Sebastian, O Assassino Do Cemitério

1 Sebastian veio me pegar...!


Notas iniciais
Espero que se divirtam e tomem cuidado o Sebastian pode estar bem mais perto do que vocês imaginam

“Era plena segunda-feira, estava indo pra escola e lembrei que ia te encontrar hoje à tarde me senti super feliz mesmo sendo segunda haha, lembrei-me do teu sorriso que vi pela Webcam, lembrei-me das palavras de amor que me dizia... Senti-me revigorada estava feliz demais para lembrar que era semana de provas.”

A propósito sou a Lorraine, a menina mais popular da minha escola, moro com meu pai afinal minha mãe morreu de uma maneira que desconheço ninguém nunca quis me contar, ela era igualzinha a mim só que loira. Eu sou viciada em games e em computador estou sempre ligada nisso. Vivo no Skype e sem querer ganhei uma amizade digamos que MUITO especial, mas isso virou um namoro. Fazia seis meses que estava com ele e naquela segunda-feira iria me encontrar com ele. Leonel era teu nome, dizia para mim lhe chamar de Leon afinal era teu apelido. Já havia falado com ele até pela Webcam, eu sempre fui muito conservadora então nunca falei safadezas nem nada disso. Aquela segunda-feira eu nunca me esquecerei...

“Exatas 06h48min da manhã, segunda-feira o pior dia da semana, menos pra mim... Aquela segunda era especial iria me encontrar com o Leonel... Meu Grande Amor Virtual. Meu pai não sabia da existência desse Amor, eu fui pra escola totalmente feliz. Chegando a hora da saída meu estomago revirava de emoção, o encontro se tornava cada vez mais próximo, meu coração acelerado quase pulava pela garganta. Estava no cemitério o lugar onde ele pediu pra me encontrar (ele não morava em minha cidade tinha vindo aqui duas vezes e só lembrava-se do Cemitério. Lugar estranho pra manter na memória não? Bem no momento nem notei), então bem distante de mim vejo um homem de capuz preto e calças jeans, não me parecia ser o Leonel, como já disse tinha visto ele pela Webcam ele era jovem (16 anos e eu 15), alto, bonito, loiro, olhos azuis realmente um rapaz encantador. Esse homem que se aproxima de mim não era assim... Era cabisbaixo e mal encarado, não me parecia amigável, ele foi se aproximando de mim, e se aproximando, e aproximando até que estava a dez metros de mim se aproximou um pouco mais e disse:

-O que uma menina esta fazendo em um cemitério? Não sabes a lenda daqui?

-Oi? Que lenda senhor...?

-Senhor Billy Gill podes me chamar de Billy senhorita.

-Ah sim. Que lenda Senhor Billy?

-Só Billy já esta bom não precisa de formalidade para tratar um velho coveiro como eu. Bem, deixemos de papo e vamos à lenda... Era uma noite fria e muito calma aqui em Silent Hill uma menina muito parecida com você só que loira estava bem em cima dessa lapide, estava esperando alguém... Eu passei pelo portão do cemitério com meus amigos jogando bola, ela parecia ter 15 anos no mínimo eu já tinha 19, naquela época éramos muito brincalhões digamos assim brincávamos até os 25 anos afinal não tínhamos mais nada pra fazer aqui em Silent Hill, eu a ignorei ali muitas adolescentes iam lá pra se pegar com os namorados. Um estranho chegou. Alto, com um capuz preto bem parecido com o meu só que mais comprido sabe? Como um sobretudo sabes?

-Sim sei. Continue esta interessante.

-Haha claro. Ele entrou no cemitério, agarrou a moça pela cintura ela retirou seu capuz e ele olhou de relance para nós lá na rua, era bonito assumo haha, cabelos negros, olhos vermelhos como sangue, pele bonita, dentes perfeitos, alto tudo estava ótimo tirando seu sorriso maléfico que assustava um pouco. Tudo parecia perfeito até que ouvimos alguns gritos, nós estávamos na frente do cemitério e aquela saída ali atrás não existia não tinha como sair do cemitério. A moça estava morta bem ai nessa lapide e o rapaz havia sumido, muitos dizem que teu nome é Sebastian e que rouba a alma das pessoas por ser um demônio... Ele arruma vários meios de conhecer as pessoas, internet, pessoalmente, confusões. Qualquer situação ele tira proveito. Depois combina de encontrar a pessoa para mata-la obviamente ele é um cara muito inteligente não usa esse nome, muitos disseram que usa nomes que tenham apelidos, pois gosta de ser apelidado como... Se chamar Guilherme e lhe chamarem de Gui.

-Ah! Mentira! Duvido que essa lenda exista! O senhor se me permite dizer deve estar caduco! Velho do jeito que aparenta ser!

-Esta bem. Se não acreditas esperas ai logo Sebastian vais te pegar igual fez com Jamily Van Durren.

-Espera com quem?

-Jamily Van Durren.

Era o nome de minha falecida mãe. Eu comecei a ficar assustada, o pobre Billy foi se afastando até desaparecer no nevoeiro que encobria o cemitério.

