

— Agora a mamãe vai preparar a sua mamadeira – avisei – E você me espera aqui que eu já venho te colocar para dormir.

Era uma coisa até mesmo engraçada, Libby detesta ser chamada de bebê e insiste que já é um a garotinha crescida, mas nunca dispensa uma mamadeira antes de dormir.

— Você vai ler uma história para mim hoje? – quis saber.

— Claro, princesinha – sei que ela sempre acaba adormecendo no meio da história, mas não custa nada fazer um agrado para a minha filha – Por que você não vai escolhendo um livro enquanto eu vou até a cozinha preparar a sua mamadeira?

— Acho uma boa ideia – concordou. Então eu dei um beijo no topo da sua cabeça antes de sair do quarto.

***

Esquente um pouco de leite e misturei com chocolate, misturando em um copo antes de colocar na mamadeira da Libby. Tinha acabado de terminar quando ouvi o som da campainha.

— Quem será? – acabei perguntando para mim mesma. Eu não estava esperando por ninguém, quem será que está fazendo uma visita surpresa em plena quinta-feira a noite?

Em vez de ficar especulando, decidi abrir a porta logo de uma vez. Tomei um susto quando vi meu ex-namorado parado no corredor e segurando uma garrafa de vinho.

— Stefan... – fiquei totalmente sem reação, não sabia se ficava surpresa ou com raiva – O que você...? Como você descobriu onde eu morava?

— O Steven me passou o seu endereço – revirei os olhos, eu já deveria saber disso – Ele acha que eu e você precisamos conversar e tenho que concordar com isso. Trouxe até uma oferta de paz – referiu-se a bebida que ele estava segurando.

— Não tenho nada para conversar com você e, caso não tenha percebido, eu estou ocupada – fiz o movimento para fechar a porta na cara dele, mas Stefan já tinha colocado a mão na frente, me impedindo.

— Por favor, Caroline, é rapidinho... – insistiu – Prometo que não vou demorar muito e até espero terminar o que você tem que fazer.

— Eu já ouvi isso antes... – lembrei.

Não posso dizer que me arrependo de ter cedido ao Stefan depois da nossa primeira briga por causa do seu “relacionamento” com a Elena, afinal ainda passamos oito maravilhosos meses juntos, apesar das coisas terem acabado da maneira que acabaram. Mas nada disso pode acontecer de novo agora, tudo mudou desde então; por isso que eu não posso conversar com ele, nem mesmo por alguns minutos.

— Mamãe... – e lá estava Libby, parada entre o corredor e a sala, segurando o livro de história que ela tinha escolhido – Você prometeu ler uma história para mim antes de dormir.

— Eu já estou indo, Libby – disse antes de voltar a me virar para o meu ex-namorado – Como você pode ver, Stefan, estou colando a minha filha para dormir.

— Você é o amigo da mamãe que estava na delicatessen do vovô Steven naquele dia – ela começou a falar com o nosso convidado – O que está fazendo aqui?

— Eu vim aqui conversar uma coisa com a sua mãe – respondeu como se aquela fosse a conversa mais casual do mundo – Mas ela não está querendo falar comigo, então acho que eu já vou embora.

— Conversa com ele mamãe... – decidiu me pedir – Ele veio até aqui para isso e você sempre diz que é falta de educação quando as pessoas vem falar com a gente.

Não pude deixar de achar graça naquele pedido. Fiquei olhando de Libby para Damon repetidas, talvez não fosse tão ruim se eu aceitasse conversar por apenas alguns minutos...

— Você tem razão, princesinha – tive que concordar – Você pode entrar, Stefan, mas precisa esperar que eu termine de colocar a Libby para dormir.

— Tudo bem, eu espero – garantiu – Vou ficar aqui bem quietinho esperando por você.

— Boa noite, tio Stefan – Libby acenou para ele mais uma vez antes de me seguir em direção ao corredor.

***

— Prontinho... – assim que me filha deitou na cama, eu a ajeitei nas cobertas – Agora toma a sua mamadeira enquanto eu leio a história da Bela Adormecida para você – dei uma rápida olhada na capa do livro que estava as minhas mãos agora.

— Mamãe... – seu tom de voz parecia sério e ela também me encarava profundamente com aqueles olhinhos verdes – O que o tio Stefan está fazendo aqui em casa?

