Second Chance 4 Us
1 Happiness
- Você conseguiu, Destiny, você conseguiu! — começa a gritar minha melhor e unica amiga, Rosie.
Reviro os olhos para ela, como se eu não me importasse com o que acabou de acontecer comigo.
- Ah, como você é infantil, Rosie. — digo, mexendo em meus cabelos. Mas depois não me aguento e começo a gritar e pular de felicidade.
Eu consegui, finalmente! Consegui entrar para a faculdade de medicina e estou literalmente pirando aqui. Nem eu acredito que consegui, sério mesmo. Minha mãe também não deve estar acreditando, já que as vezes ela pensa que eu não consigo dar o melhor de mim. Chupa essa, mamãe!
Rosie começa a fazer uma dancinha ridicula que me faz rir muito. Danço junto com ela, fazendo uns passinhos muito do ridiculo.
- Tá, pare Destiny. Não esqueça a dignidade. — ela diz, ficando séria e depois rindo das pessoas que nos olham como se fossemos alienigenas.
Passo as mãos em meus cabelos e fico séria também.
- Tem razão. Não posso esquecer. — digo, fazendo pose e depois voltando a rir. Rio tanto que sinto como se meu rin fosse cair.
Depois de rirmos por mais alguns minutos, consegui arrumar folego para ficar meio séria. Isso mesmo, meio séria. Sou pessima para ficar séria, sempre rio. Até imagino que lindo vai ser quando eu estiver formada e — nem acredito que vou falar isso — eu tenha que dar uma noticia pessima para alguém.
"Então, infelizmente seu filho não resistiu" dá um sorrisinho que não sai da minha boca.
"E por que então a doutora está com esse sorriso?" pergunta, furiosa.
É, realmente tenho que tentar ser séria. Ser séria e escrever alguma coisa que as pessoas entendam, porque, meu Deus do céu, é muito dificil ler a letra de um médico.
Ainda estou meio rindo com Rosie quando sinto mãos cobrindo meus olhos e um corpo quente se aproximando de mim.
- Quem é? — pergunta uma voz que eu conheço e conheceria mesmo se estivesse morta. Sorrio.
- Hum... Taylor Swift? — pergunto, brincando.
- Não. Cabelos mais curtos e mais escuros, por favor. Ah, e uma coisa embaixo.
- Adam Levine?
- Mais gato ainda.
- Mais gato que o Adam Levine? Me diga então que é o Evan Peters!
Ele tira as mãos de meus olhos e me gira, fazendo com que fiquemos frente a frente.
Ainda fico sem folego ao vê-lo. Seus olhos azuis que são tão cristalinos que parecem ser o mais puro dos lagos. Sempre fico com um desejo insano de bebericar aquela água e me afogar nela, mas isso é meio masoquista. Seus cabelos negros estão completamente desarrumados, o que me faz pensar o quanto ele está sexy e como todos a minha volta estão o vendo. Tento resistir ao impulso de manda-lo esconder seus cabelos. Os lábios finos e um pouco rosados demais estão puxados em uma carranca. Rio e quase tenho vontade de ir beijar aqueles lábios, mas devo ficar em meu lugar, para provoca-lo.
- Sério mesmo que queria que eu fosse Evan Peters? — pergunta Drew para mim.
Eu começo a rir.
- Ah, qual é amor. Sabe que eu acho você tão sexy quanto o Peters. — digo, anda rindo.
- É mesmo? E o que ele tem que eu não tenho?
- Cara de psicopata.
- Gosta de homens psicopatas?
- Não, só dos olhares deles. Aquilo sim é ser sexy!
Drew me olha como se não tivesse graça nenhuma o que digo e eu reviro os olhos para ele.
- Pare com isso, Drew. Sabe que eu amo muito você. — falo, me aproximando dele.
- As vezes não parece. — diz, todo enciumado.
- Você fica tão lindo quando está com ciumes.
- Eu sei.
- Adoro a sua humildade e a sua modestia, meu amor.
Começamos a rir e ele se aproxima ainda mais de mim. Fecho os olhos já sabendo o que está prestes a acontecer. E eu estou realmente certa do que penso. Seus lábios encontram os meus e dançamos em uma sincronia perfeita, como se fossemos mesmo feitos um para o outro. E acho que deve ser verdade mesmo. Suas mãos tocam meu tronco e eu sou fogo, água, ar e todo tipo de coisa que se possa imaginar. Explodo por dentro e sinto tudo queimar em minhas veias.
Ele se afasta lentamente e nos olhamos como sempre fazemos depois de nos beijarmos. Sorrimos feito bobos.
Ao olhar em seus olhos claros, vejo meu proprio reflexo nele. Sorrio um pouco para a garota de cabelos longos e vermelhos, olhos castanhos e a pele um pouco morena. Lábios vermelhos pelo fato de eu ter acabado de beijar a melhor pessoa de todo o planeta.
- Contou a novidade para ele, Des? — pergunta Rosie, me tirando de meus pensamentos.
- Ah sim. Meu amor, não acredita. -digo.
- O que? — pergunta ele.
- Passei para a faculdade!
Ele me abraça com força e começa a sorrir feito um bobo.
- Parabens, meu amor. — diz.
(...)
- Certo mãe, certo. To indo já, se acalma mulher! — digo para o celular. Sinto os olhos de Drew em mim mas continuo a murmurar no telefone junto com minha mãe. — Tá, beijos.
Assim que desligo o celular, Drew me dá aquele olhar que me derrete e me deixa com medo, tudo ao mesmo tempo.
- O que houve? — pergunta.
-Meu pai. — respondo, guardo o celular na bolsa e me preparo para sair.
- Quer que eu leve você?
- Não Drew, obrigada. Eu trouxe o meu carro.
- Tem certeza?
- Tenho.
Ele me olha novamente e depois suspira, derrotado.
- Certo, certo. Vá mas me ligue assim que estiver chegado em casa, tá? — diz, todo preocupado. Isso faz com que eu sorrio, feito boba.
- Claro, meu bem. — respondo, apertando suas bochechas e depois dando-lhe um selinho rapido, de despedida.
Abro a porta do carro e entro no mesmo, ligando-o e me preparando para sair do meio-fio. Sorrio e dou tchauzinho para Drew.
Enquanto dirijo, penso no que deve estar acontecendo em casa. É, com toda certeza meu pai deve ter bebido até o... fazer bico e agora está todo desmaiado no chão, deitado no proprio vomito.
Respiro fundo e tento me acalmar. Começa a tocar uma música no rádio e eu canto junto com Adam Levine.
You wanted control, so we waited
I put on a show, now I make it
Estou tão perdida na música que não percebo a luz forte que está chegando perto de mim. Escuto um barulho de buzina e só tenho tempo de virar e ver o que é.
Uma luz branca cega meus olhos e tudo fica escuro.
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