Seasons Gods - Interativa
9 Capítulo 9 - You Only Live Once
Notas iniciais
Bom, boa leitura. Estou tentando dividir bem a aparição de cada um.
Me digam o que acham, ok?
Boa leitura²
Some people think they're always right
Others are quiet and uptight
Others they seem so very nice nice nice nice (oh-ho)
Inside they might feel sad and wrong (oh no)
- Derek... - Ela acordou repentinamente, sentindo uma dor forte no peito. Era a mais forte de todas, tinha certeza. — Derek! — Balançou os ombros do rapaz que dormia ao seu lado, alheio de sua dor. — Derek!! — Gwen se deixou cair sobre o corpo dele, mas ele já havia acordado.
— Gwen, Gwen!! — Ele despertou agitado. — O que foi?!
— Está doendo... — Ela sentia o ar lhe faltar cada vez mais. — Está doendo de novo. — Logo começou a chorar. Era dor demais.
— Calma, calma. — Ele compreendeu o que estava acontecendo. — A primeira ponta está terminando de queimar. Essa dor vai acabar em um momento... — Ele abraçou ela.
Riley, que escutava tudo próxima da porta, suspirou triste. Não queria acreditar que a amiga estava realmente sofrendo e ela nem ao menos podia fazer nada.
Subiu assim ao quarto com a cabeça baixa e o astral mais ainda.
XXX
— Honmin, né? Sou a Alex. — Ela sorria para o garoto, que parecia lhe observar com cautela, sem deixar de esbanjar frieza.
— Eu já sei quem você é; esqueceu que salvei sua vida?
— Não, claro que não. — Ela negou prontamente. Não iria esquecer tão rápido. -Só acho que, como vamos ficar o dia todo juntos, deveríamos nos conhecer melhor, Oras.
— Não será preciso. Apenas faça o que seja que quer fazer e esqueça que eu estou aqui. — Ele cruzou os braços, esperando que ela obedecesse de primeira.
— Não. — Ela o imitou. — Escuta, nem que eu tenha que domesticar você, garoto mau-humorado, você vai participar também. Vamos comprar algo pra você hoje.
— Comprar o quê? — Ele perguntou sem humor. — Domesticar?! Vo...
— Vem, Honki. — Ela saiu andando na frente.
— Honki!!?? — Ele foi ficando para trás, processando aquele apelido que Alex o tinha dado. — Aish! — Bagunçou os cabelos com as duas mãos. Aquela menina o estava pondo louco!
Em poucos minutos os dois estavam entrando no metrô. Era hora do Rush, então estava totalmente lotado; tanto que os dois eram esmagados um contra o outro, com outras pessoas os prendendo no meio da multidão.
— Ei, você está me empurrando. — Ele reclamou com um dos braços apoiados no encosto de um acento. O metrô fez uma curva rápida, fazendo com que Alex, antes mesmo de protestar, cambaleasse para frente, mas o garoto a segurou pela cintura antes dela cair. Ficaram por alguns segundos tensos se encarando. — T-Tome cuidado. Aish, essa garota... Tão desastrada. — Ele virou o rosto e soltou a cintura de Alex, mas Ambos ainda estavam muito próximos devido a multidão que os prendia frente a frente separados por poucos centímetros.
— Você fala como se eu não estivesse aqui! — Ela reclamou manhosa e ele revirou os olhos.
— Quê? Você está aqui mesmo? — Ele arqueou uma sobrancelha com intuito de irritar a garota que estava praticamente colada contra ele. — Nem percebi, do jeito que você é baixinha.
— Ahn!? Mais uma dessas e uma figueira vai nascer no seu estômago e sair pela boca. — Ela já estava no limite. Por incrível que pareça, sua paciência com ele nunca durava muito tempo.
— Super feminina... Sua delicadeza me comove. — Ele disse irônico. — E além do mais, isso é logicamente impossível.
— Quer experimentar uma tentativa?
— Vá em frente, antes disso eu congelaria seu cérebro, se é que você tem um.