— Ora, Libby, ele veio até aqui conversar comigo – respondi, queria muito saber onde ela queria chegar com aquele assunto – Exatamente como ele acabou de te falar lá na sala.

— Ele está querendo ficar no lugar do papai? – quis saber, por fim – É isso?

— Mas é claro que não, princesinha – garanti – O que faz você pensar uma coisa dessas?

— Ele fica vindo atrás de você e querendo conversar – deu de ombros – Papai disse que é assim que os meninos se aproximam das meninas e eles sempre tem segundas intenções, também sempre diz que é para eu ficar longe.

Foi impossível não sorrir com isso. Klaus como sempre ciumento super protetor em relação a filha.

— Libby, o Stefan é um velho amigo; de quando eu morava aqui em Washington, estava na faculdade e ainda não tinha você – expliquei calmamente – Resumindo, era outra vida. Confesso que é divertido rever tudo isso, mas eu não sou mais aquela pessoa que o Stefan conheceu.

— O papai também conhece ele? – perguntou novamente.

— Não... A última vez que eu tinha visto o Stefan tinha sido há cinco anos, pouco tempo antes de conhecer o seu pai – disse – E você pode ter certeza de uma coisa, princesinha, ninguém vai tomar o lugar do seu pai. Entendeu?

— Entendi – balançou a cabeça afirmativamente – Eu sinto saudades do papai...

As palavras dela eram de partir o coração, Libby nunca tinha ficado longe de mim ou do Klaus por tanto tempo. Sei que ela tem falado sempre com o pai nesse último mês desde que chegamos a Washington, mas não é a mesma coisa.

— Eu sei, filha – coloquei uma das mãos sob a dela – Eu sei muito bem disso.

— Você também sente saudades dele, mamãe? – prosseguiu com os seus questionamentos.

Logo que começamos a namorar, Klaus sempre arranjava uma desculpa para ir me ver, mesmo que para isso corresse o risco de encontrar com o irmão mais velho e, algum tempo depois, acabei de descobrindo que essa era a maior prova de amor que ele podia me dar. Podíamos não estar no nosso melhor momento agora, mas ainda é impossível não sentir falta de todos esses momentos de dedicação.

— É claro que eu sinto falta dele, Libby – afirmei – Eu tenho uma ideia: amanhã quando acordarmos já será quase hora do almoço lá em Londres, o que acha de ligarmos para o seu pai e você fala com ele antes de ir para a escola?

— Sim! – concordou – Eu acho uma ideia perfeita.

— Então está na hora da senhorita dormir – lembrei – Assim parece que amanhã de manhã vai chegar mais rápido.

***

Como eu já tinha previsto, Libby não demorou muito para cair no sono logo depois de terminar de beber o seu leite com chocolate e, é claro, ainda não tinha chegado nem mesmo na metade da história. Apaguei a luz e sai do quarto antes de fechar a porta, do jeito que minha filha parecia cansada quando chegou do colégio, tenho certeza de que ela só vai acordar amanhã de manhã.

Assim que eu voltei para a sala, encontrei Stefan olhando os meus porta-retratos e inclusive segurava um. Estava tão distraído que nem percebeu que eu estava ali.

— Oi... – o chamei, fazendo com que finalmente olhasse para mim.

— Desculpe, eu só estava olhando – começou a me explicar, então me entregou o porta-retrato – Não queria ser enxerido, eu...

Foi só então que eu reparei na foto que estava em minhas mãos. Eu, Klaus e Libby no salão de festas do nosso prédio em Londres, não fazia nem um ano, mas parece que foi há uma eternidade.

— Tudo bem... – disse – Sabe eu amo essa foto, foi no aniversário de dois anos da Libby e ela estava tão feliz.O Klaus planejou toda essa festa sozinho, em todos os detalhes, não quis nem aceitar a minha ajuda quando eu sugeri.

— Ela dormiu? – percebi que Stefan estava claramente mudando de assunto, parecia incomodado por eu estar falando da minha vida na Inglaterra.

— Como um bebê – decidi responder – Libby nunca me deu trabalho para dormir e ela tem brincado muito na escola também, por isso tem praticamente apagado nesses últimos dias.

— Isso é mesmo muito bom... – falou – Queria dizer que a Lyn é igual, mas infelizmente não é. Quando era bebê, ela só dormia a noite quando eu a ninava e até hoje aquela garotinha é teimosa para deitar, mesmo que esteja morrendo de sono raramente dá o braço a torcer.

