Sebtana

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeiro capitulo, espero que gostem (:
Boa leitura!

Santana

Caminhei sem muita pressa pelo corredor da escola, observei o armario, a nova tintura das paredes, as novas fotos no mural...Tudo estava tão diferente e ao mesmo tempo igual. Depois de meses sem caminhar por ali era estranho andar por ali sem ver o rosto irritante e sempre sorridente de Rachel, ou todo o glamour de Quinn ou a cara de orca songa-monga de Finn.

Andei mais um pouco, tudo estava tão silencioso e vazio ali, isso não aconteceria se o antigo glee estivesse ali. Tudo era desculpa para cantar alguma musica, tudo era desculpa dançar... eramos tao alegres. Mas agora isso tudo não passava de antigas lembranças.

Havia marcado de me encontrar com Britt aqui depois do horario de escola. Já não nos viamos a quase 3 semanas e eu estava morrendo de saudades. Esse é o primeiro fim de semana que consigo uma folga, a faculdade está ocupando todo o meu tempo, quando não tem treino, preciso estudar para alguma prova, quando não preciso estudar, tenho treino. As vezes as coreografias são tão difíceis que eu não consigo aprender, então acabo indo treinar sozinha no meio da noite.

Ouvi um som bem fraco de violão, provavelmente vindo da sala do coral. Me lembrei de Britt dizendo que estava tendo aulas de violão com Sam, então segui a melodia.

Há tempos que não via Brittany cantar ou dançar, já sentia falta daquela voz suave cantando a nova musica do verão ou dançando a nova da Britiney. Andei de pressa até a porta, queria observa-la sem ser notada. Devia estar tão linda tentando tocar alguma coisa no violão. Porém quando me aproximei o som parou, de onde estava pude ver seus longos cabelos loiros balançando, como sempre estavam presos.

Coloquei a mão na maçaneta e quando a virei tudo o que eu mais queria no mundo era poder dar meia volta e sair correndo dali.

A cena que vi me deixou sem chão, sem ar... eu não sabia o que fazer, para onde ir, nem conseguia me lembrar de como respirar. Meu coração acelerou, meu sangue começou a ferver, tudo o que eu conseguia ver era Brittany, a minha Brittany beijando Sam, o boca de peixe.

Por um momento pensei não ser real, é claro que não era. Britt nunca faria isso comigo, não com Sam e nem com ninguém. Haviamos prometido ser fieis, não importava a distancia e pouco contato que teriamos, nos amavamos e juramos ser fieis. Aquilo não podia ser real, era apenas mais uma fantasia louca da minha cabeça.

Perdi minhas forças e sem querer deixei que o pequeno presente que carregava em minhas mãos cair; com ele derrubei também o meu coração. O som do CD caindo no chão fez com que Brittany se assustasse. Ela se soltou de Sam e com um olhar surpreso me encarou.

Era real. Era real.

Por mais que eu não quisesse acreditar, por mais que eu não conseguisse enxergar, era real. A minha namorada estava beijando outro ali na minha frente.

Eu queria gritar, mas não tinha voz pra isso, queria sair correndo dali, mas não conseguia mover meus pés, pareciam estar colados no chão. Queria também sair batendo em todo mundo que viesse pela minha frente, queria socar aquela boca de Angelina Jolie de Sam, mas não tinha forças nem para isso. Precisava sair dali enquanto ainda conseguia controlar minhas lagrimas, mas não conseguia me mexer.

Brittany me encarou com lagrimas nos olhos, ela estava vermelha e seus nítidos traços revelavam que ela estava mesmo assustada. Sam por outro lado não estava tão surpreso por me ver ali, tinha um sorriso nos olhos, estava feliz. Também que não estaria depois de beijar Britt?

Sem ter forças para me mover continuei ali incrédula encarando-os, sentia uma mistura de raiva e nojo crescendo dentro do meu estomago.

- San — Brittany disse se afastando mais do garoto loiro — eu posso explicar.

Mas eu não queria explicações, só queria juntar forças suficientes para sair correndo dali. Ela ameaçou se aproximar de mim, mas a impedi apenas com um olhar.

- Santana — Sam falou — Eu explico...

- Você calado. — o interrompi e depois voltei meu olhar para Brittany que já estava ao prantos — Vocês... como pode Britt?

- Santana

- Com ele Britt? — lhe lancei meu melhor olhar de despresso — Por que?

- Não aconteceu nada. — Sam disse todo sinico. Minha vontade de arrebentar ele só aumentou.

- Já mandei você calar essa enorme boca não mandei?

- Me deixa explicar. — Britt pediu mordendo os labios.

Balancei a cabeça. Não havia nada para explicar, eu não estava cega, sabia muito bem o que tinha visto.

- Não quero saber de suas explicações.

Percebendo que não aguentava mais impedir que as lagrimas saissem, juntei forças e sai correndo dali ignorando os gritos de Britt por mim.

Eu precisava ficar sozinha, precisava de um lugar onde pudesse arrumar toda essa bagunça que estava dentro de mim. Mas percebi que eu não tinha nenhum lugar ali em Lima, não tinha ninguém além de Brittany. Estava sozinha naquela cidade, ela era a unica que eu tinha aqui. Minha mãe estava viajando e so de pensar em Abuela meu coração apertou. Brittany era a unica que ainda me prendia nessa cidade, mas agora pelo visto eu estava livre não é?

Sai correndo da escola ainda contendo as lagrimas que ardiam em meus olhos. Eu não tinha um rumo certo, não tinha a menor noção de onde ir. E foi então que eu me lembrei de Britt falar algo sobre Finn ter voltado para o McKinley para ajudar com o novo musical da escola. Em outra ocasião eu jamais ligaria pra ele, mas agora estava sem direção, sem saber o que fazer. Tinha um buraco em meu peito que parecia ter sido aberto com minhas próprias mãos. E ele sempre pareceu se importar de verdade comigo, me ajudou em uma das piores fases da minha vida. Sabia que podia contar com ele sempre. Queria ficar sozinha, mas agora essa não era uma opção.

Peguei meu celular e rezei para ainda ter seu numero salvo. Não pude evitar soltar um sorriso quando li Finn Orca Hudson no visor do celular. Sem pensar muito apertei para ligar. Tocou uma, duas, três... no quarto toque ele finalmente atendeu.

- Santana? — a voz rouca do outro lado parecia surpresa.