— Arg! Como você é indelicado. — Ela arfou com raiva e ficou na ponta dos pés. — Saiba que... — Antes que ela pudesse terminar de falar, o metrô parou de imediato fazendo com que o homem atrás de Honmin o empurrasse com certa força.
Os lábios dos dois acabaram se encontrando quase que de imediato após o tombo. Nenhum dos dois sequer fechou os olhos, ficaram assim por alguns segundos sem se mover.
— O que você fez?! — Ela gritou assim que saíram do metrô que os conduziu até o centro da cidade. Ela já chamava atenção suficiente por sua beleza, e agora por seu escândalo.
— E-Eu!?! — Ele estava nervoso, mas não se deixaria abalar. — O cara atrás de mim me empurrou! Em partes, isso na verdade é culpa sua! — Ele cobria o rosto dos olhos para baixo com a mão.
— Minha culpa?! Você me agarrou! — Ela bateu um pé no chão.
— Se você não tivesse ficado na ponta dos pés, isso não teria acontecido! Isso nos leva a conclusão de que a única vitima sou eu. — Ele cruzou os braços enquanto ela andava de um lado para o outro.
— Pervertido! — Ela chegou a essa conclusão em um murmuro. Ele não a pôde ouvir e fez uma careta confusa. — Idiota pervertido!! — Ela gritou para toda a estação ouvir.
(...)
Os dois voltaram para casa naquele mesmo momento. Conseguiram ficar o mais longe possível um do outro no próximo metrô, que por sorte veio vazio.
Nos últimos acentos, cada um sentava em um extremo, hora ou outra lançando olhares um para o outro. Olhares raivosos.
Ficaram assim o percurso inteiro e assim que as portas do vagão foram abertas, ela saiu na frente em disparada. Honmin se apressou em alcança-la.
— Ei, baixinha. — Ele a segurou pelo pulso. — Se continuar correndo assim,eu te mato. Sabe, eu odeio ter que correr atras de garotinhas como você! — Seu tom era frio. Ambos desceram os olhos para a mão dele, que mantinha-se firme no braço de Alex. Ele soltou com rapidez.
— Idiota pervertido! — Ela gritou mais uma vez, sentindo o rosto esquentar. Embora isso prejudicasse altamente os ouvidos do Hiver, não podia negar que ela ficava extremamente fofa corada e estressada daquela maneira.
— Aish. — Ele bagunçou os próprios cabelos com as mãos. — Estou ficando louco! — Reclamou para si mesmo, seguindo a menina até a casa do caçador que era alguns metros dali.
XXX
Jessika Pov
Assim que deixamos Honmin e Alex na estação com o propósito de nos ajudar comprando algumas coisas como roupas e mantimentos, eu e Sam voltamos para casa caminhando.
Eu tinha certeza que aqueles dois eram feitos um para o outro; algo me dizia aquilo.
— Ei, Sam... — Me sentei em uma das muretas que cercavam a mansão do caçador. — Como vamos entrar?
— Que?! Como assim? — A morena se apressou em pressionar a mão contra o scanner, mas ela apenas recebeu como resposta um simples " Digital não autorizada" vindo da pequena máquina. — Não acredito que simplesmente pediu dinheiro para o Derek e nem pensou em como entraríamos!
— Podemos esperar, ou...
— Ou...
— Podemos tentar arrombar o portão! -Disse animada. — Acho que não seria tão difícil.
Antes que Sam pudesse dizer algo nada motivador, ouvimos ambas uma Buzina e o som das rodas do carro elegante se aproximando. Derek saiu deste com as mãos nos bolsos do jaleco.
— Derek, nosso Salvador. — Sam sorriu mais ainda animada. — A tonta da Jessika esqueceu desfrutar como entraríamos.
— Aqui. — Ele me jogou um controle com uma tela digital. — Passe o dedo duas vezes e o portão abrirá. — Ele tirou outro igual do mesmo bolso. Deslizou o dedo pela pequena tela do controle seguidas duas vezes e o portão se abriu.
— Ok, valeu! — Sam entrou na casa, enquanto ele deu a volta e entrou no carro. — Vem Jess. — Ela me chamou. Corri até ela.