Antes que eu pudesse perceber, estava sorrindo; Stefan parece ser mesmo um bom pai para a Evelyn, exatamente como também teria sido para a Emma. Quando percebi que ele estava me observando, voltei a ficar séria.

— Bom, acredito que você não veio até aqui para falar sobre os problemas da sua filha de dormir – decidi tocar logo no assunto – Acho que agora nós já podemos conversar.

— Sim, podemos sim – concordou – Mas antes, o que acha de abrirmos esse vinho? Tenho certeza de que tornará a nossa conversa muito mais agradável.

Misturar meu ex-namorado e bebida alcoólica não me parecia a melhor ideia do mundo. Mas desde o momento em que deixei o Stefan entrar no apartamento, decidi que iria tomar o controle da situação essa noite e exatamente assim que eu vou provar que consigo mesmo fazer isso.

— Abre a garrafa enquanto eu pego as taças – pedi enquanto ia na direção da cozinha, pelo barulho de passos, percebi que ele estava vindo atrás de mim.

***

O vinho era mesmo muito bom. Fiquei vários minutos apenas apreciando a minha bebida e olhando pela janela, de onde eu podia ver a chuva forte que caia do lado de fora agora; Stefan também estava em silêncio nesse momento.

— Você não vai mesmo dizer nada? – quis saber – Insistiu tanto para falar comigo e agora vai mesmo ficar ai sentado sem falar nada?

— Eu estava procurando as palavras certas para usar – explicou — Depois que o Damon me convenceu de vir aqui, eu comecei montar um discurso na minha cabeça, sobre tudo que eu queria falar para você, mas no momento em que eu te vi, tudo aquilo que eu tinha treinado simplesmente sumiu e eu não tenho a mínima ideia de como começar.

Steven deu o meu endereço para o Stefan e Damon o convenceu a vir até aqui falar comigo... Pelo jeito todo estão querendo nos empurrar de volta um para o outro.

— Acho que começar do começo costuma ajudar... – o encorajei.

— Certo... – ele pousou a taça na mesinha e centro e passou a me encarar – Quando a gente se reencontrou na delicatessen semana passada e eu vi a Libby, eu... Eu pensei que ela era a nossa Emma.

— Imaginei que você tivesse pensado mesmo isso, afinal, você chamou a Libby de Emma – lembrei – Simplesmente não acredito que passou pela sua cabeça que eu poderia ter mentido para você sobre ter perdido o nosso bebê. Achou mesmo que eu poderia te enganar sobre algo tão sério como isso?

— Eu não sabia o que pensar, Caroline – argumentou – Eu vi aquela garotinha ali parada e chamando você de “mamãe”, o que queria que e pensasse?

— Queria que você pensasse que me conhece e que por mais que eu estivesse com raiva, nunca te diria que perdi o nosso bebê se não fosse verdade – estava mesmo muito irritada por Stefan ter pensado isso de mim – Você sabe como eu estava arrasada com o que aconteceu! Você viu como eu fiquei quando vi aquelas crianças no parque, só três dias depois!

— Sim, Care, eu sei de tudo isso – concordou – Sinto muito por ter pensado isso, eu...

— Pensei que você era a pessoa que entendia a minha dor mais do que qualquer um e que de alguma maneira estávamos passando por isso juntos – estava encarando o líquido na taça que estava nas minhas mãos – Mas, pelo jeito, eu estava enganada.

— Não diz uma coisa dessas, Care – tentou segurar um dos meus braços, mas eu o afastei – Só porque eu pensei que nossa filha estivesse viva, não quer dizer que eu também sofri com a perda dela.

— Pois é exatamente o que parece... – prossegui – Três meses depois! Só três meses depois, e você já estava ai se preparando para a chegada da sua filha com a Elena e substituiu a nossa a Emma e pronto..., já estava tudo superado.

— Nunca encarei a Evelyn como uma substituta para a Emma – elevou um pouco o tom de voz, sorte que eu tinha fechado a porta do quarto da Libby ou ela poderia acordar – Amo minhas duas filhas de maneira igual, mesmo que uma delas não esteja aqui conosco.