-Olá... Lorraine! Sou eu, Leon.

-Leon...?

-Sim querida.

-Tire o capuz quero ver-te!

-Como desejar minha querida.

Ele retirou o capuz era exatamente como o Sr. Billy havia falado. Olhos vermelhos penetrantes, cabelos negros e um sorriso maléfico.

-Leonel, pintou o cabelo e estas usando lentes?

-Não minha querida... E a propósito meu nome não é Leonel...

-Como seria então?

-Sebastian!

Ele disse Sebastian e caiu. Billy havia dado-lhe uma pazada na cabeça.

-CORRA ANTES QUE ELE ACORDE!

-MAS E TU BILLY?

-DEIXE-ME SOU VELHO JÁ FIZ O QUE TINHA QUE FAZER AGORA TE DESPACHA PARA TUA CASA E NÃO SAIA DE LÁ POR CINCO DIAS É A LENDA ANDE! A E NÃO DEIXE QUE ELE...

-BILLY! CUIDADO!

Sebastian deu-lhe uma machadada na cabeça, Billy caiu. Eu me desesperei e sai correndo como nunca corri em minha vida, olhei para trás e nada vi, Sebastian havia desaparecido. Voltei meu olhar para frente e dei de cara com Sebastian, com o machado ensanguentado e seu olhar vermelho me olhando firmemente.

-É tua vez!

Disse ele num sussurro horripilante, dei-lhe um chute no meio das pernas e sai correndo. Cheguei a casa, meu pai estava no trabalho, estava eu sozinha com um demônio atrás de mim querendo minha alma. Olha que dia bonito né?

-Abra a porta Lorraine! Quero conversar com você!

-Vá se danar!

-Oh Lorraine que palavreado feio.

-VÁ SE DANAR!

-... –

Sebastian não respondeu. Onde ele estava? Eu ouvi passos se aproximando e quando vi Sebastian estava em minha frente com aquele machado.

-Esqueceu-se de trancar a porta dos fundos amor?

-AHHHHHHHH!

Eu corri pro meu quarto e me tranquei ali. Em meu quarto haviam varias portas a do armário, a do banheiro, a da sacada, a do sótão, tudo isso era no meu quarto, eu me tranquei na sacada afinal se ele me achasse era só pular dali, não era muito alto e tinha um rio logo abaixo era só pular no rio. Ouvi a porta abrindo num ranger muito baixo.

-Querida esta aqui? Subi as escadas devagar pra não me machucar. Devia ser mais cuidadosa não pode correr em escadas. – Era incrível sua habilidade de não se importar em me matar sabes? Ele se importava comigo e ia me matar. Realmente Billy tinha razão a mente dele é super complexa. Ninguém com uma mente não fértil pensaria assim. – Sabia que já me machuquei correndo em uma escada com esse machado? Seria muito ruim se eu me machucasse né querida?

Olhei para o lado, um pé-de-cabra. Não sei bem o que ele estava fazendo ali só sei que fiquei ali encostada na parede com o pé-de-cabra na mão esperando o Sebastian aparecer.

-Você esta aqui?...

Ele chutou a porta do armário.

-Então esta aqui?...

Ele chutou a porta do banheiro.

-Só faltam dois lugares não queres se entregar logo? Uma hora ou outra vou te achar...

Eu estava queimando de raiva, vi pela sua sombra que ele estava indo em direção ao sótão que fica de costas pra sacada, sai em silencio e dei-lhe com o pé-de-cabra em sua cabeça. Ele desmaiou. Eu corri para a igreja e comecei a rezar como nunca rezei, não pareceu adiantar muito Sebastian se aproximava de mim a cada palavra que eu dizia, peguei a Bíblia do Padre e comecei a ler os Salmos, nada parecia fazer efeito.

-Achas mesmo que uma Bíblia estúpida vai lhe salvar? Eu sou um demônio, sim, mas a Bíblia não me machuca. Só vocês humanos imbecis pensam essa idiotice. E a propósito humanos não podem matar demônios. Talvez só um nocaute... Já eu com o meu machado, que a propósito é como minha foice, posso lhe matar.

-Por favor, Sebastian! Imploro-lhe! Lembre-se dos nossos dias e noites conversando! Não tem sangue correndo em suas veias? Seu coração não bate por mim?

-Não. Meu coração parou de bater quando eu morri. Mas paremos de conversar esta na hora de dizer adeus Lorraine. Queime no inferno junto com a sua mãe!

Deu-me com o machado na cabeça. Sim como já deve ter percebido eu morri. Estou escrevendo mesmo morta? É. Eu estou aqui a queimar no inferno e espero que essa carta chegue bem ai na Terra. Tome cuidado afinal Sebastian (Ou Sebby como ele dizia ser chamado por amigos), ainda vaga pelas ruas procurando almas indefesas. Ele não perdoa nem a alma mais pura. Ele leva todas...

E a tua podes ser a próxima.

Notas finais
Gostaram? Aposto que não se assustaram ;P
Comeentem!!
Bjuuh
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!