Entramos na casa e... Havia uma garota ali; uma garota beijando Will...
Quando ela se separou dele, pude ver. Ela tinha os olhos verdes e quase imperceptíveis sardas sob eles. A pele era demasiado branca e os lábios em um tom rosado natural. Os cabelos que se destacavam eram ruivos natural e eram lisos até os ombros, onde faziam pequenos cachos nas pontas. Tinha uma franja lisa e vestia um curto vestido florido com um salto. Era bonita, mas nem tanto.
Will mantinha-se calado e ela sorria com felicidade. Ele não me parecia animado, tanto que nem olhava para ela direito.
Algo estava errado.
Vanessa, Gwen e Midori estavam no Hall. Gwen Parecia um pouco melancólica, mas os lábios se curvavam em um curto e triste sorriso.
— Quem é ela? — Fui direta.
— Mas que diabos está acontecendo? — Sam cruzou os braços, irritadiça.
(34 minutos antes, 3ª pessoa)
Gwen havia finalmente acordado; ao seu lado estava Will e de pé atrás dele estavam Riley, Elena, Charlie e Allicia.
— O que aconteceu...? — A albina coçou os olhos ainda sonolentos. — Por que estão aqui?
— Gwen! — William a puxou para um abraço forte. Os braços dele contornavam perfeitamente o corpo dela. — Eu estava preocupado com você! — Afastou-se dela segurando-a pelos ombros.
— Eu estou bem... Willy. — Ela sorriu travessa para ele, que soltou um riso fraco e aliviado. Afagou a cabeça dela com força e lhe deu um peteleco logo depois. — Hey!
— Fico feliz que esteja bem... — Ele suspirou. — Eu me sinto culpado por não poder te ajudar quando...
— Obrigada Will. — Ela o deu um beijo estalado na bochecha, fazendo o garoto corar até a alma. Ela sorriu ainda mais, vendo fração na
— Gwen, vamos subir. — Riley sorriu aliviada por vê-la ali saudável e animada. — Você precisa tomar um banho.
— Ok. — Ela sorriu para Will, que ainda estava regularizando as respirações. — Te vejo depois. — Ela saiu atrás das garotas.
— Gwen!- Allicia abraçou o pescoço da amiga. — Pensei que algo ruim pudesse acontecer com você!
— Nem diga isso! — Charlie puxou a albina dos braços de Allicia. — Mas... Ficamos todos preocupados com você ontem; como Allicia disse, pensamos que algo te pudesse acontecer.
— Ficamos quase sem dormir. — Elena suspirou. — Mas de qualquer forma, quando te vimos dormindo dormindo hoje de manhã... Derek nos disse que estavas bem.
— Onde ele foi? — Ela perguntou inocentemente, mas curiosa.
— Trabalhando, oras. — Charlie fez biquinho. — Ele te tratou tão amavelmente...
— Pronto. — Pararam na porta do quarto.
— Onde estão os outros? — Lembrou-se de perguntar.
— Mandamos Jessika e Sam levarem Alex e Honmin para comprar algumas coisas. Derek lhes deu algum dinheiro; as duas já devem estar voltando. — Elena explicou.
— Alguns saíram pro jardim, outros ainda dormem... — Riley terminou. — Mas você fala com eles depois. Vai tomar banho e escovar esses dentes. — Empurrou a porta do quarto.
Enquanto isso, no andar de baixo Will e Arthur conversavam.
— Vamos logo com isso. — Arthur suspirou.
— Não vou puxar seu dedo!
— Vamos lá Wi...
— Willy! — Uma terceira voz se pronunciou. William estremeceu só por ouvir. — Faz um tempão, certo? — Ele se virou e pôde ver Dália com os braços atrás das costas e um sorriso amável nos lábios.
— Dália... Como chegou aqui?
— Depois que você saiu do Automne Francês, eu fiquei sozinha. — Seu sorriso meigo tornou-se maligno. — Então ouvi dizer que a arvore da Carolina do Norte havia caído... Vim aqui e te vejo em plena luz do dia... Preocupado com uma Hiver idiota!