— Levei quase um ano para superar completamente a perda da Emma – as lagrimas começaram a se formar no canto dos meus olhos – E saber que bem antes disso você já tinha seguido em frente com a minha melhor amiga e já ia até ter um bebê com ela. Isso me faz pensar que você fez pouco caso do meu sofrimento, vocês dois fizeram.

— Você não parece ter sofrido tanto assim... – observou – Afinal, não deve ter demorado muito mais do que eu e Elena para engravidar também.

— Do que você está falando, Stefan? – olhei confusa para ele.

— Estou falando da Libby, a sua filha – disse — Você estava tão arrasada pelo que aconteceu com a Emma, mas também não demorou muito para engravidar outra vez.

— Libby tem dois anos e oito meses, ela só é alta para a idade dela – expliquei e isso fez com que Stefan me encarasse sem saber o que dizer agora – Por isso acredite quando eu digo que vivi sim o luto da minha filha. Algo que você não fez.

Eu me levantei e fui na direção da janela, ficando de costas para que Stefan não me visse chorando. Não adiantou muito coisa, pois apenas poucos segundos depois já senti uma mão sob o meu ombro.

— Care..., por favor, não fica assim... – pediu – Sabe que eu detesto te ver chorar; principalmente sabendo que fui eu quem provocou isso...

— Deveria ter pensado nisso antes de falar tanta besteira – criei coragem para voltar a me virar na direção do meu ex-namorado e encará-lo da maneira mais séria que consegui, sem tentar esconder os meus olhos vermelhos – E, é claro, antes de reabrir velhas feridas.

Caminhei novamente até a mesa de centro, servindo um pouco mais de vinho e tomando mais da metade do que tinha na taça em um único gole.

— Admito que não deveria ter falado nada daquilo... – concordou – Sinto muito...

— Se sente muito mesmo, devia se sentir culpado por tudo que fez há cinco anos... – lembrei.

— Também sinto muito por isso também... – ele parou atrás de mim e segurou a minha mão, imediatamente senti uma corrente elétrica atravessar o meu corpo – Acredite em mim, nunca foi minha intenção que você perdesse o nosso bebê e não teve um dia nesses últimos cinco anos que eu não tenha me culpado pelo que aconteceu.

— E é só por isso que você se sente culpado? – revirei os olhos – Não se sente mesmo nem um pouco culpado por me humilhar, querer que eu seja sua amante e ainda me deixar ir embora sem nem ao menos tentar lutar por mim?

— Não posso dizer que eu me sinto culpado por isso, porque eu não sinto – respondeu – E, sinceramente, era exatamente isso que eu queria.

— Como é? – foi a minha vez de elevar o tom de vez, para falar a verdade, eu gritei – Nem sei porque eu ainda estou aqui ouvindo as suas desculpas. Melhor você ir embora agora, Stefan.

— Você não quer me deixar terminar, Caroline – segurou o meu pulso, me impedindo de ir até porta – Por favor, me deixa explicar o que eu quis dizer.

Dessa vez eu consegui olhar diretamente nos seus olhos, pude enxergar neles a sinceridade e até mesmo uma ponta de esperança. Eu não devia, mas decidi escutá-lo.

— Tudo bem, pode explicar – avisei – Estou aqui ouvindo.

— É melhor você se sentar – me pediu, indicando o meu próprio sofá – Essa explicação pode ser longa.

Pensei por uns segundos, mas acabei decidindo me sentar. Stefan repetiu o meu gesto, em seguida voltou a pegar a sua taça e tomou um gole do vinho.

— E então...? – o incentivei a falar.

— Quando você aceitou voltar comigo mesmo sabendo que eu precisava fingir que estava com a Elena, pensei que pudesse levar essa situação por um tempo e que antes mesmo de lançar a minha candidatura oficial, iríamos convencer o senhor Gilbert de que essa não era a melhor solução e então eu estaria livre para viver com você – começou – Mas, infelizmente, as coisas não aconteceram da maneira que eu queria e...

— Sei perfeitamente disso – o interrompi bruscamente – Você não precisa me lembrar de nada disso.

— Quando você me contou que estava grávida comecei a viver um verdadeiro dilema: tinha o meu sonho de começar a minha carreira política e que eu estava prestes e realizar, mas também tinha você e a nossa filha, que já eram as pessoas mais importantes da minha vida – prosseguiu como se não tivesse falado nada – Eu tinha que tomar a minha decisão, então escolhi você e a Emma.

Stefan parou, esperando que eu dissesse alguma coisa. Abri e fechei a boca várias vezes, mas não saiu som algum.

— Cheguei a falar com a Elena sobre isso no dia da sua formatura e iríamos conversar com o pai dela no dia seguinte para dar fim a toda aquela farsa – continuou – Se você quiser pode até perguntar para a Lena, ela vai confirmar isso.

— Prefiro não fazer isso – fiz uma careta – Mas obviamente alguma coisa deu errada. O que foi?

— Para proteger vocês – respondeu – Sabia que se te falasse sobre precisar me casar com a Elena, mas que queria que continuássemos juntos como amantes, você nunca concordaria com isso; provavelmente iria ficar com muita raiva, iria embora e criaria nossa filha sozinha; eu estaria longe das duas, mas saberia que vocês estariam seguras. Claro que as coisas não aconteceram como eu imaginei, mas...

— Você queria nos proteger do que? – voltei a interrompê-lo.

— Não posso te falar porque – balançou a cabeça negativamente – Você ainda pode correr algum tipo de risco se souber a verdade, por isso prefiro não arriscar.

— Eu já devia imaginar que você diria uma coisa dessas... – soltei um longo e pesado suspiro de frustração.

— Só estou fazendo isso porque eu te amo e quero você fique segura – colocou a mão no meu rosto – E quero muito que você acredite em mim.

— Eu quero acreditar – garanti – Mas a nossa história, tudo que aconteceu a cinco anos, a lembrança de tudo isso me impedem de confiar em você...

— Quem sabe assim você acredita em mim – antes que eu pudesse ter qualquer tipo de reação, ele já tinha colocado os lábios nos meus.

Fui pega de surpresa, mas mesmo assim correspondi ao beijo. Por sorte consegui colocar a taça sob a mesa de centro antes que Stefan ficasse me cima de mim e começasse a passar a mão pela minha perna; soltei um gemido de reclamação quando nos separamos alguns minutos depois e ele passou e mordiscar o meu pescoço.

— Não... – reuni toda a força que eu tinha para conseguir empurrá-lo.

— O que houve, Care? – os lábios de Stef estavam vermelhos por causa do beijo e sua respiração estava tão ofegante quando a minha.

— Não posso fazer isso, desculpa... – me levantei e sai correndo na direção da cozinha.

***

Apoiei as duas mãos na pia e fiquei encarando a bancada de mármore. Eu pensei que tinha tudo controlado, mas acabei cedendo, outra vez, eu era mesmo muito fraca quando o assunto é o Stefan.

— Care... – mais uma vez ele estava ali parado, a poucos centímetros de mim – O que foi que aconteceu? Pensei que você...?

— Pensou que eu estivesse gostando tanto quanto você? – completei a sua pergunta, foi impossível não dar uma risada nervosa – Isso é mesmo típico...

— É... Você ainda está com raiva... – observou.

— Claro que eu ainda estou com raiva, Stefan! – voltei a gritar – Você arrasou comigo, mentiu para mim, se casou com a minha melhor amiga e agora depois de cinco anos você decide voltar a minha vida, vem ao meu apartamento, traz vinho, pede para conversar e acha que as coisas vão voltar exatamente para onde paramos?

— Tudo que eu disse aqui essa noite é verdade – colocou uma mecha no do meu cabelo para trás da orelha – Eu te amo, Caroline...

Isso não é o suficiente – balancei a cabeça negativamente, fiquei encarando o chão para não olhá-lo – Você tem a sua vida com a Elena e a filha de vocês. Não tem espaço para mim nessa equação.

— É claro que tem – garantiu – Quando eu me casei com a Lena, imaginei que era você ali no altar comigo; e no dia em que a Lyn nasceu, desejei com todas as forças que você fosse a mãe dela. Sempre foi você, Caroline, nunca teve nem nunca terá espaço para outra na minha vida.

Você não está facilitando as coisas para mim... – sussurrei.

Eu só estou sendo sincero com você – falou da mesma maneira que eu – E você também deveria ser sincera comigo.

O que eu ia falar? Será que eu deveria mesmo ser totalmente sincera?

— Care... – colocou a mão no meu rosto e eu apenas fechei os olhos como reação – Por favor, fala comigo...

— Você quer mesmo que eu te fale a verdade? – balançou a cabeça afirmativamente em resposta – Pois eu também ainda te amo; apesar de ter conhecido um cara legal e de ter tido uma filha com ele, mesmo assim eu nunca deixei de te amar. E não sabe como eu me odeio por me sentir assim.