— Dália, nós não temos nada! — Ele aumentou o tom de voz. Nesse ponto Arthur já os tinha dado privacidade.
— Sim... Nós temos, William. — Ela ficou séria e ameaçadora. Caminhou na direção do rapaz, que nem ao menos se moveu. Ele não iria se intimidar com aquela garota louca. Mas... — Nós temos, caso contrário, o tempo de vida de Gwen.... Irá diminuir Muito! — Gritou as últimas palavras com um sorriso malévolo.
— Dália, não toque nela! — Ele a empurrou com força contra a parede, fazendo-a gemer com alguma dor. — Não ouse...
— Você é meu. — Ela disse séria e sem sarcasmo ou escárnio. — É simples, se quer que ela sobreviva....
(...)
Gwen, Vanessa e Midori desciam as escadas e riam de uma piada. Haviam passado por Arthur, mas acharam estranho ele ter apenas passado reto sem nem ao menos irritar elas.
— Mas ele devia ao menos nos ter cumprimentado... — Midori cruzou os braços ao pé da escada. — Acho que... — Parou de falar, assumindo uma expressão assustada.
— O que...? — Gwen ficou confusa. Virou o rosto e pôde ver... — Will...? — Ela o observou. O rosto estava tentando ao máximo não olhá-la nos olhos, o braço passava pela cintura de uma garota desconhecida á seus olhos. Esta lhe sorria.
— Oi! Eu sou Dália, do Automne Francês. — Ela sorriu, afastando-se do garoto. — É um prazer te conhecer. Deve ser a Gwen, certo? — Estendeu a mão delicada — Sou a namorada do William!
Aquilo foi... Doloroso.
— O que?! — Vanessa cerrou as sobrancelhas. — Quem é essa tia, William?! — Se aproximou dele, querendo satisfações.
— Por que está me perguntando isso, Nessa? — Ele perguntou com um riso.
— Responda logo!
— Não ouviu o que ela disse?! — Ele elevou o tom de voz. — Minha namorada!
-... !
— Gwen... Você está bem? — Dália sorria, tentando parecer gentil. — Prece um pouco chocada.
— N-Não esperava isso. — Ela sorriu tímida. — Parabéns por isso, né? — Segurou com firmeza no corrimão.
— Estamos realmente felizes, né? — Dália se agarrou no braço de William. Ele concordou com a cabeça,embora estivesse sério. Aproximou os lábios dos dela em um toque suave, passando a mão por sua cintura.
Nesse momento a porta se abriu. Sam e Jessika entraram e perceberam a pequena confusão. Jess se alterou.
— Quem é ela?
-Mas que diabos está acontecendo aqui? — Sam também parecia confusa.
— Sou Dália, do Automne Francês. — Ela se aproximou das duas perto da porta. — Namorada do Will.
— Will O quê?!! — Sam perguntou em um grito. Derek entrou na casa logo em seguida, mas como sempre, estava sério. Apenas se intrigava pela presença da desconhecida ali.
— Boa tarde... — Ele fechou a porta atrás se si com a feição intrigada. — Quem você seria?
— Dália, do Automne francês. Namorada do Will também!
— namorada...? — Ele retirou o jaleco, deixando-o sobre a dobra de seu braço. — Gwen, acordou bem hoje? — Ele a questionou. Gwen assentiu. — Vamos sair então. Quero te levar em um lugar. — Sorriu para ela.
— A-Ah... H-Hm. — Ela concordou, pouco distraída.
Todos estavam em silencio. Apenas ouviram o som dos passos de Derek e Gwen distanciando-se.
Will mantinha a cabeça baixa e soltou-se de Dália com brutalidade. Lembrou-se de suas palavras com ódio:
" Finja ser meu namorado ou ela terá o ar arrancado de seus pulmões. Sua garganta irá se fechar e aos poucos, a vadia Hiver irá convulsionar por falta de ar. Você sabe que eu faço isso, William! Agora você é MEU namorado! Me beijarás na frente da albina!"
Notas finais
Digam o que acharam.
Desculpe, estou meio desanimada, mas ainda conta.
:)
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