— Não precisa se odiar por causa disso, Care – Stefan estar sorrindo nesse momento – Eu te amo, você me ama, então vamos viver isso.

— As coisas não são mais como eram há cinco anos, agora eu tenho uma filha – não ia falar nada a respeito de Klaus pois eu ainda não sabia como estava o nosso relacionamento, sem contar que eu não queria estragar esse clima de agora – Tenho que pensar primeiro na Libby antes de qualquer decisão que eu tome. Não posso te colocar na vida dela, fazê-la se envolver nessa história e no fim tudo não passar de uma ilusão outra vez.

E lá estava eu chorando novamente. Dessa vez Stefan me puxou para mais perto de si, permitindo que eu molhasse seus ombros com as minhas lágrimas.

— Pois não é uma ilusão – garantiu, ficou passando a mão pelas minhas costas em uma tentativa de me acalmar – Eu posso não ser o pai da Libby, mas ela é sua filha e isso já é motivo suficiente para eu amá-la e querer que eu, você, ela e a Lyn sejamos uma filha.

Quando voltei a olhá-lo, ele segurou o meu queixo e abaixou o rosto para poder me dar um selinho.

— Isso é tão errado... – apesar de não estarem se encostando, nossos lábios estavam bem próximos um do outro – Não deveria estar acontecendo, nós...

— Não pensa nisso agora, Care... – pediu – Não vamos pensar em absolutamente nada essa noite.

Voltamos a nos beijar, dessa vez mais profundamente e por um tempo um pouco maior.

— Vamos para o meu quarto – segurei a sua mão – Teremos mais privacidade lá.

Realmente não sei o que vai acontecer conosco depois de hoje, mas eu simplesmente decidi não pensar em mais nada.

***

Stefan imprensou meu corpo entre o seu e a porta do quarto. Sem quebrar o beijo por nem um instante se quer, comecei a procurar a chave para poder trancá-la.

— A Libby costuma vir até o meu quarto quando ela acordar de madrugada – expliquei quando nos afastamos alguns milímetros – Raramente isso acontece, mas...

— Só de garantia, sim, eu entendo... – completou a minha frase.

Retirou a minha blusa por cima da cabeça, ao mesmo que eu abria os botões da sua camiseta. Logo ele retirou o meu short e eu arranquei a sua calça jeans, ficando assim ambos apenas de roupas intimas.

— Care... – deu uma mordida de leve no lóbulo da minha orelha – Eu te amo tanto, Care...

Enganchou as minhas pernas uma de cada lado da sua cintura e foi caminhando comigo até a cama e me depositando delicadamente no local.

— Tão linda... – beijo o meu ombro e foi trilhando o caminho pelo meu pescoço, queixo, orelha, bochecha, até finalmente chegar novamente a minha boca – Não sei como fiquei tanto tempo longe de você.

— Você fala demais, Stefan – inverti as nossas posições, ficando por cima dele – Quero ver agir.

Dei uma mordida no seu lábio inferior antes de voltar a beijá-lo. Ao mesmo tempo eu coloquei as mãos por dentro da cueca dele, massageando o seu membro, Stefan gemeu.

— Melhor não fazer mais isso – tentou me impedir – Ou isso vai acabar mais rápido do que estávamos planejando.

— Não importo com isso – dei um sorriso malicioso – É para isso que serve uma segunda, terceira, quarta, quinta..., quantas vezes você quiser.

— É melhor você não prometer o que não pode cumprir, senhorita Forbes – brincou.

Ele aproveitou um momento de distração minha para voltar a ficar por cima de mim. Retirou o meu sutiã e começou a passar a língua por um dos meus seios e a estimular o mamilo do outro com as mãos.

— Ah... – gemi.

Stef foi descendo os lábios pela minha barriga e ficou algum tempo contornando o meu umbigo com a língua. Quando ele finalmente chegou ao elástico da minha calcinha, foi impossível não ofegar.

— O que você está fazendo...? – perguntei, mesmo sabendo qual seria a resposta.

Depois de retirar a última peça de roupa que cobria o meu corpo, ele começou a beijar a minha intimidade, dando principal atenção ao meu clitóris. Enrosquei os dedos no cabelo de Stefan e fechei os olhos apenas me deixando curtir o momento.

— Stef... – minha voz saiu em um misto de grito e gemido – Stef, eu não vou...

Antes que eu pudesse terminar a minha frase, já tinha ao primeiro orgasmo daquela noite. Ele se deitou ao meu lado e ficou acariciando o meu rosto enquanto minha respiração voltava ao normal.

— Você está bem, Care? – eu apenas balancei a cabeça afirmativamente, ainda não tenho forças o suficiente para falar frases inteiras no momento.

Instantes depois estávamos nos beijando novamente. Stef começou a mover os quadris contra os meus, simulando o ato sexual.

— Eu te quero tanto... – sussurrou – Você não tem ideia do quanto eu te quero, Caroline.

Logo a cueca dele estava no chão do quarto, juntamente com o restante das nossas peças de roupas. Stefan voltou a colocar os lábios contra os meus no mesmo instante em que me penetrava, evitando que eu gritasse. Quando já estava totalmente dentro de mim, começou a se mover lentamente.

— Ah... – meu gemido saiu abafado por meu rosto estar escondido no vão entre seu ombro e o seu pescoço – Mais rápido – pedi e ele obedeceu na mesma hora – Nem se atreva a pensar em parar.

— Nunca... – sua voz estava tão ofegante que ele não estava nem mesmo conseguindo falar direto – Nunca...

Comecei a arranhar de leve as costas de Stefan e enrosquei as pernas na sua cintura. O quarto já tinha sido completamente preenchido pelo som das nossas respirações ofegantes e dos nossos corpos completamente suados se chocando um contra o outro.

— Care... – ele voltou a falar – Care, eu te amo...

Senti um aperto totalmente familiar na região do baixo ventre e não demorou muito para eu chegar outra vez ao ápice. Apenas algumas estocadas depois, Stef estava se derramando dentro de mim.

***

Depois de um ainda mais maravilhoso segundo round debaixo do chuveiro, voltamos para a minha cama, mas dessa vez não passamos de beijos. Ficar ali deitada com a cabeça no peito nu do meu ex-namorado e sentindo o cheiro dele misturado ao do meu sabonete líquido, tudo isso depois de uma sessão de amassos; acho que não tinha ideia do quanto eu sentia falta disso.

— Stefan... – minha voz estava totalmente sonolenta, sentia que estava prestes a dormir em questão de segundos – O que vai acontecer conosco?

— Por favor, Care, não vamos estragar a nossa noite pensando no que está fora desse quarto – pediu antes de dar um beijo no topo da minha cabeça – Prometemos apenas aproveitar esse momento, está lembrada.

Era impossível não pensar em tudo que nos aguardava longe desse nosso novo mundinho particular. Tinha o Klaus, a Elena, o senhor Gilbert, o pai do Stefan, o meu pai, o Steven, o Damon e, é claro, as nossas filhas, que serão as nossas filhas, que serão sem duvida as maiores envolvidas nessa história. Será que realmente vale a pena arriscar tudo isso por uma paixão?

— Você tem razão, não vamos pensar nisso agora – acabei concordando – Isso pode esperar até amanhã.

Stef deu um beijo na ponta do meu nariz e voltamos a ficar em silêncio.

— Eu te amo... – não sei exatamente porque eu falei isso, apenas senti que aquele momento era apropriado para isso – Sabia disso?

— Sim, eu sabia – sorriu – E eu também te amo, Care. Nunca se esqueça disso.

— Pode deixar, eu nunca vou me esquecer – garanti.

Dei mais um selinho antes de voltar a deitar no peitoral de Stefan. Ele ficou passando a mão pelo meu cabelo e não demorou muito para que eu caísse na inconsciência.

Notas finais
Acho que é esse é o maior capítulo (ou talvez um dos maiores) da fic , mas também foi a primeira vez Steroline depois de cinco anos e merecia um destaque, né? Sei que muita gente não está gostando muito do casal aqui na fic, principalmente lá no face (né, meninas?) e desculpem, mas isso foi extritamente necessário para o desenvolvimento do resto da história. *** Fora isso, o que acharam do cap? Será que agora as coisas vão finalmente se resolver para o Stefan e a Care ou algo vai acontecer? E o que será que aconteceu de tão grave para o Stefan precisar proteger a Caroline e a Emma? E quem ai tá com saudades do Klaus? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?